{"id":18700,"date":"2021-04-05T10:46:59","date_gmt":"2021-04-05T13:46:59","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=18700"},"modified":"2021-05-31T19:19:19","modified_gmt":"2021-05-31T22:19:19","slug":"dedos-de-prosa-iii-72","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-72\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa III"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Adriano B. Esp\u00edndola Santos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_18701\" aria-describedby=\"caption-attachment-18701\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/image2.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18701\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/image2.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/image2.jpeg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/image2-300x217.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18701\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Marjorie Duarte<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cole\u00e7\u00e3o de veredas; e nenhuma raz\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pior do que n\u00e3o falar nada foi a mol\u00edcie do corpo-indiferen\u00e7a de La\u00eds. N\u00e3o sendo afeita \u00e0s palavras, algo natural \u00e0 sua personalidade estrita, eram comuns, no entanto, uns lances de rabugem, de reclama\u00e7\u00f5es. Naquele dia, simplesmente saiu pela porta da sala, depois do estrago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era agosto ainda; um m\u00eas para o meu anivers\u00e1rio. Ela sabia, desde que \u00e9ramos crian\u00e7as birrentas, que esperava ansiosa; que teria mil planos, para fazer, continuamente, a melhor festa de todos os tempos \u2013 a cada ano, me impregnava com a ideia de que deveria superar a anterior, e, quase sempre, conseguia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela guardava, de in\u00edcio, uma inexplic\u00e1vel rejei\u00e7\u00e3o a mim, porque, pelo que percebia, eu seria a causadora da separa\u00e7\u00e3o de nossos pais; da mudan\u00e7a repentina de vida, para pior; praticamente a raz\u00e3o da in\u00e9rcia de meus pais, que, logo ap\u00f3s a dissens\u00e3o, se esqueceram de n\u00f3s, assumindo, como diziam, \u201ccada qual os seus problemas\u201d. E n\u00e3o admitiam interfer\u00eancias exteriores, o que complicava a situa\u00e7\u00e3o, para o espanto de minha av\u00f3 Maria, que nos amava muito. Alegavam, vagos, que precisavam se estabilizar e despachar \u2013 ou apagar \u2013 o passado; e isso inclui n\u00e3o estarem presentes, n\u00e3o participarem das festinhas de col\u00e9gio e n\u00e3o dedicarem m\u00edseros instantes para nos resgatar da tristeza que, pouco a pouco, nos abocanhava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que mor\u00e1ssemos com minha m\u00e3e, viv\u00edamos sem qualquer regula\u00e7\u00e3o; o que n\u00e3o era bom. Para os nossos amiguinhos da escola, seria um sonho, viver livre, sem um pai ou uma m\u00e3e superprotetora a tiracolo. Mas n\u00e3o \u2013 posso confirmar, e era dif\u00edcil de explicar \u2013, a suposta liberdade, para quem n\u00e3o compreende a vida, \u00e9 uma armadilha voraz; falo isso por experi\u00eancia pr\u00f3pria \u2013 presenciei pelejas de minha irm\u00e3, para se desvencilhar de um canalha, um garoto mais velho, que queria possu\u00ed-la. Eu mesma cortei, com um canivete, todos os tend\u00f5es dos dedos de sua m\u00e3o direita, e o safado saiu com os farrapos dependurados, qual um carni\u00e7a desossada, se esvaindo em sangue. Aprendemos, na marra, a nos defender, com os instintos apurados, \u00e0 flor da pele, que poderiam, facilmente, eliminar um agressor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o tamb\u00e9m morava no campo da competi\u00e7\u00e3o. M\u00e3e queria mostrar ser superior, e inclu\u00eda, em sua obstina\u00e7\u00e3o cega, arranjar um namorado novo e bonito, e ostentar invej\u00e1vel independ\u00eancia financeira. Pai, que era do tipo esbanjador, por natureza, acumulava d\u00edvidas, na mesma propor\u00e7\u00e3o \u2013 s\u00f3 ficamos sabendo anos depois, pelo motivo da debandada para outro estado, se escondendo das buscas judiciais, que, de certa forma, nos enleava tamb\u00e9m, com as cobran\u00e7as chegando ao nosso endere\u00e7o de origem, as quais n\u00e3o suport\u00e1vamos; e, por isso, abr\u00edamos as cartas, uma por uma \u2013 o montante