{"id":12834,"date":"2016-10-30T15:40:29","date_gmt":"2016-10-30T18:40:29","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=12834"},"modified":"2016-12-18T12:21:36","modified_gmt":"2016-12-18T15:21:36","slug":"gramofone-49","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/gramofone-49\/","title":{"rendered":"Gramofone"},"content":{"rendered":"<p><em>Por S\u00e9rgio Tavares<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>LEGI\u00c3O URBANA &#8211; AS QUATRO ESTA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Capa-quatro-esta\u00e7\u00f5es.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12836\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Capa-quatro-esta\u00e7\u00f5es.jpg\" alt=\"capa-quatro-estacoes\" width=\"350\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Capa-quatro-esta\u00e7\u00f5es.jpg 350w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Capa-quatro-esta\u00e7\u00f5es-150x150.jpg 150w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Capa-quatro-esta\u00e7\u00f5es-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era assim: para ser considerado \u201cmaneiro\u201d, no tempo do col\u00e9gio, tinha de cantar \u201cFaroeste caboclo\u201d, do come\u00e7o ao fim. No intervalo entre as aulas, formavam-se grupinhos aqui e acol\u00e1, e logo um puxava \u201cN\u00e3o tinha medo o tal Jo\u00e3o de Santo Cristo&#8230;\u201d, seguido por uma ou duas vozes desafinadas. \u00c0 capela, mesmo. Aquele que errasse, era alvo de zoa\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, saber todos os versos de \u201cFaroeste caboclo\u201d era mais importante que saber qualquer verso do Hino Nacional. Eu sabia (mas nunca fui \u201cmaneiro\u201d, de fato). A verdade \u00e9 que minha m\u00e3e trabalhava numa butique de sapatos femininos, dentro de um shopping, e por l\u00e1 transitava um sujeito que vendia umas fitas cassetes de colet\u00e2neas musicais. Ele as mantinha numa maleta, separadas por g\u00eanero. Bossa nova, samba, jazz, MPB&#8230; Eu ganhei uma de rock nacional, cujo repert\u00f3rio era formado pelas novas bandas estouradas nas r\u00e1dios. Paralamas do Sucesso, Bar\u00e3o Vermelho, Tit\u00e3s, Capital Inicial e Legi\u00e3o Urbana, com \u201cFaroeste Caboclo\u201d. Tinha tamb\u00e9m \u201cEduardo e M\u00f4nica\u201d, que eu tamb\u00e9m sabia cantar inteira, se isso conta como vantagem (?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFaroeste caboclo\u201d \u00e9 a s\u00e9tima faixa de \u201cQue pa\u00eds \u00e9 esse?\u201d, \u00e1lbum de 1987. O terceiro trabalho de est\u00fadio da Legi\u00e3o Urbana, ainda que montado \u00e0s pressas para surfar na onda do anterior, \u201cDois\u201d(na qual est\u00e1 \u201cEduardo e M\u00f4nica\u201d), \u00e9 um disco crucial por fatores externos. Visto hoje, foi o \u00faltimo a ter a forma\u00e7\u00e3o original (Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Renato Rocha e Marcelo Bonf\u00e1); o \u00faltimo a trazer mais letras cr\u00edticas enroupadas por uma sonoridade crua, influenciada pelo punk rock ingl\u00eas; aquele cuja turn\u00ea encerrou-se com fat\u00eddico show em Bras\u00edlia, no Est\u00e1dio Man\u00e9 Garrincha, quando uma confus\u00e3o generalizada deixou centenas de pessoas feridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os fatos e mudan\u00e7as citados iriam influenciar diretamente na constru\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum posterior, \u201cAs quatro esta\u00e7\u00f5es\u201d, de 1989. Ainda que o \u201cmaneiro\u201d, no meu tempo de col\u00e9gio, fosse cantar \u201cFaroeste caboclo\u201d, do come\u00e7o ao fim, sem d\u00favida \u201cAs quatro esta\u00e7\u00f5es\u201d \u00e9 o disco da Legi\u00e3o que marcou a minha gera\u00e7\u00e3o. Um trabalho introspectivo e, em alguns momentos, experimental, com apelo l\u00edrico e musicalmente mais maduro. As faixas s\u00e3o compostas por camadas harm\u00f4nicas e