{"id":1555,"date":"2012-06-04T15:25:56","date_gmt":"2012-06-04T18:25:56","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=1555"},"modified":"2012-07-02T20:16:25","modified_gmt":"2012-07-02T23:16:25","slug":"aperitivo-da-palavra-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-i\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra I"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PEQUENOS DELITOS E EPIFANIAS<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Jorge de Souza Ara\u00fajo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/CAPA-DO-LIVRO-MENOR-Aperitivo-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1557\" title=\"CAPA DO LIVRO MENOR- Aperitivo 1\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/CAPA-DO-LIVRO-MENOR-Aperitivo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"424\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/CAPA-DO-LIVRO-MENOR-Aperitivo-1.jpg 300w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/CAPA-DO-LIVRO-MENOR-Aperitivo-1-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante destes textos (ou pe\u00e7as liter\u00e1rias maxi-minimalistas, ou contos de fei\u00e7\u00f5es microsc\u00f3picas pluralizados por vis\u00e3o macro, ou cr\u00f4nicas abstratas derivando para contos fant\u00e1sticos e, no entanto, intimistas, confessionais) \u00e9 mais adequado pensar que a escritura de Antonio Nahud J\u00fanior transcende seu mais exato mister, ultrapassando o que quer que se declare na ficha catalogr\u00e1fica do livro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, \u201cPequenas Hist\u00f3rias do Del\u00edrio Peculiar Humano\u201d representa tamb\u00e9m exerc\u00edcio filos\u00f3fico numa linha de investiga\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica, metaf\u00edsica, expressionista e existencial. E, por exemplo, \u201cLove is a Many Splendored Thing\u201d, que abre a colet\u00e2nea de pasmos e <em>pathos<\/em> humanoides, ressalta uma fragr\u00e2ncia de Poe, do \u00e9pico e dram\u00e1tico de \u201cO Corvo\u201d, com a amada morta do protagonista entrando janela adentro na noite iluminada de Selton, o amante para sempre fiel e siderado pelas chamas da fornalha passional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o que leremos doravante s\u00e3o mini ou macro textos parod\u00edsticos da exist\u00eancia p\u00e2nica, imprimindo e imprimidos, n\u00e3o obstante, de fr\u00eamitos de lucidez em meio \u00e0 voga l\u00fadica, el\u00edptica, espasm\u00f3dica e diversionista da palavra em febre de dizer-se para al\u00e9m das eventuais obscuridades. O que mais neles avulta \u00e9 a surpresa do ins\u00f3lito, n\u00e3o apenas reservados aos finais consagradores do cl\u00edmax e do desfecho, mas por toda a rede de intrincadas e complexas teias, cujos enunciados se confundem com seus signos. O l\u00edrico sempre pesponta o outro lado do tr\u00e1gico e o humor cerrado em sorrisos contrafeitos observa a vida sob as escamas de um amplo e entrechocado mist\u00e9rio. A ambi\u00eancia de sugest\u00f5es de hiatos de percep\u00e7\u00e3o muda supre a necessidade de concretude do real. Por isso nem sempre as personas s\u00e3o nomeadas e a sensa\u00e7\u00e3o do provis\u00f3rio e ef\u00eamero de nomes, pessoas e coisas produz a in\u00e9rcia do pensar, quase valendo qualquer nome para designar qualquer coisa ou pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de se constitu\u00edrem densidades dram\u00e1ticas, oscilantes entre o trauma psicol\u00f3gico e a viol\u00eancia grosseira, contos como \u201cOs Negros<em>\u201d<\/em> e outros s\u00e3o mais percept\u00edveis como registros de instantes fugazes ou prolongados, sinestesias dos impactos de sentidos m\u00faltiplos, em particular a vis\u00e3o e o olfato, o detalhe significante (e machadiano, que nisso \u00e9 <em>avant la l\u00e9ttre<\/em>) da meton\u00edmia de uma nesga de rosto, m\u00e3os, cabelos, cores, cheiros, perfumes, com predomin\u00e2ncia de assun\u00e7\u00e3o e proje\u00e7\u00e3o de flagrantes e di\u00e1logos envolvendo o desejo homossexual, tudo feito com refinamento, sutileza e intelig\u00eancia din\u00e2mica e superadora de v\u00e3os preconceitos. Cito di\u00e1logo de \u201cOs Negros\u201d:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 \u201cAcredita em romances entre machos?