{"id":17761,"date":"2020-08-30T16:29:14","date_gmt":"2020-08-30T19:29:14","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=17761"},"modified":"2020-08-31T18:38:42","modified_gmt":"2020-08-31T21:38:42","slug":"drops-da-setima-arte-42","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-42\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Guilherme Preger <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Meu nome \u00e9 Bagd\u00e1. Brasil. 2020. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Cartaz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17765\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Cartaz.jpg\" alt=\"\" width=\"323\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Cartaz.jpg 323w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Cartaz-215x300.jpg 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta que <em>Meu Nome \u00e9 Bagd\u00e1<\/em> \u00e9 o segundo longa da jovem diretora Caru Alves de Souza (o primeiro, <em>De Menor<\/em>, foi filmado em 2013). Mesmo assim, este longa de 2020 tem a energia impactante e renovada de uma obra de estreia. Foi apresentado no Festival de Berlim deste ano e ganhou o pr\u00eamio de J\u00fari da Mostra Generation, que traz obras que enfocam a juventude. Na Berlinale, o filme foi aclamado pelo p\u00fablico. A diretora \u00e9 filha da renomada cineasta Tata Amaral, e m\u00e3e e filha s\u00e3o s\u00f3cias da produtora Tangerina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Meu Nome \u00e9 Bagd\u00e1<\/em> conta a hist\u00f3ria de uma mo\u00e7a de 16 anos, de apelido Bagd\u00e1 (vivida por Grace Orsato), que \u00e9 skatista e vive na Freguesia do \u00d3, bairro de S\u00e3o Paulo, com sua m\u00e3e (interpretada pela cantora e atriz Karina Buhr) e duas irm\u00e3s mais jovens. A forma\u00e7\u00e3o exclusivamente feminina da fam\u00edlia \u00e9 marcada logo nas primeiras cenas que retratam uma conversa familiar amistosa enquanto a m\u00e3e troca de roupa para sair. Apesar da simplicidade da vida dom\u00e9stica perif\u00e9rica, o clima \u00e9 de completude, no qual a necessidade econ\u00f4mica n\u00e3o parece intimidar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora desse lar feminino, no entanto, Bagd\u00e1 se relaciona com jovens rapazes, a maioria ainda adolescente, que tamb\u00e9m s\u00e3o skatistas. O skate \u00e9 n\u00e3o apenas a maior divers\u00e3o desses jovens (al\u00e9m do consumo eventual de maconha), mas tamb\u00e9m um modo de linguagem que se expressa na fala, na vestimenta e na rela\u00e7\u00e3o social da \u201ctribo\u201d. Esse modo uniformiza os jovens em termos de visual e gestual, e a princ\u00edpio tamb\u00e9m em termos de sexualidade. Na tribo, a solidariedade horizontal se sobrep\u00f5e a diferen\u00e7as de sexo, g\u00eanero e cor. H\u00e1 tamb\u00e9m a rela\u00e7\u00e3o territorial com o bairro, que \u00e9 um dos m\u00f3veis do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 apenas um fino fio narrativo, sutil, a ligar cenas que variam nas manobras de skate e na m\u00fasica de rock punk, pop ou rap, ou nas conversas pontuadas pela g\u00edria local, num quase dialeto. Bagd\u00e1, cujo nome de batismo \u00e9 Tatiana, se integra \u00e0 sua tribo e \u00e0 solidariedade entre os pares por um apagamento, a princ\u00edpio volunt\u00e1rio, de seu g\u00eanero. Na aus\u00eancia de grandes conflitos e dramas, a hist\u00f3ria e a c\u00e2mera giram em torno da ambival\u00eancia de g\u00eanero de Bagd\u00e1, que assume um modo de viver sua sexualidade emergente pela indecidibilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17766\" aria-describedby=\"caption-attachment-17766\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMAGEM-1-Grace-Orsato-na-pele-de-Bagd\u00e1-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17766\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMAGEM-1-Grace-Orsato-na-pele-de-Bagd\u00e1-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMAGEM-1-Grace-Orsato-na-pele-de-Bagd\u00e1-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMAGEM-1-Grace-Orsato-na-pele-de-Bagd\u00e1-Foto-divulga\u00e7\u00e3o-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17766\" class=\"wp-caption-text\">Grace Orsato na pele de Bagd\u00e1 \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, \u00e9 esta indecidibilidade de g\u00eanero que a obra procura sustentar. Numa das primeiras cenas dram\u00e1ticas, uma \u201cdura\u201d de policiais militares sobre os adolescentes, com a constante achaca\u00e7\u00e3o e com o exerc\u00edcio de terror, a jovem \u00e9 questionada sobre sua sexualidade e responde apenas que \u201c\u00e9 