{"id":18084,"date":"2020-11-30T11:03:43","date_gmt":"2020-11-30T14:03:43","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=18084"},"modified":"2020-12-06T19:41:38","modified_gmt":"2020-12-06T22:41:38","slug":"drops-da-setima-arte-43","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-43\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>High Life. Fran\u00e7a\/Alemanha\/Reino Unido\/Pol\u00f4nia. 2018. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cartaz-High-Life.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18088\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cartaz-High-Life.jpg\" alt=\"\" width=\"304\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cartaz-High-Life.jpg 304w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Cartaz-High-Life-203x300.jpg 203w\" sizes=\"auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>High Life <\/em>\u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o internacional de 2018, de idioma ingl\u00eas, da consagrada diretora francesa Claire Denis, que infelizmente n\u00e3o passou nos cinemas p\u00fablicos brasileiros, mas que pode ser visualizada pela plataforma You Tube, mediante pagamento. Sendo a primeira obra de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da autora, \u00e9 um filme que se adequa a esse per\u00edodo de confinamento pand\u00eamico por causa de seu enredo claustrof\u00f3bico sobre a vida artificial. \u00c9 certamente a produ\u00e7\u00e3o mais cara da diretora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Denis \u00e9 conhecida pelos seus filmes que abordam a sexualidade e o corpo. Seu filme mais importante, <em>Beau Travail<\/em> (1999), que se passa na \u00c1frica (Denis viveu em v\u00e1rios pa\u00edses africanos quando jovem, acompanhando o trabalho de seu pai), \u00e9 sobre um <em>affair<\/em> homoafetivo n\u00e3o declarado entre dois militares, um comandante e um subordinado da Legi\u00e3o Estrangeira Francesa na Arg\u00e9lia. A rela\u00e7\u00e3o se d\u00e1 numa mistura de jogo de poder e desejo reprimido, e sup\u00f5e a troca de pap\u00e9is, ao estilo \u201cSenhor e Escravo\u201d. Muitas vezes, os filmes da autora abordam as quest\u00f5es do sexo e do desejo na fronteira das transgress\u00f5es, dos tabus e dos jogos de poder (que frequentemente s\u00e3o tamb\u00e9m jogos er\u00f3ticos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <em>High Life<\/em>, uma miss\u00e3o espacial se dirige para fora do sistema solar e objetiva se aproximar de um buraco negro para estud\u00e1-lo. Descobrimos que toda sua tripula\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de criminosos que foram condenados na Terra, mas a quem foi dado o direito de substituir suas penas pela participa\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o espacial, \u201cpara servir \u00e0 Ci\u00eancia\u201d. Aos poucos, todos descobrem que a miss\u00e3o n\u00e3o visa retorno poss\u00edvel \u00e0 Terra. Em <em>flashback<\/em>, um cientista denuncia que a expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 desumana por n\u00e3o supor o retorno dos tripulantes, o que \u00e9 o mesmo que conden\u00e1-los a uma esp\u00e9cie de pris\u00e3o perp\u00e9tua ou mesmo \u00e0 pena capital. \u00c9 amb\u00edguo no filme se os participantes realmente desconhecem seu destino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas personagens se destacam. A primeira \u00e9 a \u201cdoutora\u201d Dibbs (vivida por Juliette Binoche, frequente colaboradora da diretora). Ela \u00e9 a m\u00e9dica da miss\u00e3o e \u00e9 tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela \u201cpesquisa\u201d cient\u00edfica a respeito da fertilidade humana nas condi\u00e7\u00f5es de radia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o sideral. N\u00e3o se sabe se esta \u00e9 uma pesquisa \u201cinventada\u201d pela m\u00e9dica ou j\u00e1 decidida pelos cientistas projetistas. Tampouco se sabe se seu posto de m\u00e9dica e pesquisadora foi definido antecipadamente. Aos poucos, saberemos que Dibbs \u00e9 uma criminosa condenada tal como os demais membros da tripula\u00e7\u00e3o. Ela certamente mant\u00e9m uma ascend\u00eancia de poder sobre todos que muitas vezes se submetem aos seus experimentos gen\u00e9ticos (fornecem fluidos sexuais). No entanto, nas condi\u00e7\u00f5es irremediavelmente long\u00ednquas da nave, o poder ditatorial e severo que Dibbs exerce sobre os demais poderia ser alvo facilmente de uma rebeli\u00e3o. Mas os outros passageiros parecem passivos demais para lhe questionar o poder. Parte dessa in\u00e9rcia vem do fato de que Dibbs tem acesso a drogas narc\u00f3ticas que tornam a longa viagem mais suport\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18091\" aria-describedby=\"caption-attachment-18091\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-1-Juliette-Binoche-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18091 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-1-Juliette-Binoche-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-1-Juliette-Binoche-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-1-Juliette-Binoche-divulga\u00e7\u00e3o-300x192.