{"id":11191,"date":"2016-01-28T12:12:15","date_gmt":"2016-01-28T14:12:15","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=11191"},"modified":"2018-12-13T12:31:33","modified_gmt":"2018-12-13T15:31:33","slug":"dedos-de-prosa-i-42","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-42\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p><em>K\u00e1tia Borges<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_11286\" aria-describedby=\"caption-attachment-11286\" style=\"width: 353px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/interna-7.jpg\" rel=\"attachment wp-att-11286\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11286 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/interna-7.jpg\" alt=\"Deborah Dornellas\" width=\"353\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/interna-7.jpg 353w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/interna-7-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11286\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Deborah Dornellas<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Escorpi\u00e3o amarelo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, ent\u00e3o, eu seguro o pequeno animal pe\u00e7onhento entre os dedos como se ele fosse um tesouro. Um \u00fanico escorpi\u00e3o amarelo pode gerar at\u00e9 40 outros. E sem necessidade de macho. Duas crias em um ano, 20 filhotes em cada cria. Uma esp\u00e9cie formada apenas por f\u00eameas, na qual os \u00f3vulos se desenvolvem sem fecunda\u00e7\u00e3o. De repente, eu deixo o bicho cair no ch\u00e3o e outros escorpi\u00f5es saem rapidamente dos esconderijos. Est\u00e3o famintos, devoram-se uns aos outros. Acendo um cigarro e fico observando. Tanto veneno, meu Deus! Sobrevivi aos 15 anos. E, assim como os escorpi\u00f5es amarelos, criei h\u00e1bitos noturnos e crepusculares. Uma dose de \u00e1lcool, algum fumo. Coisas normais para quem traz um ferr\u00e3o cravado no peito. Casei, acasalei, emudeci, gritei durante os partos. Sou uma mulher absolutamente comum. Do tipo que prepara lanches deliciosos para os filhos, joga buraco com os amigos e faz amor duas vezes por semana com o marido. Olhem meus bra\u00e7os. N\u00e3o h\u00e1 sinal de ferroadas. A cada manh\u00e3, escapo inteira do mesmo sonho. Mas n\u00e3o contei o sonho inteiro. H\u00e1 nele \u201cuma ternura venenosa de t\u00e3o funda\u201d. E o medo. O medo que sinto de mim mesma. A vis\u00e3o que tenho de meus filhos mortos. A sensa\u00e7\u00e3o em que me afundo ao olhar o c\u00e9u. E o desabar de uma chuva que parece varrer o mundo. E que n\u00e3o cessa at\u00e9 que ela surja. Turva. Primeiro, vem bem menina e me puxa pela m\u00e3o para ver o mar. Depois, quase adulta, tenta me afogar para que eu n\u00e3o diga nada sobre o que sinto. E, no entanto, sempre fomos c\u00famplices numa forma indescrit\u00edvel de sentimento. E at\u00e9 nessa falta de dor, esp\u00e9cie de anestesia que dura desde o casamento. Olho a minha casa, cheirando a pinho, e acho tudo muito bom. Como se a fam\u00edlia fosse um esconderijo. Ningu\u00e9m pode me ferir aqui no Caminho das \u00c1rvores. E, nas copas, avisto as damas que se assumem. Passam por mim no mercado, de m\u00e3os dadas, cheirando as frutas, mastigando as uvas, sujas, o sumo escorrendo da boca. Imagino que coisas fazem juntas e viro o rosto. Reviro os olhos. Sozinha na cama. O marido em viagem de neg\u00f3cios. Os filhos dormindo. E sonho de novo e de novo com os escorpi\u00f5es amarelos. Mas nem sempre foi assim. Confesso. Eu tamb\u00e9m j\u00e1 fui suja de desejos. Quando ela vinha e apertava a minha pele entre seus dedos. Como se colocasse a m\u00e3o entre as fendas de uma \u00e1rvore. Eu a podia sentir em minha dor como car\u00edcia. E mordia os l\u00e1bios, rindo por dentro, louca por arranh\u00f5es, tapas