\u201d, atacou Glauber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 \u201cSei que uma rela\u00e7\u00e3o bem sucedida n\u00e3o depende do sexo dos envolvidos, mas da comunh\u00e3o inevit\u00e1vel\u201d, respondeu pausadamente o gar\u00e7om.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma acentuada dose de coragem de se expor trescala desse e de in\u00fameros outros trechos e textos do livro que ora se ostenta sem pregar slogans nem bandeiras. Antonio Nahud J\u00fanior, entre o escracho ou deboche e a estreita vis\u00e3o do c\u00f3rner discursivo dos guetos, opta pela sinceridade. Estar\u00e1, portanto, na boa companhia dos bons textos de uma \u00c1llex Leilla, por exemplo, um dos mais agudos e penetrantes da gera\u00e7\u00e3o da prosa curta contempor\u00e2nea na Bahia. O que pretende, ent\u00e3o, quem fere as nebulosas humanas destas \u201cPequenas Hist\u00f3rias do Del\u00edrio Peculiar Humano\u201d das tribos antropoc\u00eantricas? Vejamos o que tem a dizer o pr\u00f3prio autor, em entrevista. \u00c0 pergunta de Gustavo Atallah Haun (jornal <em>Agora<\/em>, 03 a 10 de julho de 2006, Banda B, p. 8) \u2014 Em sua opini\u00e3o, qual \u00e9 o aspecto mais dif\u00edcil do ato de escrever? Ele responde: \u2014 A constru\u00e7\u00e3o de um universo m\u00e1gico que me emocione e, consequentemente, emocione o leitor. Transformar a literatura num oceano de prazer. \u00c9 a parte mais dif\u00edcil. Sou exigente, fa\u00e7o quest\u00e3o que o texto ou o poema me comova. Sobre os temas que mais se impregnam em sua narrativa, provoca: Os elementos sensuais desempenham pap\u00e9is-chave na minha literatura: odores, texturas, sexualidade, fun\u00e7\u00f5es corporais. No entanto, seria incorreto classific\u00e1-los como especificamente homossexuais, bissexuais ou sei l\u00e1 o que, pois eu n\u00e3o acredito numa literatura homoer\u00f3tica, assim como n\u00e3o acredito numa literatura feminina ou masculina. Todos os escritores s\u00e3o seres andr\u00f3ginos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pol\u00eamicas \u00e0 parte, \u201cPequenas Hist\u00f3rias<em>&#8230;\u201d<\/em> \u00e9 mesmo um livro de textos que respiram situa\u00e7\u00f5es de claro\/escuro no mundo das rela\u00e7\u00f5es humanas. E tamb\u00e9m de interinflu\u00eancias, algumas at\u00e9 de origem inconsciente, talvez. Um trecho aqui lembra Ad\u00e9lia Prado e seu poema descritivo de um rapaz que palita os dentes com ru\u00eddo, esgaravatando o cora\u00e7\u00e3o de cadela de quem o observa. Outro flagra decrepitudes fetichistas e \u00e1speras solid\u00f5es homoafetivas, com suas gruas de martirol\u00f3gio afunilando dificuldades existenciais. Noutros, ainda, predominam sensos parab\u00f3licos, asc\u00e9ticos e um mistif\u00f3rio de alteridades. \u201cCh\u00e1 com Harpias<em>\u201d<\/em> cont\u00e9m cenas, alegorias, analogias e alus\u00f5es de teatro cosmopolita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto \u201cSem Not\u00edcias de Deus\u201d \u2014 o melhor do conjunto, na modesta opini\u00e3o de quem escreve estas notas \u2014 \u00e9 um conto soberbo, antol\u00f3gico e definitivo, com a pung\u00eancia sincera da realidade fotogr\u00e1fica e a comisera\u00e7\u00e3o mais n\u00edtida do narrador, numa dimens\u00e3o de perman\u00eancia que n\u00e3o se subordina \u00e0 claque e avan\u00e7a para a perenidade do documento humanista; \u201cNoites de Ningu\u00e9m<em>\u201d<\/em> tem o <em>pathos<\/em> de Dalton