{"id":13241,"date":"2017-02-12T13:03:45","date_gmt":"2017-02-12T16:03:45","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=13241"},"modified":"2017-04-05T08:10:18","modified_gmt":"2017-04-05T11:10:18","slug":"aperitivo-da-palavra-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-iii\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra III"},"content":{"rendered":"<p><strong>Os Trezentos curtas de Wilson Guerreiro<\/strong><\/p>\n<p><em>Por W. J. Solha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Capa-de-Gr\u00e3os-da-esperan\u00e7ai-INt.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13243\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Capa-de-Gr\u00e3os-da-esperan\u00e7ai-INt.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Capa-de-Gr\u00e3os-da-esperan\u00e7ai-INt.jpg 333w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Capa-de-Gr\u00e3os-da-esperan\u00e7ai-INt-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Comemorando seus 70 anos de idade com estes haicais de <em>Gr\u00e3os de Esperan\u00e7a \u2013 300 haikais guilhermianos<\/em>, que acaba de sair pela editora Chiado, de Portugal, ele me lembra que em 2011, seis integrantes do grupo COMPOMUS, da UFPB, criaram &#8211; em comemora\u00e7\u00e3o dos meus mesmos 70 &#8211; a <em>Cantata Bruta<\/em>, \u00a0a partir de curt\u00edssimos contos meus sobre a viol\u00eancia contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou me exibindo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 que, nesse concerto, um trecho particularmente me deslumbrou. De quem, caramba?!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Wilson Guerreiro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes haicais foram, pra mim, nova surpresa. Da\u00ed que parti pra Wikip\u00e9dia, para saber, afinal, \u201ccom quem estava lidando\u201d! E&#8230; meu deus!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wilson Guerreiro nasceu em Corumb\u00e1, Mato Grosso do Sul, 1945. Em 1959, mudou-se com a fam\u00edlia pra Campinas-SP, e em 66 ingressou no ITA \u2013 Instituto Tecnol\u00f3gico da Aeron\u00e1utica, como Engenheiro de Eletr\u00f4nica. Mestre em Engenharia El\u00e9trica pela Escola Polit\u00e9cnica da UFPB, Campina Grande (1973), Master of Science (M.Sc.) em Eletr\u00f4nica pela University of Southampton, Inglaterra (1975), e Ph.D. em Eletr\u00f4nica por essa universidade (1979), atuou como professor do Departamento de Engenharia El\u00e9trica da UFPB no per\u00edodo 1971-1999,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o que tem isso a ver com haicais? Calma. Prossigo de Wikip\u00e9dia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teve s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o musical em cursos de composi\u00e7\u00e3o, harmonia e instrumentos, tendo estudado com renomados professores, entre os quais Eli-Eri Moura, Marco C\u00e9sar de Oliveira Brito e Liduino Pitombeira. Sua produ\u00e7\u00e3o inclui pe\u00e7as para diversas forma\u00e7\u00f5es camer\u00edsticas, orquestra sinf\u00f4nica e trilhas sonoras para teatro e v\u00eddeo. Recebeu o Pr\u00eamio de Melhor M\u00fasica no VI Festival Nacional de Teatro de Gua\u00e7u\u00ed, Esp\u00edrito Santo (2005), e no XIII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, Cear\u00e1 (2006), pela trilha sonora, composta em parceria com Marc\u00edlio Onofre e Samuel Correia, do mon\u00f3logo gogoliano Di\u00e1rio de um Louco, dirigido por Jorge Bweres e Andr\u00e9 Morais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wilson Guerreiro se descreve no haicai 282, desta edi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Vivo sem conflito,<\/em><br \/>\n<em>na calma, mas a minh\u2019alma<\/em><br \/>\n<em>busca sempre o agito.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Genial!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E vamos aos haicais. Guerreiro assume, no subt\u00edtulo de seu livro, que os seus s\u00e3o guilhermianos. Como Guilherme de Almeida (poeta paulista, 1890-1969), estabeleceu para si tercetos de 5, 7 e 5 s\u00edlabas, rimas do primeiro com o terceiro verso, o segundo com rimas internas na segunda e s\u00e9tima s\u00edlabas. Tamb\u00e9m assimilou o esp\u00edrito guilhermiano da coisa:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Haicai \u00e9 um mero enunciado: l\u00f3gico, mas inexplicado. Apenas pura emo\u00e7\u00e3o colhida ao voo furtivo das esta\u00e7\u00f5es, como se colhe uma flor na primavera, uma folha morta no outono, um floco de neve no inverno.