{"id":1292,"date":"2012-05-02T17:17:28","date_gmt":"2012-05-02T20:17:28","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=1292"},"modified":"2012-06-04T22:11:59","modified_gmt":"2012-06-05T01:11:59","slug":"dedos-de-prosa-i-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-2\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><strong>BRUTALMENTE BRUNA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><em>Marcus Vin\u00edcius Rodrigues<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\">\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\">\n<figure id=\"attachment_1294\" aria-describedby=\"caption-attachment-1294\" style=\"width: 495px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/interna-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1294 \" title=\"interna menor\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/interna-menor.jpg\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/interna-menor.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/interna-menor-300x217.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1294\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Felipe Stefani<\/figcaption><\/figure>\n<h6 style=\"text-align: right;\" align=\"left\"><em><strong><br \/>\n<\/strong><\/em>Eu n\u00e3o sabia o que fazer e abri a blusa<br \/>\nmais tarde eu ia dizer foi sem pensar<br \/>\nele me achou desnorteada, confusa<br \/>\ncomo acharia qualquer mulher que abre a blusa<br \/>\ne faz tudo que fiz s\u00f3 pra agradar.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Bruna Lombardi<strong><\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Flash!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual a pose que ficou?\u00a0 Eu de olhos l\u00e2nguidos pra ele? Eu de ta\u00e7a de champagne na m\u00e3o? Podia ser whisky? Essa dor de cabe\u00e7a \u00e9 whisky, tenho certeza. Mas quando foi que eu desci do champagne protocolar para o porre? Quem mandou beber em p\u00fablico, sua alco\u00f3latra, no meio de um monte de jornalistas? E olha que eles foram convidados. N\u00f3s n\u00e3o somos nada sem a imprensa, querida. At\u00e9 voc\u00eas decidirem nos destruir, eu devia ter completado. Amanh\u00e3 vai sair a pior foto no jornal. Nada da minha arte, s\u00f3 a fofoca. Voc\u00ea est\u00e1 namorando algu\u00e9m? Eu ainda estou casada, querida. Ele est\u00e1 filmando no Xingu, um filme ma-ra-vi-lho-so, co-produ\u00e7\u00e3o com a Fran\u00e7a, querida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flash!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu n\u00e3o vou te contar, querida, que acordei com seu flash nos meus olhos, quase cega, querida. Voc\u00ea n\u00e3o vai saber que eu n\u00e3o dormi em casa. T\u00e1! Eu ainda n\u00e3o sei bem onde estou e nem quem \u00e9 esse cara deitado na cama. Voc\u00ea ia gostar de me ver agora, de quatro, debaixo da cama, \u00e0 ca\u00e7a de uma calcinha. Eu estava com uma, tenho certeza. A manchete podia ser assim: uma noite vadia com Bruna Bianchi. Muito liter\u00e1rio pra voc\u00ea, n\u00e3o \u00e9? Voc\u00ea ia preferir algo mais direto nas bancas de revista: flagra! Bruna Bianchi pula a cerca. A foto de meu traseiro nu, mal coberto por esta camisa de homem. N\u00e3o, querida. Esse gostinho eu n\u00e3o lhe dou. Pode falar mal de meus quadros, pode dizer que sou p\u00e9ssima atriz. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica de arte mesmo. E novelas? Aquilo n\u00e3o \u00e9 arte, \u00e9 corrida de obst\u00e1culos. Como voc\u00ea explica sua arte? Voc\u00ea perguntou. Como voc\u00ea explica sua ignor\u00e2ncia, meu bem? Eu n\u00e3o virei artista pl\u00e1stica do nada, benzinho. Voc\u00ea n\u00e3o sabe que eu fazia Belas Artes, quando aquele fot\u00f3grafo me descobriu?