{"id":14392,"date":"2017-12-27T12:31:23","date_gmt":"2017-12-27T15:31:23","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=14392"},"modified":"2018-02-07T16:03:52","modified_gmt":"2018-02-07T19:03:52","slug":"dedos-de-prosa-ii-51","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-51\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p><em>Viviane de Santana<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14394\" aria-describedby=\"caption-attachment-14394\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Okrasn.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14394 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Okrasn.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Okrasn.jpg 450w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Okrasn-150x150.jpg 150w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Okrasn-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14394\" class=\"wp-caption-text\">Foto: B\u00e1rbara Bezina<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A BOMBA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descobriram uma bomba da segunda Guerra Mundial ao fazerem uma obra na proximidade do meu pr\u00e9dio. A pol\u00edcia passou convocando os moradores, pelo alto-falante, a deixarem suas casas. Na Alemanha, as bombas est\u00e3o por a\u00ed, enterradas inertes no fundo da Hist\u00f3ria, mas chega o momento no qual desabrolham como a gigante semente de uma flor nefasta, despontam da terra como uma enorme melancia enferrujada e repleta de crostas de lama. Mesmo depois de setenta e poucos anos podem explodir. Bombas s\u00e3o assim, n\u00e3o possuem prazo de validade como o p\u00e3o, o leite ou a nossa vida. Enquanto ela estiver protegida por uma camada de terra como o embri\u00e3o maligno da morte, ela fica ali, esperando a sua vez de espocar e despeda\u00e7ar tudo a sua volta. Ou\u00e7o os passos dos vizinhos descendo as escadas, os autom\u00f3veis, antes estacionados na rua, deixam o local. O cinza do dia \u00e9 escuro e chove. O eco do megafone funde o final da tarde. N\u00e3o sei para aonde ir assim r\u00e1pido, espont\u00e2neo. Devo ir a algum restaurante \u2013 longe \u2013 e ficar jantando a noite toda? Ser\u00e1 que eu seguirei o chamado da pol\u00edcia para evacuar ou ficarei em casa como aqueles teimosos que n\u00e3o abandonam os seus pertences mesmo com a chegada de um furac\u00e3o, permanecem implac\u00e1veis junto de suas coisas como se pudessem salv\u00e1-las com sua presen\u00e7a flutu\u00e1vel, quebradi\u00e7a?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com repulsa visto o casaco, cal\u00e7o os sapatos, pego a bolsa, meu livro e o caderno de anota\u00e7\u00f5es. Na cal\u00e7ada, pergunto ao policial: quanto tempo isso demora? Talvez at\u00e9 amanh\u00e3 de manh\u00e3! At\u00e9 amanh\u00e3 de manh\u00e3?! Penso perplexa. A pol\u00edcia nem disponibilizou tempo para eu fazer uma mochila com a escova de dente, creme antirrugas, uma toalha e o pijama. Tocou a campainha de casa em casa amea\u00e7ando: deixe o apartamento imediatamente! Voltei. Regressei para o meu apartamento. Sentei-me no sof\u00e1 da sala e escuto a mudez de tudo ao meu redor, como se o mundo tivesse se esvaziado. N\u00e3o posso acender a luz, para n\u00e3o descobrirem que transgredi a regra. Ser\u00e1 que sou a \u00fanica a contrariar as ordens? Vejo a pantomima do vento farfalhando as folhas da \u00e1rvore diante da minha sacada. Isso me leva a pensar naqueles que vivenciam a guerra, que sentem os tremores da explos\u00e3o sob seus p\u00e9s, ouvem o ru\u00eddo ensurdecedor, que perdem as paredes de sua casa ou o teto, perdem os m\u00f3veis e os que sobram s\u00e3o cobertos pela grossa camada de cimento pulverizado e seus peda\u00e7os, e perdem seus pertences \u2013 quando n\u00e3o perdem um bra\u00e7o, uma perna, \u2014 a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 a primeira bomba a ser encontrada e n\u00e3o ser\u00e1 a \u00faltima. H\u00e1 milh\u00f5es enterradas nesta terra e nas regi\u00f5es mais afetadas pelo conflito b\u00e9lico daquela \u00e9poca, tamb\u00e9m s\u00e3o encontradas ossadas de civis mortos plantadas debaixo da cidade, por v\u00e1rias d\u00e9cadas. Eles renascem t\u00e3o inocentes como morreram. Os ossos s\u00e3o resgatados e levados para um laborat\u00f3rio ou para o cemit\u00e9rio. Suponho que fa\u00e7am um teste de DNA para saber quem \u00e9. S\u00e3o tantos ossos ainda dormindo, esperando algu\u00e9m libert\u00e1-los e lhes dar um rosto e uma biografia, e os levar aos seus parentes que agora fazem parte do futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os artefatos s\u00e3o desativados com sucesso, com exce\u00e7\u00e3o de alguns poucos. Acontece de trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil depararem-se com um dispositivo, cavando a terra com a escavadora, e ele