{"id":14647,"date":"2018-04-18T09:37:14","date_gmt":"2018-04-18T12:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=14647"},"modified":"2018-04-19T17:24:53","modified_gmt":"2018-04-19T20:24:53","slug":"dedos-de-prosa-i-59","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-59\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Daguito Rodrigues<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_14649\" aria-describedby=\"caption-attachment-14649\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TATI-MOTTA-FOTOGRAFIAInt.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-14649 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TATI-MOTTA-FOTOGRAFIAInt.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TATI-MOTTA-FOTOGRAFIAInt.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/TATI-MOTTA-FOTOGRAFIAInt-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-14649\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Tati Motta<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falaria da saudade, se pudesse<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menino \u00e9 menino, menina \u00e9 menina. Vinicius sempre soube. O timbre da crian\u00e7a confundia um pouco. Fino, agudo. De garota, diziam. Libertador, contestava o pai. Era nos acordes do viol\u00e3o que Vinicius concordava com ele. Quando se derramava pela m\u00fasica ao p\u00e9 da sucupira branca, na noite ao lado da fogueira. Ningu\u00e9m negava. Quem poderia? E todo mundo aplaudia, pedia mais. Era uma voz bonita a do garoto, por mais que fosse feminina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ubiratan, o homem de dedos grossos e pele seca, do corpo contorcido e recurvado, a paisagem do cerrado, cresceu com as can\u00e7\u00f5es que amansavam as noites de um passado duro como aquela terra. Cresceu com a arte. Aprendeu a transformar as cordas em poesia de curioso. E desde que Vinicius nasceu embalou os sonhos do menino com harmonia musical. E tantos outros de tanta outra gente. Um inquieto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doze anos e l\u00e1 estava o pequeno nas festas das fazendas. Microfone na m\u00e3o e amor no peito. A m\u00e3e achava esquisito, gostava mesmo era do dinheiro a mais no fim do m\u00eas. No come\u00e7o, Ubiratan tocava junto, levava o garoto no colo, mas a idade j\u00e1 n\u00e3o permitia a jornada dupla no campo e nas cerim\u00f4nias. As reuni\u00f5es at\u00e9 altas horas tamb\u00e9m ocupavam o tempo do velho pai. Encontros gritados, de bra\u00e7os erguidos e porradas na mesa. Batidas de portas. Vinicius acompanhava quando podia. Ou quando Ubiratan deixava. Era assunto s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menino bonito. De cabelos longos e ondulados. Pele mais clara que o comum. Quase um filho de fazendeiro. Talvez por isso oferecessem tantos palcos a ele. Al\u00e9m da voz, claro. Dos sorrisos. Dos olhos pretos e lacrimosos, como se chorasse. E chorava, dependendo da m\u00fasica que ecoava na boca. Uma menina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as noites eram princesas, e Ubiratan preparava o fogo, com o viol\u00e3o ainda adormecido, quando o sol riscava o horizonte, Vinicius ouvia do pai as palavras de um mentor. O dedo escuro de unhas apodrecidas apontava para a vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, para as \u00e1rvores esparsas no campo, e esse mesmo dedo se voltava para o peito do menino, para a testa do garoto, para a Lua no c\u00e9u. A crian\u00e7a ouvia e entendia. O canto de mulher eram as asas da seriema, o sabor do ara\u00e7\u00e1, o vento na cagaita. Somos. Escutava e memorizava. Um s\u00f3. Mirava a enorme m\u00e1quina no descampado e discorria sobre justi\u00e7a e progresso, com exemplos que envolviam balas de menta e bombons de chocolate. Falava dos fazendeiros e de suas pr\u00f3prias leis. Tocava as folhas grossas com os mesmos dedos que tirava sons das cordas de a\u00e7o. Segurava um punho de terra na palma das m\u00e3os. E discorria mais. Sobre o homem e o corpo. A separa\u00e7\u00e3o cega do um e do todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite chegava com as pessoas, que iam se sentando, perguntavam de brigas e discursos, e Ubiratan levava o dedo \u00e0 boca. N\u00e3o ali. O palco sob a \u00e1rvore e a luz da brasa n\u00e3o era o casebre das reuni\u00f5es. O momento era da poesia, n\u00e3o de lutas. Os problemas e perigos que ficassem para l\u00e1, para al\u00e9m do cercado. Ao menos naquelas noites, que tudo parecesse simples e pequeno. Que fosse como deveria ser. Com respeito e uni\u00e3o. E como era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, se pudesse, Vinicius falaria da saudade. Falaria