{"id":17918,"date":"2020-10-14T09:19:39","date_gmt":"2020-10-14T12:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=17918"},"modified":"2020-10-31T16:40:26","modified_gmt":"2020-10-31T19:40:26","slug":"aperitivo-da-palavra-i-27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-i-27\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201ceu me declaro marido e mulher\u201d: a festa po\u00e9tica de Francisco Mallmann<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Por Vivian Pizzinga<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capa-Francisco-mallman.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-17926\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capa-Francisco-mallman.jpg\" alt=\"\" width=\"307\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capa-Francisco-mallman.jpg 386w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/capa-Francisco-mallman-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se eu quisesse tratar de modo l\u00fadico minha rela\u00e7\u00e3o com o texto po\u00e9tico de \u2018haver\u00e1 festa com o que restar\u2019 e, por hip\u00f3tese, resolvesse que uma das regras desse jogo seria a de escolher um dos versos de Francisco Mallmann que sintetizasse seu livro de capa vermelha &#8211; bel\u00edssimo, bel\u00edssima &#8211; talvez eu escolhesse este:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201ceu me declaro marido e mulher, eu me declaro o que eu quiser\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando passos e pandemias atr\u00e1s, descobri a poesia de Francisco Mallmann em 2019, em um evento, no Rio, que a Livraria da Travessa de Botafogo, atrav\u00e9s da batuta do escritor e livreiro Leonardo Marona, promove. O \u201cPoetas de 2 mundos\u201d, que acontece pelo menos desde 2016 e vinha se tornado mensal antes da pandemia, re\u00fane poetas das mais diversas regi\u00f5es do pa\u00eds (ou seja, n\u00e3o apenas cariocas, nem mesmo sudestinos), no fundo da livraria, sempre \u00e0s sextas \u00e0 noite. Tive a sorte de ir a alguns desses encontros, onde sempre se esbarra com algu\u00e9m conhecido que n\u00e3o se v\u00ea h\u00e1 tempos ou se conhece algu\u00e9m com quem se interagia pelas redes sociais. O evento oferece a oportunidade de conhecermos autores e autoras e, claro, socializar. Aglomerar, essa saudade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi numa dessas noites que descobri o poeta, autor curitibano nos honrando com sua visita a esta cidade que tem pouco de maravilhosa se olhada por inteiro, para al\u00e9m da orla e da maquiagem. Ele trouxe seu livro, \u2018haver\u00e1 festa com o que restar\u2019, publicado pela Editora Urutau, em 2018, obra que foi 3\u00ba lugar na categoria Poesia do Pr\u00eamio da Biblioteca Nacional e finalista do Pr\u00eamio Rio de Literatura e do Pr\u00eamio Mix Liter\u00e1rio. Quanto a mim, encolhida em algum daqueles degraus do fundo da livraria, onde livros e mais livros de literatura infanto-juvenil coloriam a cena, fiquei muito impressionada com alguns dos poemas que leu, e agora, depois de um ano, quando o mundo \u00e9 inteiramente outro e inteiramente o mesmo, debru\u00e7o-me novamente sobre a obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 bom que se diga: Francisco Mallmann n\u00e3o est\u00e1 parado. O poeta \u00e9 \u201cartista e pesquisador transdisciplinar\u201d e atua, segundo informa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, \u201cna interse\u00e7\u00e3o entre poesia, dramaturgia, artes visuais, performance e cr\u00edtica de arte\u201d, tendo estudado jornalismo e artes c\u00eanicas, al\u00e9m de ser mestre em filosofia pela PUC-PR. \u00a0Publicou tamb\u00e9m \u2018l\u00edngua pele \u00e1spera (7Letras, megamini, 2019) e AM\u00c9RICA (Urutau, 2020). Entre outras atividades e como se n\u00e3o fosse pouco, Mallmann \u00e9 coordenador do departamento de exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias e itinerantes do Museu do Holocausto de Curitiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A refer\u00eancia \u00e0 cidade aparece em alguns dos poemas do livro: \u201co amor \u00e9 hist\u00f3ria para se viver com pele\/v\u00e1 tirando os casacos\u201d. S\u00f3 quem esteve em Curitiba em janeiro e sentiu frio, usou casaco e viu muitas outras pessoas, provavelmente curitibanas, tamb\u00e9m usando, poder\u00e1 compreender na pele esses versos do poema cujo nome \u00e9 Curitiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, uma leitura inicial da obra de Mallmann j\u00e1 evidencia que o poeta \u00e9, acima de tudo, e sem perder o lirismo, irreverente e dono de um humor caracter\u00edstico. O que encontramos nas p\u00e1ginas de \u2018haver\u00e1 festa com o que restar\u2019 \u00e9 ousadia e muita poesia: se \u00e9 que se pode dizer isso, eu insistiria que Mallmann \u00e9 muito poeta. \u00c9 demasiadamente poeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma como trata as quest\u00f5es de amor, mas tamb\u00e9m as quest\u00f5es pol\u00edticas, ligadas \u00e0 LGBTQfobia principalmente, s\u00e3o sempre perpassadas por essa irrever\u00eancia, quando n\u00e3o pelo espanto, e muitas vezes por certa falta de paci\u00eancia, bastante bem-vinda ali\u00e1s. Sen\u00e3o, vejamos. Na terceira parte do livro, \u2018trinta bichas vivas\u2019, que cont\u00e9m apenas esse poema, o poeta nos traz uma esp\u00e9cie de lista variada de bichas em cenas e situa\u00e7\u00f5es as mais diversas, algumas corriqueiras, outras inimagin\u00e1veis, e cheias de precis\u00e3o: \u201cuma bicha perif\u00e9rica tr\u00eas horas de deslocamento at\u00e9 o centro\/uma bicha prefeita fazendo coisas de prefeita sendo prefeita\/uma bicha preta um turbante cores coloridas brinco grande\/uma bicha religiosa ave maria meu deus minha nossa senhora\/uma bicha roubando chocolates nas lojas americanas\/uma bicha ruim bem maldosa bem metida bem nervosa\/uma bicha pai sendo chamada de pai casada com outro pai\/uma bicha eu\u201d. Esse poema, que \u00e9 uma homenagem \u00e0 poeta Ang\u00e9lica Freitas, ap\u00f3s nos conduzir por essa variedade de cenas, termina de modo brilhante: \u201cdessas bichas nenhuma delas pedindo sua permiss\u00e3o\/dessas bichas nenhuma delas pedindo sua autoriza\u00e7\u00e3o\/dessas bichas nenhuma delas pedindo sua aprova\u00e7\u00e3o\/dessas bichas nenhuma delas quer saber sua opini\u00e3o\u201d. O recado foi dado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E Mallmann vai cultivando o exerc\u00edcio de nos surpreender e nos empurrar para a lembran\u00e7a ou a pergunta ou a imagens muito v\u00edvidas. Eis o respons\u00e1vel pela minha captura: \u201ca bicha morre, outra vez, ao som de alguma m\u00fasica brega, ela chora antes de ir, ela se arrepende por muita coisa, ela n\u00e3o se arrepende da pr\u00f3pria vida, ela chora pelo modo como a vida foi inscrita no espa\u00e7o que lhe coube (&#8230;)\u201d. Esse, que \u00e9 um dos 31 poemas da primeira parte do livro, foi um dos textos lidos naquela noite fria de junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A julgar pelo breve trecho acima reproduzido, se pode dizer que o livro tamb\u00e9m trata da viol\u00eancia. Ao fazer refer\u00eancia \u00e0 LGBTQfobia usando o recurso da imagem e da cena, ao falar de morte, de armas e de sangue, ao falar de uma \u201cbicha que morre\u201d e que n\u00e3o h\u00e1 \u201cnenhum motivo para parar o tr\u00e2nsito, solicitar luto, cogitar pol\u00edticas, reformar sistemas, mudar mentalidades, alterar culturas\u201d, mas tamb\u00e9m ao se referir a \u201ctrinta bichas vivas\u201d, \u00e9 de uma viol\u00eancia insidiosa que o poeta fala. Uma viol\u00eancia que \u00e9 muitas vezes brutal e escancarada, outras vezes se d\u00e1 de forma um pouco camuflada. E Mallmann trata dessa viol\u00eancia multifacetada por caminhos impregnados de um lirismo impactante, desses que capturam o olho que l\u00ea, e que fazem com que esse olhar n\u00e3o possa se dirigir a outro campo que n\u00e3o o da p\u00e1gina, o dos versos rec\u00e9m-lidos. Ler um desses poemas significa estatelar-se no verso e dali n\u00e3o sair: \u201ca bicha morre e algu\u00e9m diz que pena elas s\u00e3o t\u00e3o divertidas\u201d. E finaliza: \u201ca bicha morre e s\u00f3 d\u00e1 pena medo e nojo, a bicha se morresse de amor ningu\u00e9m saberia\u201d. Quando, mais \u00e0 frente, o poeta refere-se a trinta bichas vivas, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que n\u00e3o fala meramente de trinta bichas, mas trinta bichas <em>vivas<\/em>: \u00e9 de vida e de morte que se est\u00e1 tratando, \u00e9 de uma viol\u00eancia que n\u00e3o tem sido digna de luto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a estrutura do livro, trata-se de uma publica\u00e7\u00e3o concisa (101 p\u00e1ginas), com oito partes, em que cinco delas s\u00f3 t\u00eam um poema cada. A primeira parte do livro, \u2018a hist\u00f3ria de amor\u2019, tem uma quantidade maior de poemas curtinhos, e a segunda, \u2018se troc\u00e1ssemos nossas feridas\u2019, conta com dez poemas mais longos. Vamos a um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O poema come\u00e7a dizendo \u201ceu devo ser um ser do meu tempo\/acho que sim\/eu provavelmente j\u00e1 compartilhei\/mentiras na timeline j\u00e1 chorei na timeline\/eu fa\u00e7o meu pr\u00f3prio p\u00e3o\/uma receita que aprendi na televis\u00e3o\/eu digo tudo vai mal e curto\/a fotografia do perfil\/de algu\u00e9m que quero beijar\u201d e continua iniciando todas as estrofes com o verso \u201ceu devo ser um ser do meu