{"id":13844,"date":"2017-06-29T16:21:31","date_gmt":"2017-06-29T19:21:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=13844"},"modified":"2017-08-27T11:22:19","modified_gmt":"2017-08-27T14:22:19","slug":"dedos-de-prosa-iii-54","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-54\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dividir-se para multiplicar: uma leitura de \u201cDesinteiro\u201d, livro de poemas de Guelwaar Ad\u00fan<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Alex Sim\u00f5es<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">\u201c\u00c9 colocando a viol\u00eancia do signo po\u00e9tico <em>no interior<\/em> da amea\u00e7a de viola\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que podemos compreender os poderes da linguagem\u201d (Homi Babha, O Local da Cultura, p. 97)*<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Desinteiro-Capa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13846\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Desinteiro-Capa.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Desinteiro-Capa.jpg 269w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Desinteiro-Capa-179x300.jpg 179w\" sizes=\"auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que pode ser um livro de poesia? Uma arruma\u00e7\u00e3o de poemas temporariamente suspensos no tempo, espacialmente dispostos num livro, ou unidade de sentido mediante o esfor\u00e7o de um artista que o assina e o pensa e o executa como projeto? <em>Desinteiro<\/em>, livro de estreia do experiente poeta-editor Guellwaar Ad\u00fan, publicado em 2016 pela Ogum\u2019s Toques, \u00e9 um projeto desconcertante e consistente, um livro cuidadosamente pensado e executado para abalar a cena liter\u00e1ria brasileira. Um livro de 164 p\u00e1ginas, dividido em quatro partes (Corda Retesada para Tiro, o Arco Armado, A Flecha, O Alvo), conta com capa bel\u00edssima de Dad\u00e1 Jaques, ilustra\u00e7\u00e3o de Raimundo Santos Bida e projeto gr\u00e1fico do poeta que assina a obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <em>Desinteiro<\/em> o fragmento nos leva ao duplo, ao m\u00faltiplo, ao mesmo tempo que comp\u00f5e um todo, por ser desinteiro, e n\u00e3o suas partes, suas metades. <em>I-Tal<\/em> e qual o livro, este ensaio de leitura pede licen\u00e7a a Exu para falar, <em>Pad\u00ealicen\u00e7a<\/em>. O \u201csigno-como-s\u00edmbolo\u201d ** \u00e9 tanto o dono do falo quanto o dono da palavra. \u00c9 assim que se pode entender o trocadilho como estrat\u00e9gia de contra-ataque, de leitura descolonial da tradi\u00e7\u00e3o, do poema como lugar do isso-e-aquilo. Eixo e Exu s\u00e3o muito mais que simples contraposi\u00e7\u00f5es, s\u00e3o \u00edndices de um ouvido atento para a diferen\u00e7a entre o que se escreve e o que se diz, de um poeta que traz o que traduz, que se revela no que escuta e que problematiza na escrita o que a pr\u00f3pria escrita pensada acriticamente n\u00e3o assimilaria como semelhante-quase-igual. Quando \u201cencruzilhadas\u201d \u00e9 preterido por \u201cencruzas\u201d, tradi\u00e7\u00f5es discursivas aparentemente distantes s\u00e3o alinhavadas: os pontos de candombl\u00e9 e as rimas do rap. Ou como explicar a presen\u00e7a do \u00e9timo \u201cencruzas\u201d como item lexical no repert\u00f3rio de um poeta meio carioca, meio baiano? O <em>seixoLalu<\/em> acompanha Ogum(\u2018s Toques) e Ox\u00f3ssi. <em>Cancela ej\u00f3s<\/em>, dando luz a <em>outros n\u00f3s, s\u00f3is<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filho de Ox\u00f3ssi \u00e9 guerreiro por defini\u00e7\u00e3o. Reteza a Arca para o tiro e acerta o alvo branco. Desafia o olhar simplista, mostra o poder dilacerante que se exerce pela palavra, no alvo da p\u00e1gina, no jogo entre palavra e alvo, nos interst\u00edcios, nas apropria\u00e7\u00f5es e nas aproxima\u00e7\u00f5es: o rondeme \u00e9 tanto o lugar do sacrif\u00edcio ritual, quanto o pan\u00f3ptico sagrado a que voluntariamente se dirige o iniciado. Aqui o yorub\u00e1 (e outras l\u00ednguas africanas que meu ouvido colonizado n\u00e3o identifica), o espanhol, o franc\u00eas, o ingl\u00eas e o portugu\u00eas se encontram no mesmo poema, dizendo serem os mesmos os problemas enfrentados na di\u00e1spora pelos filhos de \u00c1frica em seus encontros e desencontros, mediados pelos modos de gritar contempor\u00e2neos. Desse modo vemos um \u201ceu\u201d que vai aos poucos se dilacerando, em conson\u00e2ncia com o rito de inicia\u00e7\u00e3o: <em>meu eu,\/ despido de meu corpo,<\/em> (Diga a verdade \u00e0s crian\u00e7as); um eu que \u00e9 um lugar sagrado: <em>Meu corpo \u00e9 meu templo<\/em> (I-tal); um eu que se retesa no Arco Armado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 n\u2019<em>O Arco Armado<\/em>, que o guerreiro e sua autoapresenta\u00e7\u00e3o cede lugar para a cena da guerra e para a heteroapresenta\u00e7\u00e3o (Ferdinandeando, Roteiro para Semembe). A guerra se d\u00e1 na linguagem, na disputa por um territ\u00f3rio, naquilo que <em>tem lugar (tempo) em<\/em> e <em>toma lugar de(espa\u00e7o)<\/em>, relembrando Fanon, porque \u201cRelembrar Fanon \u00e9 um processo de intensa descoberta e desorienta\u00e7\u00e3o. Relembrar nunca \u00e9 um ato tranquilo de introspec\u00e7\u00e3o ou retrospec\u00e7\u00e3o. \u00c9 um doloroso re-lembrar, uma reagrega\u00e7\u00e3o do passado desmembrado para compreender o trauma do presente.