de menor\u201d, t\u00edtulo ali\u00e1s do primeiro longa da diretora. Essa resposta tamb\u00e9m sugere que a obra adota um enquadramento tem\u00e1tico de \u201cfilme de passagem\u201d, de \u201c<em>coming at age<\/em>\u201d, da perda de inoc\u00eancia com a transi\u00e7\u00e3o da imaturidade para a maturidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cena mais dram\u00e1tica do filme, no entanto, \u00e9 a reemerg\u00eancia da quest\u00e3o do g\u00eanero vinda n\u00e3o como repress\u00e3o de Estado, mas do pr\u00f3prio interior das rela\u00e7\u00f5es de grupo, ou ainda da fam\u00edlia. Primeiro com o afloramento de certo \u201cci\u00fame\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade mais ostensivamente feminina de sua irm\u00e3; em seguida, pelo desvelamento do machismo cortando violentamente a solidariedade horizontal tribal entre os jovens. Esse corte propicia o ressurgimento de outra solidariedade, enquanto sororidade entre as \u201cmanas\u201d, j\u00e1 n\u00e3o mais simplesmente localizada no territ\u00f3rio, mas distribu\u00edda pela cidade. \u00c9 essa rela\u00e7\u00e3o entre territorialidade (do bairro ou da \u201cfreguesia\u201d) e desterritorialidade (da sororidade enquanto solidariedade de g\u00eanero) que representa outro eixo formal da obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00eanue teia narrativa, criada em torno de conflitos espec\u00edficos, \u00e9 o fio de eventos que liga o filme \u00e0 principal rede de imagens na qual se insere.\u00a0 <em>Meu Nome \u00e9 Bagd\u00e1 <\/em>oscila entre o filme de registro, documental, e o filme de fic\u00e7\u00e3o e faz parte de uma recente produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica brasileira que procura construir uma est\u00e9tica que mal poder\u00edamos chamar de realista; termo talvez melhor seria hiperrealista. O filme estabelece um di\u00e1logo com os filmes da cidade mineira de Contagem, como os exemplos de obras como <em>Ela volta na quinta<\/em>, <em>Temporada<\/em> ou <a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dropsdasetimaarte-6\/\"><strong><em>No cora\u00e7\u00e3o do mundo<\/em><\/strong><\/a>, da produtora Filmes de Pl\u00e1stico. Ou com o pungente <a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-35\/\"><strong><em>Ar\u00e1bia<\/em><\/strong><\/a>, cujo t\u00edtulo equ\u00edvoco ressoa com o nome Bagd\u00e1.\u00a0 Podemos dizer que todas essas obras s\u00e3o filmes de registro que apagam a distin\u00e7\u00e3o entre filme ficcional e filme documental. Essas obras tra\u00e7am uma fronteira n\u00e3o entre fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, mas criam outra distin\u00e7\u00e3o entre filme e contexto. O filme se transforma numa pel\u00edcula digital de imagens que absorve os elementos significantes de seu contexto espa\u00e7o-temporal (cronot\u00f3pico). Esse contexto \u00e9 o da sociedade brasileira perif\u00e9rica (das \u201cquebradas\u201d) dos trabalhadores informais e prec\u00e1rios contempor\u00e2neos. Trata-se, portanto, de registro e n\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o, de absor\u00e7\u00e3o ou de permeabilidade aos signos concretos da vida urbana perif\u00e9rica e n\u00e3o de seu reflexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme \u00e9 a forma que emerge a partir da sele\u00e7\u00e3o de elementos de um meio de concretude vivencial, como se fosse um filtro desse meio. No entanto, a distin\u00e7\u00e3o entre fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o desaparece, mas reentra para o interior do filme e passa a ser um dos elementos da montagem cinematogr\u00e1fica. Isso est\u00e1 claro na escolha de todas essas obras (incluindo as de Contagem) por n\u00e3o atores (ou atores locais) e pela escolha de um territ\u00f3rio contextual na qual o filme se imbrica enquanto mapa cinematogr\u00e1fico, no caso, da Freguesia do \u00d3. A narrativa do filme n\u00e3o apenas registra o cotidiano dos skatistas do lugar, mas os liga numa semiose temporal com a reminisc\u00eancia da cena punk da periferia, eternizada na can\u00e7\u00e3o popular de Gilberto Gil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17767\" aria-describedby=\"caption-attachment-17767\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Imagem-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17767\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Imagem-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Imagem-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Imagem-2-Foto-divulga\u00e7\u00e3o-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17767\" class=\"wp-caption-text\">Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jogo