{"id":13602,"date":"2017-05-15T09:12:57","date_gmt":"2017-05-15T12:12:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=13602"},"modified":"2017-05-16T22:37:00","modified_gmt":"2017-05-17T01:37:00","slug":"dedos-de-prosa-i-53","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-53\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p><em>Andr\u00e9 Timm<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_13604\" aria-describedby=\"caption-attachment-13604\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Kristiane-Foltran-I-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13604 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Kristiane-Foltran-I-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Kristiane-Foltran-I-1.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Kristiane-Foltran-I-1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13604\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Kristiane Foltran<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sele\u00e7\u00e3o Natural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando certa manh\u00e3, Ingrid acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseada em uma criatura que n\u00e3o mais enxergava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posso trocar Gregor Sansa por Ingrid, certo, Kafka? Posso trocar \u201cinseto monstruoso\u201d, que \u00e9 um tanto dram\u00e1tico, por \u201ccriatura que n\u00e3o mais enxergava\u201d? \u00c9 isso a literatura, n\u00e3o? Vestir a pele do personagem, se colocar no lugar dele. Ou \u00e9 Gregor Sansa que veste a minha pele nesse caso? N\u00e3o sei. Enfim, eu nem precisava pedir autoriza\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais por uma quest\u00e3o de respeito, de considera\u00e7\u00e3o. Uma vez no mundo, a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 mais do autor e cada um faz o que bem entender dela, n\u00e3o \u00e9? A premissa tamb\u00e9m vale para voc\u00ea, Camus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, meus olhos morreram. Ou talvez ontem, n\u00e3o sei bem. Recebi um telegrama do meu corpo: \u201cSeus olhos faleceram. Enterro amanh\u00e3. Sentidos p\u00easames\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desculpe lhe dizer, Kafka, mas Camus \u00e9 mais musical que voc\u00ea. Tem mais ritmo. Flui melhor. Eu sei disso pela velocidade com que meus dedos percorrem os relevos, pelos lugares onde preciso parar ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00eas conseguem ouvir esse som? Sim? N\u00e3o? O c\u00e2none \u00e9 t\u00e3o vaidoso. Sou capaz de apostar que ainda que n\u00e3o estejam ouvindo, n\u00e3o ir\u00e3o admitir. Por via das d\u00favidas, esclare\u00e7o. Esse tilintar \u00e9 meu bast\u00e3o de Hoover sibilando pelos corredores da escola. \u00c9 como as anteninhas de um inseto, Kafka, apesar de n\u00e3o haver nada de monstruoso nisso. Uma antena adivinhando o que vem pela frente, escaneando o mundo aos meus p\u00e9s, detectando vibra\u00e7\u00f5es em alturas que voc\u00eas nem seriam capazes de imaginar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas preciso admitir: no princ\u00edpio era mesmo o verbo. Diante do breu perene, na condi\u00e7\u00e3o de estrangeira em minha pr\u00f3pria terra, me refugiei em voc\u00eas. Depois, quando conheci Tarso, as coisas tornaram-se um tanto menos soturnas. N\u00e3o que algo em nosso entorno tenha mudado, mas \u00e9 que j\u00e1 faz uma imensa diferen\u00e7a essa sensa\u00e7\u00e3o de irmandade, uma cumplicidade t\u00e1cita que se estabelece simplesmente pelo fato de saber que o outro est\u00e1 precisamente na mesma condi\u00e7\u00e3o e enfrenta os mesmos problemas, especialmente quando se tem treze anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E agora, voc\u00eas ouvem? Preciso lhes dizer que essa polifonia \u00e0s vezes atrapalha. H\u00e1 momentos em que o sil\u00eancio \u00e9 <em>sine qua non<\/em>. Estou