{"id":14532,"date":"2018-02-04T12:39:38","date_gmt":"2018-02-04T15:39:38","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=14532"},"modified":"2018-04-19T17:27:13","modified_gmt":"2018-04-19T20:27:13","slug":"dedos-de-prosa-ii-52","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-52\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Danilo Brand\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_14534\" aria-describedby=\"caption-attachment-14534\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mulherazul-dest-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14534 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mulherazul-dest-1.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mulherazul-dest-1.jpg 550w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mulherazul-dest-1-300x177.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14534\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Raquel Piantino<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vera<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela gritava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem no meu t\u00edmpano. Ia longe. Todo o suor do mundo. O seu cuspe que se espalhava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o eu deslizava. Dan Brown. Paulo Coelho e algumas americanas de meia idade. Da esquerda pra direita. E meus olhos se esfor\u00e7aram. R$ 39,90. N\u00e3o parava e eu n\u00e3o conseguia me concentrar. Calor do caralho. Como fedia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus peitos eram enormes. P\u00e1lidos. Flores eram regadas em sua camisola cor de mel. Tetas enormes e molhadas. Pequeno. O quarto era o contr\u00e1rio de suas tetas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tinha esse h\u00e1bito. Meio-dia. Chegava com o pote. Arroz, feij\u00e3o, bife. O pote azul. Suava. Invariavelmente, suava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Calor do caralho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vera. Vera me encontrou num fim de tarde. Ela me viu primeiro e sempre dizia isso. Estava no banco. Pisava na minhoca. Ela j\u00e1 estava morta. Vera carregou seus peitos at\u00e9 n\u00f3s. Eu e a minhoca. Desequilibrou-se. Firmou. Pescou meus olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minhocas n\u00e3o t\u00eam olho. Disse-me. N\u00e3o t\u00eam mesmo. Ela jamais saberia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu s\u00f3 usava verbos. Chamou-me pro quarto. O quarto de Vera. Sabia que eu era escritor. Jurou-me que eu era. Ent\u00e3o, abriu a Amazon. Mais vendidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Calor do caralho. Vera estava sempre ligada nos mais vendidos. Todo dia. Ela abria e anotava o nome de alguma novidade. Comprava todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disse-me que amava literatura. Estava na faculdade e tomava sol. Num fim de tarde. Adorava tomar sol. Os raios nos meus poros. Ela me disse que fazia mal. Fazia. Gostava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gostava de literatura tamb\u00e9m. Bandini, Arturo Bandini. Ri. Ela: n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus peitos eram enormes, de fato. Como o vestido pretendia. Dois olhos enormes a me olhar. Achei que a escreveria em algum dos contos. Era uma boa personagem.\u00a0 Ela gostava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nua. De \u00f3culos. Abriu meu caderno. Sem janela. Seu quarto. De novo. N\u00e3o entendeu a letra, me perguntou o tempo todo. Aquilo me irritou. Fechei os olhos. E por que n\u00e3o usa um notebook?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mutarelli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o entendeu. Nunca tinha ouvido falar. Calor do caralho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Louren\u00e7o \u00e9 calvo e explicava pra plateia, com os dedos, amarelos do tabaco, em riste, que tinha um caderno. Preenchia-o com qualquer merda, o fedor de u\u00edsque no ar. N\u00e3o se interessou no papo. Mas continuei mesmo assim: quando pintava algum trampo, ele voltava l\u00e1, desbravava a merda, alguma coisa sempre se aproveita de l\u00e1. N\u00e3o curtiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Stephen King. Estava no topo. Mostrou-me o ranking dos que mais faturaram no ano. T\u00e1 certo. R$ 15 milh\u00f5es n\u00e3o \u00e9 nada mal. Compraria o Mutarelli e uma camisola nova pra Vera. Riu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechou o caderno. Devolveu-me. Eram verbos. Demais. A\u00e7\u00e3o e corte. Corte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ia me fazer um escritor. Mestre