{"id":13984,"date":"2017-08-15T11:43:52","date_gmt":"2017-08-15T14:43:52","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=13984"},"modified":"2017-08-27T11:20:20","modified_gmt":"2017-08-27T14:20:20","slug":"dedos-de-prosa-i-55","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-55\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Itamar Vieira Junior<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_14066\" aria-describedby=\"caption-attachment-14066\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/hands-to-my-self-int.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14066 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/hands-to-my-self-int.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/hands-to-my-self-int.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/hands-to-my-self-int-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14066\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Angelik Kasalia<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desfolhar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes andaram por estradas de sonhos et\u00e9reos. Colheram flores e mel. Arranharam a pele e guardaram peda\u00e7os das mesmas peles por baixo das unhas. Ficaram com cabelos entre os dentes. Sorveram com paix\u00e3o a \u00e1gua de seus po\u00e7os, das tormentas t\u00e3o \u00edntimas, sem se saciarem, nunca, sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois veio a vida, o sol que nascia todos os dias e declinava, dando lugar \u00e0 noite. As horas opressoras, os minutos sufocantes. A maternidade, a escola, a bebida, as palavras armadas, as feridas que do\u00edam, fechavam e se abriam novamente. O tesouro, as d\u00edvidas, os anos que encolhiam. Os gritos. As janelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boca \u00e9 de vermelho. As unhas descascadas. A sacola da feira se arrasta. Salta as po\u00e7as de lama nas ruas solit\u00e1rias, l\u00ea versos que n\u00e3o guardam emo\u00e7\u00e3o, o arroz queima na panela, do chuveiro n\u00e3o jorra \u00e1gua fria. Todos gritam felizes infelizes. Os que moram \u00e0 porta ao lado gritam. Os da porta \u00e0 frente gritam. O de baixo est\u00e1 morto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chuva \u00e9 uma suja est\u00fapida, desonesta, serve de desculpa. Voc\u00ea sozinha na janela. Na televis\u00e3o. No sof\u00e1. No balc\u00e3o. No fog\u00e3o. Limpando arm\u00e1rio. Enxugando o ch\u00e3o. Veias secam. O corpo de dor, a espera que n\u00e3o se finda, pratas e cristais, anos e recome\u00e7os. O sangue. Um c\u00e2ncer. O seio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea rasga e escreve. Voc\u00ea l\u00ea e rasga. Escreve. O amante que n\u00e3o existe deita em seus bra\u00e7os. O marido volta para arrancar-lhe afetos e juramentos. Espera. A planta cresce e invade a casa. Enrama na parede, vira uma grande fenda. A casa arruinada \u00e9 uma doce morada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo deitada e fria na cama, de noite, de dia. Sorrindo. Urinando. L\u00edvida. Sem dentes.\u00a0 Honesta no come\u00e7o, mentirosa ao final. O som da cidade preenchendo entranhas. Voc\u00ea desfolhando-se pequena e resoluta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Azul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da janela emolduro o momento do mundo numa imagem para nunca esquecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pra\u00e7a, poucas pessoas andam apressadas portando m\u00e1scaras cir\u00fargicas. Algumas portam luvas e carregam coisas como mantimentos e material de limpeza. H\u00e1 um ar de melancolia e esperan\u00e7a, um som profundo vindo de algum lugar. A pra\u00e7a e os edif\u00edcios cinzas, cor de nada, se harmonizam com as \u00e1rvores secas onde nascem pequenos brotos e a promessa de renova\u00e7\u00e3o, em meio ao caos dos primeiros dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 sete dias estou encerrado num quarto de hospital, isolado do mundo, sendo visitado quatro vezes por dia por enfermeiros e m\u00e9dicos portando as m\u00e1scaras que se tornaram indispens\u00e1veis nesses dias de medo e de inseguran\u00e7a. Sinto falta de um r\u00e1dio, de not\u00edcias, de um jornal, de m\u00fasica. Sinto falta de meu c\u00e3o que divide trinta e seis metros quadrados de uma quitinete comigo, a cinco quadras do hospital. Minha m\u00e3e, minha irm\u00e3 e meu sobrinho de cinco anos aparecem na pra\u00e7a mais ou