{"id":16814,"date":"2019-12-16T17:13:02","date_gmt":"2019-12-16T20:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=16814"},"modified":"2019-12-19T10:32:34","modified_gmt":"2019-12-19T13:32:34","slug":"drops-da-setima-arte-40","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-40\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parasita. Coreia do Sul. 2019. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/CARTAZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16816\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/CARTAZ.jpg\" alt=\"\" width=\"311\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/CARTAZ.jpg 311w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/CARTAZ-207x300.jpg 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Parasita<\/em> (<em>Gisaengchung<\/em> ), de Bong Joon-ho, \u00e9 o filme ganhador da Palma de Ouro de Cannes de 2019. Original da Coreia do Sul, ele repete o sucesso de cr\u00edtica do cinema oriental que em 2018 fez de <em>Assunto de Fam\u00edlia<\/em>, filme japon\u00eas, o vencedor do mesmo festival de cinema (resenha <a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dropssetimaarte-16\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 muito em comum entre o filme de Kore-eda e de Joon-ho. Ambos retratam a vida de fam\u00edlias japonesa e coreana, respectivamente, pertencentes ao estrato mais pobre da popula\u00e7\u00e3o em seu cotidiano de pequenos golpes por sobreviv\u00eancia. No entanto, no primeiro filme temos uma fam\u00edlia fict\u00edcia, enquanto no filme coreano \u00e9 uma verdadeira fam\u00edlia. Em comum, h\u00e1 tamb\u00e9m o apuro da produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. <em>Parasita<\/em> se utiliza de todos os recursos t\u00e9cnicos da edi\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, incluindo a trilha-sonora pop, numa linguagem cosmopolita e globalizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ambos os filmes tamb\u00e9m encenam a luta de classes no seio desta globaliza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica: a vida das fam\u00edlias que precisam se virar para poder sobreviver s\u00e3o exemplos do precariado global que sustenta com trabalhos completamente informais, e n\u00e3o raro clandestinos ou il\u00edcitos, o cosmopolitismo estilizado de consumo nas sociedades ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Parasita<\/em> logo nas cenas iniciais apresenta sua met\u00e1fora principal. A fam\u00edlia que vive no t\u00e9rreo de uma constru\u00e7\u00e3o abaixo do n\u00edvel do asfalto se mostra desesperada pela perda do sinal da rede sem fio que usufrui clandestinamente de algum vizinho, pois este resolveu colocar senha de acesso. Assim, o termo parasita assinala essa figura inform\u00e1tica que intercepta uma comunica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhe pertence.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16817\" aria-describedby=\"caption-attachment-16817\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-1-Foto-The-Jokers-Les-Bookmakers.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16817 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-1-Foto-The-Jokers-Les-Bookmakers.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-1-Foto-The-Jokers-Les-Bookmakers.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-1-Foto-The-Jokers-Les-Bookmakers-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16817\" class=\"wp-caption-text\">Foto : The Jokers &#8211; Les Bookmakers<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia nuclear formada por pai, m\u00e3e e dois filhos jovens embala caixas de pizza para um <em>delivery<\/em> da vizinhan\u00e7a. A perda de acesso \u00e0 rede \u00e9 um desastre para a fam\u00edlia que depende da internet para poder realizar seus neg\u00f3cios de sobreviv\u00eancia. O filme se passa na Coreia do Sul que \u00e9 um dos pa\u00edses com maior densidade de acesso digital. Justamente na Coreia, n\u00e3o acessar a rede \u00e9 estar fora da cadeia de valor altamente informatizada que fez de um dos pa\u00edses do Terceiro Mundo, com renda menor do que o Brasil nos anos oitenta, grande refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica avan\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas um lance casual muda a sorte da fam\u00edlia. O filho adolescente Ki-Woo \u00e9 convidado por um amigo refinado a substitu\u00ed-lo como professor nas aulas de ingl\u00eas para uma fam\u00edlia da classe rica de Seul. Ki-Woo come\u00e7a ent\u00e3o a dar aulas para a filha do casal