explodir. Geralmente, s\u00e3o encontrados em terrenos baldios. O governo de Berlim comprou documentos e fotografias pertencentes aos arquivos dos Aliados para a busca de artefatos, e criaram um mapa com as regi\u00f5es mais afetadas. Ser\u00e1 que o piloto de um dos seiscentos avi\u00f5es que jogaram mais de cinco mil bombas nesta cidade imaginou que ele poderia me acertar? Eu, que n\u00e3o vivi a guerra, n\u00e3o nasci neste pa\u00eds, vivi muito tempo longe daqui, e setenta e poucos anos depois, uma bomba da segunda Guerra Mundial pode me atingir como se a guerra fosse ontem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certa vez, o artefato explodiu e escutei na r\u00e1dio: tr\u00eas especialistas em armamento morreram, as vidra\u00e7as de alguns pr\u00e9dios se espatifaram, brotaram rachaduras nas paredes. Deixaram mulher e filhos. Quando explodem, apesar de antigos e enferrujados, \u00e9 com os mesmos vigor e iniquidade, como se todos esses anos a for\u00e7a de destrui\u00e7\u00e3o da guerra tivesse incubada ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pouco eu ainda ouvia o chiado das rodas dos autom\u00f3veis passando ligeiros pela autoestrada l\u00e1 adiante, o som und\u00edssono dos pneus no asfalto encharcado ecoava alquebrado at\u00e9 a janela da minha sala. Agora nada, apenas o sil\u00eancio, parecido com o primeiro de janeiro quando todos dormem de ressaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o, depois de algumas horas, na meia-luz, anotando palavras ileg\u00edveis, a fome me surpreende e vou \u00e0 cozinha, comer o resto da batata-frita que eu fiz para o almo\u00e7o. Semelhante aos condenados \u00e0 morte que fazem a sua \u00faltima refei\u00e7\u00e3o. A bomba pode explodir agora, comigo comendo batatas-fritas. No banheiro, fazendo xixi, tor\u00e7o para que ela n\u00e3o exploda agora que estou com as cal\u00e7as abaixadas sentada na privada. N\u00e3o \u00e9 assim quando se est\u00e1 em guerra? Nem ao banheiro podemos ir em paz, as m\u00ednimas e insignificantes a\u00e7\u00f5es podem se tornar as \u00faltimas e tudo \u00e9 perigoso. Percebemos o quanto as m\u00ednimas coisas s\u00e3o ess\u00eancias e o quanto podemos ser felizes com elas, como simplesmente jantar em casa com a fam\u00edlia, ouvir uma m\u00fasica na r\u00e1dio, guardar a lou\u00e7a no arm\u00e1rio, tomar banho&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ando como uma intrusa no interior do meu pr\u00f3prio apartamento. N\u00e3o h\u00e1 mais alto-falante l\u00e1 fora, n\u00e3o h\u00e1 mais pol\u00edcia perambulando pela cal\u00e7ada. A rua est\u00e1 deserta, o pr\u00e9dio est\u00e1 abandonado. N\u00e3o vejo mais o xadrez das janelas acesas e apagadas, que aparece todas as noites, somente o breu indecifr\u00e1vel resplandece na fachada das casas. E quando a taciturnidade \u00e9 mais pesada do que aquilo que escrevo, a sensa\u00e7\u00e3o de fim de mundo me adv\u00e9m, me sobressalta, logo em seguida, desaparece de novo. E depois? Devo pensar na vida eterna? O que vem depois da destrui\u00e7\u00e3o, do fim? N\u00e3o sei, s\u00f3 sei do n\u00e3o existir mais neste apartamento, neste corpo, nestes pensamentos. S\u00f3 sei da abrupta interrup\u00e7\u00e3o de mim com esta vida, com as coisas deste mundo material. Talvez eu me torne somente pensamentos gasosos que flutuam no ar, uma esp\u00e9cie de n\u00e9voa que se evapora ou se transforma em chuva e cai na terra, no cimento, nos telhados, no vidro dos autom\u00f3veis. Pois n\u00e3o \u00e9 assim, na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. N\u00f3s nos transformamos em qu\u00ea depois de mortos? N\u00e3o sei para aonde vou quando eu deixar de ser eu incorporada nesta arma\u00e7\u00e3o de carne e ossos, sangue e \u00f3rg\u00e3os. No fundo, morrer \u00e9 simples, basta um segundo e, \u00e0s vezes, nada percebemos; outras vezes, a vida \u00e9 um morrer constante, repleta de dor e desespero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reflito nos especialistas em engenho explosivo trabalhando ao redor do artefato. Certamente precisaram cavoucar cuidadosamente a terra, na regi\u00e3o onde o dispositivo se encontra, para liber\u00e1-lo do lama\u00e7al. Presumo que armaram uma cabana com cobertura de pl\u00e1stico sobre esta \u00e1rea, para que os pingos de chuva n\u00e3o ca\u00edssem sobre o rosto dos especialistas e em suas m\u00e3os, atrapalhando a concentra\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m de luz eles precisam, deve haver um grande farolete doando claridade. E no instante decisivo, os especialistas precisam ficar sozinhos, completamente solit\u00e1rios, e assim poucas pessoas morrerem se algo der errado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imagino um \u00fanico especialista enfrentando este artefato de duzentos e cinquenta quilos, enterrado a cerca de meu