em fazer adolescentes gritarem no cinema de shopping center. Estava terminando a faculdade. Queria ser escritor, de fato. Vera ia fazer isso pra mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passei as tardes com Vera. Ela j\u00e1 era formada e sabia das coisas. Vera me trancava no quarto. Trazia o pote. Azul. Calor. \u00c0s vezes vinha com o que chamava de inspira\u00e7\u00e3o. As tetas despencavam. Como p\u00eandulos, balan\u00e7avam. E os mais vendidos nos encaravam. Eu, pras tetas. Ela, pra eles. Gozava. Depois, voltava a me trancar. Era preciso. Fechava as janelas e o sol sumia. Escritor precisa ficar sozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e1 ruim. Vai, vai, desliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vera caiu numa ter\u00e7a. Uma faca atravessou-lhe as tetas. Era ter\u00e7a e desliza agora vai. Morreu de desgosto. Culpa minha. A\u00e7\u00e3o e corte. Saudades da Vera. Quando morreu, suas tetas estavam no ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ciclo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembra quando sua m\u00e3e te lembrou que eu era preto? E quando ela te perguntou se voc\u00ea n\u00e3o percebia isso. E quando ela falou que a casa agora fedia. E que isso era normal porque preto tem um cheiro diferente mesmo. Um cheiro que impregna no estofado da linha alta. E voc\u00ea trazia um preto pra jantar todas as noites na casa dela ent\u00e3o isso iria acontecer mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembra daquela vez que eu menti pra voc\u00ea e voc\u00ea chorou por um m\u00eas? E ela te lembrou que\u00a0 namorar preto era assim mesmo. E que em preto n\u00e3o dava pra confiar mesmo. Era normal. Isso ia acontecer mesmo. Tudo isso era pra voc\u00ea aprender. Depois desse dia ela nunca mais conseguiu respirar o mesmo ar que eu. Eu chegava e ela sa\u00eda. Mesmo assim, eu curtia sacar o olhar dela pra mim. O olhar em dire\u00e7\u00e3o ao preto que jantava com a sua filha. Eu curtia. Aquela porra era puro \u00f3dio e a gente ficava nesse jogo de se olhar e se odiar mutuamente. A atmosfera da casa pesava quando o preto chegava. E isso eu tamb\u00e9m curtia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea sempre me disse que ela era uma boa pessoa mesmo assim. Que aquela parada era cultural e pronto. N\u00e3o era nada pessoal. N\u00e3o era um racismo fodido desses que eu trope\u00e7ava na rua todos os dias. Desses que me fazia ser acusado de entrar em um lugar. Era uma mais leve. Quase calmo. E eu quase me convencia disso. At\u00e9 eu olhar o olhar dela e a gente recome\u00e7ar nosso jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que foi sua m\u00e3e que terminou com a gente. Voc\u00ea disse pra ela que me amava, apesar disso. E ela n\u00e3o entendia nada. Tinha te educado e te pagou escola particular at\u00e9 o final do ensino m\u00e9dio. Tinha tanto menino bonitinho na sua sala, ela te dizia. Um dia peguei ela dando socos no ar. Ela chorava igual crian\u00e7a quando se perde dos pais. Ela murmurava com a boca torcida para os pr\u00f3prios ouvidos. Ela se perguntava aonde tinha errado pra filha gostar de preto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o seu pai tentou acalm\u00e1-la. Levantou-a. Deu tr\u00eas tapas de leve em sua cabe\u00e7a e beijou sua testa. Ele olhou pra porta e me viu l\u00e1. Ele procurou minha ess\u00eancia. Olhava o mais profundo que seus olhos rasgados podiam chegar. Cavava-me. Entendi que aquilo era um pedido de desculpas. Acenei e fui embora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando descobriram que o primeiro namorado dela era preto e que sua av\u00f3 a trancou em casa por semanas at\u00e9 o seu av\u00f4 dar um jeito no preto, eu senti pena. Mas curti. Eles disseram pra ela que o preto havia se casado com outra e que era assim que deveria ser e que preto era assim mesmo. E ela engoliu a lorota e ficou por isso mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E eu te disse que colocaria sua m\u00e3e nas minhas hist\u00f3rias. E que ela havia mudado minha vida e voc\u00ea s\u00f3 dava risada. Mas eu te disse. E eu coloquei. E voc\u00ea me disse pra esquecer. E disse que amava. E eu disse que eu tamb\u00e9m. Mas eu menti. E quando a gente finalmente terminou, eu curti. Era o ciclo. Mas sinto falta do olhar de sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cisto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brotou um cisto na minha orelha e ela est\u00e1 de papo com o cabeludo de novo. Descobri que n\u00e3o sei escrever hist\u00f3rias longas. N\u00e3o tenho imagina\u00e7\u00e3o. O resultado do concurso saiu. Na Para\u00edba