influ\u00eancias de sonoridades diversas ao rock, cujas letras emprestam refer\u00eancias que v\u00e3o da literatura de Cam\u00f5es a vers\u00edculos b\u00edblicos, transcendendo os males sociais para os males da alma, do corpo ao esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cMem\u00f3rias de um legion\u00e1rio\u201d, o guitarrista Dado Villa-Lobos explica, assim, a concep\u00e7\u00e3o do projeto, nas palavras de Renato Russo: \u201cGostaria que fosse sobre ciclos, a perda da inoc\u00eancia, voc\u00ea atingir um certo est\u00e1gio em que perdeu alguma coisa e, ou vai para o lado deles, ou retrabalha e reconquista isso. (&#8230;) Mas seria basicamente isso: primavera, ver\u00e3o, chega o outono e caem todas as folhas. E no inverno fica a \u00e1rvore daquele jeito. \u00c9 como se a gente estivesse chegando ao inverno. Mas a\u00ed vem vindo a primavera de novo. Quero dizer, voc\u00ea pode escolher ter uma nova primavera. A maior parte das pessoas que eu conhe\u00e7o fica no inverno, e eu acho ser esse o maior problema delas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs quatro esta\u00e7\u00f5es\u201d abre com \u201cH\u00e1 tempos\u201d, um rock\u00e3o rasgado, vibrante, que, em contraponto, come\u00e7a com a frase \u201cParece coca\u00edna mas \u00e9 s\u00f3 tristeza, talvez sua cidade&#8221;. Renato Russo deixa claro, logo de cara, que est\u00e1 menos preocupado em perguntar \u201cque pa\u00eds \u00e9 esse?\u201d ou falar da \u201cgera\u00e7\u00e3o coca-cola\u201d, e sim buscar uma reflex\u00e3o mais ampla sobre a vida, os conflitos internos e os segredos que lhe afligiam, as emo\u00e7\u00f5es e os relacionamentos humanos, a religi\u00e3o e a metaf\u00edsica. \u201cDisciplina \u00e9 liberdade\/Compaix\u00e3o \u00e9 fortaleza\/Ter bondade \u00e9 ter coragem\/L\u00e1 em casa tem um po\u00e7o\/Mas a \u00e1gua \u00e9 muito limpa\u201d, s\u00e3o os \u00faltimos versos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, o tom baixa com \u201cPais e filhos\u201d, levada no viol\u00e3o ac\u00fastico, mas com interfer\u00eancias de uma guitarra blueseira, que, embora tenha virado uma balada de cantar batendo palmas, versa sobre o suic\u00eddio de uma garota que se jogou do quinto andar, pois n\u00e3o se entendia com os pais. Por outro lado, como escreve Villa-Lobos, no livro supracitado, a can\u00e7\u00e3o era tamb\u00e9m \u201cuma homenagem \u00e0s suas fam\u00edlias, aos seus filhos que chegavam\u201d. Em \u201cRenato Russo \u2013 O trovador solit\u00e1rio\u201d, o jornalista Arthur Dapieve complementa que \u201cRenato queria agradecer \u00e0 sua fam\u00edlia, que j\u00e1 sabia do seu homossexualismo havia dez anos\u201d. Al\u00e9m disso, havia o fato de que o pr\u00f3prio compositor, fazia pouco tempo, tinha se tornado pai, \u201co que a letra tamb\u00e9m mencionava, cifradamente\u201d: \u201cMeu filho vai ter nome de santo\/Quero o nome mais bonito&#8221;. \u201cPais e filhos\u201d encerra-se belamente, de maneira conciliat\u00f3ria, indicando um ciclo que, de fato, estar\u00e1 sempre aberto: \u201cVoc\u00ea me diz que seus pais n\u00e3o entendem\/Mas voc\u00ea n\u00e3o entende seus pais.\/Voc\u00ea culpa seus pais por tudo\/E isso \u00e9 absurdo\/S\u00e3o crian\u00e7as como voc\u00ea.\/O que voc\u00ea vai ser\/Quando voc\u00ea crescer?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_12837\" aria-describedby=\"caption-attachment-12837\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Renato-Russo-Dado-Villa-Lobos-e-Marcelo-Bonf\u00e1-divulga\u00e7\u00e3o-m.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12837 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Renato-Russo-Dado-Villa-Lobos-e-Marcelo-Bonf\u00e1-divulga\u00e7\u00e3o-m.jpg\" alt=\"renato-russo-dado-villa-lobos-e-marcelo-bonfa-divulgacao-m\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Renato-Russo-Dado-Villa-Lobos-e-Marcelo-Bonf\u00e1-divulga\u00e7\u00e3o-m.