{"id":14998,"date":"2018-07-27T10:52:58","date_gmt":"2018-07-27T13:52:58","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=14998"},"modified":"2018-08-22T17:53:02","modified_gmt":"2018-08-22T20:53:02","slug":"drops-da-setima-arte-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-35\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ar\u00e1bia. Brasil. 2018.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cartaz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15065\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cartaz.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cartaz.jpg 300w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cartaz-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ar\u00e1bia<\/em>, de Affonso Uchoa e Jo\u00e3o Dumans, foi o vencedor de melhor filme do Festival de Bras\u00edlia de 2017. Chegou \u00e0s salas brasileiras em 2018, com pouca divulga\u00e7\u00e3o. Trata-se de um dos melhores filmes da recente safra de cinema que, no entanto, teve pouca aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme abre com a cena de um rapaz adolescente (interpretado por Murilo Caliari) dirigindo sua bicicleta na paisagem montanhosa de Minas Gerais, ao som de uma can\u00e7\u00e3o de rock de Steven Van Zandt. Em breve, vemos uma usina de minera\u00e7\u00e3o ao fundo. Ele se dirige \u00e0 sua casa onde seu irm\u00e3o mais novo o aguarda. Mais adiante, saberemos que esse irm\u00e3o tem um problema de sa\u00fade e que ambos os irm\u00e3os est\u00e3o com os pais distantes por um motivo desconhecido. Eles s\u00e3o visitados por uma tia que trabalha como enfermeira na empresa de minera\u00e7\u00e3o. Os irm\u00e3os, embora menores, moram aparentemente sozinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida dessas crian\u00e7as \u00e9 misteriosa. Onde est\u00e3o os pais? Por que as crian\u00e7as moram s\u00f3s? De que doen\u00e7a sofre o irm\u00e3o mais novo? Ele tem tosse, talvez tenha a ver com a ind\u00fastria de min\u00e9rio da regi\u00e3o de Ouro Preto, onde se passam as cenas. Os espectadores come\u00e7am a se interessar pela hist\u00f3ria intrigante. O problema \u00e9 que a hist\u00f3ria sugerida pelas cenas iniciais n\u00e3o \u00e9 o verdadeiro enredo do filme. Trata-se de um mcguffin, uma pista falsa. Talvez esse in\u00edcio de roteiro desse outro bom filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cenas seguintes mostram a tia enfermeira atendendo um oper\u00e1rio da usina que teve um desmaio e entrou em coma. Ela procura, mas n\u00e3o h\u00e1 registros de parentes. O oper\u00e1rio parece n\u00e3o ter fam\u00edlia. Ela pede ao sobrinho, o mesmo adolescente da primeira cena, que v\u00e1 \u00e0 casa dele buscar mudas de roupa. O jovem vai at\u00e9 l\u00e1 e, ao procurar as roupas, se depara com um caderno manuscrito pelo qual se interessa. Ele senta e come\u00e7a a ler. E \u00e9 a\u00ed que finalmente o filme come\u00e7a, com a cartela do t\u00edtulo <em>Ar\u00e1bia<\/em> aparecendo na tela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse in\u00edcio tardio, o filme muda de registro e adquire uma narrativa em <em>off<\/em> em primeira pessoa. Quem narra dessa vez \u00e9 Cristiano, vivido por Aristides de Sousa. Este \u00e9 o verdadeiro protagonista de <em>Ar\u00e1bia<\/em>. Ele conta que, quando mais jovem, foi preso por envolvimento em drogas. Depois, j\u00e1 livre, trabalha em v\u00e1rios servi\u00e7os em cidades diferentes do interior de Minas Gerais. Catador de mexerica, pedreiro, carregador de cimento, oper\u00e1rio de constru\u00e7\u00e3o civil de rodovia, oper\u00e1rio de ind\u00fastria t\u00eaxtil e finalmente oper\u00e1rio de minera\u00e7\u00e3o em Ouro Preto. Ele vai de cidade em cidade em Minas, travando contato com gente diferente, todos trabalhadores como ele. Os servi\u00e7os em que trabalha s\u00e3o todos prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15066\" aria-describedby=\"caption-attachment-15066\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-Foto-1-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15066 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-Foto-1-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-Foto-1-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-Foto-1-divulga\u00e7\u00e3o-300x161.