{"id":10805,"date":"2015-11-16T12:18:19","date_gmt":"2015-11-16T14:18:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=10805"},"modified":"2018-12-13T12:08:55","modified_gmt":"2018-12-13T15:08:55","slug":"dedos-de-prosa-iii-38","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-38\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa III"},"content":{"rendered":"<p><em>Krishnamurti Goes dos Anjos<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_15850\" aria-describedby=\"caption-attachment-15850\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/interna-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15850 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/interna-4.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/interna-4.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/interna-4-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15850\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Juca Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GANGRENA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>\u201cEu gosto dos que t\u00eam fome<\/em><br \/>\n<em>Dos que morrem de vontade<\/em><br \/>\n<em>Dos que secam de desejo<\/em><br \/>\n<em>Dos que ardem.\u201d<\/em><br \/>\n<em>(Adriana Calcanhoto \u2013 Senhas)<\/em><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dor e a sensa\u00e7\u00e3o de intumescimento aumentando, uma sede horr\u00edvel queimando-lhe a garganta. Tateou no ch\u00e3o, perto da cama, o copo pl\u00e1stico e a moringa com \u00e1gua. Bebeu o resto da \u00e1gua que havia e deixou cair pesadamente a cabe\u00e7a no travesseiro. Depois de serenada a sede, recordou-se do al\u00edvio que sentira quando interromperam a m\u00fasica do trio el\u00e9trico em frente ao palanque dos homens do governo. \u201cN\u00e3o sei de onde o Gen\u00e9sio saiu. Eu naquele desespero, sem saber o que fazer, para quem apelar. Contei a ele. Ele me disse: toma um gole. Liga n\u00e3o, corrente. \u00d3, se tu quiser, tu pode entrar num lance comigo e mais dois br\u00f3der. \u00d3, vai rolar a maior grana, t\u00e1 ligado? Na quarta de cinza vamo estourar um caixa vinte e quatro horas na Pituba&#8230; Mas, ih, cara! \u00c9 nenhuma para voc\u00ea, deixa, esquece, eu s\u00f3 falei por falar, s\u00f3 porque c\u00ea t\u00e1 nessa de horror a\u00ed com o tal do isopor. Voc\u00ea \u00e9 moral, eu sei. Teu neg\u00f3cio \u00e9 ficar l\u00e1 enfurnado com a tua nega no barraco. A Sussuarana toda sabe. T\u00f4 ligado, s\u00f3 ali ralando na empreiteira que corta os gatos de luz, n\u00e9? Toma, bebe um gole dessa onda a\u00ed, vai te fazer bem&#8230;.\u201d O zunido da guitarra do trio, sendo afinada, entrando nos ouvidos como o voo rasante de um mosquito gigantesco. Gen\u00e9sio falante, falando alto e suando, a pele negra brilhante. \u201cEu sei, mano, que a mar\u00e9 n\u00e3o t\u00e1 boa pra ningu\u00e9m, s\u00f3 para eles \u2013 fez um gesto para cima com o polegar &#8211; sempre os mesmos. E os tiras n\u00e3o t\u00e3o brincando n\u00e3o. Se voc\u00ea vacila, pegam, apagam e desovam o corpo na primeira pirambeira. Depois abafam e n\u00e3o se fala mais nisso. T\u00e1 afim de um baseado? N\u00e3o? T\u00e1 limpo. Comigo eu n\u00e3o vacilo, viu? T\u00e1 aqui, v\u00ea s\u00f3 o cabinho do tr\u00eas oit\u00e3o aqui no meu abad\u00e1. Pol\u00edcia se mete comigo, meto bala no meio dos peitos desses putos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O barulho de m\u00fasica de carnaval recome\u00e7a estrondoso, e uma morena, l\u00e1 no alto, canta berrando: &#8211; E t\u00e1 