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155ª Leva Ciceroneando

Ciceroneando

Ilustração: Nicole Marra

 

A Diversos Afins é puro movimento, dinâmica que teima em render frutos que nos impulsionam adiante. Seu projeto editorial vem se consolidando e renovando cada vez que nos deparamos com instigantes expressões do campo artístico. E como é importante saber que os caminhos não se esgotam por si só, pois habitamos um mundo onde as vozes se mostram plurais e dotadas de acordes próprios. Aliás, o emblema da singularidade sempre foi uma marca de nossas edições, pois, a cada etapa de publicações, percebemos que surgem outros tantos olhares sobre o mundo, essa grande plataforma através da qual os sentidos emanam e se fazem presentes. Imersos em leituras das mais variadas, por vezes somos surpreendidos positivamente com o efeito que os autores imprimem a seus textos e imagens. Ao fim e ao cabo, são distintos modos de se narrar a persistente aventura humana sobre a Terra. Escritores, artistas plásticos, ilustradores e fotógrafos, dentre outros, são verdadeiros provocadores quando nos tomam de assalto com suas investidas. Mais parecem desacomodar nossas pequenas e frágeis certezas diante da vida e seus fenômenos todos. E é salutar quando a Arte atinge esse ponto de se balançar antigas estruturas e nos propõe fôlegos alternativos para saborearmos nossas andanças mundanas, pois o objeto artístico não se desvincula do ato espantado do existir. Do equilíbrio entre convites e aproximações espontâneas, brota uma nova Leva de expressões que remontam a universos pessoais bastante contundentes em seus propósitos. Pelas veredas das nossas janelas poéticas de agora, por exemplo, despontam os versos emblemáticos de gente como Marianna Perna, Marlos Degani, Ramayana Vargens, Anna Lúcia Maestri e Lisandra Crespi. São de Gustavo Rios as impressões acerca dos contos de “Gosto de Amora”, obra de Mário Medeiros. Na seara do teatro, Vivian Pizzinga nos apresenta uma abordagem sensível e convidativa sobre o monólogo “Traidor”, interpretado por Marco Nanini. Por ora, somos bem servidos de prosa com os contos de Whisner Fraga e Ailton Lima, cada um com seus horizontes peculiares. Em sua verve cinéfila habitual, Guilherme Preger incursiona pelos aspectos relevantes do filme “Anora”. O disco de estreia do rapper Yago Oproprio é destaque das apreciações sonoras e aguçadas de Larissa Mendes. O entrevistado da vez é ninguém menos que o escritor baiano Paulo Bono, que dialoga com Fabrício Brandão sob o impacto dos desdobramentos de seu mais recente livro de contos, “Pepperoni”. É Roberto dos Santos quem nos conduz pelas alamedas de “Quem falou?”, romance de André Cunha. E todos os espaços aqui aparecem abrilhantados pela exposição das ilustrações de Nicole Marra, artista que nos oferta uma possibilidade especial de mergulho na dimensão feminina das formas. Com toda essa reunião de valiosas contribuições, nasce a Leva 155. Boas leituras!

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147ª Leva - 02/2022 Ciceroneando

Ciceroneando

Ilustração: Bianca Grassi

 