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15066\" class=\"wp-caption-text\">Cena do filme Ar\u00e1bia \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme lembra uma esp\u00e9cie de Grande Sert\u00e3o, Veredas contempor\u00e2neo, s\u00f3 que as veredas s\u00e3o rodovias. H\u00e1 menos poesia na fala de Cristiano do que de Riobaldo, no entanto, sua narrativa \u00e9 simples, direta, franca e passa um grau de honestidade e verdade. Na verdade, sua narra\u00e7\u00e3o lembra mais a de Irandhir Santos em <em>Viajo porque preciso, Volto porque te amo<\/em>, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz. Toda a narra\u00e7\u00e3o de Cristiano \u00e9 acompanhada cena a cena, imagem a imagem pelo espectador. O filme se constr\u00f3i por essa trama entre as imagens e a voz do narrador, cuja melancolia atravessa cada fotograma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Ind\u00fastria t\u00eaxtil conhece Ana (Renata Cabral) com quem come\u00e7a uma rela\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s um aborto natural, o casal se separa e Cristiano vai procurar trabalho na minera\u00e7\u00e3o. Na usina mineradora em Ouro Preto participa de um grupo de teatro, uma atividade cultural proporcionada pelo ambiente profissional, e \u00e9 incentivado a contar hist\u00f3rias. \u00c9 por isso que come\u00e7a a escrever suas mem\u00f3rias nas notas manuscritas que est\u00e3o sendo lidas pelo rapaz adolescente e cujas palavras comp\u00f5em a narra\u00e7\u00e3o que ouvimos na tela de cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que o filme se chama <em>Ar\u00e1bia <\/em>apesar de se passar no interior mineiro? N\u00e3o h\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o clara, mas h\u00e1 pistas. Por um lado, h\u00e1 a estrutura de uma narrativa dentro de outra, t\u00edpica do modelo de <em>As mil e uma noites<\/em>. A hist\u00f3ria de Cristiano est\u00e1 dentro da hist\u00f3ria do rapaz adolescente que abre o filme. Assim, a hist\u00f3ria a que assistimos na tela, contada oralmente pela voz em off de Cristiano mimetiza uma narrativa oral no interior de uma narrativa visual. Como nas hist\u00f3rias de Xerazade, tamb\u00e9m somos atra\u00eddos para a narrativa do jovem trabalhador atrav\u00e9s do interesse na narrativa do jovem adolescente. Em nenhum momento, por\u00e9m, o filme retornar\u00e1 \u00e0 hist\u00f3ria original, de modo que esta \u00faltima permanecer\u00e1 um mist\u00e9rio n\u00e3o conclu\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m uma anedota contada por um dos personagens ao longo da hist\u00f3ria, um dos colegas de trabalho de Cristiano na constru\u00e7\u00e3o civil. Em tom de piada, ele conta sobre um empres\u00e1rio \u00e1rabe que veio ao Brasil atr\u00e1s de m\u00e3o de obra barata para uma constru\u00e7\u00e3o. Ele seleciona alguns empregados para trabalharem no Oriente M\u00e9dio. A viagem de avi\u00e3o para l\u00e1, no entanto, \u00e9 obrigada a um pouso de emerg\u00eancia no meio do deserto do Saara. Ao descerem no deserto, os trabalhadores se assustam ao ver as dunas infinitas: com tanta areia, diz um deles, imaginem quando o cimento ficar pronto&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa anedota nos d\u00e1 a dica sobre a atualidade urgente do filme dos diretores Uchoa e Dumans: trata-se de uma f\u00e1bula cinematogr\u00e1fica sobre o ambiente de trabalho \u2013 explorado, extenuante, mal remunerado, prec\u00e1rio \u2013 do Brasil contempor\u00e2neo. E que n\u00e3o oferece reden\u00e7\u00e3o, como o deserto n\u00e3o oferece fim.\u00a0 Em tempos de uma brutal reforma trabalhista, que agravou um quadro de explora\u00e7\u00e3o laboral j\u00e1 presente, <em>Ar\u00e1bia<\/em> nos traz as imagens vivas desse contexto violento, desesperan\u00e7ado e deserto de humanidade. Nesse aspecto, esse filme da dupla de diretores se parece com <em>Corpo el\u00e9trico<\/em>, de Marcelo Caetano, que narra a hist\u00f3ria de trabalhadores de uma confec\u00e7\u00e3o de moda da cidade de S\u00e3o Paulo. O filme de Caetano, cujo t\u00edtulo \u00e9 tirado de um poema de Walt Whitman, \u00e9 um filme sobre corpos eletricamente livres nos per\u00edodos de folga, mas encarcerados no ambiente de trabalho. <em>Corpo El\u00e9trico<\/em>, ao contr\u00e1rio de <em>Ar\u00e1bia<\/em>, mostra como a alegria e o prazer desses corpos se contrap\u00f5em \u00e0 experi\u00eancia rotineira e banalizadora da viol\u00eancia da explora\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narrativa de Cristiano \u00e9 mais melanc\u00f3lica e afetiva e se mant\u00e9m forte e comoventemente digna, embora sem uma alegria imediata. Ambos os filmes trazem as imagens das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas em muta\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds perif\u00e9rico que est\u00e1 destruindo os fios fr\u00e1geis da prec\u00e1ria rede de prote\u00e7\u00e3o social que havia sido criada e no qual o trabalho est\u00e1 se tornando mais e mais apenas um meio de aliena\u00e7\u00e3o, sofrimento e espolia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15067\" aria-describedby=\"caption-attachment-15067\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15067 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Ar\u00e1bia-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15067\" class=\"wp-caption-text\">Cena do filme Ar\u00e1bia \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trajet\u00f3ria melanc\u00f3lica de Cristiano \u00e9 uma passagem da pris\u00e3o \u00e0 