{"id":11678,"date":"2016-04-11T10:24:57","date_gmt":"2016-04-11T13:24:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=11678"},"modified":"2016-06-08T17:57:26","modified_gmt":"2016-06-08T20:57:26","slug":"dedos-de-prosa-iii-43","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-43\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa III"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Herculano Neto<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_11811\" aria-describedby=\"caption-attachment-11811\" style=\"width: 367px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/helenabarbagelata-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11811 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/helenabarbagelata-2.jpg\" alt=\"helenabarbagelata\" width=\"367\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/helenabarbagelata-2.jpg 367w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/helenabarbagelata-2-220x300.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11811\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Helena Barbagelata<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NO QUARTEL DE ABRANTES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebi o \u00faltimo telefonema. Ele queria o dinheiro ao meio-dia, nenhuma hora a mais. Tentei argumentar v\u00e1rias vezes, disse que n\u00e3o tinha tanto dinheiro assim nem tinha como conseguir, que eu era apenas um reles assessor de vereador (o cargo pode parecer pomposo, mas fora a pose e a vaga cativa no estacionamento eu n\u00e3o era ningu\u00e9m). Mas ele sequer parecia me escutar, n\u00e3o se alterava com a minha histeria e nunca conversava comigo. Telefonava e s\u00f3 falava o que tinha planejado. Devia ser parte da estrat\u00e9gia n\u00e3o dialogar, o que me deixava mais enfurecido e acuado. Se existe algo que me tira do s\u00e9rio \u00e9 ser ignorado, gosto de falar, gosto que me escutem, gosto de plateia. Confesso que sou at\u00e9 indelicado com meus interlocutores e mal os concedo o direito de abrir a boca. Agora ele fazia a mesma coisa comigo. Ele devia me conhecer, ele n\u00e3o apenas sabia quem eu era; ele sabia como eu era. Ele tamb\u00e9m sabia que eu seria capaz de tudo para destruir aquela grava\u00e7\u00e3o, que eu estava desesperado. Por isso n\u00e3o o subestimava, todo advers\u00e1rio de m\u00e9rito tem o meu respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rastreei suas liga\u00e7\u00f5es, em v\u00e3o. Cinco liga\u00e7\u00f5es, cinco hor\u00e1rios diferentes, cinco telefones p\u00fablicos do centro da cidade. No come\u00e7o, pensava que era alguma brincadeira, por\u00e9m ele logo me fez perceber que a hist\u00f3ria era \u00e0 vera, ele sabia demais. Se aquele v\u00eddeo aparecesse eu estaria perdido, seria o meu fim. Com uma arma invis\u00edvel engatilhada na minha testa n\u00e3o havia muito a ser feito. Saquei o que tinha dispon\u00edvel nos bancos, fiz dois empr\u00e9stimos com terceiros e vendi o autom\u00f3vel da minha esposa, ainda assim faltava bastante, mas acreditava que conseguiria renegociar cara a cara. O encontro ele marcou no Largo Dois de Julho, local muito movimentado, frequentado por todo tipo de gente, certamente pra n\u00e3o chamar aten\u00e7\u00e3o. \u201cComo saberei quem \u00e9 voc\u00ea?\u201d. \u201cN\u00e3o se preocupe, voc\u00ea saber\u00e1\u201d. Desde o in\u00edcio foi a \u00fanica pergunta que ele respondeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas horas antes, j\u00e1 estava no local combinado. Comprei uma latinha de cerveja num bar e me sentei num banco de pra\u00e7a, com a maleta entre as pernas, tentando aparentar tranquilidade. Ele n\u00e3o demoraria, talvez j\u00e1 estivesse me vendo de uma daquelas janelas velhas, se divertindo com a minha tens\u00e3o, mas n\u00e3o dei esse prazer a ele, n\u00e3o novamente. Em um dos seus telefonemas ele mandou lembran\u00e7as para Melissa antes de desligar. Melissa \u00e9 minha filha do meu primeiro casamento, tem dezessete anos e mora com a m\u00e3e na Federa\u00e7\u00e3o. Me controlei enquanto pude, antes de decidir investigar \u2014 acho que eu estava vendo muitos filmes. Quis saber se ela tinha e quais foram seus \u00faltimos namorados, seus hor\u00e1rios, suas rotinas, coisas que eu n\u00e3o fazia a mais vaga ideia. Cheguei a imaginar que ela e a m\u00e3e poderiam tamb\u00e9m estar envolvidas, por\u00e9m vi o absurdo a que eu estava me submetendo: era s\u00f3 uma jogada, e eu ca\u00ed. N\u00e3o sei se era a inten\u00e7\u00e3o dele, mas comecei a desconfiar de todos a minha volta, ningu\u00e9m escapava do meu paranoico controle de desconfian\u00e7a. Conclu\u00ed que era uma pessoa pr\u00f3xima, que ele estava