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em>Sobre essa base&#8230; t\u00e9cnica surge o estilo Guerreiro, cuja primeira caracter\u00edstica \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o social. E outra: paix\u00e3o pelo sert\u00e3o nordestino brasileiro, pat\u00e9tico e, muito mais: est\u00e9tico. Tanto, que as grandes obras de arte do pa\u00eds s\u00e3o todas dessa regi\u00e3o ou sobre ela: <em>Os Sert\u00f5es, <\/em>de Euclides da Cunha, <em>Grande Sert\u00e3o: Veredas, <\/em>de Guimar\u00e3es Rosa, <em>Vidas Secas, <\/em>de Graciliano Ramos, bem como os filmes <em>Deus e o Diabo na Terra do Sol, <\/em>de Glauber Rocha, <em>Os Fuzis, <\/em>de Ruy Guerra, e novamente <em>Vidas Secas, <\/em>agora de Nelson Pereira dos Santos. Destaque para <em>A Pedra do Reino,<\/em> do Ariano, e <em>Dom Sert\u00e3o, Dona Seca, <\/em>de Ot\u00e1vio Sit\u00f4nio Pinto. A Portinari essa \u00e1rea rendeu a impactante s\u00e9rie de quadros <em>Flagelados <\/em>ou <em>Retirantes. <\/em>Ao poeta Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, deu <em>Morte e Vida Severina<\/em>, grande poema tornado popular pela m\u00fasica de Chico Buarque<em>. <\/em>E bombou na Globo, a novela <em>Velho Chico. <\/em>Mas eu falei de duas caracter\u00edsticas marcantes destes haicais. Uma terceira: rigor. M\u00fasico da Orquestra Sinf\u00f4nica da Para\u00edba, Guerreiro \u2013 metaforicamente \u2013 confessa:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sustento meus filhos<\/em><br \/>\n<em>com canto. A viola, portanto,<\/em><br \/>\n<em>deve andar nos trilhos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quarta: no espa\u00e7o t\u00e3o ex\u00edguo do f\u00e9rreo terceto de cinco-sete-cinco s\u00edlabas, pr\u00f3prio pra poucas imagens, ele \u00e0s vezes nos entrega uma bela natureza-morta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00c0 mesa, moqueca<\/em><br \/>\n<em>com coco e pimenta, e um pouco<\/em><br \/>\n<em>de ch\u00e1 na caneca.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais fot\u00f3grafo que pintor \u2013 pelo r\u00e1pido clique \u2013 colhe cenas da caatinga, a <em>selva selvaggia <\/em>de exclusividade brasileira, <em>aspra e forte<\/em>, como nesta s\u00e9rie de cinco haicais, que tiro da ordem, numa atrevida \u201cmontagem\u201d:<\/p>\n<p><em>Sert\u00e3o. Descampado<\/em><br \/>\n<em>sem sombra. A todos assombra<\/em><br \/>\n<em>a morte do gado.<\/em><\/p>\n<p><em>No pequeno aterro,<\/em><br \/>\n<em>exposto ao tempo, ali posto<\/em><br \/>\n<em>j\u00e1 morto, um bezerro.<\/em><\/p>\n<p><em>Sofrida imburana<\/em><br \/>\n<em>insiste, mas n\u00e3o resiste<\/em><br \/>\n<em>\u00e0 seca tirana.<\/em><\/p>\n<p><em>No bruto sert\u00e3o,<\/em><br \/>\n<em>carca\u00e7as e mais carca\u00e7as<\/em><br \/>\n<em>dispersas no ch\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Nunca se viu tanta<\/em><br \/>\n<em>car\u00eancia. Uma consequ\u00eancia:<\/em><br \/>\n<em>o n\u00f3 na garganta.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja a for\u00e7a disto:<\/p>\n<p><em>No rosto, a dor muda<\/em><br \/>\n<em>de quem tem sede e tamb\u00e9m<\/em><br \/>\n<em>passa fome aguda.<\/em><\/p>\n<p>E isto, que nos espanta pelo \u00faltimo verso:<\/p>\n<p><em>Lar de massap\u00ea:<\/em><br \/>\n<em>janela, porta, cancela,<\/em><br \/>\n<em>antena e tev\u00ea.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro, nem tudo \u00e9 tr\u00e1gico. Ou, bem: \u00e9, mas \u2013 se n\u00e3o desconcertante &#8211; deslumbrante:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Solit\u00e1ria flor,<\/em><br \/>\n<em>num sulco do solo inculto,<\/em><br \/>\n<em>em pleno esplendor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guerreiro, por\u00e9m, supera o fotograma e ousa, quase sempre, um breve&#8230; cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A m\u00e3e chama o filho<\/em><br \/>\n<em>\u00e0 mesa posta. Surpresa:<\/em><br \/>\n<em>s\u00f3 cuscuz de milho.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P\u00f5e movimento at\u00e9 para o que n\u00e3o o tem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Os dedos aflitos<\/em><br \/>\n<em>dos galhos de alguns carvalhos<\/em><br \/>\n<em>buscam o infinito.