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	Comentários sobre: Olhares	</title>
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		<title>
		Por: Jorge Elias Neto		</title>
		<link>https://diversosafins.com.br/diversos/olhares-2/comment-page-1/#comment-52</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jorge Elias Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 22:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hilton Valeriano conhece muito bem a obra de Felipe Stefani, por isso esse texto tão breve e lúcido.
O homem nú de Stefani mente menos. Nós que convivemos intensamente com a obra de Felipe, nos acostumamos  expressão corporal atormentada de seus personagens. O homem de nosso tempo, seguindo a trajetória proposta por Nietzche. Personagens que dialogam com nossa angústia frente ao absurdo. O indivíduo muitas vezes só, no vazio existêncial da folha à ser preenchida. A batalha diante de Deus, a opção de não dar o &quot;salto&quot; proposto por Camus.
Os desenhos de Felipe nos falam de nossas incertezas. Em um momento em que muitos recorrem as abstrações, os personagens de Felipe apenas se despem, para nos dizer do mais importante em nossa exigua existência. Nos dizer de nossa insignificância; de nosso desespero frente ao que nos cabe como verdade ... De nosso incompleto e incoerência.


Embora não tenha lido as obras de Beckett, considero oportunas as observações realizadas por José Marcus de Castro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hilton Valeriano conhece muito bem a obra de Felipe Stefani, por isso esse texto tão breve e lúcido.<br />
O homem nú de Stefani mente menos. Nós que convivemos intensamente com a obra de Felipe, nos acostumamos  expressão corporal atormentada de seus personagens. O homem de nosso tempo, seguindo a trajetória proposta por Nietzche. Personagens que dialogam com nossa angústia frente ao absurdo. O indivíduo muitas vezes só, no vazio existêncial da folha à ser preenchida. A batalha diante de Deus, a opção de não dar o &#8220;salto&#8221; proposto por Camus.<br />
Os desenhos de Felipe nos falam de nossas incertezas. Em um momento em que muitos recorrem as abstrações, os personagens de Felipe apenas se despem, para nos dizer do mais importante em nossa exigua existência. Nos dizer de nossa insignificância; de nosso desespero frente ao que nos cabe como verdade &#8230; De nosso incompleto e incoerência.</p>
<p>Embora não tenha lido as obras de Beckett, considero oportunas as observações realizadas por José Marcus de Castro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hilton Valeriano		</title>
		<link>https://diversosafins.com.br/diversos/olhares-2/comment-page-1/#comment-39</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hilton Valeriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 19:45:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado José Marcus De Castro Mattos, seu comentário foi extremamente pertinente...penso que minha modesta contribuição quanto à qualidade artística dos desenhos de Felipe Stefani tenha realizado seu objetivo: propor a reflexão sobre uma obra autêntica! Meu ensaio é passível de questionamento, pois toda análise se baseia em pressupostos teóricos...gostei muito de sua perspectiva, apesar de infelizmente ser ignorante quando aos grandes autores que você citou! Recomendo que desenvolva essa análise!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado José Marcus De Castro Mattos, seu comentário foi extremamente pertinente&#8230;penso que minha modesta contribuição quanto à qualidade artística dos desenhos de Felipe Stefani tenha realizado seu objetivo: propor a reflexão sobre uma obra autêntica! Meu ensaio é passível de questionamento, pois toda análise se baseia em pressupostos teóricos&#8230;gostei muito de sua perspectiva, apesar de infelizmente ser ignorante quando aos grandes autores que você citou! Recomendo que desenvolva essa análise!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: JOSÉ MARCUS DE CASTRO MATTOS		</title>
		<link>https://diversosafins.com.br/diversos/olhares-2/comment-page-1/#comment-34</link>

