{"id":15000,"date":"2018-07-27T11:08:36","date_gmt":"2018-07-27T14:08:36","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=15000"},"modified":"2018-08-22T17:53:05","modified_gmt":"2018-08-22T20:53:05","slug":"dedos-de-prosa-i-61","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-61\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p><em>Rodrigo Melo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15002\" aria-describedby=\"caption-attachment-15002\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/historias-18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15002 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/historias-18.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/historias-18.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/historias-18-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15002\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Mar\u00eda Tudela<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>UM MOEDOR DE CARNE NO LUGAR DO CORA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele se escorou no muro, acendeu um cigarro e por algum tempo apenas ficou por ali, olhando para a casa como se olhasse para um velho inimigo. Passavam das duas da manh\u00e3. De tempos em tempos um carro cruzava a rua e, a alguns metros, dois mendigos discutiam por causa de uma garrafa de corote. Por algum motivo, pensou na velha estrada margeada por brejos que levava at\u00e9 as serras, l\u00e1 onde tinha crescido, e em como ela era \u00edngreme e cheia de pedras em algumas partes. Mesmo hoje ningu\u00e9m andava muito por ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A casa estava cercada pelo mato e uma trepadeira cobria a janela de um dos quartos. Quem passasse certamente imaginaria que ningu\u00e9m mais vivia naquele lugar. Mas ele tocou a campainha e, n\u00e3o demorou muito, uma luz se acendeu l\u00e1 dentro. Escutou os passos sobre o piso de t\u00e1buas. O branco do olho m\u00e1gico ficou negro. E a porta se entreabriu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O que voc\u00ea quer? &#8211; a mulher perguntou com a cara amassada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A gente precisa conversar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o quero que ningu\u00e9m te veja aqui, v\u00e1 embora. N\u00e3o temos mais nada para conversar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o soube do que aconteceu?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o, n\u00e3o soube. Que hist\u00f3ria \u00e9 essa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Deixa eu entrar. Voc\u00ea vai gostar de saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Que merda! &#8211; ela resmungou, tirando a corrente da porta e a abrindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por dentro a casa parecia ainda pior. Os quadros tortos nas paredes rachadas e com teias de aranhas, os m\u00f3veis empoeirados, o ch\u00e3o sujo. No ar, um cheiro entorpecedor, a mistura do mofo e de algo apodrecido. Talvez fosse o corpo de algu\u00e9m. Sentou-se numa das poltronas da sala e uma pequena nuvem de poeira instantaneamente subiu, como se h\u00e1 tempos ningu\u00e9m se sentasse ali. Ela estava de p\u00e9 \u00e0 sua frente, com os bra\u00e7os cruzados. Devia ter envelhecido uns vinte anos e engordado pelo menos quinze quilos. O rosto estava cheio de vincos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Diz logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Posso fumar antes? &#8211; ele tirou o ma\u00e7o de cigarros do bolso da camisa. \u2013\u00a0 Se n\u00e3o for um inc\u00f4modo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela n\u00e3o respondeu. Ele acendeu o cigarro e tragou forte e lentamente, soltando a fuma\u00e7a em seguida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Voc\u00ea est\u00e1 bem \u2013 ele falou. &#8211; Quer dizer, imaginei que estivesse pior. Ainda tem aquele olhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O que \u00e9 que voc\u00ea tem para me falar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ah. Pensei que j\u00e1 soubesse. N\u00e3o l\u00ea os jornais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u00c0s vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Bem, saiu hoje no jornal da cidade. Estava l\u00e1, na pen\u00faltima p\u00e1gina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O qu\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Eles encerraram o caso. Nenhuma pista nova nos \u00faltimos anos. Crime sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela permaneceu alguns segundos calada, olhando para ele. Ent\u00e3o se sentou, cruzou as pernas e acomodou os seus pesados bra\u00e7os sobre os bra\u00e7os empoeirados da poltrona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Nossa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u00c9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Puxa, e todos aqueles interrogat\u00f3rios, detectores de mentiras e o caralho a quatro, pra nada&#8230; Em alguns dias cheguei a pensar que n\u00e3o aguentaria&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Eu tamb\u00e9m cheguei a me arrepender. Quando comecei a pensar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela o encarou, e o seu rosto parecia bruto e indecifr\u00e1vel como naquele dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Deixa eu te dizer uma coisa sobre arrependimento: n\u00e3o existe, sobre toda essa terra, um \u00fanico filho da puta que se salve, que tenha o cora\u00e7\u00e3o limpo. A n\u00e3o ser as crian\u00e7as, claro. As crian\u00e7as herdar\u00e3o o reino dos c\u00e9us. Tenho certeza disso. O resto n\u00e3o presta, s\u00e3o bichos soltos numa selva. E no meio dessa selva, aquele cretino foi o pior e mais impiedoso animal que j\u00e1 conheci. N\u00e3o tinha alma, o desgra\u00e7ado. No lugar do cora\u00e7\u00e3o, carregava um moedor de carne enferrujado&#8230; Uma hora ele ia acabar me matando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mas voc\u00ea foi mais esperta. Tem uma mente e tanto pra coisas assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Que porcaria de conversa \u00e9 essa? Voc\u00ea tamb\u00e9m ia receber a sua parte se o seguro pagasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele sorriu e um buraco negro abriu-se em um dos caninos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o tem um caf\u00e9? Um daqueles. Pra gente brindar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto esperava a \u00e1gua ferver, ela levou as m\u00e3os \u00e0s costas e tirou da cintura o revolver 32 que pegara quando a campainha tocou. Girou o tambor e