{"id":10975,"date":"2015-12-21T12:58:38","date_gmt":"2015-12-21T14:58:38","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=10975"},"modified":"2016-05-19T09:10:59","modified_gmt":"2016-05-19T12:10:59","slug":"dedos-de-prosa-i-41","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-41\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Vanessa Maranha<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_11870\" aria-describedby=\"caption-attachment-11870\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/sinisiaconiin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11870 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/sinisiaconiin.jpg\" alt=\"sinisiaconiin\" width=\"500\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/sinisiaconiin.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/sinisiaconiin-300x215.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11870\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Sinisia Coni<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Natal agreste<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acuado, o calango magro e comprido rebolou em ligeireza de pavor, riscando o ch\u00e3o de terra batida: hora ruim para errar ali. Fez-se dele ca\u00e7a, o m\u00ednimo peru, a por\u00e7\u00e3o de carne para aquela noite de Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guarni\u00e7\u00e3o, um punhadinho de vagens de feij\u00e3o verde debulhadas vagarosamente pelas pequenas m\u00e3os de Ednaldo, Ednei e Edmilson \u2013 a m\u00e3e Lindalva os pusera \u00e0 cata de v\u00e9spera, e pedia cuidado para que nenhum gr\u00e3o se perdesse, a bacia de lata como bateia de pequeninas riquezas. Um naco de rapadura seca escondida num v\u00e3o da taipa, pepita de ouro que ado\u00e7aria o desfecho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pai n\u00e3o havia, ou, antes, houvera, sem nome nem registro, Lindalva nem saberia dizer. Apenas que eram seus filhos, sa\u00eddos de si, um tanto barrigudinhos e empoeirados pelas faltas tantas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para cada um dos meninos, embrulhadas em chita florida com o requinte do la\u00e7arote, duas bolinhas de gude verde-azuladas, gotas de vidro, simulacros de chuva no calor\u00e3o trincado, desidratada a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesinha solenemente posta, a lamparina de querosene, um c\u00edrio natalino; o calango magicamente dourado e trinchado para que se lhe borrasse a forma original, sobre cama de farofa branca. Os feij\u00f5es verdes boiando cozidos numa \u00e1gua rara, muito caprichosamente chegados ao ponto de alguma dignidade \u2013 o dia todo vigiara a Lindalva o fogo pouco para que a ceia maturasse em perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No arremate, a rapadura, picada em cubos, nenhuma lasca de desperd\u00edcio, de modo a render dois peda\u00e7os a cada um \u2013 abria m\u00e3o da sua por\u00e7\u00e3o para oferecer os haveres aos filhos em n\u00famero par, duas bolinhas de presente, dois peda\u00e7os de doce, recurso que era um refrig\u00e9rio imagin\u00e1rio, ilus\u00e3o de abastan\u00e7a, um despiste \u00e0 mis\u00e9ria, que alguma ilus\u00e3o nos salva um pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00f4s os meninos a ajudar depois na limpeza dos pratos de \u00e1gata lacerada, permitiu-lhes o jogo de gude, bolinhas que \u00e0 luz da lamparina brilhavam como \u00e1gua aben\u00e7oada, quicando e lavando a exist\u00eancia seca, at\u00e9 a exaust\u00e3o lhe espreitar. Ent\u00e3o chamou os seus tr\u00eas meninos \u00e0s redes de dormir, alimentados, n\u00e3o fartos, mas pacificados, numa noite feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Marina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Marina, porque \u00e9 bonito, coisa de mar, a minha m\u00e3e me contou, justificando alguma coisa. Eu, substantiva e adjetiva demais. Eu um aposto, enfim. O meu tom \u00e9 eleg\u00edaco.