poderia superar o valor de tr\u00eas apartamentos bons, num bairro nobre da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim sobrevivemos at\u00e9 os dezessete anos, qual irm\u00e3s siamesas, com personalidades diferentes, \u00e9 claro; mas irmanadas, confiantes, uma na outra, somente. Foi que mais uma divis\u00e3o aconteceu: prestes a completar dezoito anos, mam\u00e3e, com o seu novo namorado \u2013 com o qual se perdera e, cega, se achava amada \u2013, numa esp\u00e9cie de reuni\u00e3o familiar, que nunca tivemos, por sinal, declarou que n\u00e3o poder\u00edamos permanecer ali, j\u00e1 que pretendia formar uma nova fam\u00edlia. Significou o choque total, apesar de j\u00e1 intuirmos que, mais cedo ou mais tarde, iria preparar uma dessas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que nos salvou, mesmo com tudo, foi o amor de minha av\u00f3 Maria, que a\u00ed nos acolheu, sem pestanejar. M\u00e3e, sendo sua ex-nora \u2013 e dizem que n\u00e3o existe ex-sogra \u2013, rareava nas ajudas com alimenta\u00e7\u00e3o e bens de primeira necessidade, alegando que: \u201cEst\u00e3o bem grandinhas\u2026 E n\u00e3o vou botar comida, sustentar sozinha as duas, coisa que o pai de voc\u00eas nunca fez!\u201d, e se carregava em raivas passadas e conversas hostis, como se f\u00f4ssemos inimigas. Por isso, vov\u00f3 n\u00e3o compactuava com a ideia de termos de suplicar por qualquer coisa aos \u201cpais desnaturados\u201d: \u201cVamos nos virar com isso aqui\u201d \u2013 e apontava para a geladeira, da qual se vislumbrava nada mais que \u00e1gua, frutas, arroz para a semana; cuscuz e um bocado de verdura. \u201cPelo menos n\u00e3o precisamos nos humilhar pra seu ningu\u00e9m\u2026\u201d, conclu\u00eda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demorou, como esperado, e m\u00e3e conheceu o desprazer de se dar a um neg\u00f3cio arranjado; a um \u201ccasamento\u201d de apar\u00eancias; e, sendo enganada mais uma vez, quis meramente nos pegar de volta. La\u00eds foi mais en\u00e9rgica, fincou o p\u00e9 e disse que n\u00e3o era molambo, para ser jogada de um lado para outro; que est\u00e1vamos \u201cbem grandinhas\u201d; que, ainda que fic\u00e1ssemos no limite entre a simplicidade e a mis\u00e9ria, nos vir\u00e1vamos muito bem, obrigada. M\u00e3e nunca mais deu as caras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro, me assustei com o arrependimento de minha m\u00e3e, assim, nevr\u00e1lgico, e, de pronto, com o reproche de La\u00eds. As duas sa\u00edram de ponta, magoadas; compreens\u00edvel, visto que possu\u00edam personalidades semelhantes. Fiquei mais ainda grudada \u00e0 minha av\u00f3, com medo das prementes mudan\u00e7as e instabilidades. V\u00f3 nos acalentou, como meninas pequenas; como fizera nos tempos remotos, superando a barreira que era a sisudez de La\u00eds. Ela se desmanchava toda, sem dar o bra\u00e7o a torcer, quando v\u00f3 a afagava; bonito de se ver. E eu ganhava, nesses atos naturais, uma piscadela e um sorriso de v\u00f3, como se dissesse: \u201cT\u00e1 vendo\u2026 Consegui domar a fera\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o me esque\u00e7o de que, nesse mesmo ano de 2011, v\u00f3 me presenteou com um celular Nokia novinho e com uma festinha modesta, que programou com minhas amigas. Foi um momento m\u00e1gico, de plena satisfa\u00e7\u00e3o; esquecemos as dores, os problemas, as contas atrasadas e renegociadas a perder de vista; est\u00e1vamos engajadas a sermos uma leg\u00edtima fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos a trabalhar. La\u00eds como secret\u00e1ria de uma firma de contabilidade, e eu como atendente de uma grande loja de departamento. Nossas vidas mudaram, agora para melhor. As esperan\u00e7as eram vivas e palp\u00e1veis; pod\u00edamos comprar roupas, comidas variadas, iogurtes e biscoitos, e honrar as contas da v\u00f3 Maria. Engra\u00e7ado \u00e9 que ela nunca nos cobrou trabalhar, ainda que estivesse abafada pelas press\u00f5es financeiras; dizia que, se estud\u00e1ssemos, estava de bom tamanho. Fato \u00e9 que nunca deixamos de trabalhar e estudar. Terminamos, com um certo atraso, o terceiro ano e logo emendamos nos cursinhos oferecidos pela rede p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La\u00eds foi a primeira a passar no vestibular, para Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 pode ser ignor\u00e2ncia minha, mas n\u00e3o entendi