tentando encontrar Tarso, uma tarefa \u00e1rdua numa escola com mais de mil indiv\u00edduos existindo em toda a sua plenitude e com a m\u00e1xima intensidade poss\u00edvel. Me desloco incrivelmente r\u00e1pido, como se acima da minha cabe\u00e7a houvesse um fio desencapado captando os pensamentos dele. Se voc\u00eas colaborarem, posso me concentrar especificamente nas batidas do cora\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas n\u00e3o sabem, mas cada cora\u00e7\u00e3o bombeia sangue de uma maneira singular. Alguma coisa nesse abrir e fechar de v\u00e1lvulas, na forma como o m\u00fasculo se contrai e relaxa. \u00c9 como uma assinatura, por isso posso encontr\u00e1-lo em meio a uma legi\u00e3o de est\u00edmulos, mas \u00e9 preciso um esfor\u00e7o tremendo. \u00c0s vezes parece apenas uma r\u00e1dio fora de sintonia; est\u00e1tica; chiado; mas ent\u00e3o me esfor\u00e7o, bloqueio todo o restante e consigo capt\u00e1-lo novamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu e Tarso temos uma ideia recorrente. \u00c9 bastante ousada e poderia colapsar toda a ind\u00fastria do entretenimento. Imaginem um espet\u00e1culo musical completamente desprovido de qualquer artif\u00edcio visual. Na entrada, cada um dos espectadores receberia uma m\u00e1scara, dessas usadas para dormir. No princ\u00edpio seria estranho. Sem d\u00favida, desconfort\u00e1vel. Mas tudo que importaria seriam os aspectos sonoros. Um despertar do ouvido, por assim dizer. Um golpe preciso contra a ditadura da est\u00e9tica visual. A ind\u00fastria pop se debateria como um inseto que, com as patas para cima, n\u00e3o consegue se desvirar. Milhares de \u201cartistas\u201d cujo apelo se d\u00e1 em grande parte por sua apar\u00eancia, ruiriam. Estruturas imensas de tel\u00f5es e aparatos de luz e pirotecnia se tornariam sucata. As trocas de figurino perderiam completamente a raz\u00e3o de existir. Os gritos tresloucados de f\u00e3s diante de belezas arrebatadoras e ef\u00eameras dariam lugar a um silencioso contemplar de uma paisagem sonora que vai se constituindo dentro de n\u00f3s, camada por camada. Se houvesse relutantes, aos poucos, ser\u00edamos cada vez mais radicais, tirando-lhes a op\u00e7\u00e3o da escolha. Uma vez acomodados, apagar\u00edamos todas as luzes. E mais tarde, talvez nem houvesse mais luzes a serem apagadas. Com o tempo, isso se tonaria maior. Cinemas cairiam em desuso, assim como a televis\u00e3o. O r\u00e1dio reviveria seu apogeu. Celulares voltariam a diminuir em suas dimens\u00f5es, visto que n\u00e3o precisar\u00edamos mais de telas enormes e brilhantes. A especialidade de oftalmologia desapareceria dos cursos de medicina. Fabricantes de \u00f3culos ou lentes de contato precisariam rever seu nicho de atua\u00e7\u00e3o. Ut\u00f3pico, eu sei. Ou melhor, dist\u00f3pico, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">K. Dick, Huxley, Orwell, voc\u00eas est\u00e3o por a\u00ed? Ou\u00e7am essa, voc\u00eas v\u00e3o gostar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos poucos, no in\u00edcio por imposi\u00e7\u00e3o, mas depois pelo simples curso natural das coisas, confiando que Wallace e Darwin estavam certos, pouco a pouco nosso aparelho visual, cada vez menos utilizado, diminuiria de tamanho. Gradualmente, nas raras vezes em que fiz\u00e9ssemos uso dele, nossa vis\u00e3o se tornaria cada vez mais turva e nublada. Aos poucos, os fotorreceptores de nossas retinas se tornariam menos eficientes, levando informa\u00e7\u00f5es cada vez mais prec\u00e1rias aos nervos \u00f3pticos. As c\u00e9lulas respons\u00e1veis por detectar intensidade luminosa morreriam sucessivamente. O c\u00f3rtex visual do c\u00e9rebro come\u00e7aria a falhar, minando nossa capacidade de perceber de maneira eficiente profundidade e dist\u00e2ncia. Bater\u00edamos em objetos que julg\u00e1ssemos estarem mais longe; nossas m\u00e3os passariam ao largo de coisas que desej\u00e1ssemos