acompanhando meus passos, me analisando, averiguando o efeito dos seus telefonemas, aguardando o momento oportuno para me desestabilizar. Era realmente um advers\u00e1rio que merecia meu respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meio-dia e nenhum sinal dele, comprei mais duas cervejas e continuei na minha espera. Todos que passavam por mim eu olhava detidamente, como se a qualquer instante fosse falar comigo alguma frase solta, codificada, que facilmente eu interpretaria. Um mendigo, um flanelinha, uma estudante, um b\u00eabado, uma periguete, uma dona de casa carregando sacolas de compras, um vendedor ambulante, um velho, todos eram suspeitos. \u201cNada de gracinhas\u201d, foi a recomenda\u00e7\u00e3o que ele mais repetiu. Quis recrutar alguns amigos que eu tenho na mil\u00edcia, gente experiente que sabe fazer um trabalho limpo, sem vest\u00edgios, sem alardes, mas seria melhor n\u00e3o correr nenhum tipo de risco, ele parecia ser muito esperto, n\u00e3o era um aventureiro, sabia o que estava fazendo. A cada minuto minha ansiedade aumentava, n\u00e3o queria, mas estava nervoso. Mais de uma hora da tarde, quanto ainda devia esperar? Sem saber a resposta, fui ficando, entre uma cerveja e outra, at\u00e9 ao anoitecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltei para casa exausto, me sentindo pior do que eu estava, o pesadelo n\u00e3o tinha acabado, brevemente come\u00e7aria tudo outra vez. A qualquer momento o telefone tocaria, mantendo o suspense, foi o que eu pensei quando resolvi dormir na sala. Ele deve ligar hoje, foi o que eu pensei quando disse para a secret\u00e1ria do gabinete que eu n\u00e3o estava para ningu\u00e9m. No entanto, seguiram-se os dias, os meses, e nenhuma not\u00edcia dele. Misteriosamente, ele tinha desaparecido. O que aconteceu? Provavelmente, jamais saberei nem pretendia especular. O certo \u00e9 que aprendi uma grande li\u00e7\u00e3o disso tudo: n\u00e3o negocio mais nada, nada mesmo, sem ter a mais absoluta certeza de que eu n\u00e3o estou sendo grampeado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cA MINHA ALMA NUA\u201d<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>\u201cA minha pele de \u00e9bano \u00e9\/ a minha alma nua\u201d<\/em><br \/>\n<em>(Alegria da Cidade, Lazzo\/ Jorge Portugal)<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em><strong>\u00a0<\/strong><\/em><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve um tempo em que eu tinha desistido de mim, n\u00e3o sabia o que era a luz do dia nem alimento que n\u00e3o fosse bebido, injetado ou aspirado. Quis cair de boca na boca da noite e acabei caindo nos dentes da Boca do Rio. Era requisitado pelos playboys da Pituba, pois constava sempre a massa boa, &#8220;a de qualidade&#8221;. Curtia a noite at\u00e9 a \u00faltima ponta: suas dores, seus atalhos, seus clich\u00eas, suas miragens. At\u00e9 conhecer Clara, uma negra de porte altivo e cabelos de nylon, que realizava um trabalho social com as prostitutas e travestis afrodescendentes da orla. Eu era \u00fatil para ela porque sabia o ponto e o nome de todas, algumas at\u00e9 o nome de batismo. Cheia de revolta e ideais socialistas, me fascinou seu discurso caduco, suas vestes de princesa africana e sua idolatria por Omolu, &#8220;o que mata sem faca&#8221;. Seu conceito de igualdade pouco se chocou com meu desencanto humanit\u00e1rio. Foi a minha pele parda, de mesti\u00e7o do Rec\u00f4ncavo, que n\u00e3o combinava com a dela. Clara era o arco-\u00edris de Madagascar, mas me considerava muito branco para o seu universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AQUELES SEIOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalho no setor de mamografia de um hospital p\u00fablico h\u00e1 pouco tempo, mas o suficiente para eu perceber que sou o homem errado no lugar errado. N\u00e3o sou uma pe\u00e7a na engrenagem, sou um hamster na roda. Atendo oito pacientes por turno, nenhum a mais. Mulheres amedrontadas na companhia dos maridos ou das filhas, com suas tetas velhas, fl\u00e1cidas, p\u00e1lidas, gastas e adormecidas. Para mim, indiferentes montes de carne. At\u00e9 eu conhecer Dona Filipa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dona Filipa apareceu no meio do expediente de uma quarta-feira. Quarenta e quatro anos, seis filhos, semi-alfabetizada, moradora da zona rural. Era o que dizia sua ficha. Tomei o \u00faltimo gole do caf\u00e9 frio e, enquanto assinalava mecanicamente algumas op\u00e7\u00f5es do formul\u00e1rio, pedi para ela fazer a gentileza de tirar a roupa. No entanto, quando vi aqueles seios, emudeci assustado, logo eu, t\u00e3o acostumado \u00e0 malta infinda de donas de casa desnudas deparei com o mais belo e perfeito par que j\u00e1\u00a0 existiu. Antes, acreditava que peitos bonitos s\u00f3 frequentassem cl\u00ednicas particulares. Dispensei-a sem realizar seu exame.