Temos presenciado dias conturbados em nosso planeta. Não bastasse o inimigo mortal e invisível que nos faz companhia desde o principiar de 2020, vamos colecionando tragédias cotidianamente, todas elas marcadas pela insana aptidão humana para a destruição em seus mais variados níveis. Assim, aniquila-se a natureza no mesmo compasso em que eliminamos os nossos iguais pelo gesto irracional da barbárie. O despertar de uma guerra nos relembra nossas mesquinharias mais comezinhas, truculento desejo de dominar o outro por razões esmaecidas. Questão que se impõe é como faremos para descontaminar o nosso caminhar sobre o mundo, agindo num movimento contrário à perspectiva de desolação que sempre teima em aparecer no horizonte quando as crises se mostram cíclicas e persistentes. Há espaço para a libertação das consciências e, assim, para o cultivo de alternativas otimistas? Por certo, a resposta está em nossas mãos, não necessariamente sob nosso pretenso e inteiriço controle. Quiçá os instrumentos da Arte possam nos guiar nessa tarefa longa de reconstrução e ressignificação da nossa história sobre a Terra. E estamos aqui a falar de Arte como potência criadora que não se aparta em momento algum da realidade, seus matizes políticos, econômicos e sociais. Portanto, autores e artistas não estão dissociados do debate maior sobre o seu tempo, da tentativa de compreensão dos fenômenos que afetam nossas humanidades de forma contundente e inalienável. Não se usa camisa de força para tal, o gesto nos pertence por natureza. Diante de um mundo que nos aplica doses constantes de assombro, é bom testemunharmos, por exemplo, o pensamento de um criador como Alex Simões, poeta e performer que é o nosso entrevistado da vez e cuja obra propõe um diálogo com os temas sensíveis de nossa atualidade. Numa linha semelhante, nos deparamos com as ilustrações de Bianca Grassi, as quais nos fazem companhia por todos os recantos de nossa nova edição. São de Kleber Lima, Clarissa Macedo, Elton Uliana, Manuella Bezerra de Melo e Priscila Branco as janelas poéticas que nos ofertam versos pungentes. Foi também pensando questões atinentes ao mundo que nos perturba que Guilherme Preger escolheu para sua análise o filme romeno “Má sorte no sexo ou pornô acidental”, do diretor Radu Jude. Não foi diferente com Larissa Mendes que, ao trazer à tona sua resenha sobre “Preto Sem Acúcar”, novo disco da banda OQuadro, reflete sobre as marcas raciais entranhadas em nossa sociedade, dentre outros temas. Em seu texto sobre “Os vivos (?) e os mortos”, emblemático livro de poemas de Fernando Monteiro, Sandro Ornellas expõe o delicado testemunho que a memória atroz da ditadura militar brasileira evidencia. Nos contos de Susana Fuentes, Adriano B. Espíndola Santos e Ianê Mello, o traçado sensível da vida insiste em se manifestar. É Vinicius de Oliveira quem nos apresenta “Levante”, livro do poeta Henrique Marques Samyn e que evoca a marcante história do povo negro no diapasão África-Brasil. É com grande satisfação que apresentamos aos nossos leitores a 147ª Leva da Diversos Afins. Boas leituras!

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146ª Leva - 01/2022 Ciceroneando

Ciceroneando

 

Foto: Fátima Soll

 

Por entre palavras e imagens, a tessitura da vida se anuncia. São formas e formas de se conceber o mundo em suas possibilidades de expansão dos sentidos todos. A experiência do ontem e a estimativa do futuro que não sabemos como será ao certo atravessam linhas, moldam versos, irrompem na profusão de cores abrigadas em telas e fotografias. E o agora está sempre a nos pedir atenção quando tenta nos mostrar que a pulsação da existência é algo inadiável, está bem diante de nossos insones olhos sempre ávidos pela novidade. Nesses interstícios, escritores e artistas ousam ir além, posto que tendem a captar aquilo que se abriga nos recônditos da rotina. Tais artífices nos devolvem o produto de suas inquietações, percepções sobre as andanças num solo que também pode estar compreendido em nossos domínios e expectativas. Ainda assim, a surpresa causada pelo inusitado também pode fazer morada entre nós, provocando e nos fazendo desacomodar lugares acostumados. A partir de estados de efusão, contemplação, silêncio, dor e outros tantos mais, a própria vida demanda dos criadores que movimentem suas obras. Dentro dessa lógica, não há uma ordenação fixa para o pensamento e cada traço autoral desafia sua recepção a vislumbrar significados com certa autonomia. Aqui na revista, as vias literárias não se cansam de servirem de ilustração dessas constatações que atuam à semelhança de um encontro não marcado com o outro. Abrir-se para a leitura de textos como os de Helena Terra e Gabriele Rosa, por exemplo, é desvelar o quiçá insondável território de nossas humanidades, transitando por paisagens que divisam ficção e realidade. Sob o manto da poesia, agora temos a companhia dos versos de Bruno Oggione, Jorge Elias Neto, Vitória Terra, Bianca Grassi e Duda Las Casas. Nosso sabatinado da vez é o dramaturgo e diretor Paulo Atto, que nos oferta um recorte valioso sobre a sua trajetória com o teatro. É Sandro Ornellas quem aprecia e nos apresenta “Assim na terra como no selfie”, mais novo livro do poeta e performer Alex Simões. Na sua estrada de mergulhos musicais, Larissa Mendes visita “De Lá Até Aqui”, mais recente disco do cantor e compositor Silva, que celebra 10 anos de carreira. Com suas cirúrgicas escolhas cinéfilas, Guilherme Preger analisa o filme sueco-polonês “Sweat”, obra que debate a controvertida exposição da subjetividade no universo digital. Por seu curso, Gustavo Rios empreende leituras em torno de “Quando a luz do sol desaparecer nada vai se alterar no universo”, livro de crônicas de João Mendonça. Retomando nosso caderno Jogo de Cena, Zuca Sardan e Floriano Martins nos ofertam um texto do seu assim batizado “teatro automático”. Eivados de sentidos de liberdade, todos os recantos da nossa atual edição foram contemplados com as fotografias de Fátima Soll, artista que sugere percursos especiais em face da simbologia do corpo. Sejam todos muito bem-vindos à nossa 146ª Leva!