\u201d (Babha, 2005, p. 101) Fanon que, por sinal, \u00e9 explicitamente retomado no texto de Guellwaar, n\u00e3o s\u00f3 em nome pr\u00f3prio e intimamente citado pelo prenome, como pela apropria\u00e7\u00e3o em forma de verbo em primeira pessoa, num dos poemas que, segundo minha limitada e parcial avalia\u00e7\u00e3o, constitui um dos momentos mais potentes do livro, inclusive por nele ouvirmos ao fundo a m\u00fasica versista de Cruz e Souza arrematando a polifonia complexa desse ouvido de m\u00fasico-e-poeta: <em>Frantz palavras e sotaques, fanoneio \/ portal do inverno, me recolho e me esgueiro<\/em>. (Portal)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em <em>A Flecha<\/em>, muda-se a estrat\u00e9gia em rela\u00e7\u00e3o aos nomes pr\u00f3prios. O que, em outros momentos \u00e9 apropria\u00e7\u00e3o e de nomes pr\u00f3prios, para sinalizar afeto e\/ou cita\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia po\u00e9tico-discursiva (<em>baldwinamente, saramagueando, fernandiando, fanoneio<\/em>), aqui \u00e9 enfrentamento e nomea\u00e7\u00e3o: Thom\u00e9 de Souza, n\u00e3o por acaso, vem em primeira pessoa logo ap\u00f3s um poema em que \u00e9 mencionada uma encomenda do rei (o rei e o mar) e antes do poema dedicado a Hamilton Borges Wal\u00ea, um guerreiro nomeado e uma esp\u00e9cie de irm\u00e3o-po\u00e9tico de Guellwaar, com quem comp\u00f4s o grupo \u201cOs Maloqueiros\u201d, levando a poesia e o teatro para as ruas de Salvador. Essa parte termina no que seria o livro como tradicionalmente o concebemos, com a autoria assinada por um sujeito emp\u00edrico, que assina uma constru\u00e7\u00e3o verbal, mas que aqui <em>\u00e9 arquearia do verbo<\/em>, em que <em>o alvo \u00e9 sempre o alvo<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <em>O Alvo<\/em>, o desinteiro se realiza, pleno. Lugar de inscri\u00e7\u00e3o do leitor, de incompletude assumida, de assun\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina em branco como <em>locus<\/em> do entrave, do conflito e da negocia\u00e7\u00e3o entre leitor e autor, do princ\u00edpio de coopera\u00e7\u00e3o entre o leitor que escreve e o poeta que l\u00ea: rasura e tra\u00e7o, poesia militante e n\u00e3o limitante, porque incompleta por consci\u00eancia de si, por consci\u00eancia do outro. Poesia em favor de, por ser poesia contra, no sentido formulado por Ricardo Aleixo (2000)***:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Vejo<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;..<\/span>\u00a0a <span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;.<\/span>\u201cboa <span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span>poesia\u201d\u00a0<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;<\/span>como<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;. .<\/span>sendo<span style=\"color: #ffffff;\"> &#8230;.<\/span>aquela<span style=\"color: #ffffff;\"> &#8230;<\/span>que<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> \u00e9,<br \/>\nindependentemente<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span>\u00a0de<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span> seus assuntos, contra. Contra a l\u00edngua<br \/>\ncotidiana<span style=\"color: #ffffff;\">a.<\/span> e<span style=\"color: #ffffff;\"> ..<\/span>a<span style=\"color: #ffffff;\"> ..<\/span>liter\u00e1ria, <span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span>contra<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span> a<span style=\"color: #ffffff;\">\u00a0&#8230;<\/span>poesia anterior, contra os<br \/>\nconceitos<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> correntes<span style=\"color: #ffffff;\"> ..<\/span>de poesia,<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span> contra <span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span>a <span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span>poesia das palavras<br \/>\n\u201cpo\u00e9ticas\u201d,<span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span>contra ela mesma,<span style=\"color: #ffffff;\"> &#8230;<\/span>contra a comunicabilidade f\u00e1cil,<br \/>\ncontra<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;. .<\/span>o dif\u00edcil<span style=\"color: #ffffff;\"> &#8230;<\/span>de<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> superf\u00edcie, <span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span>contra a<span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span> Hist\u00f3ria, <span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span>contra a<br \/>\nfilosofia,<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;<\/span> contra<span style=\"color: #ffffff;\">. .<\/span>a<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span> ordem<span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span> social e <span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span>pol\u00edtica vigente, contra a<br \/>\nditadura<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> do sentido \u00fanico, contra a ideia de identidade (\u00e9tnica,<br \/>\ncultural,<span style=\"color: #ffffff;\"> &#8230;&#8230;.