\u00a0 Paix\u00e3o me define, muito mais que beleza.\u00a0 S\u00f3 fiquei bonita aos vinte e seis anos, quando meus olhos enfim serenaram e adquiriram a express\u00e3o de muita coisa vista, quando o rosto perdeu o redondo infantil e rosado mantendo, entretanto, a inoc\u00eancia necess\u00e1ria. Eu m\u00edmica e atriz, porque n\u00e3o tinha um outro modo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cheguei ao mundo com o susto de quem veio de lugar nenhum carregando coisa alguma, o mesmo espanto de quem v\u00ea milh\u00f5es de instrumentos ao seu redor e sequer sabe dar um passo adiante de si. Com aquele rancor de quem aparece e v\u00ea as coisas prontas sem que tivesse tido ao menos a chance de poder escolher participar ou n\u00e3o da feitura delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu era aquilo que chamam uma exist\u00eancia toda arredondada em si. Uma circunfer\u00eancia em que n\u00e3o havia cantos, n\u00e3o havia desv\u00e3os, inexistiam as angulosidades. Eu s\u00f3 era. S\u00f3 havia. S\u00f3 estava. Posta no mundo. Chegada \u00e0 vida aterradora, que acabou me lapidando logo umas farpas e uns nichos dos bem sulcados; daqueles que n\u00e3o sedimentam nunca (tentei uns cimentos in\u00fateis), mas agora eu os quero assim_ valas abertas, abismos sem fim, infernos abissais, por onde sobrevoam moscas de um esverdeado fosforescente para que eu n\u00e3o me esque\u00e7a do que est\u00e1 aberto e do que se esvai. At\u00e9 agora, eu sou tudo isso_ ou enfim, nada disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o espet\u00e1culo. Ou\u00e7o o burburinho dos primeiros espectadores tomando os seus assentos no teatro. Ser\u00e1 que vou conseguir? Ser\u00e1 que vou conseguir?_ sempre a pergunta rutilante. Ainda h\u00e1 tempo. Olho-me refletida no espelho. H\u00e1 areia e pedras ancestrais, beleza, h\u00e1 viv\u00eancia, uma aptid\u00e3o para o prazer, h\u00e1 capacidade de ternura, h\u00e1 choro nesse rosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As l\u00e2mpadas emoldurando o espelho do meu camarim ainda n\u00e3o me desnudam e penso, quase r\u00edspida:\u00a0 o que quer que eu pare\u00e7a ser, ainda n\u00e3o me tornei ou j\u00e1 deixei de ser. N\u00e3o me defina nem ilumine, que eu quero sombra para ter contorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou maquiando lentamente minha face, que dever\u00e1 parecer alegre em meus desdobramentos todos_ voz de arlequim, o n\u00f3 na garganta da isl\u00e2mica, o horror de uma g\u00f3rgona, a sabedoria das encantadoras, fertilidade de deusa min\u00f3ica, fei\u00fara de Medusa, o riso desdentado de uma andina miser\u00e1vel, leveza de ninfa, a gordura cumulativa de uma alem\u00e3 calvinista. Catac\u00famena, casta, divina tamb\u00e9m eu sou. Dal\u00ed, Artaud e Tzara em mil cores na minha cama, _ na cabeceira dela_mimetizando-me em imposturas deliciosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mora em mim a mulher de todas as mulheres, aquela que viveu em todas as outras anteriores a mim. Tenho \u00fatero para conceber, tenho seios para amamentar, tenho cora\u00e7\u00e3o para sentir e uma armadura de a\u00e7o na aura_ eu tamb\u00e9m empunho uma espada. E \u00e9 no pr\u00f3prio seio da minha natureza que caio, quando, de tempos em tempos fico gr\u00e1vida de amores, de ideias, de esperan\u00e7a, porque o que se desfaz ser\u00e1 refeito sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou impregnada dessa mulher que h\u00e1 milh\u00f5es de anos me persegue antes mesmo de ter tido a grande coragem de descer das \u00e1rvores. Sou ainda aquela macaca robusta de tetas ca\u00eddas que protege a cria entre os bra\u00e7os compridos, ainda aquela que se tiver fome mata os filhotes, aquela que teme e n\u00e3o explica os trov\u00f5es, minha espinha dorsal ainda carrega uma curva que me aproxima mais do ch\u00e3o que do c\u00e9u_minha por\u00e7\u00e3o primata