segurar; dar\u00edamos passos em falso e dirigir se tornaria impratic\u00e1vel. Esclera, coroide e retina, paulatinamente, se aglutinariam, tornando-se uma coisa s\u00f3 para depois converter-se em um ap\u00eandice sem uso e, finalmente, deixar de existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas esperem, sil\u00eancio, por favor. Perdi Tarso outra vez. \u00c9 engra\u00e7ado, mas h\u00e1 todo um universo magneto-fantasmag\u00f3rico que nos afeta mais do que voc\u00eas podem supor. S\u00e3o tantas ondas de tantas naturezas nos atravessando que \u00e0s vezes somos b\u00fassolas desmagnetizadas momentaneamente, sem rumo, sem refer\u00eancia de onde est\u00e1 nosso norte verdadeiro. Mensagens, tev\u00ea, r\u00e1dio, wi-fi, liga\u00e7\u00f5es, infravermelho, bluetooth, eletricidade, medo, ansiedade, \u00f3dio. N\u00e3o se enganem, est\u00e1 tudo por a\u00ed, no ar. D\u00e1 pra sentir. D\u00e1 pra medir. Mas j\u00e1 devo estar mais perto de Tarso, consigo sentir seu perfume.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo em nosso pequeno projeto de sele\u00e7\u00e3o natural e evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, a diminui\u00e7\u00e3o do aparelho visual abriria espa\u00e7o para que outros o ocupassem. Nosso sistema olfativo, por exemplo, se tornaria maior e, assim, muito mais eficaz. Com mais \u00e1rea de contato, os ax\u00f4nios das c\u00e9lulas olfativas poderiam captar mais part\u00edculas. E com c\u00e9lulas receptoras mais poderosas, uma quantidade maior de sinais el\u00e9tricos seria enviada aos glom\u00e9rulos, estimulando com maior intensidade nossos bulbos olfat\u00f3rios, local em que os impulsos nervosos atingem o c\u00f3rtex cerebral e onde a excita\u00e7\u00e3o nervosa \u00e9, finalmente, transformada nisso a que chamamos de cheiro. Talvez, para os padr\u00f5es contempor\u00e2neos de beleza, n\u00e3o fossemos considerados os mais belos seres humanos. \u00c9 prov\u00e1vel que tiv\u00e9ssemos orelhas e narizes bem maiores do que os que costumamos ter hoje. Entretanto, lembrem-se, que diferen\u00e7a faria j\u00e1 que n\u00e3o enxergar\u00edamos mais? E aqui come\u00e7a a beleza dessa hip\u00f3tese: o valor das coisas por suas fun\u00e7\u00f5es e capacidades e n\u00e3o por sua apar\u00eancia. Nossa audi\u00e7\u00e3o, prosseguindo, seria espetacular. Orelhas maiores implicariam em mais ondas sonoras fazendo os t\u00edmpanos vibrarem e impactando o ouvido interno, onde estas ondas transformam-se em impulsos nervosos que s\u00e3o transmitidos ao c\u00e9rebro pelo nervo auditivo. N\u00e3o quero me alongar nos pormenores t\u00e9cnicos, mas voc\u00eas s\u00e3o capazes de vislumbrar as possibilidades? N\u00e3o seriam essas capacidades invej\u00e1veis a um escritor, visto que o que fazem \u00e9 justamente transmutar est\u00edmulos em hist\u00f3rias?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa escola \u00e9 minha Gal\u00e1pagos. Esse \u00f4nibus escolar que tomo todos os dias \u00e9 meu HMS Beagle. Eu deslizo por esses corredores, sagu\u00f5es e reentr\u00e2ncias captando ecos de um passado remoto. Sinto cheiros, amores e dessabores. Lapido minha capacidade de infer\u00eancia deduzindo o presente atrav\u00e9s do que veio antes dele. Entre tartarugas gigantes, tentilh\u00f5es e adolescentes, eu decifro a vida e as esp\u00e9cies. Sou uma mutante, o pr\u00f3prio vislumbre do futuro, uma antecipa\u00e7\u00e3o do que voc\u00eas podem vir a ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E agora j\u00e1 ou\u00e7o com distin\u00e7\u00e3o o \u00e1trio direito de Tarso em plena atividade. Agora o esquerdo. Sinto seu perfume almiscarado. Voc\u00eas sabiam que antes do alm\u00edscar sint\u00e9tico, descoberto em 1888, a ess\u00eancia de alm\u00edscar era obtida atrav\u00e9s de uma gl\u00e2ndula existente no cervo-almiscarado, que era morto para que dele pudesse ser extra\u00edda a mat\u00e9ria prima para o perfume? Ou ainda, voc\u00eas sabiam