		<dc:creator><![CDATA[JOSÉ MARCUS DE CASTRO MATTOS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 11:57:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns, HILTON VALERIANO, pelo excelente e elucidativo texto, o qual nos permite haurir com mais clareza as intenções éticas e estéticas dos desenhos do artista FELIPE STEFANI. Entretanto, com o objetivo de inaugurar um diálogo produtivo com você, permita-me dizer-lhe que, pelo menos de minha perspectiva (a psicanalítica), seria possível ler os desenhos de STEFANI como se os mesmos exprimissem &quot;figuras beckettianas&quot; (refiro-me a SAMUEL BECKETT [1906 - 1989]), ou seja, personagens que, embora descarnados e despossuídos de quaisquer bens materiais (trata-se em geral de &quot;mendigos&quot;), resistem e sobrevivem ao sem-sentido da existência, quer balbuciando fragmentos de palavras e de frases, quer estendendo angustiadamente seus corpos em movimentos aleatórios no interior/exterior de um espaço vazio. Todavia, como você sabe, HILTON, há sempre em BECKETT um &quot;esperando Godot&quot;, qual seja, mesmo nas situações de extremo nonsense, os personagens estendem seus braços, pernas e mãos (ainda que através de um gestual quase imperceptível) para o &quot;pequeno Deus&quot; (&quot;Godot&quot;)... - Os braços estendidos das figuras de STEFANI, em direção ao &quot;vazio&quot; mas como que tentando &quot;pegar ou apontar algo&quot;, lembraram-me muito determinados posicionamentos dos personagens de BECKETT. Assim, talvez haja nos belos desenhos de STEFANI também um &quot;morrer das coisas&quot;, mas esperançoso (este &quot;morrer&quot;) de que é possível &quot;apontar ou pegar algo&quot; - e o que seria este &quot;algo&quot;?; bem, não encontro outra palavra e/ou outra significação senão esta: &quot;Deus&quot; (ou, como prefere BECKETT, &quot;Godot&quot;). Abraços: JOSÉ MARCUS DE CASTRO MATTOS (Poeta. Psicanalista-lacaniano). Rio de Janeiro. PS: Muito importante a passagem de MURILO MENDES,destacada por você. A passagem relê o célebre &quot;O homem é um ser-para-a-morte&quot;, de HEIDEGGER, acrescentando aí o futuro, e, pois, a esperança...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns, HILTON VALERIANO, pelo excelente e elucidativo texto, o qual nos permite haurir com mais clareza as intenções éticas e estéticas dos desenhos do artista FELIPE STEFANI. Entretanto, com o objetivo de inaugurar um diálogo produtivo com você, permita-me dizer-lhe que, pelo menos de minha perspectiva (a psicanalítica), seria possível ler os desenhos de STEFANI como se os mesmos exprimissem &#8220;figuras beckettianas&#8221; (refiro-me a SAMUEL BECKETT [1906 &#8211; 1989]), ou seja, personagens que, embora descarnados e despossuídos de quaisquer bens materiais (trata-se em geral de &#8220;mendigos&#8221;), resistem e sobrevivem ao sem-sentido da existência, quer balbuciando fragmentos de palavras e de frases, quer estendendo angustiadamente seus corpos em movimentos aleatórios no interior/exterior de um espaço vazio. Todavia, como você sabe, HILTON, há sempre em BECKETT um &#8220;esperando Godot&#8221;, qual seja, mesmo nas situações de extremo nonsense, os personagens estendem seus braços, pernas e mãos (ainda que através de um gestual quase imperceptível) para o &#8220;pequeno Deus&#8221; (&#8220;Godot&#8221;)&#8230; &#8211; Os braços estendidos das figuras de STEFANI, em direção ao &#8220;vazio&#8221; mas como que tentando &#8220;pegar ou apontar algo&#8221;, lembraram-me muito determinados posicionamentos dos personagens de BECKETT. Assim, talvez haja nos belos desenhos de STEFANI também um &#8220;morrer das coisas&#8221;, mas esperançoso (este &#8220;morrer&#8221;) de que é possível &#8220;apontar ou pegar algo&#8221; &#8211; e o que seria este &#8220;algo&#8221;?; bem, não encontro outra palavra e/ou outra significação senão esta: &#8220;Deus&#8221; (ou, como prefere BECKETT, &#8220;Godot&#8221;). Abraços: JOSÉ MARCUS DE CASTRO MATTOS (Poeta. Psicanalista-lacaniano). Rio de Janeiro. PS: Muito importante a passagem de MURILO MENDES,destacada por você. A passagem relê o célebre &#8220;O homem é um ser-para-a-morte&#8221;, de HEIDEGGER, acrescentando aí o futuro, e, pois, a esperança&#8230;</p>
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