{"id":14208,"date":"2017-10-26T17:56:50","date_gmt":"2017-10-26T20:56:50","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=14208"},"modified":"2017-12-28T17:55:35","modified_gmt":"2017-12-28T20:55:35","slug":"jogo-de-cena-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/jogo-de-cena-21\/","title":{"rendered":"Jogo de Cena"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><b>BEBERAGENS DE ESPECTADOR: Dan\u00e7ar para que o c\u00e9u n\u00e3o caia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Por Marcus Groza<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14212\" aria-describedby=\"caption-attachment-14212\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Cena-de-Dan\u00e7ar-para-que-o-c\u00e9u-n\u00e3o-caia-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14212 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Cena-de-Dan\u00e7ar-para-que-o-c\u00e9u-n\u00e3o-caia-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Cena-de-Dan\u00e7ar-para-que-o-c\u00e9u-n\u00e3o-caia-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Cena-de-Dan\u00e7ar-para-que-o-c\u00e9u-n\u00e3o-caia-Foto-Sammi-Landweer-M-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14212\" class=\"wp-caption-text\">Cena de <em>Para que o c\u00e9u n\u00e3o caia<\/em> \/ Foto: Sammi Landweer<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de entrar para ver <em>Para que o c\u00e9u n\u00e3o caia<\/em>, de Lia Rodrigues, abri o programa e li as palavras acima. O espet\u00e1culo \u00e9 inspirado no livro <em>A queda do c\u00e9u: Palavras de um xam\u00e3 yanomami,<\/em> de Davi Kopenawa. De imediato, podemos dizer que no espet\u00e1culo nada indica uma rela\u00e7\u00e3o figurativa com o universo amer\u00edndio e, nesse caso, o interesse aqui n\u00e3o recai sobre o aspecto tradutivo que nele possa haver em rela\u00e7\u00e3o ao livro ou em rela\u00e7\u00e3o ao mundo amer\u00edndio: gostaria de fazer aqui um exerc\u00edcio mais simples, trazendo o relato da minha experi\u00eancia como expectador desse espet\u00e1culo, no MIT-SP, em mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao entrar, recebemos uma pequena toalha: a sala de apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 vazia, um lin\u00f3leo preto, limpo com esmero. Como n\u00e3o fui um dos primeiros a entrar, apenas aderi \u00e0 enorme roda que se come\u00e7ou a formar, todos sentados no ch\u00e3o, em roda. Talvez tenha sido decis\u00e3o dos espectadores se sentarem daquela maneira, n\u00e3o sei. O estranhamento come\u00e7a quando, como espectador, n\u00e3o defino muito bem que lugar devo ocupar. Enquanto todos v\u00e3o se sentando, dois performers\/bailarinos come\u00e7aram a lan\u00e7ar p\u00f3 de caf\u00e9 ao longo das beiras da sala: estranhamento e sinestesia. Ao come\u00e7ar o espet\u00e1culo \u2013 e digo assim apenas por for\u00e7a do mau h\u00e1bito que temos de achar que a coisa come\u00e7a quando entram os artistas e a luz entra em a\u00e7\u00e3o \u2013, os outros bailarinos entram portando potes que colocam sobre duas extremidades da sala no ch\u00e3o onde h\u00e1 p\u00f3 de caf\u00e9. A entrada e essa a\u00e7\u00e3o j\u00e1 me mostram que o c\u00edrculo formado por n\u00f3s, espectadores, n\u00e3o vai funcionar: muitos como eu estavam de costas para os bailarinos. Todos se voltam, alguns se levantam. Os bailarinos em sil\u00eancio, com muita tranquilidade, aproximam-se e bordejam o p\u00fablico: apenas depois de longo instante, alguns deles v\u00eam at\u00e9 n\u00f3s e fazem um pequeno gesto ou resmungam baixinho algo incompreens\u00edvel. Depois de outro instante, o p\u00fablico se junta ao centro. \u201cParece que finalmente acertamos, ufa! Agora vai come\u00e7ar\u201d, penso. Depois entendo que j\u00e1 tinha come\u00e7ado e uma troca n\u00e3o-verbal, da ordem do sutil, j\u00e1 tinha se estabelecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como espectador, posso dividir o espet\u00e1culo em duas partes: a inicial, em que n\u00e3o sei onde devo me posicionar, e a segunda, na qual uma roda se (re)estabelece e os bailarinos dan\u00e7am no centro. Gostaria de destacar a primeira parte e, mais especificamente, o estado de liminaridade que, nessa primeira