{"id":17614,"date":"2020-07-30T13:27:05","date_gmt":"2020-07-30T16:27:05","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=17614"},"modified":"2020-08-31T18:40:50","modified_gmt":"2020-08-31T21:40:50","slug":"dropsdasetimaarte-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dropsdasetimaarte-8\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Piedade. Brasil. 2019.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cartaz-Piedade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17616\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cartaz-Piedade.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cartaz-Piedade.jpg 338w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cartaz-Piedade-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Piedade<\/em> \u00e9 a \u00faltima obra do diretor brasileiro Cl\u00e1udio Assis. Lan\u00e7ada no Festival de Bras\u00edlia de 2019, lamentavelmente por causa do per\u00edodo de pandemia, o filme n\u00e3o passou nas salas de exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sendo transmitido gratuitamente num \u00fanico dia por uma plataforma de m\u00eddia digital sob demanda. Assim, infelizmente a assist\u00eancia individual prejudicar\u00e1 a recep\u00e7\u00e3o coletiva dessa importante obra que coloca em quest\u00e3o os marcos econ\u00f4micos, afetivos e civilizat\u00f3rios da sociedade brasileira contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria do filme se passa numa praia pr\u00f3xima \u00e0 cidade de Recife, denominada exatamente Piedade. A localidade \u00e9 ficcional, n\u00e3o sendo necessariamente a praia de mesmo nome em munic\u00edpio cont\u00edguo \u00e0 capital pernambucana (na realidade, a produ\u00e7\u00e3o da filmagem ocorreu em Cabo de Santo Agostinho).\u00a0\u00a0 No filme, a praia se encontra ao lado de um estaleiro de uma empresa de Petr\u00f3leo denominada PetroGreen. O estaleiro lembra o Porto de Suape real (na verdade foi filmado a seu lado), cuja constru\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada como o principal motivo dos constantes ataques de tubar\u00f5es das praias ao redor. Na praia do filme tamb\u00e9m ningu\u00e9m pode tomar banho de mar por causa dos tubar\u00f5es, problema que se repete nas praias metropolitanas de Recife, inclusive na pr\u00f3pria Piedade real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria envolve o bar de Dona Carminha, matriarca vi\u00fava vivida pela atriz Fernanda Montenegro. Aur\u00e9lio (vivido pelo ator Matheus Nachtergaele) \u00e9 enviado pela empresa petrol\u00edfera para comprar o bar que est\u00e1 \u00e0 beira da praia de Piedade. O bar \u00e9 o centro de uma comunidade local que se sustenta trabalhando no estabelecimento e dividindo comunitariamente os ganhos. A empresa de Aur\u00e9lio pretende se expandir para a faixa litor\u00e2nea onde o bar se situa. A oferta de Aur\u00e9lio \u00e9 tentadora, pois, devido \u00e0 presen\u00e7a do estaleiro, os terrenos litor\u00e2neos est\u00e3o desvalorizados. No entanto, o filho mais velho de dona Carminha, Omar (vivido por Irandhir Santos), se coloca contr\u00e1rio \u00e0 venda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17617\" aria-describedby=\"caption-attachment-17617\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-1-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17617 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-1-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-1-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-1-divulga\u00e7\u00e3o-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17617\" class=\"wp-caption-text\">Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Omar \u00e9 contr\u00e1rio ao neg\u00f3cio, pois, embora a praia esteja degradada pela presen\u00e7a lateral do estaleiro e a proibi\u00e7\u00e3o do banho de mar pelo perigo dos tubar\u00f5es, o bar ainda \u00e9 um peda\u00e7o de natureza que resiste ao avan\u00e7o da economia predat\u00f3ria. A vida livre e despreocupada da comunidade se d\u00e1 num terreno fronteiri\u00e7o, exatamente no limiar entre a economia extrativista do petr\u00f3leo e a economia solid\u00e1ria, baseada no atendimento pessoal, na alimenta\u00e7\u00e3o e na culin\u00e1ria marinha. Mais do que uma por\u00e7\u00e3o preservada de natureza, o que h\u00e1 na comunidade \u00e9 uma amostra de sociabilidade nativa, que guarda a mem\u00f3ria afetiva e hist\u00f3rica do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Aur\u00e9lio \u00e9 um personagem f\u00e1ustico que tem n\u00e3o apenas o dinheiro das indeniza\u00e7\u00f5es a oferecer, mas tamb\u00e9m traz o discurso empreendedorista, com seus argumentos meritocr\u00e1ticos e individualistas, capazes de levantar a cobi\u00e7a e a ambi\u00e7\u00e3o dos moradores de Piedade. Contra a