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18091\" class=\"wp-caption-text\">Juliette Binoche \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda personagem protagonista \u00e9 Monte (vivido pelo ator americano Robert Pattinson). Ele \u00e9 o \u00fanico passageiro que permanece fora da esfera de comando de Dibbs, nem participa de suas pesquisas e nem cede \u00e0s suas demandas sexuais. Ele \u00e9 um \u201ccelibat\u00e1rio\u201d por sua pr\u00f3pria decis\u00e3o, o que lhe garante uma fortificada \u201cpureza\u201d e uma aura de integridade. Desde a primeira cena, sabemos que Monte ser\u00e1 o \u00fanico sobrevivente da miss\u00e3o, junto com uma crian\u00e7a, menina, rec\u00e9m-nascida. Ele mant\u00e9m um jardim com estufa num dos compartimentos da nave espacial. A narrativa do filme \u00e9 constru\u00edda de forma totalmente n\u00e3o linear e varia com cenas da nave em momentos diferentes e cenas antes da partida, ou ainda com outras da pr\u00f3pria juventude de Monte. N\u00e3o sabemos de onde vem aquele ins\u00f3lito rec\u00e9m-nascido que est\u00e1 com ele nas primeiras cenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O antagonismo entre Monte e Dibbs estrutura um dos eixos do enredo. De um lado, a pureza de Monte permite que ele mantenha uma aura de sapi\u00eancia diante da tripula\u00e7\u00e3o. Dibbs, por seu lado, \u00e9 uma personagem amb\u00edgua. De um lado, seu poder vem de seu saber cient\u00edfico e instrumental. De outro, seus longos cabelos e seus pelos abundantes s\u00e3o \u00edndices ostensivos de sua feminilidade e de sua sexualidade. Uma das participantes femininas a chama de \u201cbruxa\u201d. A personagem de Binoche assedia sexualmente os homens, mas n\u00e3o consegue os favores de Monte. H\u00e1 um compartimento da nave que \u00e9 um cub\u00edculo onde ela pode se masturbar sobre um dispositivo f\u00e1lico de cavalgadura. Assim, ela articula o poder da racionalidade cient\u00edfica e instrumental e o poder arquet\u00edpico da sexualidade feminina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro eixo narrativo \u00e9 o da pr\u00f3pria miss\u00e3o, a utopia-distopia da viagem sideral. Claire Denis explicitamente organiza uma montagem cinematogr\u00e1fica em que v\u00e1rios filmes s\u00e3o refer\u00eancias: <em>2001, uma Odisseia no Espa\u00e7o<\/em>; <em>Solaris<\/em>; <em>Alien, o Oitavo Passageiro<\/em>; <em>Perdido em Marte<\/em>. Este \u00faltimo \u00e9 referenciado pelo jardim interno mantido por Monte. De fato, um dos alvos tem\u00e1ticos de Denis \u00e9 o projeto de coloniza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, em particular o projeto de Elon Musk (Tesla) de enviar uma nave tripulada \u00e0 Marte sem retorno. As pesquisas de Dibbs sobre a viabilidade da fertilidade humana no espa\u00e7o sideral est\u00e3o inscritas nessa experi\u00eancia de sobreviv\u00eancia ut\u00f3pica da esp\u00e9cie quando as condi\u00e7\u00f5es do planeta Terra estiverem irremediavelmente in\u00f3spitas (e tamb\u00e9m lembram a pesquisa do cientista androide de Alien com o material gen\u00e9tico alien\u00edgena). <em>High Life<\/em> vai mais longe, para al\u00e9m do Sistema Solar. Por\u00e9m, submete esse projeto de \u201cescapar\u201d do planeta e do Sistema a uma revers\u00e3o ir\u00f4nica. A nave \u00e9 caracterizada como um container grosseiro, como uma caixa de transporte e uma nave-pris\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18092\" aria-describedby=\"caption-attachment-18092\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-2-Robert-Pattinson-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18092\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-2-Robert-Pattinson-divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-2-Robert-Pattinson-divulga\u00e7\u00e3o.