parte do espet\u00e1culo, se fez emergir para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois que finalmente nos postamos no centro, os bailarinos em uma das extremidades da sala, pr\u00f3ximos \u00e0s paredes, dirigem-se aos potes que tinham colocado ali. Tirando de dentro um composto negro \u2013 que pelo cheiro do in\u00edcio julgamos ainda ser p\u00f3 de caf\u00e9 \u2013 pintam o rosto e depois todo o corpo, sempre com gestos controlados, em uma atitude cerimonial. Depois dessa caracteriza\u00e7\u00e3o, o olho \u2013 sempre bem aberto \u2013 ganha uma expressividade incomum. Levantam-se muito lentamente e caminham na nossa dire\u00e7\u00e3o. Estamos sentados no piso, vulner\u00e1veis. Mas somos maioria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num estado de desacelera\u00e7\u00e3o acentuado, eles come\u00e7am a atravessar a pequena multid\u00e3o que somos, abrem caminho. Param diante de alguns de n\u00f3s e aproximam o rosto a poucos cent\u00edmetros e ficam nos encarando por um longo tempo. Olhos arregalados. Atravessam com extrema calma e delicadeza, mas fica claro que, vindo em nossa dire\u00e7\u00e3o, v\u00eam como se pudessem trombar em um de n\u00f3s ou nos derrubar. Por isso, talvez, abrimos espa\u00e7o. Sentam-se diante dos que est\u00e3o sentados para encar\u00e1-los e, da mesma forma, encaram os que est\u00e3o de p\u00e9. A dilata\u00e7\u00e3o temporal ganha relevo, junto com a meia-luz e o sil\u00eancio: abrem um estado de suspens\u00e3o, o ar parece mais espesso. N\u00e3o sei o que vai acontecer comigo; isso talvez caracterize bem a liminaridade. No caso em quest\u00e3o, os c\u00f3digos reconhec\u00edveis do que seja dan\u00e7a ou teatro est\u00e3o em suspens\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14214\" aria-describedby=\"caption-attachment-14214\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-2-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14214 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-2-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-2-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-2-Foto-Sammi-Landweer-M-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14214\" class=\"wp-caption-text\">Foto : Sammi Landweer<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estado de suspens\u00e3o \u00e9 aberto para mim como espectador naquele momento: a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o saber o que ia acontecer comigo n\u00e3o era exatamente um medo. No in\u00edcio, tive receio de que algum deles viesse me encarar, prevendo que seria desconfortante, como no jogo infantil de ficar encarando o outro sem piscar. Depois desejei que viesse, sim, curioso sobre o que poderia experienciar a partir desse contato quase \u00edntimo. Quando um bailarino vem encarar uma pessoa na minha frente, tento tamb\u00e9m encar\u00e1-lo (Embora ele n\u00e3o tenha me olhado, parece que foi a\u00ed que entrei no jogo; fui capturado talvez). Em seguida, uma outra bailarina vem encarar uma mulher que estava ao meu lado, e eu, novamente, tentava atrair o olhar dela fixamente como se fosse comigo. Assim que a bailarina se levanta, essa mulher que est\u00e1 ao meu lado tamb\u00e9m se levanta e a persegue, ficando, como que seduzida, olhando pra bailarina, enquanto esta continua encarando outras pessoas. Ao acompanhar essa \u201ccena\u201d entre uma bailarina e essa espectadora, ainda sentado, virei a cabe\u00e7a e fiquei absorto assistindo \u00e0quela\u00a0 \u201cpersegui\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; coisa discreta que poucos devem ter notado. E foi, nesse momento, que tive medo, sim: num dado momento, tenho um susto com uma movimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 minha frente: podia ser uma outra pessoa vindo me encarar e eu estava, desguarnecido, entregue, com a cabe\u00e7a voltada para tr\u00e1s. N\u00e3o era. Nisso levanto e de longe continuo observando a mulher do p\u00fablico que ainda persegue a bailarina; enquanto esta, imp\u00e1vida, segue encarando outras pessoas. Nisso me ocorreu que talvez aquele modo de encarar fosse uma tentativa de dar igni\u00e7\u00e3o numa esp\u00e9cie de telepatia, numa intercomunica\u00e7\u00e3o