Foto: Nathalia Bertazi

De quantas faces é feito um coletivo de expressões? Eis um questionamento sempre complexo de se responder. Tendo em vista o universo particular e significativo que brota de cada indivíduo, poderíamos dizer que uma edição de uma revista como a Diversos Afins é, na verdade, um inventário de vestígios. Nesse processo todo, talvez o que seja mais difícil de projetar é o corpo definitivo das criações, ou seja, a maneira pela qual as vozes se orquestrarão rumo a um sentido final e amalgamado. Como a arte é uma eterna equação sem soluções exatas, cabe-nos sempre a tentativa de harmonizar as diversidades de pensamento que permeiam o mosaico de autores publicados. Assim, pesquisamos, pensamos, idealizamos e, sobretudo, acolhemos aquilo que vislumbramos ser o componente imprescindível de um organismo vivo que é a cultura. O estímulo necessário para a continuidade vem do entendimento tanto de autores quanto dos leitores. Aqui, entendimento significa compreensão dos caminhos e propósitos que norteiam nosso trabalho, isto é, um conjunto de características que consolidam cada vez mais uma identidade para a revista. E mais gente vem se juntar a esse solo comum de andanças. É o caso de Leonardo Mathias que, com o vigor significante de suas entrelinhas poéticas, compartilha conosco uma exposição de seus desenhos e ilustrações. No compasso do mistério que permeia a vida, nossas janelas de versos abrem seus compartimentos para que ecoem as palavras de Leandro Rafael Perez, Marcelo Ariel, Vanessa Carvalho, Luiz Brener, Adriana Aleixo e Luís Filipe Marinheiro. Numa conversa sobre poesia, a escritora Clarissa Macedo entrevista a poeta peruana May Rivas de la Vega. Num resgate sonoro, Rogério Coutinho escreve sobre um dos discos solo do ex-mutante Arnaldo Baptista. Nos Dedos de Prosa, toda a particularidade narrativa dos contos de Maurício de Almeida, Tere Tavares e Abilio Pacheco. O escritor Luis Benítez esboça um breve panorama da poesia argentina contemporânea. No território da sétima arte, Larissa Mendes anota suas impressões sobre a mais recente produção dos irmãos Coen. Conduzida por novos ímpetos, a 89ª Leva movimenta outros tantos verbos, sentidos e imagens. Mais uma vez, seja bem-vindo, caro leitor!
Os Leveiros
Adri Aleixo

Dois
Por favor,
desta palavra
só o sumo
o gozo
e o ritmo.
***
Lady Godiva
Gostava de seguir tendências
leu certa vez em uma vitrine
: menos é mais!
despiu-se do cavalo.
***
Rotas
Eu seguia rio lento
de certo, meio assoreado
mas manso profundo calmo
conhecidas encostas.
De repente você vem
me irrompe em fúria
me alaga em púrpuras.
***
Fonemas
Ele inaugura linguagens
no percurso do meu corpo
língua
morfemas
cartografias
e eu sou toda epifanias.
***
Leitura
Eu nunca soube de bússolas ou distâncias
nem sei contar luas
apenas aprendi que elas
vociferam
e sinalizam
o corpo:
seio
calafrio
cio.
***
Etéreo
O poeta sabe
que todo
verso
tem
fome
de gente
e epifanias.
***
Corpo
É sempre inverno em mim
e tudo são sinos, tambores
sina
querência de toque
Coisas que
arfam chispam
olhos que leem
regaço
remanso.
Adri Aleixo é poeta mineira nascida em Conselheiro Lafaiete, mas hoje vive em Belo Horizonte onde presta consultoria em Linguagens. É graduada em Letras pela UEMG. Possui textos publicados em outros sites e revistas literárias. Escreve também contos e literatura infantil. Publicou em 2014, Des.caminhos, pela editora Patuá.