tempo\u201d (com exce\u00e7\u00e3o das que est\u00e3o entre par\u00eanteses). Acompanhar esse passeio po\u00e9tico sobre as imagens e o que est\u00e1 envolvido no fato de ser um ser de seu tempo (reflex\u00e3o que sobrevoa gestos e h\u00e1bitos) pode nos levar a algumas indaga\u00e7\u00f5es: desses gestos, desses feitos, desses lances, o que fa\u00e7o e o que j\u00e1 fiz?, e em que medida ent\u00e3o sou um ser do meu tempo por t\u00ea-los feito? Ser-um-ser de seu tempo evoca quais imagens, corresponde a que palavras? Mais \u00e0 frente, encontramos: \u201ceu devo ser um ser do meu tempo pois\/eu leio as previs\u00f5es das elei\u00e7\u00f5es as previs\u00f5es\/do futuro as previs\u00f5es de 2020\u201d. A pandemia que ora nos ocupa torna esse verso curioso, e tamb\u00e9m o fato de, j\u00e1 em 2020, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es, vivermos agora aquilo que foi previsto (ou n\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nomes das partes nas quais o livro se divide parecem versos por si s\u00f3s. A quarta parte chama-se \u201co que faremos com ele\u201d e \u00e9 seguida pela quinta, \u2018cartografia do desaparecimento\u2019, composta de 9 poemas. H\u00e1 ainda a sexta parte, \u201csem chaves de casa\u201d, a s\u00e9tima, \u201cdramaturgia do mundo\u201d e a oitava, \u201cdepois do fim\u201d, nome adequado a tempos de pandemia (imposs\u00edvel n\u00e3o fazer refer\u00eancias constantes \u00e0 crise humanit\u00e1ria que vivemos &#8211; eu, Mallmann, voc\u00ea, todo mundo &#8211; \u00e9 tudo o que restou e n\u00e3o sei se d\u00e1 em festa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro de Francisco Mallmann \u00e9, enfim, inesgot\u00e1vel. E, entre o lirismo, a cr\u00edtica inteligente e a saudade sem solu\u00e7\u00e3o, encontramos algumas joias, como: \u201co combinado era mil dias sem reclama\u00e7\u00e3o e o plano consistia em anotar os sin\u00f4nimos do amor\u201d. Quais seriam esses sin\u00f4nimos? Encontramos tamb\u00e9m: \u201ceu gostaria de dizer que todas as coisas que me doem j\u00e1 tiveram ou v\u00e3o ter o desenho do teu rosto\u201d. E imagens incr\u00edveis, que atravessam os poemas, como esta: \u201cdesculpe por cal\u00e7ar os sapatos quando havia correntes de \u00e1gua invadindo o quarto\u201d. Sim, esse parece um pedido de desculpas necess\u00e1rio para um gesto leviano (ou desesperado) e ler esse verso me captura novamente em uma pausa em que s\u00f3 vejo p\u00e9s, t\u00eanis, cadar\u00e7os e \u00e1gua corrente, e nenhuma pegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, nunca \u00e9 demais lembrar (\u00e0 guisa de me desculpar) o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 escrever sobre uma obra (liter\u00e1ria, po\u00e9tica) quando ela tem muitas qualidades: n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o estamos \u00e0 altura, como n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil a tarefa de selecionar o que gostar\u00edamos de enfatizar. Fica faltando coisa \u00e0 be\u00e7a, mas a recomenda\u00e7\u00e3o \u2018leiam Francisco Mallmann\u2019 n\u00e3o poderia faltar. E lan\u00e7o m\u00e3o da po\u00e9tica do autor para a minha pr\u00f3pria conclus\u00e3o, escolhendo outra parte do poema que emprestou um de seus versos \u00e0 abertura da resenha. O verso diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cqueria ter acordado e escrito um bilhetinho dizendo: j\u00e1 n\u00e3o estou aqui, n\u00e3o me procure, fui ruminar o rancor no exterior\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Vivian Pizzinga<\/em><\/strong><em> \u00e9 psic\u00f3loga e escreve. Na escrita, lan\u00e7ou Dias Roucos e Vontades Absurdas (contos, 2013), A primavera entra pelos p\u00e9s (contos, 2015) e um romance epistolar com Igor Dias, Extravios (2018), todas pela Editora Oito e meio. Na psicologia, atua na cl\u00ednica psicanal\u00edtica e com sa\u00fade do trabalhador, e tem mestrado e doutorado em Sa\u00fade Coletiva pelo Instituto de Medicina Social (IMS\/UERJ).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poesia de Francisco Mallmann pelas travessias de Vivian Pizzinga <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3879,2533,16],"tags":[11,3882,17,189,2716],"class_list":["post-17918","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-139a-leva","category-aperitivo-da-palavra","category-destaques","tag-aperitivo-da-palavra","tag-francisco-mallmann","tag-poesia","tag-resenha","tag-vivian-pizzinga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17918"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17918\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17940,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17918\/revisions\/17940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}