{"id":18473,"date":"2021-02-25T09:49:00","date_gmt":"2021-02-25T12:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=18473"},"modified":"2021-02-28T16:07:49","modified_gmt":"2021-02-28T19:07:49","slug":"drops-da-setima-arte-44","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-44\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Febre<\/strong><strong>. Brasil. 2019.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cartaz-A-Febre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18477\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cartaz-A-Febre.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cartaz-A-Febre.jpg 338w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Cartaz-A-Febre-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vencedor do Festival de Bras\u00edlia de 2019, com v\u00e1rios pr\u00eamios em festivais internacionais, <em>A Febre<\/em>, filme de Maya Da-rin, infelizmente n\u00e3o p\u00f4de ser assistido nos cinemas brasileiros por causa da pandemia. Infelizmente porque ele \u00e9 a prova de como uma obra de arte \u00e9 capaz de premoni\u00e7\u00e3o, de absorver impercept\u00edveis sinais de perigo e traduzi-los em imagens significantes. Filmado antes do per\u00edodo pand\u00eamico e concebido h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, o filme trabalha com a ideia de uma misteriosa febre que ocorre na cidade de Manaus. Essa febre ressoa no recente desastre sanit\u00e1rio do Coronav\u00edrus e a cat\u00e1strofe das mortes sem atendimento na capital amazonense, bem como da variante da doen\u00e7a gerada na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protagonista do filme \u00e9 Justino (vivido pelo ator Regis Myrupu), de origem ind\u00edgena da na\u00e7\u00e3o dos Tukanos, que trabalha como vigilante no cais das docas do grande porto de Manaus. Justino abandonou sua aldeia h\u00e1 muitos anos, \u00e9 vi\u00favo e tem uma filha, Vanessa (vivida por Rosa Peixoto), que \u00e9 enfermeira e sonha em estudar medicina numa universidade p\u00fablica. Vanessa passa no Enem para a UNB e est\u00e1 feliz com a possibilidade de estudar em Bras\u00edlia. Deixar\u00e1 ent\u00e3o sozinho seu pai com quem mant\u00e9m forte rela\u00e7\u00e3o de afeto. Logo ap\u00f3s receber a not\u00edcia que sua filha passou no Enem, Justino passa a apresentar sintomas de uma misteriosa febre que n\u00e3o encontra diagn\u00f3stico. Paralelamente, a cidade de Manaus testemunha misteriosos ataques de supostas feras sobre porcos e outros animais dom\u00e9sticos. Alguns acreditam serem ataques de c\u00e3es selvagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta de ver al\u00e9m do que aparece est\u00e1 inscrita na pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o do filme. \u201cO homem branco s\u00f3 consegue ver o que est\u00e1 diante dos seus olhos\u201d \u00e9 a ideia que faz mover o roteiro. O filme tem forte componente aleg\u00f3rico que contrasta com a descri\u00e7\u00e3o realista do cotidiano de Justino em suas idas e vindas de \u00f4nibus do trabalho. Mas a caracter\u00edstica aleg\u00f3rica busca um efeito de tradu\u00e7\u00e3o entre mundos incomensur\u00e1veis, n\u00e3o s\u00f3 aqueles entre brancos e ind\u00edgenas. Logo na primeira cena do filme, Vanessa, filha de Justino, atende uma paciente ind\u00edgena idosa num hospital p\u00fablico. A senhora lhe conta uma hist\u00f3ria em linguagem tukana que \u00e9 incompreens\u00edvel tanto para Vanessa como para os espectadores. Vanessa fala a l\u00edngua geral tucana, mas essa na\u00e7\u00e3o tem muitos dialetos que s\u00e3o estranhos uns aos outros. Trata-se de uma na\u00e7\u00e3o de povos diferentes, enquanto os homens brancos veem apenas uma unidade \u00e9tnica de \u201c\u00edndios\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18478\" aria-describedby=\"caption-attachment-18478\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-1-Regis-Myrupu-no-personagem-de-Justino-MENOR.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18478\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-1-Regis-Myrupu-no-personagem-de-Justino-MENOR.