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Renato-Russo-Dado-Villa-Lobos-e-Marcelo-Bonf\u00e1-divulga\u00e7\u00e3o-m-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12837\" class=\"wp-caption-text\">Renato Russo, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonf\u00e1 \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFeedback song for a dying friend\u201d \u00e9 a terceira faixa. Cantada em ingl\u00eas, \u00e9 a que mais se distancia, esteticamente, das outras composi\u00e7\u00f5es, contudo a que toca em duas quest\u00f5es que assombravam Renato Russo fazia alguns anos: tornar p\u00fablico sua homossexualidade e falar sobre a Aids. De acordo com Dapieve, a letra, escrita em 1985, \u201cantecipava o pesadelo da Aids e, ao ser lan\u00e7ada naquele momento, estabelecia liga\u00e7\u00e3o direta com a morte em p\u00fablico de Cazuza, que decidira transformar a doen\u00e7a numa declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d. O encarte do disco traz a tradu\u00e7\u00e3o feita por Mill\u00f4r Fernandes (um dos \u00eddolos do Renato), cujos primeiros versos dizem: \u201cAlisa a testa suada do rapaz\/Toca o talo nu ali escondido\/Protegido nesse ninho farpado sombrio da semente\u201d. O tema \u00e9 agravado pelo peso das guitarras el\u00e9tricas e da marca\u00e7\u00e3o da bateria que, de forma inesperada, \u00e9 engolido por uma sonoridade oriental, hindu\u00edsta, tramada em acordes maci\u00e7os de c\u00edtara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas can\u00e7\u00f5es seguintes s\u00e3o mais leves e mostram uma textura de cr\u00f4nica do cotidiano. \u201cQuando o sol bater na janela do seu quarto\u201d, de melodia simples e compassada, tem uma letra positiva (&#8220;A humanidade \u00e9 desumana\/Mas ainda temos chance\/O sol nasce pra todos\/S\u00f3 n\u00e3o sabe quem n\u00e3o quer&#8221;), ainda que aponte que \u201cTudo \u00e9 dor\/E toda dor vem do desejo\/De n\u00e3o sentirmos dor\u201d. J\u00e1 \u201cEu era um lobisomem juvenil\u201d avan\u00e7a de dedilhados suaves de corda para um crescendo de teclado e percuss\u00e3o, at\u00e9 encerrar-se nos mesmos dedilhados suaves de corda. A letra parece constitu\u00edda de uma colagem de retratos de observa\u00e7\u00e3o e de certos devaneios po\u00e9ticos. \u201cO que sinto muitas vezes faz sentido\/E outras vezes n\u00e3o descubro o motivo\/Que me explica porque \u00e9 que n\u00e3o consigo ver sentido\/No que sinto, o que procuro, o que desejo e o que faz parte do meu mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c1965 (Duas tribos)\u201d retoma a veia mais agressiva, na sonoridade e nos versos, dos primeiros discos, ao denunciar os crimes do regime militar, institu\u00eddo nos anos 1960. Renato faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 tortura (\u201cCortaram meus bra\u00e7os\/Cortaram minhas m\u00e3os\/ Cortaram minhas pernas\/Num dia de ver\u00e3o\u201d) e \u00e0s pris\u00f5es arbitr\u00e1rias dos estudantes (\u201cMataram um menino\/Tinha arma de verdade\/Tinha arma nenhuma\/Tinha arma de brinquedo\u201d), entoando, ao fim, escarnecidamente, um dos slogans criados pela ditadura: \u201cO Brasil \u00e9 o pa\u00eds do futuro\u201d. Como \u00e9 comum ao \u00e1lbum, parafraseando Dapieve, a ferocidade el\u00e9trica d\u00e1 lugar outra vez ao pl\u00e1cido clima ac\u00fastico. \u201cMonte Castelo\u201d tem um tema instrumental bem org\u00e2nico aos seus versos, que trazem trechos do \u201cSoneto 11\u201d, do escritor portugu\u00eas Lu\u00eds de Cam\u00f5es, e do cap\u00edtulo 13 de Cor\u00edntios, livro da B\u00edblia. \u201cAinda que eu falasse a l\u00edngua dos homens\/e falasse a l\u00edngua dos anjos, sem amor eu nada seria\u201d. Os arranjos s\u00e3o constru\u00eddos em teclados sintetizados e delicada percuss\u00e3o, emulando uma atmosfera et\u00e9rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando \u00e0s \u00faltimas