e empurr\u00f5es. Qualquer contato, por mais absurdo, entre meu corpo e o dela. Misto de camareira e inocente \u00fatil, eu cuidava de pentear-lhe os cabelos, outro pretexto, e de vigiar seus pretendentes de perto, levando e trazendo bilhetes. \u00c9 este? N\u00e3o. \u00c9 este? N\u00e3o. \u00c9 este? E foi assim que conheci o homem que me faria pensar em casamento. N\u00e3o por amor, infelizmente. Mas em agonia de morte, veneno inoculado no peito. Casei com ele s\u00f3 porque ela o queria. E ele a mim. Desde sempre. E ainda ardo na nossa \u00faltima noite. Falei, enfim, sobre sonhos e pesadelos e escorpi\u00f5es. O vestido de noiva sobre a cama, os convidados no andar de baixo, num misto de alegria e confus\u00e3o. E tudo que lembro \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, que subia, encharcando meus tornozelos e, logo, entrando pela boca e enchendo os pulm\u00f5es. At\u00e9 que j\u00e1 n\u00e3o podia dizer nada. E o sentimento em torno de mim era um oceano inacreditavelmente solit\u00e1rio e sombrio. Todo o resto foi puro exerc\u00edcio de existir. Vestir a roupa branca, percorrer a nave central da igreja, dizer sim. E, dentro dos anos, procriar, criar herdeiros da vergonha para deixar entregues ao mundo, ao grande mundo. Ou\u00e7am. O amor \u00e9 armadilha. \u00c9 sonho. Ou nada, nada mesmo. Os escorpi\u00f5es sobreviveram a muitos cataclismos, mas n\u00e3o venceram. Vejam como ainda se escondem e usam o veneno. Pobres criaturas seculares. T\u00e3o venenosas quanto indefesas&#8230; Outro domingo. E deixo que tudo desapare\u00e7a, engolido pela segunda-feira. H\u00e1 um rev\u00f3lver guardado na gaveta direita da c\u00f4moda. E a carta que ela mandou antes de atirar. Sei que estou acordada, que estive acordada todo o tempo, e agora sinto o animal pe\u00e7onhento subindo pelas pernas. Nenhum medo. Quase gozo. Ao sentir o ferr\u00e3o penetrar a minha pele e destruir-me os nervos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Madrugada do dia dos mortos<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perto da meia noite, veio do nada e deu um chute na porta da casa fr\u00e1gil. Escutei a pancada e cobri a cabe\u00e7a. Sabia quem era e o que viria em seguida. Chuva de tiros. Fiquei quieto, golfos ensopando o tecido. Morto? Talvez. Quando fez sil\u00eancio, arrastei o que restara de mim para fora. \u201cPol\u00edcia \u00e9 assim, n\u00e3o livra a cara da gente nem no Ano Novo\u201d. O homem me puxou pelos bra\u00e7os e foi me empurrando para baixo at\u00e9 me esconder inteiro sob a cama. Vi uma mancha de sangue, uma rolha de champanhe no assoalho, a queda de um proj\u00e9til. No c\u00e9u, saraivada de fogos. No dia primeiro, o primeiro de todo o resto, finalmente conferi meu corpo. Intacto. Tr\u00eamulo. Pele e ossos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sui Caedere<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E traziam nos pulsos, as duas, cicatrizes de suic\u00eddio. Um passado com o qual cada uma tratara de lidar muito a seu modo. A mais jovem, feito gato persa, desgarrara de tudo suas longas unhas. E vivia a correr mundo, ousando aviar receitas e abrir os corpos dos outros. Sempre a dar e consumir placebos. A outra arrumou um marido, c\u00e3o de \u00edntimos, e pariu duas crian\u00e7as que trazia cativas em sua casa de cerca branca e varanda. Entretida em deixar impec\u00e1veis as roupas, e n\u00e3o queimar ou azedar o almo\u00e7o, e estar magra para caber na cama e nos vestidos. At\u00e9 que se viram, um dia, sem alvoro\u00e7o. E notaram que traziam em seus pulsos, as duas, cicatrizes de suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O c\u00e9u da boca<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dentes do meu pai, envolvidos em um guardanapo, ro\u00e7avam as pontas