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Imagem-2-Robert-Pattinson-divulga\u00e7\u00e3o-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18092\" class=\"wp-caption-text\">Robert Pattinson \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa de suas entrevistas sobre o filme, Claire Denis diz que nas condi\u00e7\u00f5es absolutamente sem esperan\u00e7a das personagens, \u201co sexo \u00e9 a \u00fanica liberdade\u201d. O sexo, o corpo e a carne est\u00e3o presentes em todos os seus filmes. O que se observa neste \u00faltimo filme \u00e9 um embate entre o sonho dist\u00f3pico da tecnoci\u00eancia e a espessura dos corpos carregados de sexualidade e desejo. Denis exibe em seus filmes um verdadeiro fasc\u00ednio com o corpo, seja disforme ou mutilado. Denis \u00e9 uma feminista diferente, fascinada com a masculinidade. A discuss\u00e3o de g\u00eanero est\u00e1 presente em sua obra n\u00e3o \u00e0 maneira da performatividade discutida pela Teoria Queer, mas como um encrave sexual que acomete a carne, independentemente de seu c\u00f3digo gen\u00e9tico. Em seu filme cl\u00e1ssico <em>White Material (2009)<\/em>, o fr\u00e1gil corpo branco da personagem de Isabelle Huppert recebe uma caracteriza\u00e7\u00e3o de virilidade. O embaralhamento de g\u00eanero em seus filmes vem totalmente desprovido de classifica\u00e7\u00f5es. \u00c9 algo a ser vivido carnalmente pelas personagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse embaralhamento sexual tamb\u00e9m acontece em <em>High Life<\/em>. Mesmo com sua sexualidade arquet\u00edpica, \u00e9 a personagem de Dibbs que est\u00e1 com o poder f\u00e1lico da viol\u00eancia da posse. \u00c9 assim que sua experi\u00eancia cient\u00edfica ter\u00e1 \u00eaxito atrav\u00e9s de dois estupros em corpos de mulher e de homem. J\u00e1 a personagem de Monte ser\u00e1 retratada desde o in\u00edcio num claro vi\u00e9s maternal e virginal, com uma propens\u00e3o ao cuidado e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Denis, os corpos s\u00e3o andr\u00f3ginos. E o sexo \u00e9 um assunto sobre o encontro desejoso (quase sempre violento) dos corpos. Quaisquer corpos. Mesmo (ou principalmente) com o seu pr\u00f3prio: sexo \u00e9 tamb\u00e9m masturba\u00e7\u00e3o com o corpo do outro (podendo este ser o &#8220;outro de si&#8221;). Na rela\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria entre esperan\u00e7a e desesperan\u00e7a, a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de <em>High Life<\/em> \u00e9 um experimento cinematogr\u00e1fico e tamb\u00e9m um experimento mental. A viagem de escape para fora do Sistema Solar se dirige a um buraco negro. \u00c9 o buraco negro que sintetiza as contradi\u00e7\u00f5es entre mito e ci\u00eancia, masculino e feminino, ideologia e utopia. E entre o monstruoso e o sublime da arte. O buraco negro \u00e9 a alegoria da \u201cfenda\u201d do sexo, de sua passagem e de seu encerramento. Da posse que \u00e9 tamb\u00e9m uma entrega: possess\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8J6xl4zf6zU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em>, carioca, \u00e9 engenheiro e escritor, doutor em Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ (2020). \u00c9 autor de Capoeiragem (7Letras, 2013) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio, 2014). \u00c9 organizador do \u00a0<a href=\"http:\/\/clubedaleiturarj.blogspot.com\/\"><strong>Clube da Leitura<\/strong><\/a>, coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro, atuante desde 2007 e foi editor das quatro colet\u00e2neas do Coletivo. \u00c9 autor do blog <a href=\"https:\/\/gfpreger.medium.com\/\"><strong>Fabula\u00e7\u00e3o Especulativa<\/strong><\/a> e seus trabalhos acad\u00eamicos podem ser visitados <a href=\"https:\/\/uerj.academia.edu\/GuilhermePreger\"><strong>aqui<\/strong>. <\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As reflex\u00f5es de Guilherme Preger para o provocante filme High Life<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18089,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3904,16,2535],"tags":[115,13,394,1204,3905,189],"class_list":["post-18084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-140a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-cinema","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-guilherme-preger","tag-high-life","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18084"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18233,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18084\/revisions\/18233"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}