Por Rogério Coutinho
ARNALDO BAPTISTA – SHINING ALONE (AO VIVO 1981)
Em 1981, o ex-Mutante Arnaldo Baptista realmente andava só, mas não se pode dizer que ele brilhava tanto assim para os olhos do grande público, que ignorava suas andanças e incursões musicais por aí. Após gravar o seminal Lóki em 1974 (disco que passou em branco na época e que a partir dos anos 90 viraria objeto de culto) e montar a banda Patrulha do Espaço, que bateria ponto no underground paulistano durante os anos 80 mesmo sem seu fundador, Arnaldo tentou uma reciclagem pessoal e profissional no Rio de Janeiro. Durante sua temporada carioca, tocou com os então iniciantes – e desconhecidos – Lulu Santos e Lobão, e gravou com gente como Walter Franco e Guilherme Arantes.
Essas experiências não trouxeram para Arnaldo seu reencontro com as plateias que lotavam ginásios na fase áurea dos Mutantes, mas ajudaram a gestar parte de seu mito e culminaram no seu retorno a São Paulo, onde foi registrada uma de suas apresentações solitárias no Teatro da (Pontifícia) Universidade Católica de São Paulo, o TUCA, que finalmente vieram a público – oficialmente – no final de 2013, no álbum digital Shining Alone.
Munido apenas de um piano elétrico, de um simulacro de órgão Hammond (“coisa de americano”) e de um violão (“o que rima com violão? Tesão…”), é um Arnaldo em estado bruto, despido de qualquer produção ou dos experimentalismos da sua época mutante ou mesmo do hard rock da Patrulha do Espaço. Surge aqui o Arnaldo motociclista (Ai Garupa, que seria regravada no álbum Let It Bed, mais de vinte anos depois), remanescente de sua viagem até o Panamá, a bordo de uma BMW 1951, e o caronista na Europa (Sentado ao Lado da Estrada). Voltando mais ainda no tempo, há o garoto que teve aulas de piano clássico com a mãe, concertista, que não tem o menor constrangimento de tocar a Marcha Turca de Mozart ou um movimento dos Concertos de Brandeburgo de Bach em um suposto show de rock.

Vai de Mozart e Bach a Bob Dylan (Don’t Think Twice, It’s Allright – onde comete a molecagem de responder o trecho da letra que diz “it ain’t no use in callin’ out my name” com um “Arnaldo!”) e Rolling Stones (Honky Tonk Women), passando por standards norte-americanos como Cry Me A River, curiosamente gravado por sua ex-parceira Rita Lee em seu Bossa’n‘roll de 1991. Rita, aliás, também é lembrada numa versão comovente de Ovelha Negra, como se não bastasse ela ter sido a destinatária de canções como Te Amo Podes Crer. Todo esse caleidoscópio musical estranhamente nada tem do repertório dos Mutantes, exceto a engavetada O A e o Z (“uma marcha guerreira”), aqui em versão instrumental e abreviada, que só viria a público nos anos 90.
Em que pese seu notório sofrimento e a insalubridade do ambiente musical que Arnaldo vivia naquele final dos anos 70 e começo dos 80, pré-explosão do rock brasileiro, fica aqui um registro imprescindível da melhor fase artística do mutante, fundamental para conhecer não só o artista, mas o homem. No caso de Arnaldo Baptista, essa distinção praticamente não existe, sendo alguém que fundiu sua história com sua arte até as últimas consequências (e pagando um preço alto por isso), como raras vezes se vê.
Rogério Coutinho é malandro velho e não se mete no enguiço.
Luís Filipe Marinheiro

Devorei pulsos em chamas.
Amplamente o rosto envolto por coágulos de sangue luzidio
a trespassarem as veias estanques como a enrolar
as cores existentes
por dentro.
Certo é percorrerem
todo esse ar
que engole o corpo celeste mergulhado
na textura do nosso corpo temporal.
Fico com as mãos
cheias de ossos trancados.