do tempo e do pai. Voltaria ao cerrado, \u00e0 casa, \u00e0 sombra da sucupira branca. Se ela ainda estivesse l\u00e1. Recolheria uns galhos, acenderia a chama. E apontaria tamb\u00e9m para o horizonte, para o peito e para a testa. Apontaria para o c\u00e9u e teria a certeza de que somos sim um s\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na tarde em que Ubiratan n\u00e3o voltou do campo, o garoto cortava batatas na cozinha. Sussurrava uma can\u00e7\u00e3o e a m\u00e3e estendia roupas no varal. Esperou na porta, com o sol j\u00e1 baixo. N\u00e3o ouviu o som pesado dos p\u00e9s na terra, que chiavam cada dia de um jeito. Macios no ver\u00e3o, duros no inverno. Os sapatos num ru\u00eddo seco ro\u00e7ando as gram\u00edneas e as ervas que rodeavam a casa. Eles n\u00e3o vieram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi com a m\u00e3e que viu o corpo no casebre. J\u00e1 sem reuni\u00e3o nem gritos. S\u00f3 o sil\u00eancio. O sangue escuro no piso. Os olhos abertos para o nada. Foi com a m\u00e3e que tentou entender. Com o tecido da saia dela no rosto e as m\u00e3os apertando as coxas cansadas. N\u00e3o p\u00f4de explicar para o garoto. Apenas lamentar. Os anos ensinaram. As conversas com os outros. As leituras dos textos. S\u00f3 depois, o garoto de voz fina finalmente conheceu o pai e compreendeu seu fim. S\u00f3 depois, o timbre agudo cumpriu a voca\u00e7\u00e3o para libertar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se soubesse antes, jamais teria cruzado os p\u00f3rticos com partituras debaixo dos bra\u00e7os. N\u00e3o teria versado can\u00e7\u00f5es entre ta\u00e7as de vidro e risadas insossas. Se soubesse antes, teria se agarrado aos bra\u00e7os do pai todo fim de tarde antes das reuni\u00f5es. Teria implorado como um mimado para que abandonasse os grupos e as discuss\u00f5es. Rasgado p\u00f4steres e pap\u00e9is. Teria? Vinicius concorda com o pai. Hoje sabe, hoje entende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E solta a voz em outras terras, distante das planta\u00e7\u00f5es de soja e milho. Por mais que se estendam por todo lado, n\u00e3o chegam onde o canto do garoto adulto chega. T\u00e3o longe. E com versos e rimas, com trovas e poesia, Vinicius repete as palavras do pai, transformando a luta em notas, desfilando baru, buriti e mutamba, galito, anhuma e irer\u00ea, abotoado, piapara e taguara, Jo\u00e3o, Maria e Jos\u00e9. Espalhando o cerrado e seu povo pelo Brasil, como a \u00e1gua dos rios que nascem naquele solo. Terra rica, terra pobre. Povo sofrido, povo feliz. O progresso, a tradi\u00e7\u00e3o. O dinheiro, a natureza. O masculino, o feminino. A voz de menina do garoto \u00e9 tamb\u00e9m a voz grossa do pai sonhador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Vinicius levanta a bandeira. Como cantor e poeta. Ele, filho de Ubiratan, filho do cerrado brasileiro. Somos, canta e universaliza, um s\u00f3. E \u00e9 assim que seguiremos em frente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Menino nas caixas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>\u201cO amor roeu o menino esquivo, <\/em><br \/>\n<em>sempre nos cantos, e que riscava os livros, <\/em><br \/>\n<em>mordia o l\u00e1pis, andava na rua chutando pedras.\u201d<\/em><br \/>\n<em>(Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto)<\/em><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fui o menino dos cantos. Calado, nos bancos das quadras de esporte. Escondido nas quinas das festas. Metido nas frestas dos clubes. Era medo das palavras, dessas faladas. Preferia o sil\u00eancio. As p\u00e1ginas dos livros. Ou aquelas em branco das papelarias. Um novo pacote de sulfite. Rasgava com a mesma vontade que as outras crian\u00e7as rompiam os de bombons de chocolate. Mais que o cheiro do papel mo\u00e7o, eu gostava do vazio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fui o menino das viagens \u00e0 praia, mas sem p\u00e9s na areia. Escolhia a sombra da sala vazia, ao som das cigarras e dos gritos dos vendedores de sorvete. Distantes. A vida no ver\u00e3o era do lado de fora, mas n\u00e3o a do menino. Com as janelas fechadas e as cortinas cerradas, mordia o l\u00e1pis e arranhava o papel, sentado no ch\u00e3o frio de uma casa alugada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O menino n\u00e3o jogava bola como o pai. N\u00e3o contava piadas como a m\u00e3e. Nem era cercado de amigos como a irm\u00e3. Fui esse menino esquisito. Um \u00fanico. Desses que os adultos desconfiam, falam um para o outro. N\u00e3o era normal, ficar assim de lado, perdido em livros e pap\u00e9is. T\u00e3o longe do comum. Vai ser escritor, brincavam. Vai ser \u00e9 louco. Queriam mesmo \u00e9 