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns meses depois, Dona Filipa retornou. E novamente n\u00e3o realizei seu exame. Se aqueles seios tinham algum vest\u00edgio de c\u00e2ncer eu preferia n\u00e3o saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DIA DE VISITA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje \u00e9 dia de visita. Se fosse em minha casa, deixaria tudo arrumado, arejado. Prepararia aperitivos, abriria as janelas, trocaria as cortinas, lustraria os m\u00f3veis, teria livros de fotografia e poesia na mesa de centro, colocaria os gatos do lado de fora, flores nos vasos da sala. Mas s\u00f3 se a visita fosse em minha casa. A visita em quest\u00e3o \u00e9 \u00e0 penitenci\u00e1ria, onde sou simultaneamente convidada e anfitri\u00e3. Sou eu que preparo os biscoitos, bolos, p\u00e3es; compro frutas, cereais, cigarros. Esse rito semanal tem quase dez anos, desde que Pedro fez aquela bobagem, n\u00e3o deveria, mas me acostumei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra penitenci\u00e1ria \u00e9 derivada de penit\u00eancia, que quer dizer arrependimento de algum pecado ou culpa. Mas a \u00faltima coisa que se encontra l\u00e1 dentro s\u00e3o arrependidos, apenas amontoados de presos. A palavra pres\u00eddio define melhor a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha preocupa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 a frente-fria que aportou sobre a cidade, dizem que nos \u00faltimos dias choveu o esperado para o m\u00eas inteiro, a capital praticamente parou, o que n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade. Salvador \u00e9 uma cidade de ver\u00e3o apenas no cart\u00e3o-postal. Basta qualquer chuvinha para alagar as ruas, congestionar o tr\u00e2nsito, desmoronar encostas, desabrigar o povo e aparecer governante na TV fazendo promessas. Ser\u00e1 mais trabalhoso sair com tantas sacolas debaixo desse temporal; no entanto, esperar \u00e9 correr o risco desnecess\u00e1rio de perder o hor\u00e1rio de visitas. De \u00f4nibus, com sorte, chegarei em duas horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor do pres\u00eddio, para n\u00e3o criarmos v\u00ednculos, costuma revezar as agentes que fazem a revista: procedimento in\u00fatil. Venho aqui h\u00e1 tanto tempo que sou amiga de todo mundo, nem me revistam mais. Por\u00e9m hoje a funcion\u00e1ria nova quer que eu deite e abra as pernas, pede com a autoridade de rec\u00e9m-empossada. Ela est\u00e1 toda orgulhosa em seu colete preto, deve ser do tipo que engraxa repetidamente os sapatos e o distintivo. N\u00e3o me incomodo, passo pelo constrangimento como se fosse uma consulta ginecol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, o port\u00e3o principal \u00e9 aberto e o primeiro grupo revistado \u00e9 liberado para entrar. Voltou a chover forte. A \u00e1rea de visitas fica numa galeria do outro lado do p\u00e1tio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 permitida a entrada de guarda-chuvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Herculano Neto<\/em><\/strong><em> nasceu em Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o (BA). Publicou pela Funda\u00e7\u00e3o Casa de Jorge Amado o livro de poesia \u201cCinema\u201d (Pr\u00eamio Braskem Cultura e Arte, 2007) e pela Cole\u00e7\u00e3o Cartas Bahianas da Editora P55 o volume de contos \u201cSalvador abaixo de zero\u201d. Organizou a colet\u00e2nea de contos inspirados em can\u00e7\u00f5es de Raul Seixas, \u201cOutro livro na estante\u201d, pela editora Mondrongo; pela mesma editora lan\u00e7ou \u201cA Casa da \u00c1rvore\u201d (poesia).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enlaces cotidianos nas narrativas de Herculano Neto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11719,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2972,2534],"tags":[3019,419,41,3020,3012,3017,3018],"class_list":["post-11678","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-109a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-aqueles-seios","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-dia-de-visita","tag-herculano-neto","tag-no-quartel-de-abrantes","tag-a-minha-alma-nua"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11678"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11678\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11814,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11678\/revisions\/11814"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11719"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}