{"id":10209,"date":"2015-07-09T11:40:10","date_gmt":"2015-07-09T14:40:10","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=10209"},"modified":"2015-08-22T14:14:41","modified_gmt":"2015-08-22T17:14:41","slug":"dedos-de-prosa-ii-33","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-33\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Priscila Lira<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_10213\" aria-describedby=\"caption-attachment-10213\" style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-10213 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36.jpg\" alt=\"Ana P\u00e9rola\" width=\"440\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36.jpg 440w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36-150x150.jpg 150w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10213\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ana P\u00e9rola<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O barulho do morma\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Tu n\u00e3o sabe o que \u00e9 conviver com o Diabo a vida inteira, conviver com o Diabo a vida inteira \u00e9 duvidar de Deus a cada segundo.\u00a0 O Diabo, quando te odeia, te prende e algema tudo ao teu redor: tua m\u00e3e, que ama o Diabo, e teus irm\u00e3os. \u00c9 assim que ele consegue te fazer ficar. Lama, lama e lama tinha gosto a minha vida. Nasci na lama, feito um porco. Burra que era a minha m\u00e3e (de ter uma ninhada, de ter olhos de bicho que n\u00e3o enxerga xyz, que n\u00e3o sabe o que \u00e9 o Diabo, que n\u00e3o sabe nem o que \u00e9 a loucura de viver na lama com uma ninhada e o Diabo), burra que era eu, menos que a minha m\u00e3e, burros e esfomeados que eram meus irm\u00e3os, burro que era o Diabo, burro e cruel, burro e tarado, burro e nojento. Porca que eu sou, porque convivi na lama com o Diabo a vida inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando era crian\u00e7a e, na catequese, me ensinaram o que era o Diabo, logo vi que ele estava na minha casa, escondendo comida, me comendo, quebrando garrafa, quebrando a burra da minha m\u00e3e, esbugalhando de medo os olhos esfomeados dos meus irm\u00e3os. Quando o Diabo vive contigo, ele nunca mais sai de ti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu corria para a esquina e tentava fugir do Diabo. Subia na mangueira e gritava o nome do meu pai, mas s\u00f3 ouvia o barulho do sol quebrando as folhas. Porque meu pai morava com Deus, ele nunca me responderia, a gente trocou ele pelo Diabo. Eu gritava o nome do meu pai, gritava que ele tinha me abandonado e me deixado na lama, no inferno, ele n\u00e3o respondia, estava feliz, no c\u00e9u, com Deus, sem fome, dormindo nas nuvens e decepcionado com a gente, que dormia com o Diabo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu pai n\u00e3o respondia, mas meu est\u00f4mago Gritava, meus irm\u00e3os choravam na minha lembran\u00e7a e eu, pequena e burra, presa na lama, lesma in\u00fatil, voltava para o inferno. Se tu pensa que o Diabo sempre maltrata, tu \u00e9 mais burro que eu. O Diabo engana, te abra\u00e7a, te d\u00e1 p\u00e3o e caf\u00e9 com leite, corre contigo no quintal, depois te come, te bate, te joga no ch\u00e3o e quebra garrafa. O Diabo toma banho, passa perfume, vai na igreja, reza o pai nosso, aperta a m\u00e3o dos irm\u00e3os, conta hist\u00f3rias inventadas da vida, diz que ama, diz que cuida, depois te fode, te todos os lados, de todos os jeitos, de todas as formas. Fode, fode, fode. \u00c9 nojento o Diabo, feito de barro por dentro e por fora, com cheiro de fossa e pele de pedra. Eu via o desgra\u00e7ado passar perfume, mas aquilo, no meu nariz, era ess\u00eancia de esgoto, cheiro de raiva guardada, que rasgava meu olfato feito gilete, chegava na goela e dava \u00e2nsia. Barro e enxofre formavam aquele monstro com a B\u00edblia debaixo do bra\u00e7o apertando a m\u00e3o da vizinha burra, que me olhava de cara feia e dizia pros filhos n\u00e3o andarem comigo, que eu era indecente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indecente eu era na minha rua, na minha escola, a indecente, burra, estranha, muda, feia, suja preta fedida, mas n\u00e3o era surda. O Diabo me chafurdou na lama, eu era toda lama, assim ele fez da minha vida um inferno, at\u00e9 longe do inferno, porque suja de lama que n\u00e3o tinha \u00e1gua que limpasse, o Diabo fez de mim o Diabo.