{"id":17500,"date":"2020-07-26T13:16:24","date_gmt":"2020-07-26T16:16:24","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=17500"},"modified":"2020-07-31T13:01:15","modified_gmt":"2020-07-31T16:01:15","slug":"dedos-de-prosa-i-72","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-72\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Jonatan Magella<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_17527\" aria-describedby=\"caption-attachment-17527\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Amor-seguro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17527 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Amor-seguro.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Amor-seguro.jpg 450w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Amor-seguro-150x150.jpg 150w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Amor-seguro-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17527\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Amor seguro&#8221;: Claudio Parreira<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Luz e cheiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor deles fedia. Fedia porque depois de nascer, crescer e reproduzir-se (tinham uma filha), o amor morreu. Mas n\u00e3o houve coragem para o sepultamento e o amor deles tornou-se um cad\u00e1ver jogado em cima do sof\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascera aquele amor num ponto de \u00f4nibus, em um desses insuport\u00e1veis fins de tarde de primavera no sub\u00farbio carioca, quando voam os mosquitinhos ao redor das luzes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele viu Luc\u00edlia toda atrapalhada, entre pernas de trabalhadores exaustos que esperavam a condu\u00e7\u00e3o da volta pra casa. Eram jovens e n\u00e3o havia nem sinal do que se tornariam com o tempo. Luc\u00edlia abanava-se e \u00e0s vezes batia em si mesma, por causa dos insetos sobre a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Voc\u00ea deve ser uma pessoa muito iluminada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Por qu\u00ea? \u2013 Luc\u00edlia deu um tapa rente ao pr\u00f3prio rosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Porque esses mosquitos ficam quietinhos no inverno. Mas no calor voam, se guiando pela lua. O problema \u00e9 que quando encontram outra fonte de luz, se confundem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tipo uma l\u00e2mpada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ou um rosto luminoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse dia, Luc\u00edlia cingiu aquele homem &#8211; que entrou no mesmo \u00f4nibus que ela dizendo, sim, esta \u00e9 a minha condu\u00e7\u00e3o, mas depois pegou mais dois para chegar ao seu verdadeiro itiner\u00e1rio, n\u00e3o sem antes conseguir um beijo e o n\u00famero de telefone.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor cresceu r\u00e1pido. N\u00e3o \u00e0 toa. Eles o alimentaram \u00e0 base de pipoca e cinema, de chocolate e bolo, de pizza e cerveja. Mas o erro do amor foi ter se considerado autossuficiente. Se amigos convidavam um ou outro para sair, em vez de ir e apresentar o namorado novo, eles diziam em un\u00edssono, n\u00e3o, melhor ficar. E assim foram ficando. Cada vez mais solit\u00e1rios. O amor deles se trancou no quarto e ficou antissocial. O amor ficou mimado, o amor ficou narc\u00edsico, o amor perdeu a no\u00e7\u00e3o de mundo. O amor deitou na cama e ficou olhando o teto. (O amor ficou um chato!).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi assim que o amor deles cresceu mais do que deveria (relacionamentos acabam por amor de menos, tamb\u00e9m por amor demais). E ficou gordo. A ponto de Luc\u00edlia, vinte e poucos anos, n\u00e3o aguentar mais carreg\u00e1-lo em si, de modo que seu marido (casaram-se no civil, depois de algum tempo) teve que conduzir sozinho aquele sentimento morbidamente obeso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa disparidade de esfor\u00e7os, o tempo passou. Ele come\u00e7ou a se olhar no espelho e sentir-se velho, sozinho, a despeito de ter trinta e cinco anos. O mesmo n\u00e3o ocorria com Luc\u00edlia. Ela \u2013 que at\u00e9 gostava da solid\u00e3o &#8211; ainda sentia-se jovem, uma jovem m\u00e3e (o rebento veio logo ap\u00f3s o casamento), e essa diferen\u00e7a geracional os distanciou. O que um queria, o outro n\u00e3o estava a fim. Sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a essa