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-1-Regis-Myrupu-no-personagem-de-Justino-MENOR.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-1-Regis-Myrupu-no-personagem-de-Justino-MENOR-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18478\" class=\"wp-caption-text\">Regis Myrupu no personagem de Justino \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para traduzir as imagens entre mundos diferentes, a diretora Maya Da-rin se utiliza da for\u00e7a da f\u00e1bula aleg\u00f3rica. Vemos Justino, tamb\u00e9m em fala tukana traduzida para a l\u00edngua portuguesa em legendas, contando uma hist\u00f3ria para uma crian\u00e7a ind\u00edgena. A f\u00e1bula conta de um sonho em que um homem branco se perde na floresta e n\u00e3o consegue encontrar sa\u00edda. Um casal de macacos ent\u00e3o lhe aponta o caminho para o retorno \u00e0 cidade. Como todo sonho, a hist\u00f3ria n\u00e3o fala apenas do progressivo desenraizamento de Justino, que na cidade grande vai perdendo o contato com o mundo da floresta. A narrativa tamb\u00e9m lhe vem como um press\u00e1gio, como veremos adiante, e como o pr\u00f3prio \u201cfio de Ariadne\u201d que lhe permite se orientar nos labirintos formados pelas fronteiras. Como diria o doutor Freud, todo sonho \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na montagem de <em>A Febre<\/em> s\u00e3o figuradas v\u00e1rias fronteiras: a fronteira entre brancos e \u00edndios, a fronteira entre l\u00ednguas, entre cidade e floresta, entre sonho e vig\u00edlia, entre narrativa oral e linguagem cinematogr\u00e1fica digital. \u00c9, por assim dizer, um filme fronteiri\u00e7o, e uma de suas principais virtudes \u00e9 permanecer na habita\u00e7\u00e3o dessas bordas, simuladas ao enquadramento da c\u00e2mara. Uma dessas fronteiras figuradas \u00e9 a do vesti\u00e1rio do cais do porto, onde Justino tira o uniforme e troca de posto com um colega. Este \u00e9 um seguran\u00e7a branco que chegou de Rond\u00f4nia e tem enorme preconceito de \u00edndios. Debocha de Justino chamando-o de \u201c\u00edndio amansado\u201d e diz que j\u00e1 enfrentou e matou muitos \u201c\u00edndios de verdade\u201d em seu trabalho anterior. No vesti\u00e1rio, encena-se ent\u00e3o as divis\u00f5es entre o branco racista e o \u00edndio oprimido, entre o dia e a noite, entre o trabalho e a folga e entre a lei e a criminalidade. O trabalho de Justino n\u00e3o lhe exige muito. Ele se mant\u00e9m em vigil\u00e2ncia como um \u201cca\u00e7ador sem ca\u00e7a\u201d, como ele mesmo diz. Mas muitas vezes, com a falta do que fazer, Justino cai no sono e ent\u00e3o sonha, configurando ent\u00e3o mais outra fronteira entre a vig\u00edlia e o sono e entre a aliena\u00e7\u00e3o do trabalho e a polissemia oracular do sonho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nas v\u00e1rias cenas de retorno de Justino do seu trabalho, num \u00f4nibus lotado, descobrimos que ele mora na fronteira da fronteira de Manaus. Para chegar em sua casa ele atravessa uma pequena mata a partir da estrada, tra\u00e7ando a mais importante de todas as divisas figuradas pelo filme: aquela entre a cidade e a floresta. Sua casa, que tem um quintal buc\u00f3lico onde Justino pode ficar \u201c\u00e0 vontade\u201d sem camisa, se localiza justamente entre o meio urbano e o meio rural. A floresta \u00e9 o \u201coutro lugar\u201d que se estende al\u00e9m da vista e onde o homem branco se perde por n\u00e3o conseguir enxergar atrav\u00e9s de sua intrincada complexidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18479\" aria-describedby=\"caption-attachment-18479\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18479 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o-2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o-2.