pr\u00e9dio. Tudo a sua volta foi evacuado, a autoestrada est\u00e1 vazia, os edif\u00edcios, o supermercado, o asilo de velhos, a esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4, os pr\u00e9dios, as cal\u00e7adas. Apenas ele e o sil\u00eancio absoluto, ele e a afonia que caiu sobre esta parte da cidade como um manto negro, ele e o isolamento, ele e a solid\u00e3o, ele e o pipocar dos pingos de chuva sobre o pl\u00e1stico, ele e o suspense, ele e a obscuridade do futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durmo no sof\u00e1 da sala. No meu quarto, a cama fica muito perto da janela, e se o artefato explodir o vidro se espatifar\u00e1 em cima de mim, cortando meu corpo, furando minha carne. A sala fica do lado onde a press\u00e3o levaria os cacos a ca\u00edrem para fora, deduzi com os meus parcos conhecimentos de f\u00edsica. Meu pr\u00e9dio localiza-se \u00e0 margem do per\u00edmetro dos quinhentos metros de evacua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho o sono leve, meu sonho \u00e9 uma mistura de vizinhos invadindo meu apartamento, me acusando, me ordenando a sair, e o amarelado claro e forte do sol se derramando na escada. No meio da madrugada, desperto e cogito se seria agora que ele separa a concha entre o impulsor de igni\u00e7\u00e3o e o explosivo, com o cortador de granulado de \u00e1gua \u2014 e fomos salvos. Meus olhos arregalados vislumbram o escuro como se pudessem atravess\u00e1-lo feito um raio. Esse escuro nada me responde. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel eu saber, pode ser agora, daqui a meia hora, duas horas, ou j\u00e1 foi. O que ele pensa neste \u00e1timo de tempo preciso com o bafo da morte na sua nuca, instante no qual o seu corpo pode vir a ser despeda\u00e7ado e peda\u00e7os voarem e como um bando de pombas pousarem no ch\u00e3o. As partes espalhadas como em um quebra cabe\u00e7a <em>imont\u00e1vel<\/em>. Sentir ele n\u00e3o sentir\u00e1, nada disso ele sentir\u00e1. Mas possui a consci\u00eancia. Talvez ele reze, se for religioso, talvez ele pense em sua mulher e filhos, em seus pais, em sua namorada ou apenas se concentra porque a rotina \u2013 s\u00e3o mais de setecentas bombas que ele desativou \u2013 a pr\u00e1tica o fez esquecer que ele \u00e9 a pessoa que executa um trabalho que toda vez pode ser a \u00faltima. Como se eu, ao assinar um documento no escrit\u00f3rio, corresse o risco de explodir. Pego a caneta, observo o papel profundamente, calculo minha assinatura no espa\u00e7o exato, preparo a caneta, a minha m\u00e3o, respiro fundo, concentro-me, penso nos meus entes queridos e \u2014 desejo viver e \u2014 assino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 como eu saber o lance de tempo exato no qual ele cala a bomba, corta a sua aorta e o monstro morre para nunca mais, \u2014 vencido, agora inofensivo, semienterrado na terra como um estranho alien\u00edgena de ferro, sem olhos, sem ouvidos, sem membros, somente com a boca fechada, esta boca que ao abrir engole constru\u00e7\u00f5es e vidas. N\u00e3o h\u00e1 como eu saber, mas creio que esta bomba n\u00e3o me alcan\u00e7a, esta bomba n\u00e3o me alcan\u00e7ar\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Viviane de Santana<\/em><\/strong><em> \u00e9 poeta, tradutora e ensa\u00edsta, autora dos livros, Viver em outra l\u00edngua (romance, publica\u00e7\u00e3o independente, Berlim 2017), Depois do canto do gurinhat\u00e3, (poesia, editora Multifoco, Rio de Janeiro, 2011), Estrangeiro de Mim (contos, editora Gardez! Verlag, Alemanha, 2005) e Passeio ao Longo do Reno (poesia, editora Gardez! Verlag, Alemanha, 2002). Participa das antologias Roteiro de Poesia Brasileira &#8211; Poetas da d\u00e9cada de 2000 (Global Editora, S\u00e3o Paulo, 2009) e da Antolog\u00eda de poes\u00eda brasile\u00f1a (Huerga Y Fierro, Madri, 2007). Publica poemas em revistas e jornais, entre eles, Suplemento Liter\u00e1rio de Minas Gerais, Inimigo Rumor, Jornal Rascunho, Poesia Sempre e Coyote; assim como nas revistas Argos e Alforja (M\u00e9xico). Atualmente, vive em Berlim. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temores mundanos num conto de Viviane de Santana<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14393,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3428,2534],"tags":[3443,81,41,3444],"class_list":["post-14392","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-122a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-a-bomba","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-viviane-de-santana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14392"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14392\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14397,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14392\/revisions\/14397"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}