endinheirado que mora com seus dois filhos menores numa mans\u00e3o constru\u00edda por um famoso arquiteto coreano. \u00c9 ent\u00e3o que o jovem v\u00ea a oportunidade, atrav\u00e9s da ast\u00facia e do logro, de inserir toda a sua fam\u00edlia para trabalhar na casa. Mas para isso \u00e9 preciso n\u00e3o apenas enganar a fam\u00edlia rica, mas tamb\u00e9m afastar dois servi\u00e7ais de confian\u00e7a, o motorista e a governanta, esta \u00faltima trabalha na mans\u00e3o desde o antigo dono. Os dois ser\u00e3o despedidos pelo conluio da fam\u00edlia que se insere no cotidiano da mans\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a primeira metade do filme se passa como uma com\u00e9dia de costumes. A mal\u00edcia da fam\u00edlia pobre ludibria a ingenuidade da fam\u00edlia rica para usufruir dos confortos dos privilegiados e de seus signos de ostenta\u00e7\u00e3o. A fam\u00edlia pobre ent\u00e3o parasita a riqueza da outra fam\u00edlia a partir de verdadeiros \u201cgolpes de mestre\u201d. O problema \u00e9 que a perf\u00eddia para afastar os tamb\u00e9m pobres servi\u00e7ais de seu caminho retorna amargamente para estragar sua gozosa parasitagem. Eles descobrem atrav\u00e9s da volta da governanta demitida e ultrajada que a casa possu\u00eda outro habitante escondido num bunker subterr\u00e2neo da casa, constru\u00eddo pelo antigo arquiteto como ref\u00fagio de um poss\u00edvel ataque nuclear da vizinha Coreia do Norte. Trata-se do marido da governanta, h\u00e1 anos escondido no bunker, fugindo supostamente da cobran\u00e7a de d\u00edvidas. Como mostra o filme <em>Piet\u00e1<\/em> do tamb\u00e9m sul-coreano Kim-Ki duk (2012), a cobran\u00e7a violenta de d\u00edvidas \u00e9 um dos maiores problemas sociais da Coreia do Sul.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16818\" aria-describedby=\"caption-attachment-16818\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-2-foto-Koch-Films.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16818 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-2-foto-Koch-Films.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-2-foto-Koch-Films.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-2-foto-Koch-Films-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16818\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Koch Films<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dessa reviravolta, a com\u00e9dia se transforma em humor negro e macabro. A divis\u00e3o de classes entre fam\u00edlia rica e pobre \u00e9 transposta para a guerra cruel entre as fam\u00edlias pobres que toma lugar na mans\u00e3o durante a aus\u00eancia da fam\u00edlia rica, em viagem de feriado, como um tipo de ocupa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de seu espa\u00e7o. O enredo escalona v\u00e1rios n\u00edveis de parasitagens: o casal formado pela antiga governanta e seu marido tamb\u00e9m parasitava a fam\u00edlia rica, assim como o bunker no por\u00e3o parasitava a mans\u00e3o. E alegoricamente a nunca terminada guerra com a Coreia do Norte parasita o imagin\u00e1rio do sucesso econ\u00f4mico da Coreia do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou ainda, de forma mais sugestiva: o sucesso econ\u00f4mico da Coreia do Sul \u00e9 parasitado por sua condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds perif\u00e9rico, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 gerar mais-valia para as economias centrais. Os novos ricos da economia coreana s\u00e3o parasitados pela crescente desigualdade social que alinha as economias globais. E aqui se abre ent\u00e3o um paradoxo que o filme de Joon-ho articula: n\u00e3o s\u00e3o os ricos que efetivamente parasitam a produ\u00e7\u00e3o de riqueza dos mais pobres? Quem parasita quem \u00e9 uma quest\u00e3o de perspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Parasita<\/em> ent\u00e3o revira atrav\u00e9s de uma esp\u00e9cie de <em>geo-est\u00e9tica<\/em> a l\u00f3gica hier\u00e1rquica do cosmopolitismo liberal da linguagem cinematogr\u00e1fica globalizada. Para usar um termo do ensa\u00edsta Silviano Santiago, h\u00e1 um \u201ccosmopolitismo dos pobres\u201d neste filme sul-coreano. Se por um lado, a Coreia do Sul, com seu novo cinema de sucesso e a linguagem comercial do K-Pop, consolida um eixo hegem\u00f4nico internacional de consumo est\u00e9tico e figura um novo imagin\u00e1rio cultural para a regi\u00e3o extremo-oriental, no filme de Bong Joon-ho a luta de classes \u00e9 interiorizada como guerra bruta do precariado. Pois, mais do que qualquer outro, o trabalhador prec\u00e1rio \u00e9 o s\u00edmbolo corporal da nova economia neoliberal. Ele marca a fronteira pela qual essa economia se expande e se globaliza. O filme figura a m\u00e1 consci\u00eancia, ou mesmo o inconsciente recalcado dessa expans\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16819\" aria-describedby=\"caption-attachment-16819\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-3-foto-The-Jokers-Les-Bookmakers.