que a palavra alm\u00edscar\u00a0vem do\u00a0persa\u00a0<em>mushk<\/em>, que significa test\u00edculo? Claro que voc\u00eas sabem, s\u00e3o escritores, entendedores de toda a etimologia que nos precede como linguagem. Enfim, esque\u00e7am minhas digress\u00f5es. O fato \u00e9 que por alguma raz\u00e3o Tarso gosta de usar um perfume almiscarado que eu sou capaz de reconhecer de longe. E conforme avan\u00e7o, a soma desses fragmentos vai constituindo um Tarso que s\u00f3 eu conhe\u00e7o. O timbre da voz, os odores, o farfalhar \u00fanico que o ventr\u00edculo esquerdo faz ao atritar com a aorta descendente. E na imin\u00eancia desse encontro, eu j\u00e1 antecipo o toque, quando eu tomo minhas m\u00e3os nas dele. Gosto de passar os dedos delicadamente, subindo pelos bra\u00e7os antes de chegar aos ombros e depois ao rosto. No caminho, as pequenas cicatrizes s\u00e3o hist\u00f3rias em braile de uma inf\u00e2ncia destemida e c\u00e9lere. A queda de cima da \u00e1rvore no quintal nos fundos da casa, uma bombinha apressada que estourara antes da hora, uma queda de bicicleta na rampa constru\u00edda coletivamente com os outros meninos do bairro. Nessas horas meus dedos s\u00e3o como a agulha de um disco r\u00edgido procurando por informa\u00e7\u00e3o, impulsos el\u00e9tricos esperando para serem convertidos em cr\u00f4nicas registradas naquele corpo t\u00eanue de treze anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente o encontro. Est\u00e1 na sala de m\u00fasica. Reconhe\u00e7o o ciciar dos dedos \u00e1speros contra as cordas graves do baixo. Ningu\u00e9m toca como ele. Nesse momento, ou muito antes, minhas polifonias j\u00e1 est\u00e3o em pleno di\u00e1logo com as de Tarso. Meu c\u00e2none liter\u00e1rio em calorosos debates com seu pante\u00e3o de grandes jazzistas. Alitera\u00e7\u00f5es, digress\u00f5es e figuras de linguagem em abra\u00e7os l\u00e2nguidos com formas sincopadas, polirritmias e improvisa\u00e7\u00f5es. Somos Miles Hemingway, Franz Coltrane e Charlie Cort\u00e1zar. Somos Truman Gillespie, Nina Lispector e Dizzy Rubi\u00e3o<strong>. <\/strong>Todo nosso amor \u00e9 uma blue note, dissonante. E em meio a tudo e a todos, eu apenas paro e o sinto. Sei que ele sabe. Num \u00eaxtase contemplativo, que est\u00e1 muito al\u00e9m do que apenas ouvir, sinto ele tocar por toda a dura\u00e7\u00e3o do intervalo de tempo de sua aula. Me aproprio da m\u00fasica que ele faz, seja com o baixo ou com a sua exist\u00eancia, reverberando em lugares que eu quase duvido existirem dentro de mim. Vibramos na mesma altura. E por hora, isso me basta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Andr\u00e9 Timm<\/strong> \u00e9 ga\u00facho, de Porto Alegre, radicado em Santa Catarina. \u201cIns\u00f4nia\u201d (Design Editora, 2011), seu livro de estreia, foi Men\u00e7\u00e3o Honrosa no Pr\u00eamio SESC de Literatura. \u201cModos inacabados de morrer\u201d, seu primeiro romance, foi o vencedor da Maratona Liter\u00e1ria da editora Oito e Meio na categoria prosa. Mant\u00e9m o site 2 mil toques, projeto autoral em que convida escritores a compartilharem suas rotinas e processos ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vis\u00f5es da exist\u00eancia amalgamadas num conto de Andr\u00e9 Timm<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13603,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3305,2534,16],"tags":[3309,81,41,3310],"class_list":["post-13602","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-118a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-andre-timm","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-selecao-natural"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13602"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13602\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13605,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13602\/revisions\/13605"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}