{"id":17554,"date":"2020-07-28T12:37:37","date_gmt":"2020-07-28T15:37:37","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=17554"},"modified":"2020-08-31T18:41:23","modified_gmt":"2020-08-31T21:41:23","slug":"dedos-de-prosa-iii-67","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-67\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa III"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Aleilton Fonseca<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_17630\" aria-describedby=\"caption-attachment-17630\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Baudelaire-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17630 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Baudelaire-1.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Baudelaire-1.jpg 450w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Baudelaire-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Baudelaire-1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17630\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Baudelaire&#8221;: Claudio Parreira<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O SORRISO DA ESTRELA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estava morta a minha irm\u00e3, ali entre jasmins e rosas, minha m\u00e3e \u00e0 cabeceira chorava. Era uma noite inquieta, essa do vel\u00f3rio em vig\u00edlia e prantos por Estelinha, de quando em quando se rezavam benditos. O enterro iria seguir no outro dia, no meio da manh\u00e3 de sol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estela estava morta, aos treze anos. E eu sentia dentro de mim esta morte. Era um pouco tamb\u00e9m eu morto, sem tempo de me redimir e poder amar minha irm\u00e3, como \u2014 s\u00f3 agora! \u2014 eu sabia ser capaz. Ela n\u00e3o morresse, eu iria brincar com ela, nunca mais uma zombaria, nem desprezo, nunqu\u00edssimo a chamaria de \u201csua doida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois agora eu come\u00e7ava a compreender sua linguagem; logo agora, desde que ela se fora para o hospital, eu comecei a entender seus di\u00e1logos compridos com as pedras, com os tocos de pau, com as folhagens ao vento. O sil\u00eancio de sua aus\u00eancia no quintal se mostrou dentro de mim em tons de uma saudade estranha. Mas, ainda ali, eu n\u00e3o suspeitava do que me vinha na alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo fora a ordem do tempo. Ela nascera primeiro, tr\u00eas anos antes de mim. Agora a diferen\u00e7a encurtava, mas justo quando eu me afogava nesse deserto de l\u00e1grimas. Pela primeira vez, eu dialogava com a minha irm\u00e3:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Estela, acorde, vamos conversar com as pedras \u2014 sussurrei no seu ouvido, ningu\u00e9m me escutasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A madrinha veio me consolar, eu tivesse paci\u00eancia, fora a vontade de Deus, o melhor para ela, t\u00e3o doentinha, coitada. Tive raiva de madrinha, no meu mais \u00edntimo sofrimento. Continuei a conversa, at\u00e9 que me puxaram pelo bra\u00e7o, pois minha m\u00e3e redobrava-se no pranto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Estela, acredite em mim agora. Vamos correr picula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo dela suava, dormindo sem ressonar. Um pano envolvia seus cabelos castanhos e descia para sustentar seu queixo \u2014 talvez para conter o sorriso? Minha m\u00e3e enxugava o suor da morta com o mesmo len\u00e7o em que depositava as pr\u00f3prias l\u00e1grimas. O tempo voltasse, meu Deus! Eu s\u00f3 implorava um \u00fanico milagre. As imagens desfilavam na minha mem\u00f3ria, eu a escutava como se fosse agora:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Vamos brincar, Dindinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 N\u00e3o me chame de Dindinho! Meu nome \u00e9 Pedro \u2014 respondia \u00e1spero, sem sequer olhar, e ia saindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu pensava odiar o fato de ter uma irm\u00e3 assim. Ela insistia, amorosa, que me dava um constrangimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 N\u00e3o, ningu\u00e9m sabe, mas \u00e9 Dindinho, seu nome bonito, eu chamo \u2014 dizia, como se eu continuasse presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu fugia de ter essa irm\u00e3. Os meninos me abusavam. V\u00e1rias vezes briguei por me chamarem de Dindinho, o irm\u00e3o da doida. Dindinho, eu mesmo n\u00e3o! Minha m\u00e3e j\u00e1 ia pegando o costume de me chamar assim, nas vontades de sempre agradar a filha. No contra, eu me rebelei, fugi de casa um dia inteiro. Minha M\u00e3e me deu uma surra, depois, mas nunca mais me chamou daquele nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que ela existia? Eu n\u00e3o me dirigia a Estela. Mudava de rumo, baixava os olhos para n\u00e3o dar com ela. Eu a considerava um estrago na minha vida. Quis muito que morresse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela me surpreendia, \u00e0s vezes, antes que me mostrasse irritado, como quase sempre acontecia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Quando voc\u00ea morrer, Dindinho, de que cor voc\u00ea quer suas asas no c\u00e9u?