faixas, \u201cMaur\u00edcio\u201d destaca-se pela presen\u00e7a do bandolim sobre uma base p\u00f3s-punk, que faz da faixa a mais soturna, sobretudo diante de trechos como \u201cMe sinto t\u00e3o s\u00f3\/E dizem que a solid\u00e3o at\u00e9 que me cai bem\u201d. A pr\u00f3xima \u00e9 \u201cMeninos e meninas\u201d, e sua relev\u00e2ncia est\u00e1 mais na mensagem que na pr\u00f3pria composi\u00e7\u00e3o. \u00c9 a primeira vez que Renato Russo exp\u00f5e sua homossexualidade (ou, pensando melhor, sua bissexualidade) de maneira clara. &#8220;Acho que gosto de S\u00e3o Paulo\/E gosto de S\u00e3o Jo\u00e3o\/Gosto de S\u00e3o Francisco e S\u00e3o Sebasti\u00e3o\/E eu gosto de meninos e meninas&#8221;. Villa-Lobos, em \u201cMem\u00f3rias de um legion\u00e1rio\u201d, recorda que a can\u00e7\u00e3o se tornou um sucesso das FMs, depois de integrar a trilha sonora da novela \u201cRainha da sucata\u201d, da TV Globo, ainda que falando sobre prefer\u00eancias sexuais. Mais uma prova de como o mundo ficou careta!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSete cidades\u201d \u00e9 uma das composi\u00e7\u00f5es mais bonitas da Legi\u00e3o. Marcada por uma gaita incidental, tem o tom de uma declara\u00e7\u00e3o de amor de algu\u00e9m separado do contato carnal e, por conta disso, seu \u201cesp\u00edrito se perde, voa longe\u201d. O disco fecha para cima, de novo versando sobre amores e relacionamentos, com \u201cSe fiquei esperando meu amor passar\u201d, uma levada pop b\u00e1sica, guitarra e bateria, que, nos \u00faltimos minutos, vai perdendo for\u00e7a e adquirindo (outra vez) ares sacros, ao incorporar versos inspirados no Evangelho de Jo\u00e3o, inclu\u00eddo no Novo Testamento (\u201cCordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo\/Dai-nos a paz\u201d). De fato, uma escolha simb\u00f3lica (e acertada) para a conjun\u00e7\u00e3o de temas que evoca para tratar da finitude, da incurs\u00e3o pelos caminhos materiais e espirituais que constituem a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs quatro esta\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o tem, em seu repert\u00f3rio, uma \u201cFaroeste caboclo\u201d, aquela que os jovens da \u00e9poca ouviam reiteradamente a fim de memorizar palavra por palavra, mas \u00e9 o trabalho que traz, na concep\u00e7\u00e3o a que se prop\u00f5e, as melhores can\u00e7\u00f5es da Legi\u00e3o Urbana. Caso n\u00e3o seja o melhor \u00e1lbum de rock nacional de todos os tempos, sem d\u00favida est\u00e1 entre os cinco melhores. Um disco que, completados quase 30 anos, parece dialogar mais com o nosso tempo do que aquele em que foi lan\u00e7ado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AKqLU7aMU7M\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>S\u00e9rgio Tavares<\/em><\/strong><em> nasceu em 1978. \u00c9 autor de \u201cQueda da pr\u00f3pria altura\u201d, finalista do 2\u00ba Pr\u00eamio Bras\u00edlia de Literatura, e \u201cCavala\u201d, vencedor do Pr\u00eamio Sesc de Literatura. Alguns de seus contos foram traduzidos para o ingl\u00eas, o italiano, o japon\u00eas e o espanhol. Participa da edi\u00e7\u00e3o seis da Machado de Assis Magazine, lan\u00e7ada no Sal\u00e3o do Livro de Paris.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Tavares relembra o quarto disco da Legi\u00e3o Urbana<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12835,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3178,2536],"tags":[3192,359,14,3193,1023],"class_list":["post-12834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-114a-leva","category-gramofone","tag-as-quatro-estacoes","tag-disco","tag-gramofone","tag-legiao-urbana","tag-sergio-tavares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12834"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12861,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12834\/revisions\/12861"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}