Trevisan e o l\u00f3gos protestat\u00f3rio de Glauco Mattoso ou Caio Fernando Abreu. \u201cFim de Caso\u201d \u00e9 drama burgu\u00eas que n\u00e3o contemporiza, mas purga as dobras da agonia p\u00e2nica, avizinhando-se da solid\u00e3o da incompletude, aquela que se tem a s\u00f3s ou acompanhada com a invisibilidade do outro. \u201cA Dor no Cora\u00e7\u00e3o da Deusa do Sexo\u201d flagra o pungente retrato urbano dos que vivem <em>sem felicidade no cora\u00e7\u00e3o<\/em>. Em \u201cBrinquedo do C\u00e3o\u201d o mon\u00f3logo nunca personalizado ou exclusivo fala de todos os emparedados discursando sempre na primeira pessoa do singular. Imagens ins\u00f3litas, arrimadas num lirismo obl\u00edquo e dissimulado, constituem o perfil de \u201cApenas uma Mulher\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes, a tibieza do lugar-comum ocupa as frestas do texto que cede \u00e0 fala natimorta. Contos sem v\u00ednculo com Tchecov ou Maupassant florescem mechas para o psicodelismo, o del\u00edrio, at\u00e9 a paranoia do novo mundo concebido \u00e0 sombra de florestas espessas das exclus\u00f5es. Outros s\u00e3o os textos apaixonados por cinema, como os do argentino Manuel Puig, quase todos <em>untados com mal\u00edcia<\/em>, alguns reiterativos do antes j\u00e1 dito. Por alguns tamb\u00e9m perpassa o melodrama <em>a la Nelson Rodrigues. Melhor quando a linguagem advoga a primeira pessoa, mais espont\u00e2nea, Antonio Nahud J\u00fanior dissipa seu estilo com o Expressionismo e suas imagens deriv\u00e1rias do pat\u00e9tico. Em \u201cTentativa de Controle\u201d, o estilo \u00e9 t\u00edpico de \u201cMatou a Fam\u00edlia e foi ao Cinema\u201d, de J\u00falio Bressane, incluindo o ci\u00fame vampiresco de Otelo, o patetismo melodram\u00e1tico de Nelson Rodrigues e o corte incisivo do expressionismo alem\u00e3o. \u201cDa Utilidade da Poesia\u201d poderia suscitar lembran\u00e7as, ainda que vagamente, de Tchecov (\u201cTeoria da Arte\u201d), Tolst\u00f3i (\u201cSonata a Kreutzer\u201d) e do brasileiro Jo\u00e3o Ant\u00f4nio (\u201cAfina\u00e7\u00e3o da Arte de Chutar Tampinhas\u201d).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas das pe\u00e7as liter\u00e1rias de \u201cPequenas Hist\u00f3rias do Del\u00edrio Peculiar Humano\u201d, apesar dos temas, da flu\u00eancia da linguagem, n\u00e3o buleversam, resguardando-se o leitor do sorriso enigm\u00e1tico da Mona Lisa. O t\u00e9dio, o non-sense, o ar blas\u00e9, a cultura cosmopolita, o existencialismo <em>a la Clarice Lispector, as buscas \u00e1speras, a guarda baixa na auto-estima, a deser\u00e7\u00e3o, a desist\u00eancia, a entrega solit\u00e1ria dos emparedados, tudo comove, mas nem sempre com a efic\u00e1cia legitimadora da solidariedade. As palavras, o ritmo, as imagens e sensa\u00e7\u00f5es que provoca, o texto de Antonio Nahud J\u00fanior poderia desvendar-se no que o pr\u00f3prio texto determina e projeta na personagem de \u201cUm Fluxo\u201d<\/em>: Aprofundando-se no cen\u00e1rio mental, entrega-se \u00e0 selva de letras, obstinado, entre versos-insetos e par\u00e1grafos de flores carn\u00edvoras, vivenciando equin\u00f3cios, constela\u00e7\u00f5es e centelhas: dialogando com \u00e1rvores na trilha da montanha l\u00edrica. Sintom\u00e1tica a cita\u00e7\u00e3o de Jorge de Lima do romance \u201cO Anjo\u201d, cujas fosforesc\u00eancias de idioma l\u00edrico Antonio Nahud J\u00fanior parece tamb\u00e9m intuir, revestindo-se a palavra-emblema no primeiro texto surrealista publicado na voga do regionalismo de 30: \u201cO Homem Nasceu para Contemplar. S\u00f3 por Castigo Ele Luta e Trabalha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O universo das \u201cPequenas Hist\u00f3rias do Del\u00edrio Peculiar Humano\u201d \u00e9 quase exclusivo do dialeto autoral, particularmente o pitoresco e ex\u00f3tico, bem como s\u00e3o particulares os c\u00f3digos de escrita e