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma coisa t\u00e3o sem sentido, que eu sequer respondia. Apenas fazia uma careta de enfado, balan\u00e7ava a cabe\u00e7a negativamente. Ela me cercava os olhos, inventava brincadeiras cada vez mais estranhas, para conquistar minha aten\u00e7\u00e3o. Isso tudo mais me afastava. Os meninos, meus amigos, considerassem que eu n\u00e3o tinha irm\u00e3, pois mencion\u00e1-la era j\u00e1 motivo de desaven\u00e7as. Fiquei de mal com alguns dos melhores, tempos e tempos, por essas causas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de minha repulsa, Estela intentava uns modos de me sensibilizar, sem o menor sucesso. Um dia, posto que eu a estivesse atentando muito, ela imaginou uma proposta das mais descabidas. No come\u00e7o da noite, ela, depois de tanto sil\u00eancio, me prop\u00f4s com a maior certeza do mundo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Eu lhe dou uma coisa para sempre, aquela estrela grande ser\u00e1 s\u00f3 sua a vida toda e depois, Dindinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Ora, quem pode ter uma estrela, \u201csua doida\u201d? \u2014 desdenhei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Pois pode, porque \u00e9 minha e eu lhe dou s\u00f3 pra voc\u00ea, Dindinho. Mas s\u00f3 se voc\u00ea sorrir para mim, todo dia, uma vez&#8230; S\u00f3 uma&#8230; Voc\u00ea quer?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunca soube sorrir para voc\u00ea, Estela, me perdoe. Quando eu tomava posse de mim mesmo em mais profundo, quando um sorriso germinava no fundo de minha alma \u2014 e seria seu! \u2014, voc\u00ea j\u00e1 n\u00e3o estava aqui. At\u00e9 hoje s\u00f3 me v\u00eam as l\u00e1grimas que nunca tive antes, quando voc\u00ea vivia em seu mundo de imagens, que s\u00f3 percebi depois. Eu era mesmo um Pedro, o cora\u00e7\u00e3o tinindo na dureza, voc\u00ea foi me amaciando. Voc\u00ea, aos quase quatro anos, me carregou no colo. Eu era seu nen\u00e9m, como a nossa m\u00e3e me contou, depois de tudo, tardiamente. Estela&#8230; Tudo podia ser t\u00e3o diferente!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A noite ia avan\u00e7ando, em horas que eu n\u00e3o conhecia, os meus olhos j\u00e1 desistentes. Eu me debru\u00e7ava sobre a morta, o sono me empurrava para ela, nos movimentos bruscos dos cochilos. Minha m\u00e3e me mandou dormir, e eu, depois de insistir negativo, enfim sa\u00ed cabisbaixo da sala, a solid\u00e3o me completava. N\u00e3o me dirigi ao meu quarto, mas ao que ficava ao lado. E examinei os \u00e2ngulos daquele lugar, tudo t\u00e3o limpo e arrumado numa ordem que eu n\u00e3o conhecia. Ali, enxerguei os contornos deste vazio que at\u00e9 hoje carrego. Fiz meia-volta e caminhei para o meu leito, mas n\u00e3o consegui me acomodar. O sono me apertava os olhos, uma agonia no peito teimava-me pela vig\u00edlia. Quis retornar \u00e0 sala, mas nossa m\u00e3e me suplicou que n\u00e3o, com um olhar terno, t\u00e3o raro aquele olhar&#8230; Eu voltei, mas n\u00e3o para o meu quarto. E me deitei na cama de Estela, deixando na alfazema do travesseiro o sal dos meus olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu me vi vivendo o melhor que nossa realidade. Estela me sorria, corria de mim, eu n\u00e3o tinha pressa de apanh\u00e1-la, era talvez picula. O nosso quintal se alargava, o caminho de plantas, paus e pedras ia-se margeando em nuvens sem um fim que se avistasse. Eu tinha o saber de tudo, mas n\u00e3o me importava, o sorriso de Estela me preenchia e me fazia leve, que ent\u00e3o vo\u00e1vamos. Eu queria alcan\u00e7ar minha irm\u00e3, mas n\u00e3o podia lhe pedir que parasse. Estela tinha um voo firme e certo, e eu, me parece que s\u00f3 voava no seu v\u00e1cuo. Mas eu a queria, buscava-a para um abra\u00e7o que faltava em mim, um toque que me transmitisse os seus modos de sorrir. Eu queria conversar com as nuvens, e as pedras l\u00e1 embaixo j\u00e1 me sorriam, as folhas acenavam para mim. Estela ia-se distanciando, eu me surpreendi no cansa\u00e7o desse voo, as nuvens perdendo sua leveza. Estela! Estelinha, me d\u00ea a m\u00e3o! Me leve com voc\u00ea! Mas o seu sorriso j\u00e1 me abandonava. Ela se foi fazendo em cor de nuvem, aos poucos me vi sem olhos para t\u00ea-la. E era tarde, muito tarde: tive um sobressalto, e tudo que agora eu via eram as telhas v\u00e3s do nosso quarto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manh\u00e3 