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que tem a ver com outro espet\u00e1culo triste que se v\u00ea em todo o Brasil:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Entre as grades de a\u00e7o,<\/em><br \/>\n<em>mil m\u00e3os suplicam em v\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>por mais ar e espa\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, a curta a\u00e7\u00e3o \u00e9 promovida por tr\u00eas verbos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Maitaca chilreia,<\/em><br \/>\n<em>quati treme. Sucuri<\/em><br \/>\n<em>no ch\u00e3o serpenteia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como aqui:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Vento rodopia,<\/em><br \/>\n<em>avan\u00e7a mais forte e alcan\u00e7a<\/em><br \/>\n<em>fr\u00e1gil moradia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou aqui, em que um dos verbos \u2013 queimar \u2013 impl\u00edcito, \u00e9 limitado pela express\u00e3o latina do segundo verso, e se solta, implicitamente, no terceiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Seca. Cai a tarde.<\/em><br \/>\n<em>Um foco de fogo in loco,<\/em><br \/>\n<em>e toda a mata arde.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, Guerreiro parte para <em>quatro<\/em> verbos, que s\u00e3o como claquetes no poema:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O sapo coaxa.<\/em><br \/>\n<em>A cobra d\u00e1 o bote e&#8230; sobra:<\/em><br \/>\n<em>ao sapo n\u00e3o acha!<\/em><\/p>\n<p>Take 1 \u2013 <em>o sapo coaxa.<\/em><br \/>\nTake 2 \u2013 <em>a cobra d\u00e1 o bote.<\/em><br \/>\nTake 3: <em>e&#8230; sobra.<\/em><br \/>\nComo?<br \/>\nTake 4: <em>ao sapo n\u00e3o acha.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses&#8230; filmetes prosseguem num momento em que ele \u2013 abandonando o campo, j\u00e1 no final do livro &#8211; parte pro que v\u00ea nas cidades. \u201cEstiremos\u201d os haicais, e&#8230; cinematograficamente&#8230; montemo-los tamb\u00e9m:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O povo se ati\u00e7a em becos, ruas, botecos: clama por justi\u00e7a. \/\/ Nas ruas, na pra\u00e7a, pa\u00eds melhor, mais feliz, reivindica a massa.\/\/ O pov\u00e3o audaz protesta e se manifesta sob bombas de g\u00e1s!\/\/ Um estampido alto e seco ecoa no beco. Corpo jaz no asfalto.\/\/ O Estado recua diante da voz vibrante do povo na rua.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aten\u00e7\u00e3o: Luz! C\u00e2mera! A\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Take 1:<em> \u00c1rido sert\u00e3o.O cacto floresce em pacto co\u2019a ess\u00eancia do ch\u00e3o.<\/em><br \/>\nTake 2: <em>Trag\u00e9dia anunciada: grotesca seca, dantesca; gente em retirada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, isto \u00e9 uma esp\u00e9cie de <em>trailer. <\/em>Cabe ao leitor, agora, puxar o freio de m\u00e3o e, em c\u00e2mera lenta, usufruir &#8211; de um a um &#8211; estes belos achados e centenas de outros. Guerreiro, ao contr\u00e1rio do sert\u00e3o, \u00e9 t\u00e3o generoso quanto muito farto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>W.J. Solha<\/em><\/strong><em> lan\u00e7ou Relato de Pr\u00f3cula em 2009, pela A Girafa, romance escrito com incentivo da Bolsa da Funarte de 2007. Em 2006, obteve o Pr\u00eamio Graciliano Ramos por sua Hist\u00f3ria Universal da Ang\u00fastia, Ed. Bertrand Brasil. Em 2005, o Pr\u00eamio Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto pelo poema longo Trigal com Corvos, ed. Palimage, de Portugal. Em 2011, publicou o romance, Ark\u00e1ditch, pela Ideia Editora, pela qual tamb\u00e9m lan\u00e7ou seu segundo poema longo, Marco do Mundo, em 2012, a que se seguiu Esse \u00e9 o Homem, em 2013. Em 2015, lan\u00e7ou \u201cDeuS e outros quarenta PrOblEMAS\u201d pela Editora Penalux.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>W. J. Solha comenta \u201cGr\u00e3os de Esperan\u00e7a\u201d, livro de haikais de Wilson Guerreiro<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13242,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3238,2533],"tags":[11,3253,189,247,3252],"class_list":["post-13241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-116a-leva","category-aperitivo-da-palavra","tag-aperitivo-da-palavra","tag-haikais","tag-resenha","tag-w-j-solha","tag-wilson-guerreiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13241"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13241\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13320,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13241\/revisions\/13320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}