que o menino fosse mais um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O castigo era ir \u00e0 praia. Mas mesmo l\u00e1, desenhava na areia, erguia muros e projetava rodovias que carregavam o menino para onde n\u00e3o havia nenhum outro, nenhuma voz. As pessoas assustam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas fui tamb\u00e9m o menino cercado de amor. Um amor desses protetores, que mimam, imp\u00f5e regras e conceitos. S\u00f3 o amadurecimento consegue destruir tudo depois. Tarde demais. Um amor repleto de boas inten\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m de medo. Porque os pais, adultos como eram, sabiam que a vida n\u00e3o \u00e9 amiga do estranho. A vida quer mais do mesmo. Os iguais com quem a gente cruza o tempo todo. O mundo n\u00e3o abre as portas para o diferente. Esse tem sempre que arrombar. Mas que menino tem for\u00e7a para arrebentar um cadeado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois foi esse amor que roeu o menino. Matriculou no jud\u00f4, no futebol, no v\u00f4lei. Jamais num curso de leitura ou escrita, muito menos de desenho. Roeu. E ele, t\u00edmido e com medo de se tornar igual a ningu\u00e9m, fugiu dos pap\u00e9is rabiscados e dos l\u00e1pis mordidos. Vestiu a beca e carregou o diploma. Bateu cart\u00e3o, usou o vale refei\u00e7\u00e3o, recebeu o d\u00e9cimo terceiro. Fez e refez o curr\u00edculo. Entrou em reuni\u00f5es, participou de <em>happy hours<\/em> e quando viu j\u00e1 n\u00e3o era mais menino. Sumiu nas mesmas roupas, na mesma rotina, nas mesmas frases de tantos outros. E se tornou igual a todo mundo. Como o mundo todo sempre quis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cad\u00ea o menino que riscava os livros, mordia o l\u00e1pis e andava na rua chutando pedras? Cad\u00ea? Tiro o palet\u00f3, tiro a gravata, tiro a camisa. Arranco tudo e me assusto com o vazio. Bem o vazio, que eu tanto amava, hoje me arrepia. No espelho, n\u00e3o vejo nem homem nem menino. N\u00e3o me vejo ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cruzo as ruas como o menino virava as p\u00e1ginas dos livros. Hist\u00f3rias ficam para tr\u00e1s. A casa onde o menino morou, a escola, a praia, hoje \u00e9 tudo apenas imagem no retrovisor. E com as m\u00e3os no volante, finjo que estou no controle. Que posso encontrar o menino. Mas, cad\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sei, n\u00e3o vou mentir, eu sei. Eu sei onde o menino est\u00e1. Est\u00e1 jogado em caixas no alto do arm\u00e1rio. Em pap\u00e9is amarelados e duros, estampado em frases e rascunhos. Enterrado na dispensa. Escondido e isolado. Calado. Ro\u00eddo pelo amor. O menino s\u00e3o restos perdidos em papel\u00f5es de leite desnatado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 praia, n\u00e3o h\u00e1 areia. N\u00e3o h\u00e1 pai nem m\u00e3e, apenas mudez. N\u00e3o h\u00e1 amor, tamb\u00e9m. Nem luz. Mas n\u00e3o me venham falar de amor. J\u00e1 li tanto sobre amor. Quem tem coragem de falar o quanto ele corr\u00f3i meninos e meninas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 resposta. N\u00e3o h\u00e1 perguntas. N\u00e3o h\u00e1 menino. Apenas caixas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas caixas. Ainda que essa verdade chegue a doer, ainda que venha a vontade de gritar, melhor mesmo \u00e9 lembrar que um dia houve sim um menino. E que ele queria viver e sentir. Chorar e sorrir tamb\u00e9m. E se deixar levar pelo tempo, para que no tempo certo, um dia pudesse voltar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Daguito Rodrigues<\/em><\/strong><em> \u00e9 escritor e roteirista. Foi rep\u00f3rter da Folha de S.Paulo, Diretor de Cria\u00e7\u00e3o na ag\u00eancia Publicis Brasil e dirigiu e escreveu o curta\u00a0O Santo Salvador e o Dem\u00f4nio, entre outros. Acumula pr\u00eamios nos principais festivais de cria\u00e7\u00e3o do mundo, como Cannes Lions, Pr\u00eamio Abril e Clube de Cria\u00e7\u00e3o. Quer muito que voc\u00ea leia o primeiro romance dele, \u201cVozes na rua\u201d (Kazu\u00e1, 2016).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ritual de mem\u00f3rias nos contos de Daguito Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3478,2534,16],"tags":[419,3479,41,1350],"class_list":["post-14647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-124a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-contos","tag-daguito-rodrigues","tag-dedos-de-prosa","tag-memorias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14647"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14651,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14647\/revisions\/14651"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}