altura que o amor morreu e ficou jogado em cima do sof\u00e1. Mas o casal n\u00e3o reconheceu o corpo. N\u00e3o assinou atestado de \u00f3bito. N\u00e3o fez um enterro digno. Ambos empurraram a situa\u00e7\u00e3o com a barriga (talvez por isso, perto dos quarenta, tenham come\u00e7ado a fazer crossfit &#8211; mas cada um numa academia). Enquanto isso, a filha (j\u00e1 uma adolescente) chorava pelos cantos num luto que n\u00e3o acabava nunca. O mau cheiro do cad\u00e1ver dentro de casa a fazia lacrimejar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi num dia de tristeza extrema da filha (a menina cortara os pulsos com l\u00e2mina de barbear), que o homem decidiu ir embora. N\u00e3o tinha uma amante. S\u00f3 estava exausto. Luc\u00edlia tamb\u00e9m estava, mas feito um mosquito de luz depois do voo, perdeu asas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Vamos pensar uma \u00faltima vez \u2013 ela prop\u00f4s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era inverno e ambos se convenceram a recolherem-se em suas solid\u00f5es e olharem-se sem automatismos. Foram dias de sil\u00eancio naquela casa-\u00e1rea-de-desova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dias depois, eles se reencontraram e, olhando-se nos olhos, souberam que finalmente era hora da cerim\u00f4nia f\u00fanebre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro ele se abriu. At\u00e9 as entranhas. Depois foi a vez de Luc\u00edlia se abrir. Eram as palavras voando depois de semanas em hiberna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi assim, abertos, que tiraram aquele corpo podre de dentro de si; era o amor em putrefa\u00e7\u00e3o. Havia uma por\u00e7\u00e3o de ossos entulhados. (Com o tempo e a serenidade, poderiam remontar o esqueleto do que fora aquele sentimento, e deix\u00e1-lo \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o numa das salas da mem\u00f3ria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando sa\u00edram do quarto, a filha finalmente conseguiu respirar. O cheiro funesto tinha desaparecido e a adolescente se alegrou genuinamente ao ver a rara alegria nos olhos de seu pai e sua m\u00e3e. Abra\u00e7ou-os, como um padre a benz\u00ea-los:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Eu aben\u00e7oo essa separa\u00e7\u00e3o, desde que nunca se separem de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois passaram as \u00faltimas semanas de inverno quietos. Cada um em sua nova casa, trabalhando, vendo televis\u00e3o, olhando a rua sem coragem de ir l\u00e1 fora. Mas no primeiro fim de semana quente da primavera, como se a separa\u00e7\u00e3o tivesse acendido uma luz, ambos sa\u00edram dispostos a encontrar nova companhia (a filha incentivou a aventura). Meio desorientados, avan\u00e7aram sobre a noite feito mosquitos avan\u00e7ando nas l\u00e2mpadas. Ele encontrou uma jovem num bar. Luc\u00edlia encontrou um colega de trabalho. Voaram ao redor de suas novas l\u00e2mpadas, com a leveza de quem encontra a lua, at\u00e9 se cansarem e ca\u00edrem nas camas exaustos, sentindo ao redor a lasc\u00edvia da perda de asas depois do voo e a vontade de estar no casulo de um toque novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi assim que fertilizaram a terra onde nascem os afetos novos: com prazer. E s\u00f3 prazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De amor, por enquanto, nem o cheiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Substitui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 meia hora atr\u00e1s eu era crian\u00e7a, um menino pensando em como melhorar o time da Internazionale para vencer o Milan do meu vizinho, ap\u00f3s quatro meses de derrotas humilhantes, no Play Station da lan house do Nino. E agora, deitada no bra\u00e7o do sof\u00e1 com a saia erguida, a amiga da minha prima me pergunta, voc\u00ea tem camisinha?