resist\u00eancia que ele encontra da comunidade, em particular de Omar, ele desencava uma obscura hist\u00f3ria familiar de Dona Carminha que conduzir\u00e1 a fam\u00edlia a Sandro (vivido por Cau\u00e3 Reymond), que \u00e9 dono de um cinema porn\u00f4 no Centro de Recife. Essa hist\u00f3ria ir\u00e1 emergir como uma bomba traum\u00e1tica no seio antes pacificado da fam\u00edlia de Carminha e de Omar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O enredo de<em> Piedade<\/em> ent\u00e3o se constr\u00f3i na oposi\u00e7\u00e3o ferrenha entre dois modos de exist\u00eancia quase incompat\u00edveis: o da comunidade livre e autossustent\u00e1vel e o da economia extrativista e predat\u00f3ria. Esses dois modos est\u00e3o representados na caracteriza\u00e7\u00e3o antagonista entre o demon\u00edaco Aur\u00e9lio e o idealista Omar. Aur\u00e9lio \u00e9 um t\u00edpico emergente paulistano, c\u00ednico, oportunista e endinheirado, que leva uma vida hedonista de conforto padronizado e inaut\u00eantico; enquanto Omar, sempre de bermudas, chinelo e cabelos longos desalinhados, tenta desfrutar da vida como ela se apresenta, sem grandes ambi\u00e7\u00f5es. No entanto, h\u00e1 ru\u00eddos nessas caracteriza\u00e7\u00f5es: o idealismo pacificado de Omar esconde sua insatisfa\u00e7\u00e3o e sua revolta com a degrada\u00e7\u00e3o ambiental do suposto progresso econ\u00f4mico ao seu redor, e a homossexualidade desabrida de Aur\u00e9lio parece esconder a recusa vexaminosa de seu passado provinciano e conservador, representado por sua m\u00e3e, com quem conversa virtualmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17615\" aria-describedby=\"caption-attachment-17615\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17615 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17615\" class=\"wp-caption-text\">Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste filme de Cl\u00e1udio Assis h\u00e1 semelhan\u00e7as com o tamb\u00e9m pernambucano <em>Aquarius<\/em>, de Kleber Mendon\u00e7a (2016), pois em ambos vemos a defesa de personagens contra a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a favor da mem\u00f3ria afetiva, em <em>Aquarius<\/em> mais individual, enquanto em <em>Piedade <\/em>mais coletiva. Em ambos se apresenta o conflito entre os modos de vida locais e o avan\u00e7o destruidor do progresso econ\u00f4mico. A comunidade nordestina algo id\u00edlica da praia ficcional de Piedade tamb\u00e9m lembra a exist\u00eancia livre da comunidade dos jovens artistas do filme <em>Febre do Rato<\/em> (2012), do mesmo Cl\u00e1udio Assis. Os tr\u00eas filmes trazem tamb\u00e9m de semelhante a presen\u00e7a do ator Irandhir Santos. Mais do que influ\u00eancias m\u00fatuas ou mesmo refer\u00eancias comuns \u00e9 preciso compreender a rela\u00e7\u00e3o entre esses tr\u00eas filmes como uma esp\u00e9cie de conversa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Todos esses filmes colocam em quest\u00e3o a l\u00f3gica da voracidade consumidora do modelo de extrativismo econ\u00f4mico das \u00faltimas d\u00e9cadas no Nordeste. Esse modelo devora n\u00e3o apenas os recursos naturais, mas tamb\u00e9m as linguagens, os modos de vida, as mem\u00f3rias e as esperan\u00e7as dos personagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed que o protagonista do filme talvez seja mesmo o tubar\u00e3o. A primeira cena deste filme de Cl\u00e1udio Assis \u00e9 de jovens surfistas nus e mascarados em cima de suas pranchas protestando por n\u00e3o poderem mais tomar banho de mar por causa do perigo dos tubar\u00f5es. Mas a suposta agressividade desses peixes \u00e9 tratada no filme n\u00e3o com temor, mas com solidariedade: os tubar\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o v\u00edtimas quanto o povo pernambucano dos desequil\u00edbrios ecol\u00f3gicos provocados pelo modelo extrativista. Na verdade, o tubar\u00e3o-peixe \u00e9 uma alegoria do verdadeiro tubar\u00e3o-humano representado pelos empres\u00e1rios c\u00ednicos e diab\u00f3licos como a personagem de Aur\u00e9lio. O modelo extrativista traz em seu bojo a l\u00f3gica monocultural que se manifesta nos trajes acinzentados e na postura higienizada e desafetada da personagem ficcional de Nachtergaele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17618\" aria-describedby=\"caption-attachment-17618\" style=\"width: 333px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-3-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17618 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-3-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-3-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 333w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Imagem-3-divulga\u00e7\u00e3o-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17618\" class=\"wp-caption-text\">Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela via metaf\u00f3rica da imagem do tubar\u00e3o pode-se entender a perspectiva fundamentalmente aleg\u00f3rica e memorial de <em>Piedade<\/em>. Nesse aspecto o filme est\u00e1 mais pr\u00f3ximo da obra anterior de Assis, <em>Big Jato,<\/em> com o mesmo Matheus Nachtergaele, que era uma constru\u00e7\u00e3o memorial\u00edstica e aleg\u00f3rica da inf\u00e2ncia de seu autor, tamb\u00e9m escrito pelo roteirista Hilton Lacerda. \u00c9 poss\u00edvel dizer que o filme trabalha com um deslocamento meton\u00edmico e aleg\u00f3rico em rela\u00e7\u00e3o ao retrato da sociedade brasileira: h\u00e1 uma praia brasileira de Piedade que n\u00e3o \u00e9 a mesma do filme. H\u00e1 um estaleiro de Suape que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o mesmo retratado no enredo. A empresa poderia ser a Petrobr\u00e1s, mas denomina-se PetroGreen. O cine-porn\u00f4 de Sandro se chama <em>Mercy<\/em>, que \u00e9 o termo em ingl\u00eas para Piedade. V\u00e1rios atores do filme, inclusive seu pr\u00f3prio filho, participaram de obras anteriores do diretor. Numa das cenas, que ocorre no cine-porn\u00f4, o projetor passa imagens do filme <em>Baixio das Bestas <\/em>(2006) e por um momento o corpo do ator Cau\u00e3 Reymond \u00e9 filmado em meio \u00e0s proje\u00e7\u00f5es iluminadas do filme anterior de Assis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas conversa\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas com obras anteriores comp\u00f5em um enredado de imagens que n\u00e3o apenas reflete e confronta outras representa\u00e7\u00f5es mais diretas da assumida realidade brasileira do novo s\u00e9culo, ou suas forma\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, mas tecem uma trama figural daquilo que \u00e9 e do que poderia ser. Ou seja, s\u00e3o figuras de mundos poss\u00edveis. Essa figuralidade f\u00edlmica ganha ent\u00e3o uma pot\u00eancia on\u00edrica que \u00e9 ambivalente, e por isso capta n\u00e3o apenas a guerra de poderes, mas tamb\u00e9m os desejos, as mem\u00f3rias e as esperan\u00e7as de seus personagens. Justamente, em <em>Piedade<\/em>, a cena mais crucial do roteiro \u00e9 indecidivelmente amb\u00edgua: trata-se de um sonho ou de uma cena vivida?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, de modo contr\u00e1rio ao filme igualmente on\u00edrico <em>Bacurau <\/em>(2019), tamb\u00e9m de Kleber Mendon\u00e7a, se o desfecho ser\u00e1 de vit\u00f3ria ou de derrota para a resist\u00eancia popular \u00e9 de menos import\u00e2ncia. Cl\u00e1udio Assis tem desmontado a pr\u00f3pria necessidade tr\u00e1gica dos desfechos cat\u00e1rticos ou sublimes. <em>Piedade<\/em> traz em seu t\u00edtulo a recupera\u00e7\u00e3o de um afeto b\u00e1sico que est\u00e1 em falta nas elites dominantes e nos c\u00f3digos monoculturais de seus modos de produ\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o. O afeto da compaix\u00e3o n\u00e3o tem sentido nesse mundo unidimensional, mas \u00e9 ele que colore com maior ou menor melancolia as lentes desta obra mais recente do diretor pernambucano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/coT9FCaawUU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em> \u00e9 natural do Rio de Janeiro, engenheiro e escritor. Autor de Capoeiragem (7Letras\/2003) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio\/2014). \u00c9 organizador do Clube da Leitura, principal coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro e foi organizador de suas quatro colet\u00e2neas de contos. Atualmente \u00e9 doutorando de Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ com a tese F\u00e1bulas da Ci\u00eancia. \u00c9 colaborador do site de produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica <a href=\"http:\/\/canetalentepincel.art.blog\"><strong>Caneta Lente e Pincel<\/strong><\/a>. Escreveu sobre cinema para o site <a href=\"http:\/\/ambrosia.com.br\"><strong>Ambrosia<\/strong><\/a>. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A an\u00e1lise de Guilherme Preger para o longa brasileiro \u201cPiedade\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17615,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3821,2535],"tags":[3844,115,3082,13,394,1204,3843,3845,189],"class_list":["post-17614","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-137a-leva","category-drops-da-setima-arte","tag-analise","tag-cinema","tag-claudio-assis","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-guilherme-preger","tag-longa","tag-piedade","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17614"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17684,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17614\/revisions\/17684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}