<\/span>religiosa,<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;..<\/span> sexual etc.)<span style=\"color: #ffffff;\"> &#8230;.<\/span>enquanto<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> uma<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> \u201cfic\u00e7\u00e3o<br \/>\nsimplificadora\u201d <span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;..<\/span>que<span style=\"color: #ffffff;\"> ..<\/span>tem<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> como<span style=\"color: #ffffff;\"> ..<\/span>fim<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span> \u00faltimo <span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span>a <span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span>exclus\u00e3o da<br \/>\nalteridade, <span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;..<\/span>contra, <span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span>enfim,<span style=\"color: #ffffff;\"> ..<\/span>a enfadonha<span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span> convic\u00e7\u00e3o<span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span> de que a<br \/>\npoesia est\u00e1 morta.<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Desinteiro<\/em> \u00e9, portanto, um aceno em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 poesia viva, que assume riscos, que interpela a participa\u00e7\u00e3o ativa de leitoras e leitores, que d\u00e1 a cara a tapa, propondo desafios e trazendo \u00e0 cena vozes silenciadas, \u00e9 a pergunta de Fanon \u201cO que quer um homem negro?\u201d tentando ser respondida: o homem negro quer, entre outras coisas, escrever poemas, dizer que est\u00e1 vivo, que caminha sobre espinhos brancos, assumindo sua condi\u00e7\u00e3o de guerreiro em combate.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eis a Dic\u00e7\u00e3o da Flecha, que prepara a cena do combate ao mesmo tempo que afirma o sagrado do combate, porque a guerra se faz no discurso, na inscri\u00e7\u00e3o do sujeito nesse discurso, \u00a0e tamb\u00e9m na cis\u00e3o desse sujeito, deslocado, diferenciado, reencenando as autoaboli\u00e7\u00f5es, para, re-nascer. E aqui encerro a minha cena da cena, encerrado nesse discurso em que tamb\u00e9m me vejo, re-nascido, dividido e multiplicado, desinteiro, irmanado ao sujeito que opera o procedimento cir\u00fargico e demi\u00fargico na linguagem:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em busca da paleta imperfeita<\/em><br \/>\n<em>na mosca, sem vida f\u00e1cil,<\/em><br \/>\n<em>fixa\u00e7\u00e3o, incerteza,<\/em><br \/>\n<em>zarabatana espreita<\/em><br \/>\n<em>olho \u00e1cido,\u00e1gil<\/em><br \/>\n<em>mira acesa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Notas:<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">* Trad. de Myriam \u00c1vila, Eliana Louren\u00e7o de Lima Reis e Gl\u00e1udia Renate Gon\u00e7alves.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">** Barthes, segundo Babha.<em>op. cit.<\/em><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">*** Na Encruzilhada, no meio do redemoinho. In: Pedrosa, C\u00e9lia (org). Mais Poesia Hoje. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2000. P. 154.<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/toobitornottoobit.blogspot.com.br\/\"><strong><em>Alex Sim\u00f5es<\/em><\/strong><\/a><em> \u00e9 poeta, escritor, professor, performer e tradutor de poesia. \u00c9 autor de \u201cEstudos para Lira\u201d (in\u00e9dito, Men\u00e7\u00e3o no Pr\u00eamio Copene 2001), \u201cQuarenta e Uns Sonetos Catados\u201d (Dom\u00ednio P\u00fablico, 2013), \u201c(hai)c\u00e9ufies\u201d (Esquizo Editora, 2014) e \u201cContrassonetos Catados &amp; Via V\u00e2ndala\u201d(Mondrongo, 2015). Colabora em Revistas Liter\u00e1rias, antologias e em blogs\/sites de literatura. Ministra oficinas de poesia, com foco em versifica\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es perform\u00e1ticas em poesia. Recentemente traduziu o livro \u201cEntonces Daniela\u201d (Lummen Editora, 2015) e coeditou um n\u00famero da Revista Organismo. Integra o Mapa da Palavra e \u00e9 um dos colaboradores da Revista Barril. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alex Sim\u00f5es percorre \u201cDesinteiro\u201d, obra po\u00e9tica de Guelwaar Ad\u00fan <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13845,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3340,2533],"tags":[2860,11,3357,3358,189],"class_list":["post-13844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-119a-leva","category-aperitivo-da-palavra","tag-alex-simoes","tag-aperitivo-da-palavra","tag-desinteiro","tag-guelwaar-adun","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13844"}],"version-history":[{"count":31,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13844\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13851,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13844\/revisions\/13851"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}