consci\u00eancia, que chegar\u00e1 a um custo dolorido. Ele \u00e9, ali\u00e1s, um personagem que, como o protagonista de Guimar\u00e3es Rosa, faz de suas palavras um instrumento de autoconsci\u00eancia. Se Riobaldo era um jagun\u00e7o, Cristiano \u00e9 um t\u00edpico trabalhador precarizado, trafegando numa fronteira lim\u00edtrofe entre o trabalho formal e o informal. Ele \u00e9, sobretudo, um viajante desenraizado. A trilha sonora de Raul Seixas (<em>Cowboy fora da lei<\/em>) ou os Racionais (<em>Homem na estrada<\/em>) ilustra a sua voca\u00e7\u00e3o de caminhante solit\u00e1rio em busca de sua pr\u00f3pria verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ar\u00e1bia<\/em> segue a linha de mistura entre o ficcional e o document\u00e1rio e a ambival\u00eancia entre esses dois registros. A maioria dos personagens \u00e9 vivida por n\u00e3o atores. As cenas de descanso da jornada s\u00e3o compartilhadas com verdadeiros trabalhadores em seus momentos de lazer e descontra\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio Aristides de Sousa, que j\u00e1 estava presente no filme anterior da dupla de diretores, \u00e9 um ator semi-profissional. Essa ambival\u00eancia entre real e ficcional acentua um sentido, que n\u00e3o \u00e9 apenas de verossimilhan\u00e7a, mas de viv\u00eancia de um mundo comum, entre homens e mulheres comuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, as palavras escritas trazem a voz e esta as mem\u00f3rias de um homem comum que chegara ao trabalho praticamente sem identidade e ra\u00edzes. Sua narrativa corresponde a uma reconstru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria pessoal. Sua experi\u00eancia amorosa com Ana, apesar de ser uma hist\u00f3ria de amor simples e comum entre um homem e uma mulher, guarda simbolicamente um sentido sublimat\u00f3rio e libertador. Num momento clim\u00e1tico, como no poema <em>Oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o<\/em>, de Vin\u00edcius de Moraes, durante o trabalho industrial, Cristiano tem uma s\u00fabita ilumina\u00e7\u00e3o, na qual ele adquire \u201ca dimens\u00e3o da poesia\u201d, como dizia o poeta carioca em seu poema. No entanto, igual tamb\u00e9m aos versos, ele percebe que essa experi\u00eancia po\u00e9tica \u00e9 intransmiss\u00edvel e s\u00f3 o sil\u00eancio lhe resta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O paradoxo est\u00e1 no fato de que, apesar de n\u00e3o poder dividir sua experi\u00eancia com seus colegas, esta mesma \u00e9 compartilhada com os espectadores do filme atrav\u00e9s de sua narrativa oral e visual. E tamb\u00e9m com o jovem que a l\u00ea no caderno manuscrito. Assim, Cristiano \u00e9 tamb\u00e9m um \u201coper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o\u201d como no poema de Vin\u00edcius e tamb\u00e9m, como o personagem de outra can\u00e7\u00e3o de Chico Buarque, <em>Constru\u00e7\u00e3o<\/em>, suas mem\u00f3rias, traduzidas em imagens e palavras, atrapalham o \u201ctr\u00e1fego\u201d das coisas que correm em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 ru\u00edna do pa\u00eds, em especial no mundo do trabalho. Feita da mesma mat\u00e9ria dos sonhos, a fic\u00e7\u00e3o-documental de Affonso Uchoa e Jo\u00e3o Dumans \u00e9 um dos testemunhos mais definitivos da pot\u00eancia da arte que guarda o que resta da esperan\u00e7a em meio \u00e0 cat\u00e1strofe de uma na\u00e7\u00e3o em colapso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ar\u00e1bia - Trailer\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7cDtbbcrZHc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em> (1966) \u00e9 escritor e engenheiro, natural do Rio de Janeiro. \u00c9 autor de Capoeiragem (7Letras, 2003) e Extrema l\u00edrica (Oito e Meio, 2014). \u00c9 um dos organizadores do Clube da Leitura. Participou como autor e editor das quatro colet\u00e2neas do coletivo. \u00c9 mestre em Literatura Brasileira e doutorando em Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ, com pesquisa sobre as rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia e literatura<\/em>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Preger destaca suas minuciosas leituras para o filme brasileiro \u201cAr\u00e1bia\u201d <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15057,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3532,16,2535],"tags":[3551,115,13,394,1204],"class_list":["post-14998","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-126a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-arabia","tag-cinema","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-guilherme-preger"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14998"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15071,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14998\/revisions\/15071"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15057"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}