Levanto
a cauda de um espelho
e alongo as vísceras astronômicas,
com bastante força química,
a dilatar numa circulação sanguínea
até a leveza
da garganta se alagar
na sombra líquida
das artérias
contra o alto esquecimento das coisas profundas,
contra os tendões severos a racharem a boca desvairada.
Relembro quando adormecia
sobre todas as
coisas vivas ou mortas
por fora.
Submetia os lábios
a girarem a voz louca
ao lume pedestre
e ardia pelo estremecimento terrível
dos nervos cabeça adentro,
donde múltiplas
estrelas demoníacas
a baterem-se em mim longamente
param, a pouco e pouco, a potência que nunca me sorriu
e vago ou inocente deixo de caber
nos sítios superficiais
à minha volta.
Releio todas as cumplicidades translúcidas
a moverem toda a pele num feixe de pérolas
das salgadas mãos,
aos braços a escorrerem aquele alimento
metidos nas águas sentadas
no túmulo dessas estrelas tubulares.
A destreza deste poema extingue-se quando as unhas
tocarem na carne abaixo, rompendo,
com sinceridade,
a desvastação simbólica
da escrita furibunda
ou silêncio furibundo
a pesar com delicada melancolia.
Ouço o rasgão
do corpo a sangrar
com os tecidos dos versos
a palpitarem porque se nomeiam
e se escrevem dentro
da pulsação ininteligível.
Por cima,
devoro os pulsos em chamas.
***
fecho os olhos
abro-me nos teus como uma balada impune no seu sangue
oscilante
entretido percorro-te, estremeço-me nas veias singulares
depois com a ponta da língua
afável caligrafia reponho as cordas giratórias
e andas no meu imenso chão
um chão embalado p’los nossos sorrisos de cetim
só teu, só meu a transformar-se
porém nunca a concluir ou terminar salvo esse romance
nada súbito a apertarem violetas durante
jactos perfumados
decerto uma bondade eterna
eis donde chegam os meus afetos
e nas artérias de seda cristal
crias novas meigas cores novos ligeiros ares
novos amantes tons
novos endurecidos ruídos
novo auroreal amor para eu continuar a ver
a ver-te debruçada sobre mar transparente
com veludo de orvalho entre os poros
a ver-nos encalhados continuando a moldar
brancos banhos
como numa nossa gargalhada
a dormir no cume de videntes astros adentro
só dessa maneira
estaremos destinados a tais grandes coisas
***
Uma vez
atei lençóis ferrugentos
aos membros lisos
da claridade daquele céu tatuado,
como deslizava lasso ao longo
da corrente sanguínea
de um qualquer envenenamento.
Após sobrepostas vibrações
retalharem a sombra da minha fechadura.
São terríveis os afetos.
***
houve uma ensinada tarde
em que a luz se esticava dentro de mim
agitava-se cruelmente longamente
e eu expandia sem parar
quando subi demasiado humano
por entre avenidas de escadas povoadas
vizualizava esquecidos sábios
quem seriam? quem serão? existirão?
depois da meditação sentado na última abóbada do planeta
descobri a diferença entre a palavra origem e proveniência
essas asas d’ouros em tudo bizarras
acorreram-me uma a uma amando o vento
retina de minha oriunda consciência
outros arrastaram o espaço do meu concreto corpo
e a profundeza do mar a avistar as feridas palavras
eis que me amarram de ponta a ponta
uma infinita espuma movida por rostos
meu coração recluso do impróprio choro doce
contempla o tempo desafinado por raros
perfumes deslizantes
dessas hirtas pétalas ligeiramente oblíquas
e noctívago danço a sinfonia em que morro loucamente
Luís Filipe Marinheiro nasceu em Coimbra, 30 de Julho de 1982. É natural e reside em Portugal, Cidade de Aveiro. Poeta.
Por Larissa Mendes
Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (Inside Llewyn Davis). EUA. 2013.