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145ª Leva - 05/2021 Ciceroneando

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Ilustração: Paula de Aguiar

 

O agora longínquo ano de 2006 lançava as bases iniciais da nossa caminhada com a Diversos Afins. Àquela época, ainda se percebia certa efervescência em torno dos blogs pessoais de autores e artistas dos mais variados. Eram espaços que se propunham a exprimir conteúdos demarcadores de liberdade criativa e que também alimentavam trocas entre os seus articuladores. Por seu curso, havia um quê de incipiência nas redes sociais de então, pois estas não possuíam a pujança informacional e interativa de que hoje são as mais alvissareiras representantes. As possibilidades de leitura não desfrutavam ainda dos inúmeros aparatos tecnológicos tão típicos da era da mobilidade. Certamente, também não vivenciávamos ali o estado de hiperconexão ao qual estamos enredados no tempo presente. Uma vastidão de coisas se processou de lá para cá. Na seara eletrônica, vimos surgirem projetos editoriais de fôlego, envolvendo gente com garra suficiente para trilhar caminhos valiosos em torna da Literatura e das Artes. Testemunhamos um sem fim de autores e artistas se aproximando do nosso convívio, ofertando para a revista não somente a qualidade de sua potência criativa, seus textos e imagens, mas principalmente um rico diálogo de vida. Todos eles foram e são responsáveis pela Diversos Afins que construímos. Celebrar 15 anos de existência é lembrar travessias e encontros, todos eles movidos pelo encantamento em se percorrer as vias culturais. Nesse momento, nossa memória editorial evoca a pluralidade de vozes que por aqui compartilharam conosco a expressividade de suas visões de mundo. As veredas da arte são arrebatadoras quando nos propõem visitas a lugares outros, desarmados de certezas, dotados de irreverência, tomados pela beleza e também pela inquietude. O saldo do presente é imensurável aos olhos e sentidos, sendo que a gratidão se faz tamanha. A revista é verdadeira família edificada ao longo dos anos, gesto coletivo que engendra existências, gira mundos no mundo. E não seria possível nunca esquecer quão importantes são os laços estabelecidos e as pessoas que desejam seguir adiante conosco, viabilizando cenários de atuação em benefício de outras palavras e imagens mais. Nossa edição atual é dedicada à memória de Vicente Franz Cecim, escritor das paragens amazônicas que em muitas ocasiões descortinou andanças míticas e especiais entre nós. Assim, chegamos a 145 levas pensando um menu de arroubos de vida. E no traçado poético de tal celebração, estão presentes agora os versos de Roberta Tostes Daniel, Gabrielle Dal Molin, Jéssica Iancoski, Constança Guimarães e Sílvia Barros. Numa entrevista bastante especial, o poeta capixaba Jorge Elias Neto acentua aspectos importantes sobre o seu modo de pensar a Literatura e a contemporaneidade. São de Sandro Ornellas as impressões atentas sobre “Pulsares”, livro da poeta Lílian Almeida. Desbravando novos territórios sonoros, contamos com a resenha de Larissa Mendes para o disco “Lonjura”, do cantor e compositor pernambucano Juvenil Silva. Adentram conosco os bem elaborados nichos da prosa os contos de André Mitidieri, Adriano B. Espíndola Santos e Marcus Vinícius Rodrigues. Com suas escolhas sempre aguçadas, Guilherme Preger traz à baila o seu olhar para “Druk”, longa dinamarquês que ousa tocar em delicados pontos da condição humana. Com riqueza habitual de detalhes, Gustavo Rios mergulha habilmente no universo de “Riviera”, romance de Rodrigo Melo. Como é de costume em todas as nossas edições, as artes visuais tomam conta dos recantos da nossa leva de aniversário. Desta feita, estão conosco as poéticas ilustrações de Paula de Aguiar, contemplando nossos espaços com seu peculiar olhar sobre a vida. E assim debutamos na estrada cultural desejando que, mais uma vez, nossos leitores sejam abraçados pelos diálogos aqui propostos. Bons mergulhos a todos!