dos meus dedos sempre que enfiava, esquecido, a m\u00e3o no bolso. Estava no centro, atr\u00e1s de um prot\u00e9tico que desse jeito na parte superior da dentadura. Fazer uma nova custaria dez vezes mais, mas esse nem era o problema. A quest\u00e3o \u00e9 que, aos 90, o velho j\u00e1 n\u00e3o conseguiria passar pelo processo de adapta\u00e7\u00e3o da boca \u00e0 pr\u00f3tese sem me enlouquecer completamente. Ent\u00e3o, genial como sempre, tive a ideia de encontrar um profissional capaz de restaurar a arcada, reconstituindo a porcelana que eu havia quebrado acidentalmente logo que fiquei respons\u00e1vel pela escova\u00e7\u00e3o di\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que eu fosse descuidado com as coisas do velho, entenda. De in\u00edcio, no entanto, confesso que olhava bem pouco o objeto em minhas m\u00e3os, limitando-me a fazer movimentos circulares com a escova ensopada em dentifr\u00edcio, como havia lido em um an\u00fancio de creme dental. Isso, somado \u00e0 distra\u00e7\u00e3o habitual, permitiu que a chapa escorregasse algumas vezes na pia do banheiro, danificando a ponta dos incisivos lateral e central. N\u00e3o eram danos muito vis\u00edveis mesmo para quem olhasse meu pai bem de perto. Em nossa fam\u00edlia, todos t\u00eam bocas pequenas e l\u00e1bios finos, e a verdade \u00e9 que ele sorria cada vez menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, os danos nas pontas dos incisivos lateral e central, embora pouco vis\u00edveis, dificultavam a mastiga\u00e7\u00e3o, e o desconforto do meu pai era suficiente para justificar a her\u00f3ica travessia da cidade no inverno. Salvador ao Sol \u00e9 uma Aldeia Potemkin. Engana brit\u00e2nicos, franceses e prussianos. Sob a chuva, no entanto, todas as suas estruturas parecem se desfazer em papel\u00e3o. Saltando po\u00e7as de lama, pulando entre as marquises dos pr\u00e9dios de outro s\u00e9culo, eu ca\u00e7ava abrigo da \u00e1gua, movendo com desajeito o corpo magro, projeto inacabado de Shigeru Ban, \u00e0 cata do consult\u00f3rio de um tal Her\u00e1clito Hernandes. Rua Chile, 190.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda h\u00e1 pouco, no t\u00e1xi que me levara aos solavancos do bairro nobre \u00e0 parte antiga, comentara com o motorista o fato de o nome do prot\u00e9tico ser Her\u00e1clito. \u201cO obscuro\u201d, me disse o homem ao volante, como se soubesse um bocado sobre filosofia e dial\u00e9tica. Eu s\u00f3 conhecia o Panta Rei e me inquietava a ideia de que tudo muda e a met\u00e1fora das \u00e1guas e dos rios. Estivera a vida toda obstinado na constru\u00e7\u00e3o de pontes, pontos fixos de observa\u00e7\u00e3o e travessia. Tudo sem molhar os p\u00e9s. \u201cMas, esta nobre arquitetura demanda grande conhecimento\u201d, ouvi ao descer do carro. Isso eu sei. Demanda pilares e arcos muito s\u00f3lidos e pedras e madeira de boa qualidade e metal e concreto e partes que s\u00e3o montadas aos poucos como num quebra-cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 ainda pontes suspensas, mas isso eu n\u00e3o disse ao taxista. Pontes suspensas que s\u00e3o erguidas bem alto por cabos de a\u00e7o. Toda vida, meu caro condutor, \u00e9 apenas t\u00e9cnica.\u00a0 Tudo demanda grande conhecimento, pensei, j\u00e1 entrando na viela estreita que d\u00e1 acesso a Avenida Sete de Setembro. Mesmo o mais simples objeto, veja bem. Mesmo a dentadura danificada em meu bolso. Mesmo eu, o nobre, o filho generoso, o her\u00f3i do velho, hoje fr\u00e1gil, incapaz de limpar os pr\u00f3prios dentes. Pouco restara do homem que conheci forte e macho a me ensinar a ser. A encher de sab\u00e3o a minha boca para lavar com viol\u00eancia palavr\u00f5es, nicotina e esperma.