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notei que ficou maior a sombra do meu corpo que pedalava com pressa &#8211; mais pressa que o Kak\u00e1 quando puxava um contra-ataque no v\u00eddeo-game. Na verdade, at\u00e9 minha bicicleta pareceu uma CG 125 cilindradas; e eu, um homem feito e habilitado a pilotar rumo \u00e0 farm\u00e1cia, onde estacionei e perguntei, mo\u00e7a, tem preservativo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A balconista estranhou. N\u00e3o que algu\u00e9m aos catorze anos n\u00e3o possa fazer sexo, mas ir \u00e0 farm\u00e1cia comprar camisinha, ainda mais sem constrangimento algum, lhe pareceu demais; meio a contragosto, ela apontou a prateleira, aquela ali, \u00f3. As camisinhas pareciam guloseimas \u2013 descobri posteriormente que algumas s\u00e3o. Voltei com tr\u00eas. Era para o que dava meu dinheiro, que iria para a lan house do Nino, mas foi para o sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caminho, por\u00e9m, entrei em colapso, como se meus pensamentos n\u00e3o coubessem na cabe\u00e7a que os pensava. Me perdi pelas ruas que conhecia e, parado numa encruzilhada, sem saber pra onde ir, eu disse a mim mesmo, pensa, pensa cara, a garota t\u00e1 \u00e0 sua espera. Na d\u00favida optei pela esquerda \u2013 ainda opto hoje em dia. Ent\u00e3o eu reencontrei a amiga da minha prima, e ela ainda estava de saia erguida sobre o bra\u00e7o do sof\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentei ser rom\u00e2ntico, passar o dorso da m\u00e3o no rosto dela, coisas que eu tinha visto na Malha\u00e7\u00e3o. Mas logo a m\u00e3o se perdeu em outras tramas. Se foi r\u00e1pido ou devagar eu n\u00e3o sei. Quando temos prazer n\u00e3o nos preocupamos com o tempo. Sobretudo esse prazer primicial: a sensa\u00e7\u00e3o da primeira penetra\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 algo t\u00e3o dr\u00e1stico quanto nascer, quando voc\u00ea sai de um corpo familiar; a diferen\u00e7a \u00e9 que, sobre o bra\u00e7o do sof\u00e1, eu entrava num corpo estranho. Depois que sa\u00ed pela \u00faltima vez, nos abra\u00e7amos e ela disse, amanh\u00e3 a gente faz mais, pode ser?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem saber que esse amanh\u00e3 nunca chegaria, guardei as outras duas camisinhas como Maldini guardava a zaga do Milan, o time do meu vizinho. Vizinho que, quando me viu na rua andando a esmo \u2013 eu ainda revivia as lembran\u00e7as recentes &#8211; me prop\u00f4s: vamos jogar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respondi que estava sem dinheiro. Eu pago, ele disse, e j\u00e1 fez um gol r\u00e1pido com Seedorf, porque eu ainda pensava no corpo da amiga da minha prima. Empatei com a classe de Figo; Pirlo fez de falta pra ele e logo em seguida meu Recoba provocou um alvoro\u00e7o em sua zaga e colocou 2 x 2 no placar. Meu vizinho assustou-se: hoje voc\u00ea t\u00e1 inspirado, n\u00e3o sei o porqu\u00ea, mas calma que ainda t\u00e1 no primeiro tempo. S\u00f3 eu sabia por qu\u00ea. Inexplicavelmente, consegui segurar o resultado. Eu mal pude acreditar que o jogo j\u00e1 estava no final (quando temos prazer n\u00e3o nos preocupamos com o tempo). Mas eu ousei, queria o improv\u00e1vel! Substitu\u00ed Figo, o mais velho do time, e coloquei o jovem Adriano, o mais novo; t\u00e3o novo que parecia uma crian\u00e7a perto dos outros. E foi Adriano que, ap\u00f3s um chut\u00e3o despretensioso, ficou sozinho contra o goleiro advers\u00e1rio. Meu vizinho e eu nos levantamos. De p\u00e9 na frente da televis\u00e3o 29 polegadas, parec\u00edamos dois fi\u00e9is reverenciando um altar. Seu semblante era de desespero, porque eu finalmente poderia venc\u00ea-lo ap\u00f3s quatro meses. Ainda h\u00e1 pouco eu era um adulto, pensando em como dar prazer a uma garota, e agora a vida se resumia a fazer valer a substitui\u00e7\u00e3o do mais velho pelo mais novo, e, com os pensamentos novamente confort\u00e1veis dentro da cabe\u00e7a, vencer aquele cl\u00e1ssico italiano do Play Station, na lan house do Nino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Jonatan Magella<\/em><\/strong><em> nasceu em 1990 e vive em Nova Igua\u00e7u\/RJ. Publicou Vidas irris\u00f3rias (contos, 2018) e Desculpe o transtorno (dramaturgia, 2019). Tem dezenas de contos em revistas e colet\u00e2neas nacionais. Organiza o evento liter\u00e1rio Aleat\u00f3rios.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arremates da vida nos contos de Jonatan Magella<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17526,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3821,2534,16],"tags":[419,41,3827,3828,149,3829],"class_list":["post-17500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-137a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-jonatan-magella","tag-luz-e-cheiro","tag-prosa","tag-substituicao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17500"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17529,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17500\/revisions\/17529"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}