 

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120ª Leva - 05/2017 Ciceroneando

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Foto: Angelik Kasalia

 

Chegando a 120 edições, estamos certos de que os caminhos da revista atingem um patamar cada vez mais desafiador. As marés digitais têm representado um universo de transformações permanentes no sentido de apontarem novos rumos a serem empreendidos. Testemunhamos mudanças de cenários e comportamentos nos mais distintos momentos de nossa trajetória até aqui. A própria noção de uso dos suportes midiáticos eletrônicos encerra uma exigência bastante voltada para a questão da instantaneidade das experiências de leitura. E bem sabemos que este é um movimento que não vai cessar, pois há sempre um outro paradigma prestes a entrar em cena. Diante dessa constante alteração de rotas, autores e artistas são impelidos a fazer com que suas criações encontrem estratégias eficazes de comunicação com o seu público. A compressão tempo-espaço fomentada pelos trânsitos da internet trouxe, sem dúvida, uma perspectiva revolucionária em matéria de aproximações entre produtores de conteúdo e leitores. Nesse quesito, a literatura, por exemplo, tornou-se uma arte mais acessível, inclusive em relação a pessoas que não possuíam certa intimidade com ela. A perspectiva de compartilhamento das produções escritas, característica marcante dos tempos atuais, faz girar uma roda que antes talvez estivesse restrita apenas a determinados eleitos. Decerto, sempre partimos da compreensão de que há os naturais interessados pelos feitos literários e artísticos em geral, e que estes buscam voluntariamente aquilo que lhes interessa. Entretanto, podemos considerar que as ferramentas de divulgação trazidas no contexto contemporâneo acabam atingindo, mesmo que de modo desavisado, potenciais interessados em consumir conteúdos de tal monta. O resultado disso é um despertar de atenções que pode significar um incremento na via da recepção dos conteúdos. Ou seja, há mais gente tendente a ler e apreciar uma obra do que supõe a nossa vã convicção de outrora. O xis da questão talvez seja pensar quais seriam os mecanismos mais importantes para tornar as produções culturais algo verdadeiramente próximo das pessoas. Quiçá um dos propósitos de revistas digitais como a Diversos Afins seja o de encurtar distâncias, trazendo pra perto de seus projetos o olhar curioso e questionador de outro tipo de leitor.  O tempo dirá. O fato é que haverá por estas bandas sempre alguém pronto a estabelecer elos. É o caso de poetas como Lilian Aquino, Leandro Rodrigues, Dheyne de Souza, Jorge Elias Neto e Ana Pérola, os quais embutem em seus versos vozes que falam ao mundo. Trazendo à baila um olhar sobre a coletânea de poetas e fotógrafas “Profundanças 2”, Geraldo Lavigne de Lemos aponta as razões pelas quais a obra merece ser lida. São da fotógrafa grega Angelik Kasalia as imagens que percorrem os mais diferentes recantos da nossa nova Leva de epifanias. O poeta e editor baiano Jorge Augusto, ao nos conceder uma entrevista, revela o que pensa sobre o seu ofício e as paisagens literárias contemporâneas. São os contos de Itamar Vieira Junior, Alê Motta e Marcus Vinícius Rodrigues que mobilizam modos peculiares de conceber a vida. Em matéria de cinema, Guilherme Preger traz à tona as delicadas questões presentes no filme nacional “Fala comigo”. Vivian Pizzinga discorre sobre a montagem brasileira da peça argentina “Entonces Bailemos”. Num território que remonta a lembranças de um período especial da nossa música, Sérgio Tavares escreve sobre “Só se for a dois”, segundo disco solo do cantor e compositor Cazuza. Sempre com a disposição de ampliar horizontes, a Diversos Afins segue seu rumo. Seja bem-vindo (a), caro (a) leitor (a)!