\u00a0 Ningu\u00e9m tinha medo de mim Diabo, tinha \u00f3dio, nojo, eu n\u00e3o era bem-vinda no c\u00e9u da vida dos outros, nem por meu pai, Deus o tenha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso fugia e me escondia, at\u00e9 a fome bater, no escuro empoeirado da sala de livros da escola, porque l\u00e1 ningu\u00e9m sentia meu cheiro, nem via minha cara diaba, l\u00e1 eu n\u00e3o ouvia me gritarem de muda. Foi l\u00e1 que tive a ideia de matar o Diabo. Mal eu sabia que uma vez na tua vida, nunca mais ele sai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o Diabo tinha a heran\u00e7a do c\u00e9u, do tempo que Deus o criou do barro. O Diabo gostava de doce, de suspiro. Todo dia comprava suspiro na padaria. E ficava feliz, sorridente, comendo suspiro. Dava caf\u00e9 com leite e p\u00e3o pra mim e meus irm\u00e3os, corria com a gente no quintal, mas aquilo era a porta do inferno, a gente sabia e aproveitava, n\u00e3o havia como correr da porta do inferno, s\u00f3 nos restava aproveitar o prel\u00fadio da desgra\u00e7a. A gente n\u00e3o tinha raiva do an\u00fancio que o suspiro trazia da padaria nas m\u00e3os do Diabo, porque sab\u00edamos que o suspiro era o que restava do para\u00edso naquele enxofre de homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez o Diabo me obrigou a fazer uma receita de suspiros, porque a padaria n\u00e3o abriu. Eu coloquei purgante no suspiro para me vingar, e depois o Diabo se vingou de mim, em mim, na minha m\u00e3e e nos meus irm\u00e3os. Nesse dia eu corri do inferno e no dia seguinte, na sala de livros, decidi matar o Diabo. N\u00e3o seria uma morte cruel, como as que eu fantasiava para ele todos os dias, porque eu n\u00e3o queria ver ele morrer, eu queria o Diabo morto!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu, a indecente, suja, nojenta, rasgada, roxa, muda, lesma in\u00fatil, n\u00e3o queria voltar para casa depois do terror da noite inferno passada. N\u00e3o queria ver a cara de para\u00edso dos outros. Queria morrer, mas se morresse, iria para o inferno eterno e nunca mais veria meu pai. Por isso resolvi matar o Diabo, assim teria tempo de pagar meus pecados e finalmente dormir nas nuvens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escureceu, ningu\u00e9m deu por minha falta, voltei para casa e o Diabo dormia virado de costas para a burra da minha m\u00e3e. Matando o Diabo, eu fugia, e ela podia ser burra e feliz com a ninhada de infelizes longe daquele inferno, enquanto eu pagaria os pecados e depois encontraria meu pai. Uma faca de cozinha no peito, ele arregalou os olhos e me agarrou o bra\u00e7o. Foi virando \u00e1gua e me largando len&#8230; ta&#8230; men &#8230;t&#8230; &#8230; &#8230; e. Roubei o saco de p\u00e3o na cozinha (mais um pecado para pagar nessa vida desgra\u00e7ada), corri e subi na mangueira da esquina, a esperar que o inferno final se armasse l\u00e1 em casa com gritos e pol\u00edcia. Sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que eu n\u00e3o sabia \u00e9 que a vida \u00e9 um formigueiro de infernos e que o Diabo me perseguiria, agarrado no meu bra\u00e7o com os olhos assustados, para sempre. Fugi, mas a fome, a rua, a chuva, o sol, o frio, me transformaram no Diabo e eu n\u00e3o conseguia terminar de pagar meus pecados. Jamais chegaria no c\u00e9u, meu pai se esqueceria de mim ou rezaria para que a Diaba que ele um dia chamou de filha, nunca mais aparecesse na sua frente. O mundo me fodia, fodia, fodia, de todos os jeitos, todos os lados, todas as formas, cuspia em mim, na porca, nojenta, fedida, burra, Diaba. Numa noite, sem dormir, com medo do Monstro que matei, percebi que inferno maior que esse n\u00e3o havia, que o inferno estava na minha cabe\u00e7a e de l\u00e1 n\u00e3o sairia sozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso deixei que um homem sorridente me fodesse pela \u00faltima vez, por um saco de suspiros. O que eu farei depois? O que devia ter feito desde o \u00ednicio, mas burra que sou, n\u00e3o percebia: Abrir a minha cabe\u00e7a com a faca ainda suja de sangue do Diabo, tirar aquele ninho de enxofre l\u00e1 de dentro e encher o vazio com suspiros. Os suspiros, resto de c\u00e9u que sempre esteve na minha vida, me levar\u00e3o at\u00e9 meu pai, com quem dormirei nas nuvens, a esperar o dia em que minha burra m\u00e3e e a ninhada fa\u00e7am o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O formigueiro continuar\u00e1 aqui embaixo, misturado aos sangues da faca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Petit Mort<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As flores amarelas de medo daquele velhinho pornogr\u00e1fico est\u00e3o por toda parte. Hoje, domingo ensolarado, uma delas acordou tremelicando sobre o meu peito. Desonrarei os compromissos, quebrarei amizades novas, pouparei o exerc\u00edcio de simpatia alheio, n\u00e3o sairei de casa. Al\u00e9m do mais, posso aproveitar o calor e lavar minhas calcinhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<em>\u00c9 crua a vida. Al\u00e7a de tripa e metal. \/ Nela despenco: pedra m\u00f3rula ferida. \/ \u00c9 crua e dura a vida. Como um naco de v\u00edbora<\/em>&#8220;. Ser\u00e1 que a Hilda lavava suas calcinhas? Ser\u00e1 que as estendia no varal da Casa do Sol? Ou, como eu, n\u00e3o gostava de expor assim o seu sexo e as secava atr\u00e1s da geladeira?