{"id":18347,"date":"2021-01-11T11:45:11","date_gmt":"2021-01-11T14:45:11","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=18347"},"modified":"2021-02-28T16:12:43","modified_gmt":"2021-02-28T19:12:43","slug":"dropsdasetimaarte-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dropsdasetimaarte-18\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Guilherme Preger<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Berlin Alexanderplatz. Alemanha\/Holanda. 2020. <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Capa-Berlin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18351\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Capa-Berlin.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Capa-Berlin.jpg 318w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Capa-Berlin-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nova vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica do grande romance de Alfred D\u00f6blin (1929), <em>Berlin Alexanderplatz<\/em> foi apresentada ao p\u00fablico brasileiro apenas na Mostra de Filmes de S\u00e3o Paulo, sendo um dos filmes de maior repercuss\u00e3o. Trata-se de uma releitura, ou melhor dizendo, reconstru\u00e7\u00e3o do romance modernista, que tamb\u00e9m foi trazido para a linguagem audiovisual na c\u00e9lebre s\u00e9rie televisiva de Rainer Fassbinder (1980).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Burhan Qurbani, diretor da vers\u00e3o 2020, \u00e9 afeg\u00e3o e mora em Berlim. Nesta sua vers\u00e3o, ele atualiza o cl\u00e1ssico de D\u00f6blin, trazendo a trama para o presente. Franz Biberkopf agora se torna Francis, refugiado negro de Guin\u00e9 Bissau, vivido pelo ator Welket Bungu\u00e9, que \u00e9 conhecido do p\u00fablico brasileiro, pois participou de filmes do cinema nacional tal como <em>Corpo El\u00e9trico<\/em> (2017) e <em>Joaquim<\/em> (2017).\u00a0 Na reconstru\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de Qurbani, Francis \u00e9 um imigrante que entra ilegalmente na Alemanha e tenta a princ\u00edpio se estabelecer legalmente em trabalhos na ind\u00fastria. Mas como o Biberkopf original, Francis acaba por se desviar para as atividades il\u00edcitas de com\u00e9rcio de drogas ou de cafetinagem. Nesse seu desvio de rota para a marginalidade, duas personagens lhe servem de balize. A primeira \u00e9 Reinhold (extraordinariamente vivida pelo ator Albrecht Schuch), traficante de drogas, pessoa amb\u00edgua e demon\u00edaca, na melhor tradi\u00e7\u00e3o fabular alem\u00e3 de Fausto e de Mefistofeles. Reinhold \u00e9 perverso, impotente sexualmente e desenvolve uma uni\u00e3o umbilical com Francis, que v\u00ea nele quase um irm\u00e3o. A sexualidade de Francis tamb\u00e9m \u00e9 amb\u00edgua, aparentemente bissexual, assim como sua pr\u00f3pria \u00e9tica existencial, dividida entre o Bem e o Mal, entre o desejo de se tornar um cidad\u00e3o alem\u00e3o normal ou um traficante, entre a amizade por Reinhold e o amor de Mieze.\u00a0 Esta \u00e9 outra personagem principal, de \u00edndole oposta (vivida pela atriz Jeela Haase), uma prostituta angelical que se casa com Francis e lhe serve de guia amoroso e espiritual. \u00c9 dela a voz narrativa que justamente narra a perip\u00e9cia de Francis em busca de sua Salva\u00e7\u00e3o, assim mesmo em mai\u00fascula, para acentuar seu tom teol\u00f3gico (pr\u00f3prio ao nome do protagonista que lembra o nome do santo crist\u00e3o).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18352\" aria-describedby=\"caption-attachment-18352\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-1-Berlin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18352 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-1-Berlin.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-1-Berlin.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-1-Berlin-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18352\" class=\"wp-caption-text\">Cena de Berlin Alexanderplatz \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um diretor afeg\u00e3o, um her\u00f3i negro imigrante no lugar de um branco, a obra de Qurbani tem tudo para se tornar uma verdadeira desconstru\u00e7\u00e3o do cl\u00e1ssico liter\u00e1rio germ\u00e2nico.