menos a cada dois dias, o menino com m\u00e1scaras, \u00e0s dez da manh\u00e3, acenando, um sentimento de vigil\u00e2ncia pelo que represento em suas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o primeiro recado que recebi depois que pude levantar, h\u00e1 quase seis dias, com muitas dores, respira\u00e7\u00e3o ofegante e palidez \u2013 via-me atrav\u00e9s do vidro da janela quando o sol estava baixo no in\u00edcio da manh\u00e3 ou fim de tarde \u2013 e olho da janela esperando o tempo em que poderei caminhar na pra\u00e7a novamente. Se tudo ocorrer bem, no mais tardar depois de amanh\u00e3 atravessarei a pra\u00e7a para abra\u00e7ar meu c\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de chegar ao hospital, havia uma grande tens\u00e3o nas pessoas e institui\u00e7\u00f5es: voos haviam sido suspensos, para impedir a chegada do v\u00edrus a outras \u00e1reas do pa\u00eds que ainda n\u00e3o tinham sido afetadas. Pa\u00edses isolaram suas fronteiras. Havia o medo do iminente, da repeti\u00e7\u00e3o das pandemias anteriores. Com\u00e9rcio, escolas, \u00e1reas de lazer completamente isoladas. Existiam contadores de mortos nos jornais, nos notici\u00e1rios televisivos, com seus n\u00fameros cintilantes. O medo paralisava o mundo de uma forma que n\u00e3o havia imaginado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sil\u00eancio era o sil\u00eancio dos mortos. Incomodava como os mais altos sons. T\u00e3o inc\u00f4modo como os motores dos \u00f4nibus, as buzinas dos autom\u00f3veis, as turbinas dos avi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, as coisas parecem estar mais claras. O fato de estarmos sobrevivendo d\u00e1 um sentido de esperan\u00e7a a tudo. A vida poder\u00e1 voltar \u00e0 normalidade. O medo se dissipa e deixa apenas uma sensa\u00e7\u00e3o de fragilidade e perenidade que \u00e0s vezes somos convidados a ter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto era assim que hoje acordei com a irresist\u00edvel vontade de escutar m\u00fasica, de cantarolar, de dedilhar um viol\u00e3o. Na noite anterior, um m\u00e9dico novo veio me examinar, e por tr\u00e1s da m\u00e1scara havia olhos e mel, que permaneceram durante o resto do tempo em minha mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a noite caminhei para a praia. A luz irradiava entre as sombras e os objetos, refletindo na areia e nos coqueiros verdes que fechavam o horizonte. Caminhava iluminado, sem sombra, sem medos, sem doen\u00e7as. O hospital havia ficado num canto remoto de minha mente. De meu \u00edntimo, caminhou o vendedor de perfumes, que havia estudado comigo, e tinha uma namorada jovem e fr\u00edvola. No meu \u00edntimo, n\u00e3o havia a namorada dele. Era ele, o ch\u00e3o de areia, os coqueiros verdes no horizonte, o mar cor de terra no limiar de minha imagina\u00e7\u00e3o e de novo a luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu cabelo permanecia leve \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do vento, seus olhos \u00famidos e escuros, seu porte forte, a luz em seu rosto. Havia mais que imagina\u00e7\u00e3o nos limites do meu corpo e o seu bra\u00e7o ent\u00e3o me enla\u00e7ou na altura da cintura, na mais \u00edntima das a\u00e7\u00f5es que duas pessoas que n\u00e3o se encontram h\u00e1 anos pode se permitir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na voz, a doce melancolia do passado, o texto repassado e o reencontro do que se perdeu na hist\u00f3ria. Aqui h\u00e1 o tempo que n\u00e3o tivemos para repass\u00e1-la, o tempo para inventar a m\u00fasica que n\u00e3o cantamos e vivermos o que n\u00e3o foi e nem ser\u00e1 poss\u00edvel. Existe a estranheza de um espa\u00e7o com um tempo ora lento, ora corrido, no qual debru\u00e7amo-nos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Margeando o mar, vejo-o descer, antes de tudo acontecer, de um trem azul, e me avisa sem cerim\u00f4nia que precisa voltar logo, antes que o trem retorne \u00e0quele ponto. Abra\u00e7o o seu pesco\u00e7o temeroso de que seja para logo e voc\u00ea me diz que sempre desejou que o fizesse. Beijo a sua boca sem muitas cerim\u00f4nias e em troca recebo um sorriso de aprova\u00e7\u00e3o para o sol que reflete em minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De repente, o mar borbulha em nuvens brancas e as embarca\u00e7\u00f5es tornam-se min\u00fasculas aos olhos dos que nunca as viram. O trilho do trem \u00e9 o pr\u00f3prio mar. Ele voltar\u00e1 