Se o folk é o gênero que combina elementos de música folclórica e do rock’n’roll, ninguém melhor para documentá-lo do que Joel e Ethan Coen, a dupla que transforma banalidades em pequenos clássicos. Baseada na vida do nova-iorquino Dave Van Ronk (1936 – 2002) e na cena musical de Greenwich Village, nos anos 60, bairro de onde despontaram Bob Dylan (aliás, em sua biografia Chronicles, Dylan afirmou que Ronk era seu guru), Joan Baez, Joni Mitchell e Phil Ocs, Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum, no entanto, está longe de ser uma cinebiografia do artista. A atmosfera melancólica e quase apocalíptica do filme ilustra a vida de mais um jovem adulto perdido entre seus próprios anseios e escolhas.
O homem comum em questão é Llewyn Davis (Oscar Isaac, em seu grande papel no cinema), um talentoso, porém desafortunado músico em busca de reconhecimento. Dormindo de sofá em sofá, cedidos por amigos, com pouco dinheiro no bolso e com um violão embaixo do braço – e durante boa parte do tempo, com um gato amarelo, em outro – Inside Llewyn Davis é o título de seu vinil solo, cuja dupla formada com o parceiro Mike, que cometeu suicídio, fez certo sucesso outrora.
Errante convicto, Llewyn vê frustradas suas aproximações com a família, as ex-namoradas e com o estrelato. Ele é incapaz, por exemplo, de perceber que a exclamação do pai não é resultado da empolgação com sua canção e sim porque o idoso fez as necessidades nas calças. Até mesmo o zelo com o gato do casal Gorfein não o impede de perdê-lo ou confundi-lo. Aliás, Ulysses, o gato, é uma boa metáfora para o sucesso: algo que Llewyn, inconscientemente, persegue, porém, sempre deixa escapar. A música parece mesmo ser sua única forma de ligação com o universo e conexão com as pessoas. De mais a mais, o personagem segue andando em círculos, incapaz de qualquer tentativa de redenção.

O filme tece uma crítica velada ao próprio glamour de Hollywood e da ‘profissão: artista independente’. Se o personagem teme vender-se ao sistema e abdica inclusive dos royalties da canção radiofônica ‘Please, Mr. Kennedy’, composta por um popular Jim (Justin Timberlake), o mesmo acontece com a dupla de cineastas. Joel e Ethan Coen jamais se curvaram à indústria e imprimiram uma marca bastante autoral em sua filmografia (não por acaso, já estão em seu 16º longa-metragem). Render ou não uma bilheteria expressiva é mera consequência. O que, aliás, não aconteceu com Inside Llewyn Davis, principalmente após o sucesso do remake Bravura Indômita (2010).
Apesar do grande elenco coadjuvante, formado por John Goodman, Carey Mulligan, Ethan Phillips e outros, Inside Llewyn Davis é mesmo ‘a balada de um homem só’, em que nem o performático Timberlake é capaz de ofuscar a atuação e o carisma de Oscar Isaac: seu olhar distante é a personificação do fracasso e seus diálogos contêm o peculiar sarcasmo coeniano. Aliás, quando a ironia não está contida nas falas, ela é expressa nas próprias canções – todas executadas na íntegra. Escrito e dirigido por Joel e Ethan – que em vários momentos tentam driblar sua própria narrativa, indicando uma ação do personagem para, em seguida, desmenti-la –, vale lembrar que o filme foi indicado ao Oscar 2014 nas categorias de Melhor Fotografia (uma paleta de tons outonais e uma perspectiva às vezes claustrofóbica) e Melhor Mixagem de Som. Como um belo folk, Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum, talvez seja o filme mais light do duo, mas nem por isso o menos profundo.
Larissa Mendes divide o mundo em dois tipos de pessoas: aqueles que gostam de gatos, de folk e dos Coen; e os que não sabem o que estão perdendo.
Abilio Pacheco

A Hora da Estrela
A alma era de atriz. O gesto também. E a impostação da voz!…
Qualquer dia teria sua chance. Recebeu com naturalidade o convite para um musical.