 

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66ª Leva - 04/2012 Ciceroneando

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Foto: Kenia Vartan

Depois de um longo caminho trilhado, a Revista Diversos Afins volta suas atenções para a concepção de um novo espaço de publicações. Se é certo que, através dos tempos, a perspectiva de mudança ergue-se como companheira inseparável de muitas iniciativas desse porte, não seria diferente com o trabalho contemplado por nós. A vontade de ofertar aos leitores possibilidades, cada vez mais profundas de experimentar os signos aqui sempre exalados, fez-nos arrumar a casa em direção a novos rumos. Uma outra estrutura afigura-se agora bem diante de nossa trajetória, reportando-nos ao incessante desafio de mantermos a tônica viva de nossos propósitos. E esse é um caminho que nunca encerra bases definitivas, pois, a cada edição erguida, lidamos com a complexa tarefa do aprendizado. Seja em critérios formais ou subjetivos, a busca pela qualidade segue como sendo nosso objetivo principal. Dentro dela, a oportunidade de estabelecer uma conexão entre as expressões dos autores e artistas e os leitores constitui verdadeira missão, muitas vezes calcada em valiosas revelações criativas. A nova etapa de vida da revista contempla um vasto panorama visual, reforçando ainda mais o diálogo entre imagens e palavras expostas. Como forma necessária e inalienável de preservação de nossa memória editorial, nossas Levas anteriores permanecem vivas dentro do antigo site, proporcionando aos visitantes um autêntico percurso histórico pelo que já publicamos. Sendo o marco de um nascente tempo, a 66ª Leva aponta descobertas valiosas. Exemplo disso está na exposição fotográfica da amazonense Kenia Vartan, que traz um olhar especial sobre pessoas e lugares.  Nossas janelas poéticas abrem-se aos versos de Wesley Peres, Ana Vieira, Roberta Tostes, Felipe Stefani, Alice Macedo e Anna Apolinário. Falando sobre improvisação, o ator e diretor Rafael Morais promove a estreia do Jogo de Cena, caderno que aborda reflexões sobre teatro. Numa entrevista, o fotógrafo Márcio Vasconcelos fala sobre sua trajetória em torno da fotografia documental. Larissa Mendes apresenta sua mais nova dica cinéfila, o longa Medianeras. A pungência dos contos de Gerusa Leal e Jorge Mendes atravessa recortes de vida. O escritor Jorge Elias Neto traduz o poeta espanhol Ángel González. Por aqui, também as escutas do mais novo disco da banda Mundo Livre S.A. Com ânimo redobrado e brilho nos olhos, seguimos adiante. Agradecemos a todos os leitores e colaboradores por tudo o que trilhamos até hoje, em especial a Ana Peluso e Antonio Paim, parceiros responsáveis pela materialização deste novo ambiente.

Saudações sempre culturais,

Os Leveiros