um empurra-empurra aqui \/ mas t\u00e1 gostoso \/ \u00d4, \u00f4, \u00f4ooo&#8230; \u2013 Gen\u00e9sio deixou-lhe a garrafa pl\u00e1stica, cheia da bebida liquorosa \u00e0 base de \u00e1lcool. Multid\u00e3o enlouquecida, dentro do bloco aquelas meninas minas do Itaigara, tudo linda, tudo loura, tudo cabelo liso, solto, escorrido, molhado, tudo mam\u00e3e-sacode. No apertume chegou a ro\u00e7ar no bra\u00e7o de uma loirinha do bloco, cal\u00e7ada com t\u00eanis importado e tornozelo enfeitado com correntinha de ouro. O empurra-empurra invadindo os dom\u00ednios do bloco, at\u00e9 que a turba recuou na a\u00e7\u00e3o encapelada e firme da corda grossa de amarrar navio, jogando longe os do lado de fora da tribo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o sei onde foi para o p\u00e9 esquerdo do meu t\u00eanis velho, o que j\u00e1 estava com o cadar\u00e7o partido, e a\u00ed senti aquela pontada, a dor fina na planta do p\u00e9. Primeiro n\u00e3o liguei muito n\u00e3o, e depois que aquela bebida bateu na cabe\u00e7a, a minha raiva, o cansa\u00e7o virou uma alegria besta, deu uma zoeira que esqueci at\u00e9 da fome, do isopor; queria mesmo era sacudir os bra\u00e7os, beber da garrafa pl\u00e1stica, me misturar no meio da multid\u00e3o, daquela zoada maluca at\u00e9 madrugada alta, pra botar pra fora de mim esse mar de amargura, essa rotina de dificuldades, esse cabresto de mis\u00e9ria o ano inteiro. Como \u00e9? Tanta gente rica e eu fodido? Aquela bebida tonteia o cabra at\u00e9 os ossos!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma dor de pontadas el\u00e9tricas partia daquele rasgo e come\u00e7ava a invadir todo o p\u00e9 esquerdo, o tornozelo, a batata da perna, subindo com for\u00e7a pelo joelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMaria l\u00e1 na terra dela vendo se o irm\u00e3o empresta algum pra a gente ir tocando enquanto eu n\u00e3o arranjo um trampo. Eu n\u00e3o queria, mas ela s\u00f3 ficou falando naquilo&#8230; Deixei ela ir porque queria pegar o dinheiro do seguro desemprego, sem que ela soubesse. Me deu na ideia ver se eu n\u00e3o fazia o mesmo que muita gente faz aqui: vender de ambulante no carnaval. Comprei a caixa de isopor, comprei as caixas de copinhos de \u00e1gua mineral. As latinhas de cerveja, j\u00e1 n\u00e3o dava o dinheiro, tive que pegar fiado no dep\u00f3sito do Jorge. O que sobrou foi a conta de comprar as barras de gelo. Eu queria dobrar o dinheiro do seguro, fazer uma baita surpresa pra Maria quando ela voltasse. Por que a Maria ainda n\u00e3o voltou? Eu j\u00e1 t\u00f4 aqui assim faz quanto tempo? Dois dias&#8230; ou tr\u00eas?&#8230; Maria na esta\u00e7\u00e3o da Lapa. Olha daqui, olha dali, todo dia enquanto o \u00f4nibus dela n\u00e3o vinha, eu trepado no andaimezinho trocando l\u00e2mpada da esta\u00e7\u00e3o, Maria trabalhando em casa de fam\u00edlia, gostei dela logo, jeitosinha mesmo. Maria magrinha, fraquinha, ficou t\u00e3o minha amiga&#8230; Ficamos de l\u00e1 para c\u00e1. S\u00f3 n\u00e3o deu para parir. N\u00e3o \u00e9 mulher parideira n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A secura na garganta voltou a incomodar-lhe\u00a0 a goela seca, a sede, a seca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSempre a seca matando, a eterna hist\u00f3ria miser\u00e1vel da seca. S\u00f3 mandacaru para suportar. A minha sede \u00e9 tanta agora que estou enxergando a cortina da porta do quarto igual a quando o sol abrasa a terra j\u00e1 ressequida, e sobe aquela ondula\u00e7\u00e3o de calor de miragem&#8230; Que