m\u00e1gica, silenciosa, numa comunica\u00e7\u00e3o sutil e n\u00e3o-verbal. A liminaridade \u00e9 um estado de suspens\u00e3o radical, em que se instaura uma instabilidade e mesmo certa vulnerabilidade. O estado liminar d\u00e1 margem a devaneios: para mim, naquele momento, com toda a realidade, a telepatia parecia integralmente realiz\u00e1vel. Por defini\u00e7\u00e3o, na liminaridade n\u00e3o se distingue bem o que pode ser do que n\u00e3o pode ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de nos atravessarem uma vez, os bailarinos v\u00e3o at\u00e9 o outro lado e pintam todo o corpo com uma farinha branca e novamente atravessam, encarando as pessoas, longamente, indo at\u00e9 o outro lado. Come\u00e7a ent\u00e3o uma terceira travessia, para a qual os bailarinos agora colocam um trapo sobre o rosto e v\u00eam em nossa dire\u00e7\u00e3o, agora rastejando e zurrando, rastejando e gemendo. Instauram um clima de alta histeria. Novamente, v\u00eam em nossa dire\u00e7\u00e3o como se fossem trombar conosco, se n\u00e3o desviarmos. J\u00e1 n\u00e3o somos mais um bloco no centro. Lentamente v\u00eam na minha dire\u00e7\u00e3o. \u00c9 quase uma amea\u00e7a. Parecem, nesse ato de atravessar o p\u00fablico, uma for\u00e7a da natureza. Nessa terceira travessia, o deslocamento no plano baixo traz uma presen\u00e7a animal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda parte do espet\u00e1culo \u2013 nessa divis\u00e3o que visualizei como espectador \u2013 certamente reverbera sob o signo liminar tamb\u00e9m. Mas agora h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre p\u00fablico em uma grande roda e os bailarinos no meio. \u00c0s vezes, a roda precisa abrir um pouco mais; outras, pelo movimento convulsivo da dan\u00e7a parece que um deles pode se chocar com algu\u00e9m do p\u00fablico. Embora o espet\u00e1culo todo seja sem m\u00fasica, o barulho dos p\u00e9s ro\u00e7ando no ch\u00e3o enquanto dan\u00e7am e a respira\u00e7\u00e3o ofegante dos bailarinos formam uma sonoridade vitalista, que pude notar num campo de sensibilidade poroso a micropercep\u00e7\u00f5es que n\u00e3o seria o mesmo se n\u00e3o tivesse sido instaurado aquele estado de liminaridade da primeira metade do espet\u00e1culo. A meia luz que predomina no espet\u00e1culo colabora muito para a liminaridade que se instaura. O curry com que mancham todo palco na cena final parece um p\u00f3 muito brilhante quando ent\u00e3o a luz aumenta, e o seu cheiro ressoa por um bom tempo no nariz, depois que sa\u00edmos da sala de apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14215\" aria-describedby=\"caption-attachment-14215\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-3-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14215 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-3-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-3-Foto-Sammi-Landweer-M.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Imagem-3-Foto-Sammi-Landweer-M-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14215\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Sammi Landweer<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Marcus Groza<\/em><\/strong><em> \u00e9 poeta, dramaturgo e encenador. Autor do livro \u201ce a lua como \u00f3rg\u00e3o principal\u201d (Ed. Primata \u2013 2017), entre outros, \u00e9 doutorando em Artes C\u00eanicas (Unirio) e editor da Revista Abate e da Revista Sa\u00fava.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcus Groza mergulha fundo nos interst\u00edcios da dan\u00e7a de \u201cPara que o c\u00e9u n\u00e3o caia\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14209,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3394,2537],"tags":[3413,12,3415,796,3414],"class_list":["post-14208","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-121a-leva","category-jogo-de-cena","tag-danca","tag-jogo-de-cena","tag-lia-rodrigues","tag-marcus-groza","tag-para-que-o-ceu-nao-caia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14208"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14274,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14208\/revisions\/14274"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}