entre fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o faz parte do roteiro. Esse jogo desmonta alguns dos momentos mais tensos do filme, por exemplo, na cena do ataque homof\u00f3bico no campo de futebol. Logo em seguida, esse momento dram\u00e1tico \u00e9 desconstru\u00eddo pelos esquetes que \u201cquebram\u201d a tens\u00e3o do registro supostamente realista, criando um distanciamento quase brechtiano. J\u00e1 no passeio de \u00f4nibus metropolitano at\u00e9 o Centro da capital (sua parte \u201crica\u201d), \u00e9 a total indistin\u00e7\u00e3o entre a fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o que se torna um elemento da montagem c\u00eanica. A viagem de \u00f4nibus \u00e9 e n\u00e3o \u00e9 \u201creal\u201d. Finalmente, nas cenas dos jovens praticando skate nas rampas da Freguesia, ou nas ruas da cidade, ao som de rock, o registro videoclipado indica uma est\u00e9tica audiovisual natural, que, por fazer parte da forma\u00e7\u00e3o desses mesmos jovens, n\u00e3o \u00e9 menos \u201crealista\u201d do que as manobras arriscadas sobre suas pranchas de rodas. Todas se incluem no modo de vida que \u00e9 pr\u00f3prio a esses jovens ou a essa tribo, no qual a est\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 um registro exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O saldo do filme \u00e9 francamente positivo ou otimista. Num momento t\u00e3o absolutamente pessimista da vida nacional, no qual a cultura vem sendo sistematicamente atacada, quando n\u00e3o destru\u00edda, o filme de Caru Alves de Souza \u00e9 uma brisa fresca de utopia. A cultura enquanto seiva vital flui atrav\u00e9s de <em>Meu nome \u00e9 Bagd\u00e1<\/em>.\u00a0 A conclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que os jovens devem, para alcan\u00e7ar a maioridade, se adaptar \u00e0s regras do jogo, seja do Estado (ou pior, do Mercado) quanto do sexo (ou do g\u00eanero). Nesse aspecto n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as gritantes entre as escolhas dos adultos da hist\u00f3ria e as dos adolescentes. A obra na verdade relativiza as fronteiras que a sociedade tenta impor, atrav\u00e9s da lei ou dos c\u00f3digos de moralidade. Ao desconstruir tais distin\u00e7\u00f5es, a obra de Caru mostra que a a\u00e7\u00e3o fortificada pelas solidariedades horizontais, de g\u00eanero ou de afinidade, \u00e9 um empoderamento que n\u00e3o est\u00e1 para l\u00e1, mas para c\u00e1 de Bagd\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iKpht6trqyA\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em> \u00e9 natural do Rio de Janeiro, engenheiro e escritor. Autor de Capoeiragem (7Letras\/2003) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio\/2014). \u00c9 organizador do Clube da Leitura, principal coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro e foi organizador de suas quatro colet\u00e2neas de contos. Atualmente \u00e9 doutorando de Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ com a tese F\u00e1bulas da Ci\u00eancia. \u00c9 colaborador do site de produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica <a href=\"http:\/\/canetalentepincel.art.blog\"><strong>Caneta Lente e Pincel<\/strong><\/a>. Escreveu sobre cinema para o site <a href=\"http:\/\/: http:\/\/ambrosia.com.br\"><strong>Ambrosia<\/strong><\/a>. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme brasileiro \u201cMeu nome \u00e9 Bagd\u00e1\u201d pelas anota\u00e7\u00f5es de Guilherme Preger<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17762,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3856,16,2535],"tags":[3867,115,1930,13,3862,3863,3866,1204,3864,3843,3865],"class_list":["post-17761","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-138a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-caru-alves-de-souza","tag-cinema","tag-cinema-nacional","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme-brasileiro","tag-freguesia-do-o","tag-grace-orsato","tag-guilherme-preger","tag-karina-buhr","tag-longa","tag-meu-nome-e-bagda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17761","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17761"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17761\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17768,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17761\/revisions\/17768"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17761"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17761"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17761"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}