minha prosa n\u00e3o \u00e9 muito popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As primeiras palavras brotaram de novo. Uma a cada minuto. Deve ser o cabeludo e eu preciso deixar meu cabelo crescer. Ficar com cara de autor. Entrar pro meio e chamar o editor no inbox. Elogiar sua revista. Sua curadoria refinada e, a\u00ed sim, seria popular na Para\u00edba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso ser popular na Para\u00edba. Cada um ganhou uma men\u00e7\u00e3o honrosa na c\u00e2mara municipal. Dez exemplares, um pra cada. S\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito bem, editor. Bela revista. Tem um cantinho de p\u00e1gina pra mim? Eu deveria me preocupar com o cabeludo. N\u00e3o posso deixar meu cabelo crescer, brotou um cisto na minha orelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descobri que s\u00f3 sei falar de mim. Autofic\u00e7\u00e3o est\u00e1 na moda e os premiados j\u00e1 a desprezam. Jogam tudo no mesmo bolo. Chamam de merda narcisista. Ok. Eles s\u00e3o populares na Para\u00edba. Est\u00e3o certos. \u00c9 preciso ter imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vi uma foto de Guimar\u00e3es com os jagun\u00e7os. Vi um filme de Hemingway no bar, no meio de Cuba, tomando cacha\u00e7a com os pobres. \u00c9 preciso ter imagina\u00e7\u00e3o. Mas brotou um cisto na minha orelha e n\u00e3o posso deixar o cabelo crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cabeludo toca viol\u00e3o. Deveria aprender a tocar viol\u00e3o, ficar com cara de autor que toca viol\u00e3o. \u00c9 uma boa ideia escrever e tocar. Um homem com imagina\u00e7\u00e3o. Vi no jornal que o premiado leciona m\u00fasica na universidade. Toca viol\u00e3o e ganha pr\u00eamios. Deve falar franc\u00eas. E essa \u00e9 outra boa ideia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso ser popular na Para\u00edba. N\u00e3o sou do meio e a\u00ed fica bem dif\u00edcil mesmo. Falta o enredo. Mete lirismo nessa prosa, rapaz. Sobra lirismo na Para\u00edba. Ele \u00e9 premiado, o cabelo \u00e9 grande, escorrido, cabeludo, toca viol\u00e3o e deve falar franc\u00eas. Pronto. Lirismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poesia. \u00c9 sempre bom ser poeta nas salas do departamento de m\u00fasica. M\u00fasico com cara de autor, premiado, cabeludo, arrastando seu viol\u00e3o.\u00a0 Fala franc\u00eas e conjuga verbos corretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece uma boa ideia. \u00c9 legal ser autor com cara de autor. Os editores colocam a foto embaixo do conto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegou um e-mail. Um convite. \u00c9 um curso. Escrita criativa. O professor-autor desta vez n\u00e3o tem cara de autor, nem de professor. N\u00e3o \u00e9 cabeludo e como eles podem vender uma coisa dessas? Se vou pagar por um curso de escrita quero um autor com cara de autor. Cabeludo. M\u00ednimo. Serragem no rosto. O professor-autor que ensina que editoras est\u00e3o fora de moda e que o neg\u00f3cio \u00e9 fazer os cursos que, ali\u00e1s, ele mesmo d\u00e1. Auto-publicar-se-ei. Fazer um evento. Chamar seus amigos \u2013 n\u00e3o esque\u00e7a de seu professor. Ganhar v\u00e1rios tapinhas nas costas. N\u00e3o vendeu. Resistiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brota mais tr\u00eas mensagens do cabeludo no celular dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou operar do cisto e deixar meu cabelo crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele d\u00f3i.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Danilo Brand\u00e3o<\/em><\/strong><em> nasceu em S\u00e3o Paulo e mora em Londrina, interior do Paran\u00e1. \u00c9 estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina. Tem textos publicados em sites, revistas e jornais liter\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos contos de Danilo Brand\u00e3o, o olhar desnudo da vida<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14533,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3450,2534],"tags":[1196,3463,419,3461,41,3462],"class_list":["post-14532","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-123a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-ciclo","tag-cisto","tag-contos","tag-danilo-brandao","tag-dedos-de-prosa","tag-vera"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14532"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14532\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14535,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14532\/revisions\/14535"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14533"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}