n\u00e3o me permite grandes voos porque dela trago o medo, estou carimbada pela dor da minha esp\u00e9cie e g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afundo minhas mand\u00edbulas num peda\u00e7o de carne qualquer e sou eu, h\u00e1 milhares de anos, a antrop\u00f3faga, a hier\u00e1tica eg\u00edpcia, sou a celta das adivinha\u00e7\u00f5es nos lagos, indiana deusa Kali com o encanto de uma flor no Saara, a bruxa perseguida, a fada incendi\u00e1ria, sou qualquer uma, uma Maria ou uma Joana, a ferina gueixa de l\u00e1bios vermelhos, Xica da Silva em terra de zumbis, sou rainha chinesa sugando um narguill\u00e9 porque quer vida, Sherazade nos jardins de Al\u00e1, sou babil\u00f4nica prostituta caminhando por Sodoma e Gomorra, \u00f3bvia Eva que inevitavelmente abocanha a ma\u00e7\u00e3, sant\u00edssima Nossa Senhora, sou assassina Lucr\u00e9cia Borgia, concubina de Mefisto, domesticada Am\u00e9lia, matrona italiana, uma troiana, sou a nordestina ressequida com os olhos \u00famidos da africana m\u00e3e que vive em mim. Subst\u00e2ncia de todas elas. Sou n\u00e1car de uma concha do mar feita de restos de estrelas: uma poeirinha c\u00f3smica, um quase nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guardo os meus t\u00f3tens e ritos, invoco aos deuses prote\u00e7\u00e3o nos ciclos em que a lua cheia me agita por dentro em caudalosas hemorragias. Nos dias de cio, loba de dentes afiados ardendo de desejo, os instintos derramados espargem mel. Sempre soube que a vida n\u00e3o me trataria bem gratuitamente, por isso aprendi a sorrir quando me atravessavam um punhal nas costas, por essa mesma raz\u00e3o aprendi a decodificar a mensagem de um olhar e a lan\u00e7ar o meu pr\u00f3prio olhar de inten\u00e7\u00f5es. A mulher de todas as mulheres me ensinou o feminino sedutoramente macio e pr\u00f3ximo, \u00e0s vezes, fatal. Sei que dessa mulher que mora em mim, suas fraquezas, suas pobrezas, seus pavores, suas for\u00e7as, suas limita\u00e7\u00f5es me acompanhar\u00e3o, para que a minha c\u00e9lula da mulher de todas as mulheres, continue viva em todas as outras que me suceder\u00e3o nos pr\u00f3ximos milh\u00f5es de anos_ ser\u00e1 essa a minha ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Giro pelo camarim \u00e0 espera da centelha, aquilo que de repente me arrebata e puxa pelos cabelos_ um querer ser, um miraculoso tornar-me.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na penteadeira, as cento e uma marcas de batons, os trinta e tr\u00eas frascos de tonalizantes epid\u00e9rmicos, a cola para os c\u00edlios posti\u00e7os, os incont\u00e1veis vidrinhos de \u00f3leo bals\u00e2mico para tens\u00f5es musculares, os vinte e cinco tons de sombras para os olhos, os dois potinhos de purpurina, as quatorze perucas e as duas zibelinas que me constroem na mais imponder\u00e1vel criatura que houver dentro de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebo um buqu\u00ea de magn\u00f3lias, uma edi\u00e7\u00e3o amarelada de Gogol e Tchecov reunidos, um bilhetinho de amor, a proposta para um espet\u00e1culo N\u00f4, um (ora!) ovo de avestruz embrulhado em celofane azul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olho-me mais fundo e come\u00e7o a esfregar o rosto e lentamente vou me desfazendo ao retirar a maquiagem. Flagro a desconhecida na pele morena, nas linhas, diretrizes que o tempo deu de presente ao meu rosto, as quais, curiosa, vou seguindo e examinando uma a uma na esperan\u00e7a de saber aonde dar\u00e3o. O espelho me ostentando e ultrajando, simultaneamente, ali im\u00f3vel, os c\u00edrios todos ofuscantes do lado de fora, a ribalta \u00e0 minha espera enquanto me transmuto em outro personagem_ aquele que sempre mas nunca fui. Olho a majest\u00e1tica lagarta que h\u00e1 na cris\u00e1lida, minhas olheiras dram\u00e1ticas, minha cabeleira castanha delineando a cabe\u00e7a.