os motivos tem\u00e1ticos. Mas o humor rebelde e insubmisso traz vest\u00edgios, por exemplo, de Drummond (aposentado consumido por uma melancolia inexplic\u00e1vel, \u201cLulu\u201d); \u201cVertigem\u201d tem a ousadia pornogr\u00e1fica de Henry Miller ou a par\u00e1bola fugaz de um Sade, que indetermina as raz\u00f5es do desejo e o sem-limite das pervers\u00f5es. Um conto muito longo (\u201cImagens\u201d, por exemplo) termina vampirizando as energias do narrador e do leitor mais concentrado, ainda que ambos possam ser expertos e expeditos, antenados na ironia de um texto, mesmo o que n\u00e3o provoque empatias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este livro de Antonio Nahud J\u00fanior \u00e9 uma esp\u00e9cie de almanaque visceral, revolvendo sensa\u00e7\u00f5es em perfis caleidosc\u00f3picos, flagrando instantes de perdas e descobertas, epifanias e registros documentais das hecatombes humanas e de pessoas singulares. A maioria dos textos imprime-se de contornos intimistas, confessionais de apar\u00eancia ora gozosa, ora culpada de ocultamentos. Conforme a nomenclatura, contos se apresentam com finais oscilando entre o surpreendente e o \u00f3bvio. Tematizando os povos da di\u00e1spora gen\u00e9rica presas da sexualidade sob o arb\u00edtrio das conven\u00e7\u00f5es, realizam-se ainda pela reflex\u00e3o a ser reverberada no \u00e2mbito da consci\u00eancia cr\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 livro inquieto e inquietante, que convida ao debate e \u00e0 intelig\u00eancia n\u00e3o conformados ainda \u00e0 in\u00e9rcia do pensar de cal\u00e7as curtas.<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<strong>Jorge de Souza Ara\u00fajo <\/strong>\u00e9<strong> <\/strong><\/em><em>poeta, Mestre e Doutor em Letras pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-professor de Teoria da Literatura, Literatura Brasileira e Literatura Comparada na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Dentre suas publica\u00e7\u00f5es, est\u00e3o: \u201c<\/em><em>Os becos do homem\u201d (poesia &#8211; Rio de Janeiro: Antares, 1982), \u201cProfecias morenas: discurso do eu e da p\u00e1tria em Ant\u00f4nio Vieira\u201d (Salvador &#8211; Assembleia Legislativa\/Academia de Letras da Bahia, 1999), \u201cDioniso &amp; Cia. na moqueca de dend\u00ea: desejo, revolu\u00e7\u00e3o e prazer na obra de Jorge Amado\u201d (Rio de Janeiro &#8211; Relume Dumar\u00e1, 2003), Flora\u00e7\u00e3o de imagin\u00e1rios &#8211; o romance baiano no s\u00e9culo 20 (Itabuna: BA, Via Litterarum, 2008))<\/em><\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor Jorge de Souza Ara\u00fajo mergulha fundo no universo de \u201cPequenas Hist\u00f3rias do Del\u00edrio Peculiar Humano\u201d, livro de Antonio Nahud J\u00fanior<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1556,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[290,2533,16],"tags":[299,296,11,302,298,300,301,295,304,305,306,303,297,309,189,308,307],"class_list":["post-1555","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-68a-leva","category-aperitivo-da-palavra","category-destaques","tag-allex-leila","tag-antonio-nahud-junior","tag-aperitivo-da-palavra","tag-caio-fernando-abreu","tag-cronicas","tag-dalton-trevisan","tag-glauco-mattoso","tag-jorge-de-souza-araujo","tag-julio-bressane","tag-literatura-homoerotica","tag-nelson-rodrigues","tag-otelo","tag-pequenas-historias-do-delirio-peculiar-humano","tag-pequenos-delitos-e-epifanias","tag-resenha","tag-tchekov","tag-tolstoi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1555","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1555"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1555\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2087,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1555\/revisions\/2087"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}