\u00a0 A vida nos moldou, os dois, a foice, como s\u00f3i acontecer a toda gente. Se h\u00e1 um consolo, este \u00e9 ser como todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maldita seja a diferen\u00e7a, dizia meu pai em seus ensinamentos sem o dizer. Seja honesto com os honestos e valente com os valentes. Nunca seja apanhado, fa\u00e7a o que fizer. Aos poucos, todas as li\u00e7\u00f5es seguiram para o ralo e ele parecia saber. Aquele mo\u00e7o magro e molhado que carregava seus dentes no bolso pelas ruas do centro em busca do consult\u00f3rio do prot\u00e9tico era, sobretudo, um fraco. Sim, um fraco. Por mais que em mim ainda residisse a pouca for\u00e7a do velho e sua din\u00e2mica viesse do apoio dos meus bra\u00e7os. Quis o destino que coubesse ao filho maricas cuidar de suas escaras, trocar as fraldas, levar ao banho,\u00a0 limpar as fezes. Agora, concentre-se, pedi a mim mesmo, devidamente perdido em meio \u00e0 chuva. Onde, nesta avenida, entro para a Rua Chile?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas siga adiante, disse uma senhora meio curva. E eu segui. Incerto, pelo caminho conhecido desde a inf\u00e2ncia. Subitamente alterado, tonto. Em algum ponto, na altura do Rel\u00f3gio de S\u00e3o Pedro, senti que algo havia se partido, uma fenda no tempo, e todas as coisas do mundo, como no Aleph de Borges, pareciam espreitar sorrindo. Olhei seus dentes como se examinasse a boca de um animal antes de submet\u00ea-lo a grande esfor\u00e7o. E, nela, na boca do centro, enxergasse o escuro formado pelo palato. O c\u00e9u. Algo apertava meu cora\u00e7\u00e3o, como se uma grande m\u00e3o, a grande m\u00e3o do sofrimento, estalasse todos os seus dedos no c\u00e9u de chumbo e, ao redor do meu peito, voltasse ent\u00e3o a contra\u00ed-los. Eu precisava ir, localizar o endere\u00e7o, achar o prot\u00e9tico. Imaginei meu pai, perdido em mutismo e desespero, e me agarrei \u00e0 express\u00e3o murcha de seu rosto por alguns segundos, alguns segundos, alguns segundos, alguns segundos&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>K\u00e1tia Borges<\/em><\/strong><em>\u00a0\u00e9 escritora, jornalista, mestre e doutoranda em literatura e cultura pela Ufba e professora. \u00c9 autora dos livros De volta \u00e0 caixa de abelhas (As letras da Bahia, 2002), Uma balada para Janis (P55, 2009), Ticket Zen (Escrituras, 2010),\u00a0Escorpi\u00e3o\u00a0Amarelo\u00a0(P55, 2012) e S\u00e3o Selvagem\u00a0(P55, 2014). Teve alguns de seus\u00a0poemas inclu\u00eddos nas colet\u00e2neas Roteiro da Poesia Brasileira, anos 2000 (Global, 2009), Travers\u00e9e d&#8217;Oc\u00e9ans \u2013 Voix po\u00e9tiques de Bretagne et de Bahia (\u00c9ditions Lanore, 2012), Autores Baianos, um Panorama (P55, 2013) e na Mini<\/em><em>-Anthology of Brazilian Poetry (Placitas: Malpais Rewiew, 2013) e\u00a0<\/em><em>traduzidos para o franc\u00eas, espanhol, ingl\u00eas e alem\u00e3o. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os universos arrebatadores dos contos de K\u00e1tia Borges<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11269,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2854,2534,16],"tags":[2898,419,41,2900,2896,2897,2899],"class_list":["post-11191","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-107a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-ciro","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-escorpiao-amarelo","tag-katia-borges","tag-o-ceu-da-boca","tag-sui-caedere"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11191","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11191"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11191\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15866,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11191\/revisions\/15866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11269"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}