essa pretens\u00e3o, nem a censurei, sabendo que era de poucas palavras. Um ano depois foi a minha vez, em secretariado, numa faculdade p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossas vidas corriam bem, embora atulhadas de servi\u00e7os. N\u00e3o nos entreg\u00e1vamos. Sempre fomos fortes e atrevidas. Contudo, ambas na metade das respectivas faculdades, fomos surpreendidas com a doen\u00e7a avassaladora de v\u00f3, um c\u00e2ncer na regi\u00e3o abdominal. Em menos de oito meses, a interna\u00e7\u00e3o, o coma e a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso, sim, nos arrebentou; dilacerou os planos tra\u00e7ados, que seriam de dar um fim de vida tranquilo a v\u00f3. Para n\u00e3o termos de pedir ajuda, trancamos as faculdades e continuamos a trabalhar. Eu tive mais sorte, porque, sabendo da morte de v\u00f3\/mam\u00e3e, meu chefe me liberou por um m\u00eas; na verdade, antecipou minhas f\u00e9rias. La\u00eds ia arrastada ao trabalho, sem conseguir comer; em tempo de sofrer um rev\u00e9s. Eu mesma preparava sua marmita, para que tivesse apenas de comer; mas, em regra, voltava remexida, quase nada consumido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficamos, sem qualquer perturba\u00e7\u00e3o, por dois anos na casa de v\u00f3, at\u00e9 que o homem que nos gerou, mancomunado com um tio, boa bisca, irrompeu a morada sagrada para nos despejar, com um mandado judicial forjado, decerto, porque era desse tipinho malandro, criminoso; e, para evitar uma premente morte, contendo os \u00e2nimos de La\u00eds, lutei para reboc\u00e1-la para um quarto e sala; uma loca\u00e7\u00e3o que fiz \u00e0s pressas, para n\u00e3o pararmos nas incertas estrias das ruas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La\u00eds decretou que sairia com um m\u00eas, e queria saber qual seria o homem capaz de tir\u00e1-la antes disso. Alcan\u00e7avam seus arroubos de que a vingan\u00e7a, preparada por ela, seria um prato para se comer quente, fervendo; que esperassem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acordei, no malsinado dia, atordoada com a quebradeira. La\u00eds estava determinada a arrebentar das janelas aos azulejos do banheiro. Assim o fez. Nenhuma alma mais viveria ali, conforme declarou com os olhos. N\u00e3o consegui contornar nada. Estava atordoada, al\u00e9m do mais, com os acontecimentos presentes, tresloucados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recuperei alguns pertences, algo que poderia compor a nova morada. Mas, tamb\u00e9m acometida de \u00f3dio visceral, desmanchei o que, qui\u00e7\u00e1, tivesse serventia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La\u00eds saiu, col\u00e9rica, se desatando de minhas m\u00e3os suplicantes, com uma mala de m\u00e3o. N\u00e3o deixou carta, nem sinal de fuma\u00e7a. Liguei para amigas e familiares que podiam ter algum resqu\u00edcio de contato, e nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sofro desmesuradamente porque, a essa altura, n\u00e3o sei se est\u00e1 viva, se tem um lugar para dormir; se est\u00e1 perambulando por veredas errantes. N\u00e3o sei se se entregou \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o, \u00e0s drogas. S\u00e3o conjecturas que me atormentam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o vale, para mim, ter esse teto sem ela. Agora sou eu quem provo os tra\u00e7os da loucura e do completo abandono. Queria apenas passar meu \u00faltimo anivers\u00e1rio ao seu lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Adriano B. Esp\u00edndola Santos<\/em><\/strong><em> \u00e9 natural de Fortaleza, Cear\u00e1. Em 2018 lan\u00e7ou seu primeiro livro, o romance \u201cFlor no caos\u201d, pela Desconcertos Editora; e em 2020 os livros de contos, \u201cCont\u00edculos de dores refrat\u00e1rias\u201d e \u201co ano em que tudo come\u00e7ou\u201d, ambos pela Editora Penalux. Colabora mensalmente com a Revista Samizdat. Tem textos publicados em diversas revistas liter\u00e1rias nacionais e internacionais. \u00c9 advogado civilista-humanista, desejoso de conseguir evoluir \u2013 sempre. Mestre em Direito. Especialista em Escrita Liter\u00e1ria. \u00c9 dor e amor; e o que puder ser para se sentir vivo: o cora\u00e7\u00e3o inquieto.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Densos la\u00e7os de fam\u00edlia no conto in\u00e9dito de Adriano B. 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