\u00a0 Mas, em certo sentido, trata-se de uma vers\u00e3o bastante fiel ao esp\u00edrito original do romance. De fato, as desventuras de Franz na d\u00e9cada de 20 na Alemanha, per\u00edodo imediatamente anterior \u00e0 ascens\u00e3o do fascismo, est\u00e3o todas fielmente tra\u00e7adas neste filme de 2020. Esta vers\u00e3o \u00e9 longa, com 180 minutos, dividida em 5 partes, mas ainda bem menor do que a vers\u00e3o de Fassbinder, com seus 14 cap\u00edtulos e 15 horas de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a obra modernista de Alfred D\u00f6blin tinha desde sempre uma forma pl\u00e1stica, feita para apropria\u00e7\u00f5es. O pr\u00f3prio autor realizou a primeira adapta\u00e7\u00e3o, ao fazer uma leitura de sua obra por transmiss\u00e3o radiof\u00f4nica. Em seu famoso ensaio sobre o romance de D\u00f6blin, Walter Benjamin nos mostra como em <em>Berlin Alexanderplatz<\/em> a narrativa \u00e9pica reaparece nas ru\u00ednas do Romance burgu\u00eas. \u00c9 atrav\u00e9s da transposi\u00e7\u00e3o da montagem cinematogr\u00e1fica para dentro do Romance, que o discurso romanesco \u00e9 implodido e, na verdade, desmontado. Para Benjamin, Alfred D\u00f6blin tem mais sucesso do que James Joyce nessa tarefa de desconstru\u00e7\u00e3o da narrativa moderna. H\u00e1 nesta leitura benjaminiana claramente a influ\u00eancia de Brecht: o retorno da narrativa \u00e9pica atrav\u00e9s da montagem \u00e9 a vit\u00f3ria da mem\u00f3ria coletiva, possibilitada pela t\u00e9cnica das massas, contra a interioridade burguesa e individualista do Romance de Forma\u00e7\u00e3o. O mundo fronteiri\u00e7o pequeno-burgu\u00eas de Franz Biberkopf \u00e9 t\u00edpico dos her\u00f3is brechtianos: proxenetas, mafiosos e prostitutas, figuras de um mundo em dissolu\u00e7\u00e3o. O tema da impossibilidade da bondade num mundo p\u00e9rfido \u00e9 recorrente. A \u00fanica maneira de ser bom num mundo ruim \u00e9 fazer a revolu\u00e7\u00e3o e transformar o mundo. Do contr\u00e1rio, a bondade n\u00e3o passa de m\u00e1scara hip\u00f3crita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o de Fassbinder recupera outra dimens\u00e3o pela qual o texto de Benjamin passa batido: a saga de Biberkopf \u00e9 outra vers\u00e3o da mitologia f\u00e1ustica, mefistof\u00e9lica, representada pelo\u00a0antagonista Reinhold, cuja maldi\u00e7\u00e3o assombra a cultura germ\u00e2nica. Fassbinder, que \u00e9 o mais agudo cr\u00edtico da Alemanha do p\u00f3s-guerra, v\u00ea no pacto burgu\u00eas ap\u00f3s a cat\u00e1strofe do Holocausto novos sinais desse pacto demon\u00edaco. A transposi\u00e7\u00e3o medial de Fassbinder \u00e9 ent\u00e3o realizada atrav\u00e9s de outra t\u00e9cnica. Ele recupera a dimens\u00e3o folhetinesca do romance de D\u00f6blin e a traduz para o ambiente da televis\u00e3o. A serializa\u00e7\u00e3o televisiva dissolve o poder contrastante e implosivo da montagem cinematogr\u00e1fica. A dissolu\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora que permitiu o nazismo se torna ent\u00e3o figurada pelo pacto pequeno-burgu\u00eas que essa mesma classe derrotada faz com as for\u00e7as do imperialismo americano para recuperar a autoestima da na\u00e7\u00e3o germ\u00e2nica sobre as cinzas de milh\u00f5es de judeus assassinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vers\u00e3o de 2020 do afeg\u00e3o Burhan Qurbani outro giro acontece. Curiosamente, a serializa\u00e7\u00e3o trazida por Fassbinder ganhou uma s\u00fabita contemporaneidade nas s\u00e9ries audiovisuais das plataformas de v\u00eddeo sob demanda. Mas Qurbani retoma novamente a for\u00e7a da montagem cinematogr\u00e1fica, das m\u00faltiplas perspectivas de ponto de vista, para recuperar a for\u00e7a pol\u00edtica original. E, ao mesmo tempo, une essas perspectivas ao folhetim melodram\u00e1tico que marca a vers\u00e3o de Fassbinder. Ao trazer a situa\u00e7\u00e3o dos imigrantes africanos para o centro da trama, esse movimento desloca politicamente a mitologia germ\u00e2nica. Mais ainda do que em Fassbinder, o pacto entre Francis (cujo nome remete ao atual Papa) e Reinhold \u00e9 novamente mefistof\u00e9lico. O filme ainda \u00e9 serializado, mas a divis\u00e3o em cap\u00edtulos n\u00e3o distende a trama, mas a comprime e tensiona. A vers\u00e3o de Qurbani consegue ser mais \u201cfiel\u201d do que a de Fassbinder, no sentido em que toda a t\u00e9cnica da montagem cinematogr\u00e1fica, agora digitalizada, \u00e9 manobrada na dire\u00e7\u00e3o da guerra contra o mito. O Romance de Forma\u00e7\u00e3o burgu\u00eas se transforma no relato audiovisual da sobreviv\u00eancia dos imigrantes internacionais, que s\u00e3o o verdadeiro \u201csangue germ\u00e2nico\u201d, mais alem\u00e3es do que os pr\u00f3prios alem\u00e3es, como diz a certa altura um bem sucedido Francis aos seus companheiros africanos, negros como ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18353\" aria-describedby=\"caption-attachment-18353\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-2-Berlin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18353 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-2-Berlin.