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Imagem-2-divulga\u00e7\u00e3o-2-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18479\" class=\"wp-caption-text\"><em>A Febre<\/em> \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No roteiro, dois eventos cruzam essa fronteira nebulosa. Um deles \u00e9 a visita do irm\u00e3o de Justino e de sua companheira. Eles permaneceram na comunidade ind\u00edgena e se mant\u00eam ligados \u00e0s suas tradi\u00e7\u00f5es. H\u00e1 um mal-estar familiar de que Justino deixou para tr\u00e1s sua comunidade para viver no mundo dos brancos. Eles trazem uma vis\u00e3o estrangeira (para o filme e para a cidade) que \u00e9 cr\u00edtica, mas tamb\u00e9m compreensiva: seu irm\u00e3o percebe com agudeza o dilema de Justino entre a felicidade por sua filha passar no Enem e a melancolia pela solid\u00e3o que o espera. O segundo evento se refere aos misteriosos ataques de feras a animais dom\u00e9sticos. Essas feras s\u00e3o animais da cidade como c\u00e3es ou animais selvagens da floresta? Essa fantasmagoria atravessa a fronteira entre o realismo da narrativa cinematogr\u00e1fica e o imagin\u00e1rio on\u00edrico da f\u00e1bula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final das contas, \u00e9 a capacidade de olhar para al\u00e9m dessas fronteiras que decidir\u00e1 o dilema de Justino. Essa capacidade exige a sabedoria de reconhecer e decifrar as mensagens desconhecidas que v\u00eam do outro lado. Entre os mundos incomensur\u00e1veis n\u00e3o h\u00e1 apenas uma linha, mas uma faixa ou zona de passagem. Interpretar nas entrelinhas significa a capacidade de entender a linguagem do outro ao deixar suas marcas exatamente nessa zona de passagem.\u00a0 A febre \u00e9 assim a met\u00e1fora maior das v\u00e1rias linhas divis\u00f3rias que o filme apresenta e que se bifurcam: ela abre o espa\u00e7o emaranhado de coexist\u00eancia entre a sentinela e o sono e entre o imagin\u00e1rio e a corporeidade. A febre \u00e9 o sinal de alarme que oscila entre a doen\u00e7a e a sa\u00fade.\u00a0 Se \u00e9 verdade que a palavra \u201cfilme\u201d se referia originariamente \u00e0 pele de animal, a pel\u00edcula de <em>A Febre<\/em> expressa a pele de um corpo febril, o da obra. Na cena em que Justino atravessa o sinuoso rio de igarap\u00e9s, ra\u00edzes e cip\u00f3s e desembarca na outra (terceira?) margem, a c\u00e2mera se mant\u00e9m na pequena canoa enquanto o personagem se distancia pela floresta. A grande virtude do filme de Maya Da-rin \u00e9 sua decis\u00e3o por habitar e permanecer nessa zona febril, o que faz de seu enredo um tecido entrela\u00e7ado de ideias e imagens, uma floresta impregnada de sinais, premoni\u00e7\u00f5es e aug\u00farios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aF1fsR9vvBo\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em>, carioca, \u00e9 engenheiro e escritor, doutor em Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ (2020). \u00c9 autor de Capoeiragem (7Letras, 2013) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio, 2014). \u00c9 organizador do <a href=\"http:\/\/clubedaleiturarj.blogspot.com\/\"><strong>Clube da Leitura<\/strong><\/a>, coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro, atuante desde 2007 e foi editor das quatro colet\u00e2neas do Coletivo. \u00c9 autor do blog <a href=\"https:\/\/gfpreger.medium.com\/\"><strong>Fabula\u00e7\u00e3o Especulativa<\/strong><\/a> e seus trabalhos acad\u00eamicos podem ser visitados <a href=\"https:\/\/uerj.academia.edu\/GuilhermePreger\"><strong>aqui<\/strong><\/a>. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na an\u00e1lise de Guilherme Preger, nuances do filme brasileiro \u201cA Febre\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18474,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3953,16,2535],"tags":[3421,115,13,3958,3957,2026,3956,102,189],"class_list":["post-18473","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-142a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-a-febre","tag-cinema","tag-drops-da-setima-arte","tag-febre","tag-indios","tag-manaus","tag-maya-da-rin","tag-oralidade","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18473"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18473\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18483,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18473\/revisions\/18483"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18474"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}