\u00a0 O dinheiro era t\u00e3o bom, entrei no mundo da moda. As novelas? Uma coisa leva \u00e0 outra. N\u00e3o! Isso n\u00e3o \u00e9 meu eu interior. Minha arte pretende outra coisa. Nem pense que voc\u00ea vai fotografar minha alma. Contente-se com meu corpo. E n\u00e3o, eu n\u00e3o estou fazendo isso para aparecer. Se eu quisesse aparecer, seria melhor ter um c\u00e2ncer. T\u00e3o na moda, hoje em dia. O sucesso seria garantido. Atriz vence luta contra a doen\u00e7a. Eu, bel\u00edssima e orgulhosa com minha cabe\u00e7a raspada, uma Nefertite vitoriosa. Tenho certeza que voc\u00ea ia escrever algo assim: o sofrimento deixou Bruna Bianchi mais pr\u00f3xima de sua personagem. Ela consegue viver a dor da hero\u00edna. Que dor? Pura t\u00e9cnica. Cristal chin\u00eas. As l\u00e1grimas falsas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flash!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quadros? Eu s\u00f3 pinto o que vejo. Por isso os c\u00e3es de bocas \u00e1vidas, de olhos arregalados, brilhantes como o sol; os homens abobalhados, os mesmos olhos acesos. E os quadros s\u00f3 com olhos, dezenas de olhos, objetivas de c\u00e2meras, bin\u00f3culos, isso n\u00e3o lhe lembra nada? Voc\u00ea ainda n\u00e3o se identificou, meu amor? N\u00e3o entendeu nada, hein? Bote l\u00e1 na sua manchete: Atriz impressiona em sua primeira exposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o foi isso que a TV mandou dizer? Enquanto eu estiver no ar, tenho imunidade diplom\u00e1tica. A TV n\u00e3o vai deixar nada me acontecer. Todos n\u00f3s sabemos quanto vale o meu rosto. E a novela est\u00e1 nos seus momentos decisivos, audi\u00eancia absoluta. Eu t\u00e3o comportada. J\u00e1 faz um tempo que n\u00e3o dou esc\u00e2ndalo. Estou limpa, querida. Sem calcinha, na casa de um estranho, \u00e9 verdade, mas voc\u00ea n\u00e3o tem provas. Vai sair uma foto dele me abra\u00e7ando? O nome, a profiss\u00e3o. Modelo? Olhando daqui, pode ser. Tem estampa. Minha av\u00f3 diria que ele tem apresenta\u00e7\u00e3o, mo\u00e7o bonito. E tem tamanho, V\u00f3. \u00c9 magro. Deve ser mesmo modelo. Amanh\u00e3 vai estar famoso. Eu sei, V\u00f3, eu deveria me preservar mais. Vou tentar da pr\u00f3xima vez. Agora s\u00f3 me preocupa a calcinha que n\u00e3o acho. Isso eu aprendi, Vov\u00f3. Uma mulher n\u00e3o deve deixar vest\u00edgios. S\u00e3o nossas intimidades, minha neta. Mas como, Vozinha? Eu sou uma f\u00e1brica de pistas. Meu cabelo cai por onde passo. E essa tintura \u00e9 \u00fanica. Outro dia achei um fio na calcinha. Imagina quantos homens que apenas me cumprimentaram foram flagrados com cabelos meus na cueca. Esses fios s\u00e3o assim. Entram em tudo. Tamb\u00e9m sempre se solta um vidrilho do vestido. O batom, ent\u00e3o? E os cheiros. N\u00e3o d\u00e1 pra recolher tudo isso. Pelo menos a calcinha! Eu sei,Vov\u00f3, eu sei. E se ele pegou de souvenir? Afinal, \u00e9 uma calcinha de Bruna Bianchi. Um trof\u00e9u! Ele tem de mostrar pros amigos. N\u00e3o, n\u00e3o parece que seja isso. Eu devo ter perdido. A cueca dele est\u00e1 aqui, o nome da grife no c\u00f3s. Ei, dela eu lembro saindo da cal\u00e7a, toda branquinha, embaixo da camisa transparente, a barriga absurdamente malhada, a virilha quase \u00e0 mostra. Imprensa amada, Vov\u00f3 querida, Bruna Bianchi \u00e9 uma vadia. Est\u00e1 explicada a perdi\u00e7\u00e3o em que me meti. Aquela sali\u00eancia que come\u00e7a na cintura e vai at\u00e9 l\u00e1 embaixo, os p\u00ealos come\u00e7ando discretamente, foi por ali, foi por ali &#8230; Veio tudo como um flash. Eu gostaria de me justificar, sabe? Foi uma tenta\u00e7\u00e3o audiovisual, como nos melhores m\u00e9todos de aprender l\u00ednguas. Tinha aquele corpo atr\u00e1s da transpar\u00eancia e uma voz dizendo algo como puxa, \u00e9 como se voc\u00ea colocasse um espelho na frente das pessoas que lhe rodeiam, os f\u00e3s, os jornalistas. Este \u00e9 o mundo que voc\u00ea v\u00ea. Viu, Ricardo, eu lhe tra\u00ed com algu\u00e9m que entende minha arte, ao contr\u00e1rio de voc\u00ea. T\u00e1, isso que ele disse tava no <em>release<\/em> que mandei pra imprensa, mas eu estava b\u00eabada. E voc\u00ea? Voc\u00ea n\u00e3o pareceu capaz de tirar