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-2-Berlin.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Imagem-2-Berlin-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18353\" class=\"wp-caption-text\">Cena de Berlin Alexanderplatz \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o 2020 assim restabelece a pot\u00eancia cinematogr\u00e1fica da montagem para n\u00e3o perder sua pot\u00eancia pol\u00edtica. A mesma amea\u00e7a que pairava sobre os trabalhadores alem\u00e3es da d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo passado retorna no medo contra o crescimento do movimento de extrema-direita na Europa, assustada com o \u201cespectro do imigrante\u201d, novo corpo do proletariado transnacional. Nesse aspecto, Reinhold assume um t\u00edpico arqu\u00e9tipo do membro direitista, ressentido, pervertido, alimentador do desprezo pelo outro e, ao mesmo tempo, sequioso por recuperar o desejo de lux\u00faria perdido pela impot\u00eancia social do neoliberalismo econ\u00f4mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, algumas cr\u00edticas feministas reclamaram da caracteriza\u00e7\u00e3o das personagens mulheres no filme, todas elas \u201cprostitutas\u201d, inclusive a angelical Mieze, que faz o contraponto a Reinhold. Mas \u00e9 verdade que este mesmo submundo j\u00e1 estava desde sempre retratado na obra original. Walter Benjamin n\u00e3o perdeu isso de vista, ao observar que esta sociabilidade, de fundo pequeno-burguesa, era uma esp\u00e9cie de \u201cfim de linha\u201d \u00e0 burguesia, e para o proletariado representava o elemento dissoluto de sua subordina\u00e7\u00e3o de classe. Este submundo de prostitutas e traficantes est\u00e1 amarrado \u00e0 trama visual do novo filme entrela\u00e7ada, \u00e0 maneira contempor\u00e2nea, pela pulsa\u00e7\u00e3o r\u00edtmica e ambienta\u00e7\u00e3o vertiginosa que o atravessa.\u00a0 O melodrama pequeno-burgu\u00eas da obra original \u00e9 reconfigurado pela puls\u00e3o desejante dos corpos marginais, sobretudo do corpo imigrante, negro e mutilado de Francis. Como sonhava Benjamin, h\u00e1 uma vibra\u00e7\u00e3o \u00e9bria e emancipat\u00f3ria trepidando nessa atmosfera\u00a0sonora e visual. \u00c9 essa vibra\u00e7\u00e3o que reverbera na semiose fascinante da nova vers\u00e3o. Ela marca o compasso na trajet\u00f3ria narrativa de Francis de sua Dana\u00e7\u00e3o \u00e0 sua Salva\u00e7\u00e3o. Quem sabe, nos anos que se seguem \u00e0 crise pand\u00eamica, haver\u00e1 esse reencontro com nossos corpos perdidos ou esquecidos na vibra\u00e7\u00e3o de outros desejos de mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Q9nZFUgyclE\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Q9nZFUgyclE\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em>, carioca, \u00e9 engenheiro e escritor, doutor em Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ (2020). \u00c9 autor de Capoeiragem (7Letras, 2013) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio, 2014). \u00c9 organizador do <a href=\"http:\/\/clubedaleiturarj.blogspot.com\/\"><strong>Clube da Leitura<\/strong><\/a>, coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro, atuante desde 2007 e foi editor das quatro colet\u00e2neas do Coletivo. \u00c9 autor do blog <a href=\"https:\/\/gfpreger.medium.com\/\"><strong>Fabula\u00e7\u00e3o Especulativa<\/strong><\/a> e seus trabalhos acad\u00eamicos podem ser visitados <a href=\"https:\/\/uerj.academia.edu\/GuilhermePreger\"><strong>aqui<\/strong><\/a>. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Preger nos conduz pela nova vers\u00e3o do filme Berlin Alexanderplatz<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18348,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3924,2535],"tags":[3942,3944,115,13,394,1204,3943],"class_list":["post-18347","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-141a-leva","category-drops-da-setima-arte","tag-alemanha","tag-berlin-alexanderplatz","tag-cinema","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-guilherme-preger","tag-holanda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18347"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18347\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18404,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18347\/revisions\/18404"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}