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16819 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-3-foto-The-Jokers-Les-Bookmakers.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-3-foto-The-Jokers-Les-Bookmakers.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Imagem-3-foto-The-Jokers-Les-Bookmakers-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16819\" class=\"wp-caption-text\">Foto: The Jokers &#8211; Les Bookmakers<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cosmopolitismo dos pobres sul-coreanos devora por dentro a perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da cinematografia do pa\u00eds emergente com cenas de brutalidade pr\u00f3ximas ao pastel\u00e3o. De fato, a cultura de exporta\u00e7\u00e3o se tornou um elemento poderoso no PIB oriental que abala a hegemonia est\u00e9tica ocidental. A fam\u00edlia rica, no entanto, d\u00e1 mostras do desejo de imitar e simular os padr\u00f5es ocidentais. S\u00e3o os pobres que vivem do trabalho cada vez mais informatizado e informalizado que realmente se tornam internacionais. Que sabem ingl\u00eas melhor do que os ricos, que usam a internet para aprender sobre arte-terapia. A pobreza se globaliza, enquanto a riqueza se torna ridiculamente provinciana. A riqueza parasita o conhecimento de vida dos mais pobres que experimentam o real para al\u00e9m do fetiche das imagens publicit\u00e1rias. E o real retorna no filme como um elemento intimamente corporal: o odor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O odor \u00e9 aqui um sinal do real que insidiosamente penetra as barreiras porosas entre as classes. Num certo sentido, \u00e9 o odor que tra\u00e7a a distin\u00e7\u00e3o entre elas. Entre uma classe \u201cpura\u201d e \u201chigi\u00eanica\u201d que se relaciona sexualmente apenas no conforto do lar e uma classe \u201cimpura\u201d e \u201csuja\u201d que transa com qualquer um e ainda fede. Iguais em suas pr\u00f3prias ilus\u00f5es de posi\u00e7\u00e3o, parasitas de um sistema globalizado que se expande numa l\u00f3gica algor\u00edtmica e autom\u00e1tica, a fantasia das classes reduz as pessoas a seus corpos-objetos. E a distin\u00e7\u00e3o de classe se marca nesses corpos impuros e vulner\u00e1veis. Fora do corpo e de suas emana\u00e7\u00f5es, a vida \u00e9 n\u00e3o mais do que a proje\u00e7\u00e3o fantasiosa ou fantasm\u00e1tica do sucesso profissional, da riqueza f\u00e1cil e da ostenta\u00e7\u00e3o, fantasias parasitadas pelos sonhos ut\u00f3picos de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/m4jfE-TxC24\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em> \u00e9 natural do Rio de Janeiro, engenheiro e escritor. Autor de Capoeiragem (7Letras\/2003) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio\/2014). \u00c9 organizador do Clube da Leitura, principal coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro e foi organizador de suas quatro colet\u00e2neas de contos. Atualmente \u00e9 doutorando de Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ com a tese F\u00e1bulas da Ci\u00eancia. \u00c9 colaborador do site de produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica Caneta Lente e Pincel (canetalentepincel.art.blog). <\/em><em>Escreveu sobre cinema para o site Ambrosia.com.br.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O emblem\u00e1tico \u201cParasita\u201d, filme sul-coreano, nos olhares de Guilherme Preger<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16815,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3713,16,2535],"tags":[3718,394,1204,3717,189],"class_list":["post-16814","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-133a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-coreia-do-sul","tag-filme","tag-guilherme-preger","tag-parasita","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16814"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16814\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16951,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16814\/revisions\/16951"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16815"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}