a qualquer instante, repleto da mesma estranheza que o trouxe. Tudo isso aqui \u00e9 mais que habitual. Toco sua pele com a mais generosa das intimidades e por um instante desejo despi-lo de todas as vestes para penetrar mais uma camada na intimidade que nos foi permitida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um barco de palavras, uma casa no mar vasto sob os nossos p\u00e9s, a certeza de que nenhum infort\u00fanio ser\u00e1 capaz de submeter-nos novamente ao cotidiano linear em que n\u00f3s vivemos. Navegaremos mais para a superf\u00edcie dos ossos. Toco novamente sua pele e percebo um estranho veludo, quieto veludo que aflora em minhas m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus olhos celebram a minha presen\u00e7a e somos mais felizes do que podemos ser a qualquer tempo. Esta \u00e9 a certeza. Voc\u00ea salta sereno para terra com a mesma destreza que um gato pula de um a outro lado do telhado. Voc\u00ea desce metros com a leveza de um gato ladr\u00e3o. Diverte-se quando flutuo de uma bolha do mar a outra, e me afasto de voc\u00ea. Mas sorri muito mais quando, com a mesma agilidade, se aproxima de mim e v\u00ea seu rosto t\u00e3o bonito, refletido em meus olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vendedor de perfumes deixa aromas no mar e eles se misturam, emanam nas borbulhas que s\u00f3 fazem aumentar. Desvio-me sorrindo de um cardume de peixes alados e voc\u00ea segura minhas m\u00e3os pelas pontas dos dedos. Caminha sobre as \u00e1guas para a areia, puxa-me pelos dedos at\u00e9 o ch\u00e3o.\u00a0 Despe-me com seus olhos e logo estou nu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beija-me a testa com a tranquilidade. Retiro a sua roupa. Voc\u00ea se afasta de mim e corre para o trem. Eu permane\u00e7o \u00edntimo do fr\u00e1gil solo. Vejo-o entrar despido no trem. Vejo suas n\u00e1degas redondas. Olha para mim e sorri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite retorna e vejo a luz alaranjada dos postes de ilumina\u00e7\u00f5es. Percebo que a febre cedeu. Sonhei. Percebo que \u00e9 mais real e fact\u00edvel andar num trem sobre o mar, flutuar no oceano e me desviar de peixes alados. Sinto que a m\u00e1scara me sufoca na clausura do quarto. Olho para a janela e desejo sair o quanto antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o m\u00e9dico retornar, de m\u00e1scaras e olhos de mel, tentarei sobre os seus olhos de forma mais profunda. Tenho mais for\u00e7as que antes.\u00a0 Tentarei ver, atrav\u00e9s de sua \u00edris, a luz de um come\u00e7o. Ou ficarei apenas com o olhar e desejo contido, enquanto puder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo ocorre no escuro do quarto, quando desperto do sonho ainda molhado da febre que cedeu, e vejo uma luz opaca adentrar a janela de vidro. Aquecem meus dedos e me fazem fechar os olhos novamente para que possa voltar a terra e o sonho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Itamar Vieira Junior <\/em><\/strong><em>nasceu em Salvador, Bahia. \u00c9 doutor em Estudos \u00c9tnicos (UFBA) com pesquisa sobre a forma\u00e7\u00e3o de comunidades tradicionais quilombolas no interior do Nordeste Brasileiro. \u00c9 tamb\u00e9m autor dos contos reunidos no volume \u201cDias\u201d (Caramur\u00ea, 2012), vencedor do XI Pr\u00eamio Arte e Cultura (Literatura \u2013 2012), e do livro de contos \u201cA ora\u00e7\u00e3o do carrasco\u201d (Mondrongo, 2017), obra selecionada pelo edital setorial de literatura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (2016). Dois de seus contos foram traduzidos para o franc\u00eas e publicados nas revistas L\u2019Ampoule (en ligne) e L\u2019\u00cdndex \u2013 espace d\u2019ecrits. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagens da delicadeza nos contos de Itamar Vieira Junior <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14065,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3372,2534,16],"tags":[3387,419,41,3386,3385],"class_list":["post-13984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-120a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-azul","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-desfolhar","tag-itamar-vieira-junior"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13984"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14068,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13984\/revisions\/14068"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}