agonia meu Deus. At\u00e9 quando isso vai durar? Valei-me nossa Senhora&#8230; Foi isso&#8230; Isso mesmo que m\u00e3e disse quando contei que vinha para Salvador tentar vida melhor. Valei-me, Nossa Senhora! Jos\u00e9, voc\u00ea num v\u00e1, Z\u00e9. A capit\u00e1 num t\u00e1 prestando mais n\u00e3o, diz que n\u00e3o tem mais emprego, Z\u00e9. Fica aqui, Z\u00e9. A gente tem pouco, mas tem com que passe. Z\u00e9, \u00f4 Z\u00e9! C\u00ea \u00e9 que sabe&#8230; \u00c9, m\u00e3e, a senhora acertou mais uma vez&#8230; Eu preciso suportar mais um pouco. Se tivesse um talo de bananeira aqui pra botar o leite na ferida&#8230; Tamb\u00e9m, se n\u00e3o tivesse vindo, n\u00e3o tinha encontrado a Maria, a minha Mariazinha&#8230; Ai que dor desgra\u00e7ada, n\u00e3o gosto de m\u00e9dico, e quede dinheiro?\u00a0 Nada! Sempre tive boa sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, naquela altura, uma afli\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a morder-lhe o \u00edntimo como uma advert\u00eancia. Aquelas dores faiscantes que n\u00e3o paravam eram um sinal que o amea\u00e7ava. Quis gritar, chamar por algu\u00e9m, chamar por Maria, mas o grito saiu como um murm\u00fario arrastado da garganta ressequida. Procurou ver o p\u00e9, aquela coisa disforme em que se transformara toda a sua perna, supurando e sangrando. O sangue novo em cima do coagulado, tingindo o len\u00e7ol, escorregando da cama, pingando no cimentado do ch\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o conseguia distingui-lo precisamente. Um nevoeiro impedia-lhe a vis\u00e3o e, pela primeira vez, fr\u00e1gil, desprotegido contra o que podia acontecer, teve medo, tremeu de medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cM\u00e3e nunca demonstrou ter medo de nada, nem nunca chorou. Ficava triste \u00e0s vezes, ficava com o olhar distante, perdido na barra da serra, sempre ali na janela, calada, olhando, matutando. Nunca. Desde que nasci sem pai, e que me alembro, sempre ali. Forte. S\u00f3 quando j\u00e1 tava sentado no \u00f4nibus que vinha para c\u00e1, quando dei o \u00faltimo adeus pra m\u00e3e, foi que vi aquelas duas l\u00e1grimas escorrerem por seu rosto comprido, sulcado de rugas. M\u00e3e ficou ali com Guardi\u00e3o ao lado, sentado sobre as patas traseiras, os dois me olhando&#8230; me olhando\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mal-estar aumentava, febre e suor, mal-estar aumentando e trazendo com ele uma sonol\u00eancia cheia de del\u00edrios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO cabo de alta tens\u00e3o energizado, treze mil volts explodindo o caixa eletr\u00f4nico, incendiando o dinheiro, ele subindo em poste, descendo de poste em turnos de trabalho de doze horas, descascando fios e calos da m\u00e3o tamb\u00e9m, folgando l\u00e2mpada em poste sim, racionando, poste n\u00e3o, racionando, todo mundo embolado, fio descascado, gente descascada, descarnada, cobre exposto, demiss\u00e3o, bala de trinta e oito no peito do empreiteiro da companhia de energia el\u00e9trica que usava uma bota roubada de eletricista e que parecia proteg\u00ea-lo do des\/emprego de corte de lata de cerveja lascada, derramada no ch\u00e3o imperme\u00e1vel do asfalto da avenida carnavalesca, na blitz da fiscaliza\u00e7\u00e3o da prefeitura, o peso enorme do isopor, a cantora gritando sai de baixo meu irm\u00e3o que l\u00e1 vai a zorra! Dois dias na base do acaraj\u00e9, emendas de licen\u00e7as para ser ambulante, emendas de fios de agarra, tudo embolado, toda hora dando descarga, fa\u00edscas, curtos, choques