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por todo lugar brotam as flores amarelas, hoje o mundo tremelica de medo, os ditadores, o povo, os democr\u00e1ticos, os ex-militantes, as m\u00e3es de estudantes, o mo\u00e7o revistado com maconha no bolso, as mulheres com o rosto escaldado condenadas \u00e0 feiura eterna, eu. Morreremos todos, medrosos. Mas preciso lavar as calcinhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sonhei que havia um espelho na cozinha, eu parava em frente a ele e me observava, tirava a camisa e o reflexo me dava um tes\u00e3o imenso. Deslizava a m\u00e3o sobre os seios e descia at\u00e9 a barriga, os olhos fixos no meu outro. Acordei. Uma pena, a excita\u00e7\u00e3o do sonho perdeu-se junto com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fumarei um cigarro, colocarei uma m\u00fasica e vamos \u00e0s calcinhas. Tamb\u00e9m n\u00e3o gosto de lav\u00e1-las na \u00e1rea de servi\u00e7o do pr\u00e9dio, uso a pia da cozinha mesmo, podia ser a do banheiro, mas a janela que fica contra a torneira \u00e9 muito agrad\u00e1vel. Gosto de pensar que as tantas janelas vizinhas est\u00e3o logo ali, de frente para esse quadrado, a me olhar, de costas, esfregando minhas calcinhas. E saber que, apesar disso, ningu\u00e9m est\u00e1 vendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu cheiro cada fundo antes de lavar, para ter certeza que meus fluidos continuam transparentes e inodoros, ou com o odor de sempre. Imagine um voyeur assistindo isso tudo e ficando louco. Essa branca de bolinhas pretas eu usei no dia em que esqueci de descer no ponto de \u00f4nibus do trabalho, a rosa, n\u00e3o lembro, a cuequinha preta foi naquele dia que encontrei o pessoal, ela fica bem com a minha saia longa, aperta a barriga e meu corpo parece mais bonito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Tinta, lavo-te os antebra\u00e7os. Vida. Lavo-me&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a melhor parte, o momento em que eu coloco as m\u00e3os dentro do vestido, seguro em cada ponta do meu quadril e deslizo a calcinha que uso. Sinto-a passando pelas coxas, at\u00e9 ficar cambaleante e eu apar\u00e1-la no p\u00e9. Ah, um voyeur assistindo isso tudo. Assistem, todas essas janelas me veem tirando a calcinha e ficam boquiabertas, fazendo promessas para que eu tamb\u00e9m lave o vestido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;No estreito-pouco \/ Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida&#8221; \u00a0 <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Calcinhas escondidas, uma por uma, no varal el\u00e9trico. Meio domingo para ainda existir. Podia continuar a brincadeira do sonho, n\u00e3o mais com o espelho, com a janela do quarto. Todos esses quadrados, preparem-se, o vestido cair\u00e1! A cama de frente para o sol, as pernas abertas para todas essas pessoas, o meu corpo despido para mim. Todos esses sinais, esse par de seios que contrasta tanto com os meus bra\u00e7os bronzeados, o pequeno relevo que se forma nas costelas, o umbigo, o quadril estreito, as coxas com uma leve penugem que reflete a luz, as canelas \u00e1speras, quando tomar banho vou depilar, tudo isso \u00e9 meu. No sonho, eu tinha raz\u00e3o. Voc\u00eas, medrosos, olhem para mim, esque\u00e7am o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata e as doen\u00e7as ven\u00e9reas, esque\u00e7am as crian\u00e7as mortas da S\u00edria, esque\u00e7am Fukushima, eu estou aqui, de pernas abertas, o vestido caiu, paguem suas promessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<em>A vida \u00e9 crua. Faminta como o bico dos corvos&#8221;<\/em>. A Hilda ia gostar de me assistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu dedo andando em c\u00edrculos percorrendo os pelos, desce, desce, molha-se. Desculpem-me, n\u00e3o h\u00e1 narrativa aqui, apenas hidrom\u00farias rebeldes, solit\u00e1rias, quebrando o protocolo. O meu corpo convulsiona na cama, os dedos encharcam, &#8220;<em>a vida \u00e9 l\u00edquida<\/em>&#8220;. Fecharei as cortinas, uma salva de palmas antes e voltem aos seus afazeres dominicais ensolarados. Preciso chorar o medo do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Priscila Lira<\/em><\/strong><em> (Pitinga\/AM, 1991) \u00e9 uma poeta e contista amazonense radicada em Curitiba, onde faz mestrado em literatura (UFPR). Tem um e-book publicado, Manual de Feiti\u00e7aria, dispon\u00edvel no Scrib e no Camaleo, e um livro de contos no prelo: O Barulho do Morma\u00e7o.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Delirantes por\u00e7\u00f5es de vida na prosa de Priscila Lira<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2593,2534],"tags":[1317,419,41,2627,2628,2626],"class_list":["post-10209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-102a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-amazonas","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-o-barulho-do-mormaco","tag-petit-mort","tag-priscila-lira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10209"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10271,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10209\/revisions\/10271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}