uma folga deste filme idiota para ser o par de sua esposa. J\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas meses neste fim de mundo. Ci\u00fames das \u00edndias, eu?. Elas n\u00e3o me preocupam com seus peitos ca\u00eddos, suas barrigas inchadas. Acho que nem se interessam por um branquelo como voc\u00ea. O que me preocupa s\u00e3o essas atrizinhas de quinta, fazendo papel de \u00edndias, os seios duros de silicone, lhe chamando para um mergulho no rio. N\u00e3o me volte com doen\u00e7as, Ricardo. Se voltar, que seja mal\u00e1ria. Vou me deliciar com as febres de fim de tarde. Ah! Meu amor, o que voc\u00ea me faz fazer? Lembra quando nos conhecemos, eu j\u00e1 estava muito b\u00eabada. Voc\u00ea disse alguma coisa que n\u00e3o entendi, mas terminou me chamando de docinho. Eu n\u00e3o sabia o que responder, nem sabia a pergunta, mas aquele docinho sussurrado no ouvido .. eu n\u00e3o sabia o que fazer e abri a blusa. Voc\u00ea deve ter me achado uma louca. Depois eu ia dizer: foi sem pensar. Ia dizer que foi voc\u00ea quem me tirou a raz\u00e3o. N\u00e3o foi nada disso. Eu apenas n\u00e3o sabia o que fazer. E uma mulher, assim perdida, assim sozinha numa noite mais triste que as outras, essa mulher, s\u00f3 porque n\u00e3o entendeu uma pergunta, \u00e9 capaz de abrir a blusa, mostrar-se desafiadora. Foi s\u00f3 isso, Ricardo. Toda minha vida em suas m\u00e3os s\u00f3 porque voc\u00ea disse docinho no final de uma pergunta. N\u00e3o sei se voc\u00ea queria ir ao banheiro ou se queria me pedir um beijo. Eu apenas abri a blusa e voc\u00ea ficou maravilhado com minha ousadia. Um bot\u00e3o pode decidir nossas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E agora, aqui estou eu neste ch\u00e3o de um apartamento estranho. Veja, vozinha, amigos jornalistas, registrem este momento. Podem fotografar. Eu n\u00e3o estou l\u00e1 na melhor forma. Este camis\u00e3o n\u00e3o me valoriza, estou com a maquiagem borrada, mas gostaria de aproveitar a oportunidade para falar de meu pr\u00f3ximo projeto de teatro, um recital: <em>Brutalmente Bruna<\/em>. Eu completamente sem glamour, assim como estou agora. Sempre funciona. Se a ex-modelo se enfeia para o papel, j\u00e1 sobe de patamar, vira atriz. \u00c9 o ped\u00e1gio. Vou virar atriz, querida, e voc\u00ea vai ter de deixar suas ironias de lado nessa sua colunazinha de fofocas. Agora s\u00f3 vou aceitar cr\u00edticas da B\u00e1rbara Heliodora, fofa. E eu tamb\u00e9m vou fazer o cen\u00e1rio e a luz. Veja essa fresta de sol sobre meus seios. Se eu me inclino pra frente, a luz ilumina meu rosto. J\u00e1 d\u00e1 uma chamadinha na TV, n\u00e3o \u00e9 Ricardo. Sei, V\u00f3. Pernas fechadas. Tenho de lembrar sempre de fechar as pernas na televis\u00e3o. Mas eu vou usar cal\u00e7as. Uma mulher sempre est\u00e1 de pernas fechadas, minha neta, esteja usando o que for. Mesmo sem calcinhas, b\u00eabada, usando s\u00f3 uma camisa de homem? Eu devia levantar e ir ao banheiro recompor este rosto. O que fazer sem maquiagem\u00a0 na bolsa? S\u00f3 um batom. \u00c1gua e sab\u00e3o. E se o batom \u00e9 rosa, pode ser o blush\u00a0 e a sombra. Uma mulher nunca deve estar inteiramente de cara limpa, principalmente nos momentos mais dram\u00e1ticos. Esse pr\u00e9dio deve ter porteiro que certamente me conhece. Os porteiros conhecem todo mundo que \u00e9 famoso. As revistas\u00a0 t\u00eam sempre de passar por eles. E quando voc\u00ea est\u00e1 na novela &#8230; Tenho de descer com toda a pose, roubar estes \u00f3culos do rapaz, esse dinheiro para o t\u00e1xi. Melhor deixar um bilhete dizendo que peguei emprestado e vou devolver. N\u00e3o. Nada de vest\u00edgios, n\u00e3o \u00e9 V\u00f3? Ele que pense o que quiser. Depois mando um pacote an\u00f4nimo devolvendo tudo. Desfaz-se a impress\u00e3o e ele vai ter certeza de que n\u00e3o \u00e9 pra me procurar. Vou levar este casaco pra disfar\u00e7ar o brilho do vestido. Estou uma gatuna. Se eu fosse uma princesa europeia, ia ter um