imensos carbonizando o p\u00e9 cal\u00e7ado numa bota, uma explos\u00e3o el\u00e9trica! A velha casinha no mesmo lugar ao p\u00e9 da serra, agora reformada. Em volta, um bosque irrigado, com muitas \u00e1rvores, tudo verdinho, verdinho. A luz dourada filtrando-se por entre a folhagem das \u00e1rvores. Um cheiro de terra \u00famida misturado a exala\u00e7\u00f5es de flores silvestres. Porteira nova que ele mandara fazer, as ripas e caibros do telhado novinho que ele mandara substituir, m\u00e3ezinha pitando o cigarrinho de palha, passando o caf\u00e9 cheiroso, fartura na mesa. No p\u00e1tio a bicharada solta, flores e crian\u00e7as brincando de roda. Quem seriam aquelas crian\u00e7as? Seriam seus filhos? Brincavam de roda. Guardi\u00e3o de um lado para outro correndo, latindo, perseguindo galinhas hist\u00e9ricas, sob o olhar omisso de vacas leiteiras, uma arrua\u00e7a engra\u00e7ada de se ver. Sua aten\u00e7\u00e3o se fixa nas crian\u00e7as brincando. Sentiu-se participando da antiga ciranda de sua inf\u00e2ncia, cantando a d\u00e9bil can\u00e7\u00e3o infantil: Eu sou pobre, pobre, pobre, de marr\u00e9-de-si\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um violento calafrio percorreu-lhe o corpo. Minutos depois, com surpresa, conseguiu erguer devagar a cabe\u00e7a. Al\u00edvio de suave vertigem. Sentia-se agora pairando alguns cent\u00edmetros acima do pr\u00f3prio corpo dormente. Incomoda-lhe menos a perna, a sede quase que cessara, e o peito, como que liberto, abre-se para uma calma inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio \u00e0 tontura de ambi\u00eancia nevoenta, ressoou mais uma vez o coro infantil&#8230; E seu rosto assumiu uma express\u00e3o de deslumbramento, porque, girando na ciranda, divisou nitidamente o semblante de Maria a sorrir-lhe docemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando cerrou vagarosamente as p\u00e1lpebras, tinha nos l\u00e1bios o esbo\u00e7o de um sorriso de secreta alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Krishnamurti Goes dos Anjos<\/em><\/strong><em> \u00e9 escritor e pesquisador. Autor de \u201cIl Crime dei Caminho Novo\u201d (Romance), \u201cGato de Telhado\u201d, \u201cUm Novo S\u00e9culo\u201d, \u201cEmbriagado Intelecto e outros contos\u201d e \u201cDoze Contos e meio Poema\u201d. Tem participa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias colet\u00e2neas e antologias, algumas resultantes de pr\u00eamios liter\u00e1rios. Possui textos publicados em revistas liter\u00e1rias na Argentina, Chile, Peru, Venezuela, Panam\u00e1, M\u00e9xico e Espanha. Seu \u00faltimo livro, \u201cO Touro do rebanho\u201d, publicado pela editora portuguesa Chiado, obteve o primeiro lugar no Concurso Internacional de Literatura da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores UBE\/RJ em 2014, na categoria Romance.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma profus\u00e3o de imagens no conto de Krishnamurti Goes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2755,2534],"tags":[81,41,2777,2776,149],"class_list":["post-10805","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-105a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-gangrena","tag-krishnamurti-goes-dos-anjos","tag-prosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10805"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10805\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15851,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10805\/revisions\/15851"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}