Conhecia bem seu papel e agiria com desenvoltura.
No instante exato, atirou-se da frisa.
***
Curvas Perfumadas
A filha era muito alta e a mãe queixava-se dos namorados que sempre a menina trazia pendurados debaixo do braço.
Sorte as curvas serem perfumadas. Mas os rapazinhos fracos não se resistiam ali; caíam.
Um dia a mãe admirou-se da filha com os francos vazios. Havia depilado as axilas.
***
Espólio
Vivia numa alegria enorme, cabendo mal em si. Havia nascido grande, perto de adulto. Seu pai-demiurgo o havia feito assim. Completo; à base de tinta em face lisa, alva e chã. Tinha amigos, nome e cor de olhos. Mais que isso, cosido e recosido, desfiado e retecido, tinha já história: plena, embora de curto enredo, intriga simples, desfecho claro. Sentia-se brioso.
E mais ainda, ao ter por certo, quando posto num cubículo escuro junto a outros parelhos seus, que dali sem tardança partiria rumo ao prelo. Ansioso sempre, de mais a mais, notava um fio de sol e a luz cegante, sentia ímpeto de… Antes, contudo, aumentado o aperto, o espaço de novo escurecia.
Às vezes, de surpresa, eram recolhidos e postos à mesa; ele ficava convicto da viagem à prensa. Eram remexidos, embaralhados, uns apartados, outros riscados, uns amassados, outros dobrados… mas ele sempre voltava à gaveta fria e bafia. Com o tempo se foi recolhendo, perdendo todo o gáudio. E mesmo quando sentiu bruscos vacilos no móvel, fado algum lhe apontou a mais remota edição.
Da escrivaninha ouvia vozes raras, portas rangentes, mastigados silêncios. Sentia-se estático e inconcluso, década a fio em meio trevoso. A face desalvecia. Seus parelhos encarunchavam, bafiavam mais. Até que, às vozes próximas, ouviu: “escritor”, “morreu”. Súbito, a luz! E de novo trevas. Desentendeu-se. Solavancaram seu casulo e saculejaram por via custosa a termo baldio. A convicção precária voltava de lenta e – sendo desfolhado de todos – sentia que, enfim, vinha a lume.
***
Sinfonia
Por conta de crescente aperto nas finanças, pouco a pouco tiveram que se desfazer dos móveis e utensílios, a começar pelos menos essenciais. Até que venderam o piano de gabinete, que ocupava espaço, mas preenchia o tempo vão com ledos solfejos e suaves sustenidos.
No lugar, puseram uma mesa sem graça de madeirite a esgarçar-se. Nela, a pianista se punha como antes. Nos mesmos horários, deslizava os dedos – com a costumaz habilidade – pela superfície de teclas imaginárias. Inclinava a cabeça, fechava os olhos, balançava o corpo, às vezes cantarolava, mas na mesa não resvalava, tocava ou triscava.
Os demais da casa mantinham a mesma rotina. Punham-se calados ao chá ou café, ao tricô ou crochê, ou apenas folgavam deveras ao som do instrumento ausente.
Não custa que logo, logo, empolgada e distraída, a moça tocou mais forte o teclado. A melodia inebriou mais ainda os presentes. As notas trouxeram não sei que contentamento. Preencheu espaços da casa e transbordou pela confusa e incrédula vizinhança.
***
Implícito
Não queria perder os sentidos do que lia, por isso sublinhava trechos mais difíceis com traços largos.
Tarde se deu conta que cobria as entrelinhas.
Abilio Pacheco é professor universitário de Literatura (UFPA – Bragança). Autor de “Em despropósito (mixórdia)” – romance e “Canto Peregrino à Jerusalém Celeste” – poemas, ambos pela LiteraCidade – 2013. Atualmente cursa Doutorado em Literatura (THL-UNICAMP) e é Assistente Editorial (da LiteraCidade).