\u00a0 Nesse assass\u00ednio, deviscerando minhas personas, matando-as uma a uma, as m\u00e1scaras v\u00e3o se crestando e despeda\u00e7ando em plena pele, sinto a dor de um parto, dando-me a mim pr\u00f3pria \u00e0 luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o conhe\u00e7o mais o \u00edngreme caminho que terei de percorrer para subir ao tablado. E num clar\u00e3o, num repente, vejo que n\u00e3o quero ser entendida (entendimento \u00e9 sil\u00eancio dos menos prof\u00edcuos, amorda\u00e7amento que impede a extens\u00e3o, retic\u00eancia infrut\u00edfera), n\u00e3o quero tampouco o favor de ser compreendida (quem compreende est\u00e1 intimamente contrafeito e quem \u00e9 compreendido, fadado \u00e0 compaix\u00e3o); quero ser sentida. Quero ser respirada. Ah, a divina gra\u00e7a de ser sentida atrav\u00e9s do que tenho de mais real: a exala\u00e7\u00e3o de mim. E atrav\u00e9s das minhas maiores sutilezas: toda a suave e expressiva dan\u00e7a de um olhar que se prolonga na vis\u00e3o de algo e encomprida-se mais longe e vago, num tent\u00e1culo, na capta\u00e7\u00e3o da coisa vista para dentro de mim.\u00a0 Sinta esse movimento. E depois a respira\u00e7\u00e3o; vai da\u00ed a paix\u00e3o. O cont\u00ednuo do que se guarda e do que se expulsa.\u00a0 Paix\u00e3o \u00e9 efervesc\u00eancia e viver, um total estremecimento_ finalmente o destino de almas perdidas que ruminaram formas, mastigaram livros, sentiram tanto, inventaram sons, estremeceram m\u00fasicas, que nunca beberam paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse momento sou apenas sangue, ganas e ret\u00f3rica e, toda rosto, como subirei ao palco? Assim? Desnuda? Personas, eu ainda vos imploro! Mas sei que j\u00e1 \u00e9 tarde demais. Manca, de um s\u00f3 f\u00f4lego, numa s\u00fabita coragem, piso o tablado. E antes que algo me exclua da ideia de um passo adiante, eu me lan\u00e7o, tornada absoluta interioridade vis\u00edvel em carne viva sobre o picadeiro.\u00a0 Os olhares assustados que me recebem_ quase ningu\u00e9m est\u00e1 realmente preparado para o tapa na cara que \u00e9 a nudez de um rosto_ insinuam o absurdo da \u00e1gua marinha de que sou feita em terra. Uma voz long\u00ednqua dentro de mim sopra que algo se quebrou na suave remiss\u00e3o de uma rosa despeda\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era a minha \u00faltima e t\u00e3o primeira vez. Palcos eu ainda pisaria. Outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Vanessa Maranha<\/em><\/strong><em> participou de diversas antologias de contos, entre elas \u201c+30 mulheres que est\u00e3o fazendo a nova literatura brasileira\u201d (Record). Venceu concursos de contos como os da Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais, o Pr\u00eamio Off Flip de Literatura (2012), o Pr\u00eamio UFES de Literatura (Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo) com o livro \u201cQuando n\u00e3o somos mais\u201d (EDUFES, 2014) e tamb\u00e9m o Pr\u00eamio Barueri de Literatura com o volume de contos \u201cOitocentos e sete dias\u201d (Multifoco, 2012). Foi finalista do Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura 2015 pelo romance \u201ccontagem regressiva\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tenros cen\u00e1rios dos contos de Vanessa Maranha<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10977,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2812,2534,16],"tags":[419,41,2816,2815,2814],"class_list":["post-10975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-106a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-marina","tag-natal-agreste","tag-vanessa-maranha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10975"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10975\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11871,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10975\/revisions\/11871"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10977"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}