ficou olhando para ele, para as balas acomodadas ali dentro. Calculou que de alguma forma o passado sempre seria uma presen\u00e7a hostil. Mesmo agora, com aquela not\u00edcia no jornal. Ela sabia que nunca esqueceria das coisas que precisava esquecer. Pegou a lata de caf\u00e9 e despejou tr\u00eas colheres no coador, depois colocou dois dedos de conhaque em cada copo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele estava reclinado sobre a poltrona. Havia cruzado as pernas e fumava outro cigarro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ele est\u00e1 em algum lugar aqui perto, n\u00e3o \u00e9? \u2013 perguntou assim que ela lhe entregou a x\u00edcara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Que importa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Eu sei. J\u00e1 n\u00e3o faz diferen\u00e7a. Nunca fez. Mas \u00e9 que \u00e0s vezes eu ficava pensando. Acho que \u00e9 por isso voc\u00ea nunca se mudou daqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Est\u00e1 enganado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Estou? Sabia que sonho com ele todas as noites?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; S\u00e9rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Sim. Quase sempre estou aqui, no meio da sala, mas \u00e9 ele quem tem a porra da arma na m\u00e3o. E aponta pra mim e diz, &#8220;voc\u00ea precisa me dizer em que lugar ela me enterrou!&#8230;&#8221;, e ent\u00e3o atira. E \u00e9 nessa hora que eu acordo. \u00c0s vezes a gente est\u00e1 l\u00e1 fora, no quintal, e ele vira pra mim e pergunta, &#8220;\u00e9 aqui?&#8221;, e, como eu n\u00e3o sei responder, ele atira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Que besteira isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pode ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois ficaram em sil\u00eancio. Havia uma esp\u00e9cie de fio invis\u00edvel cruzando a sala, o fio que ainda ligava os dois. Uma d\u00e9cada antes, \u00e0 sombra de uma paix\u00e3o, eles haviam tramado e executado a morte de um homem. Mas, jovem e inseguro, ele se assustou e o corpo ficou ali, no corredor que levava aos quartos. Nunca soube o que ela fez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tem mais conhaque?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela foi at\u00e9 a cozinha e trouxe a garrafa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E agora? \u2013 ele perguntou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Agora o qu\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Que vai fazer? Pode ir embora, se quiser. \u00c9 o que pretendo. J\u00e1 estou de saco cheio dessa bosta de lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Acho que vou ficar por aqui. J\u00e1 me acostumei. E ningu\u00e9m compraria esta casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele deu um gole no conhaque e pensou em acender outro cigarro, mas sabia que n\u00e3o poderia ficar por muito tempo. Olhou para ela e perguntou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ele est\u00e1 no quintal, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Voc\u00ea \u00e9 insistente. N\u00e3o sei por que quer saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Curiosidade. Sabe que mergulhei t\u00e3o fundo quanto voc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Est\u00e1 &#8211; ela respondeu. &#8211; Perto da cerca, bem embaixo da amendoeira. Est\u00e1 satisfeito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Perto da amendoeira?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Sim. No lugar em que ele enterrou os cachorros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falou aquilo e achou engra\u00e7ado, tanto que quase sorriu. Pensou que n\u00e3o enterrara apenas a ele, mas tamb\u00e9m a si. Os dois e os cachorros. Para sempre. Mas ent\u00e3o havia aquela not\u00edcia no jornal, ela que lhe trouxe algum al\u00edvio. Enfim tinha a certeza de que acabaria ali, dentro daquela casa, cada vez mais s\u00f3. Pensava nisso e tamb\u00e9m em como tudo aconteceu, no que veio depois, naquilo em que se transformou, quando de um instante para o outro a porta da sala veio abaixo e aqueles homens entraram, todos vestidos de preto, armados. E, instantaneamente, ela teve consci\u00eancia de tudo \u2013 de que nunca houvera sonho ou not\u00edcia no jornal. Puxou o 32 da cintura e apontou para ele, ainda sentado no sof\u00e1. Encheria aquele filho da puta de balas, era o que merecia. Antes que atirasse, no entanto, levou tr\u00eas tiros, tombou para a frente e caiu morta no ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eram quase quatro e meia da manh\u00e3 e cinco ou seis homens cavavam a terra ao p\u00e9 da amendoeira no quintal. Depois que lhe tiraram o pequeno microfone grudado com uma fita em seu peito, ele foi liberado. N\u00e3o desapare\u00e7a, um dos homens disse. Ele atravessou a rua e caminhou pelo passeio at\u00e9 a velha caminhonete estacionada do outro lado. O c\u00e9u, completamente escuro quando havia chegado, agora tinha pequenos riscos cor de rosa e azul. Tornou a pensar na estrada que levava \u00e0s serras e em como eram bonitas e iluminadas aquelas noites quando era somente um moleque. Quem sabe voltasse para l\u00e1. Era um bom lugar para recome\u00e7ar, assim como para desistir. E ele poderia ficar sentado numa varanda, observando as estrelas no c\u00e9u, acompanhando-as mudarem de lugar. Apenas ele, o barulho dos grilos e um cachorro qualquer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ligou a caminhonete, conferiu se vinha algum outro carro e saiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Rodrigo Melo<\/em><\/strong><em> escreve prosa e poesia. Tem tr\u00eas livros publicados. Vive em Ilh\u00e9us, no sul da Bahia. Este conto foi publicado na colet\u00e2nea \u201cO outro lado da not\u00edcia\u201d (editora @link), organiza\u00e7\u00e3o de Daniel Lopes e Marcia Barbieri.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vertente \u201cnoir\u201d do conto de Rodrigo Melo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15001,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3532,2534,16],"tags":[419,41,3536,991,3535],"class_list":["post-15000","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-126a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-o-outro-lado-da-boa-noticia","tag-rodrigo-melo","tag-um-moedor-de-carne-no-lugar-do-coracao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15000"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15004,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15000\/revisions\/15004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}