se ia acesa como as velas, numa rapidez que do\u00eda em n\u00f3s. Vi que minha m\u00e3e n\u00e3o dormira, velara nessa noite toda uma vida ao lado da filha. Era um olhar cansado, dela para mim, com um desencanto mudo, enxergando o nosso vazio. Acerquei-me dela, os seus bra\u00e7os me tatearam. E logo me acariciava os cabelos com a m\u00e3o direita, com a outra acariciava os cabelos de Estela. Inesquec\u00edvel aquele gesto de nossa m\u00e3e, em toda a nossa vida, por seu corpo passando a nossa \u00faltima sintonia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas iam chegando, a hora do enterro se aproximava. Madrinha apagou os quatro tocos de vela acesos ao redor de Estela. Come\u00e7aram a distribuir os ramos de flores para o acompanhamento. Eu reparava nos meninos e nas meninas que se acotovelavam para ver a morta. Alguns que sempre zombavam dela. Uns me pareciam tristes, outros apenas viviam uma aventura. Eu me sentia completamente afastado de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iam fechar o caix\u00e3o. Minha m\u00e3e despejou mais l\u00e1grimas e inquiria Deus pela morte da filha. E at\u00e9 madrinha, pela vez primeira, soltou as r\u00e9deas do seu pranto. Eu me guardei no sil\u00eancio, peguei um ramo de rosas que estava pr\u00f3ximo ao rosto de Estela. N\u00e3o me pareceu que eu pudesse beijar o seu rosto agora, j\u00e1 que nunca o fizera em vida. Ent\u00e3o beijei as flores e pus de volta no caix\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era hora, o enterro ia seguir. Quando me mandaram olhar minha irm\u00e3 pela \u00faltima vez, n\u00e3o chorei, pois me pareceu que ela sorria um sorriso longe s\u00f3 para eu sentir. Ent\u00e3o percebi que ela agora se tornava como nuvens. Eu quis seguir com ela, mas n\u00e3o me deixaram. E me levaram Estela de mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cortejo dobrou a primeira curva de nossa rua. Os meus olhos continuaram buscando, at\u00e9 hoje parados naquela curva sem nome. Madrinha varreu a casa, dos fundos para a porta da frente, juntando as folhas e restos de flores e tocos de velas. Deixou o montinho no p\u00e9 de jambo que Estela chamava de \u201cmeu segundo amor\u201d. Era onde minha irm\u00e3 costumava ficar \u00e0 sombra, enfeitando-se com as flores rubras de jambo. Ali eu derramei as minhas derradeiras l\u00e1grimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha irm\u00e3, ainda hoje eu contemplo a tua estrela e tenho uma vontade enorme de que fosse minha. Eu vejo tua imagem se projetando de l\u00e1, num sorriso longe que n\u00e3o me deixa desamparado. Era essa luz que voc\u00ea me oferecia, por apenas um sorriso, que j\u00e1 era seu sem que eu soubesse. Quantas estrelas no c\u00e9u \u2014 e eu n\u00e3o possuo uma sequer!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo me deu estes cabelos brancos, mas a minha mem\u00f3ria guarda os sinais do semblante de Estela, com suas alegrias sem nenhum motivo. Em nosso quintal, as pedras, os tocos de pau, as folhagens ao vento puxam conversa comigo, mas eu continuo mudo. No entanto, agora sinto: eu sou Dindinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>*Conto integrante do livro \u201cO desterro dos mortos\u201d (Caramur\u00ea, 2018)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Aleilton Fonseca<\/em><\/strong><em> \u00e9 ilheense de ado\u00e7\u00e3o, nasceu em 1959, em Firmino Alves-Bahia, viveu e cresceu em Ilh\u00e9us, dos 4 aos 19 anos, e reside em Salvador. Escreve poesia, conto, romance e ensaios. \u00c9 doutor em Letras pela USP e professor de Literatura da UEFS. Estreou em 1981, com o livro de poemas Movimento de Sondagem. Tem textos traduzidos para franc\u00eas, espanhol, ingl\u00eas, italiano, neerland\u00eas e alem\u00e3o. Publicou diversos livros, como: As formas do barro e Um rio nos olhos (poesia), O desterro dos mortos, O canto de Alvorada e As marcas da cidade (contos), Nh\u00f4 Guimar\u00e3es e O p\u00eandulo de Euclides (romances) e O arlequim da Pauliceia (ensaio). Pertence \u00e0 Academia de Letras da Bahia e \u00e0 Academia de Letras de Ilh\u00e9us.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um invent\u00e1rio de mem\u00f3rias no conto de Aleilton Fonseca<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3821,2534],"tags":[3849,81,41,381,3850,149],"class_list":["post-17554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-137a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-aleilton-fonseca","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-morte","tag-o-sorriso-da-estrela","tag-prosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17554"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17633,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17554\/revisions\/17633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}