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75ª Leva - 01/2013 Janelas Poéticas

Janela Poética VI

O minimalismo dos versos de Alvaro Posselt

Alvaro Posselt

 

Desenho: Luiza Maciel Nogueira

 

 

Me enche de silêncio
O barulho da multidão

Me enche de barulho
O silêncio da solidão

 

 
***

 

 
Ouve
E aproveita
O silêncio do qual
A pessoa é feita

 

 

***

 

 

A gente nunca erra
Quando faz da paz
Nossa arma de guerra

 

 
***

 

 

Viver eu suponho
É montar a realidade
E chicotear o sonho

 

 

(Alvaro Posselt nasceu em Curitiba. É professor de português e revisor de texto. Participou de antologias de poetrix, haicai e miniconto. Já classificou haicais e miniconto em concursos. É colaborador do Jornal Memai – Letras e Artes Japonesas. “Tão breve quanto o agora” é seu primeiro livro. E-mail: alvaroposselt@yahoo.com.br)

 

 

 

2 respostas em “Janela Poética VI”

“A gente nunca erra
Quando faz da paz
Nossa arma de guerra”
AMEI :)
E penso que viver é adaptar-se
É circular entre escolhas, acasos e consequências
Circulemos, montemos nossa realidade e nossos sonhos
Com minimalices e poesia

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