batalh\u00e3o de assessores pra esconder meus deslizes. Um telefonema e o servi\u00e7o secreto invadiria o apartamento, depois de minha discreta sa\u00edda, e sumiria com todos os vest\u00edgios. Se o rapaz n\u00e3o colaborasse, jamais trabalharia neste pa\u00eds. Um caso de seguran\u00e7a nacional. Mas eu s\u00f3 tenho minha Vozinha pra zelar por mim e um marido ausente. Ricardo n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed. Ele ia adorar me pegar no pulo. \u00c9 muito dif\u00edcil para uma mulher n\u00e3o ser uma princesa. A calcinha? Vejamos uma resposta. Voz natural, enfado: Nossa, ela marcava muito atrav\u00e9s do vestido. Tirei e joguei no banheiro da galeria. Lembra que Carmem Miranda fez isso uma vez? Eu n\u00e3o podia imaginar que existissem pessoas t\u00e3o doentes como esse rapaz. Roubar a calcinha de uma atriz como eu. Certamente um f\u00e3, mas um f\u00e3 muito doente. E eles leiloam de tudo nessa internet. Como as pessoas s\u00e3o solit\u00e1rias hoje em dia. Esse rapaz certamente s\u00f3 quer chamar aten\u00e7\u00e3o. Dada minha \u00faltima entrevista, passo os olhos no apartamento. Simp\u00e1tico at\u00e9. Des\u00e7o pela escada os dezoito andares. Elevadores s\u00e3o perigos\u00edssimos. Muita intimidade. \u00c9 quase prom\u00edscuo. L\u00e1 pelo nono ou\u00e7o uma \u00f3pera. Algu\u00e9m ouve \u00f3pera de manh\u00e3 cedo. Ainda bem que n\u00e3o moro aqui. \u00d3pera? Eu quero a Gal aos berros, voc\u00ea me entende. A Gal rasgando a garganta. Saio sem olhar o porteiro na cara e caminho para uma rua transversal. Bairro agrad\u00e1vel, nem estou longe do meu. Desvio do jornaleiro que abre sua banca, a rua deserta. Meus saltos s\u00e3o o \u00fanico barulho nas pedras portuguesas. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil como estar numa passarela, mas coloco um p\u00e9 em frente ao outro, ombros para tr\u00e1s, m\u00e3os nos bolsos do palet\u00f3, fixo o olhar num fot\u00f3grafo imagin\u00e1rio no horizonte e vou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flash!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>(<\/em><a href=\"http:\/\/cafemolotov.blogspot.com \"><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Marcus Vin\u00edcius Rodrigues<\/em><\/strong><\/span><\/a><\/span><em> nasceu em Ilh\u00e9us-BA. Publicou os livros &#8220;Pequeno invent\u00e1rio das aus\u00eancias\u201d (poesia), Pr\u00eamio Brasken\/Funda\u00e7\u00e3o Casa de Jorge Amado &#8211; 2001, \u201c3 vestidos e meu corpo nu\u201d (contos) \u2013 Editora P55, 2009, \u201cEros Resoluto\u201d (contos) \u2013 Editora P55 e, mais recentemente, \u201cCada dia sobre a terra\u201d (contos) \u2013 EPP Publica\u00e7\u00f5es e Publicidade, 2010. Participou das antologias \u201cConcerto l\u00edrico a quinze vozes: uma colet\u00e2nea de novos poetas da Bahia\u201d (Ed. Aboio Livre, 2004), \u201cOs outros poemas de que falei\u201d (Pr\u00eamio Banco Capital, 2004) e \u201cTanta poesia\u201d (Pr\u00eamio Banco Capital, 2005), dentre outras)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelas m\u00e3os do escritor baiano Marcus Vin\u00edcius Rodrigues, um recorte poss\u00edvel do universo feminino de nossos tempos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1293,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[170,2534,16,36],"tags":[275,274,81,41,273,252,149],"class_list":["post-1292","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-67a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","category-outras-levas","tag-bruna-lombardi","tag-brutalmente-bruna","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-escritor-baiano","tag-marcus-vinicius-rodrigues","tag-prosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1292"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1292\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1764,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1292\/revisions\/1764"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}