{"id":18710,"date":"2021-04-05T11:24:50","date_gmt":"2021-04-05T14:24:50","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=18710"},"modified":"2021-05-31T19:19:03","modified_gmt":"2021-05-31T22:19:03","slug":"dropssetimaarte-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dropssetimaarte-18\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Notturno. It\u00e1lia\/Fran\u00e7a\/Alemanha. 2020. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CARTAZ-NOTTURNO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18712\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CARTAZ-NOTTURNO.jpg\" alt=\"\" width=\"305\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CARTAZ-NOTTURNO.jpg 305w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/CARTAZ-NOTTURNO-203x300.jpg 203w\" sizes=\"auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Notturno (2020)<\/em>, de Gianfranco Rosi, \u00e9 uma obra n\u00e3o-ficcional que aborda a guerra da S\u00edria. O filme foi montado pelo diretor \u00edtalo-americano com material recolhido durante tr\u00eas anos de grava\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Curdist\u00e3o entre Turquia, Iraque, L\u00edbano e S\u00edria. A obra foi apresentada no festival de Veneza de 2020 e disponibilizada pela plataforma de v\u00eddeo sob demanda MUBI recentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema de <em>Notturno<\/em> \u00e9 o sofrimento das popula\u00e7\u00f5es civis com o desastre humanit\u00e1rio da guerra da S\u00edria, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o b\u00e1rbara e genocida do grupo extremista Estado Isl\u00e2mico (conhecido pelo acr\u00f4nimo ISIS). Mas tamb\u00e9m aborda os atingidos pelo exterm\u00ednio \u00e9tnico do governo de Saddam Hussein, que precedeu a guerra da S\u00edria, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o curda, mas n\u00e3o apenas ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, <em>Notturno<\/em> n\u00e3o \u00e9 realmente um document\u00e1rio, como frisa seu diretor na entrevista com o diretor mexicano Alejandro I\u00f1arritu que acompanha a vers\u00e3o do filme na plataforma MUBI. O diretor faz quest\u00e3o de dizer que n\u00e3o documenta, mas filma. Em boa parte de seu testemunho no <em>making off<\/em> ele enfatiza sua op\u00e7\u00e3o pelo registro direto da imagem contra a ideia de que faz um document\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, de fato, n\u00e3o h\u00e1 roteiro aparente nesse filme. Apenas as cartelas de abertura nos situam no conflito que acontece numa regi\u00e3o outrora ocupada pelo imp\u00e9rio Otomano e que, ap\u00f3s a sua queda, passou por diversas guerras e conflitos de reclama\u00e7\u00e3o territorial. O povo Curdo, de imensa popula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 hoje n\u00e3o tem um estado nacional, sendo uma regi\u00e3o dividida entre pelo menos 5 pa\u00edses (Ir\u00e3, Iraque, Turquia, S\u00edria e L\u00edbano).\u00a0 No restante do filme, no entanto, sem qualquer tipo de narra\u00e7\u00e3o, somos apresentados a uma montagem disparatada de cenas cujo contexto e localiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o conhecemos. Temos que nos localizar apenas pelos testemunhos (nos quais se incluem os de crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s). A deslocaliza\u00e7\u00e3o faz com que o Curdist\u00e3o seja uma terra sem geografia e fronteiras e <em>Notturno<\/em> um filme fronteiri\u00e7o, no qual o deslocamento \u00e9 seu motivo cinematogr\u00e1fico principal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18713\" aria-describedby=\"caption-attachment-18713\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18713 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-1.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-1-300x158.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18713\" class=\"wp-caption-text\">Cena de &#8220;Notturno&#8221; \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dificuldade do espectador de se localizar nas cenas vem justamente desse aspecto fronteiri\u00e7o que formalmente (in)determina o filme. Pois a obra explora tamb\u00e9m a fronteira entre a fic\u00e7\u00e3o e a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. Somos levados a refletir sobre a fun\u00e7\u00e3o da perspectiva nesse caso. No cinema ficcional, sobretudo nas produ\u00e7\u00f5es mais comerciais, a c\u00e2mera fica dissimulada como se n\u00e3o existisse. O que aparece na tela quer se impor como se n\u00e3o houvesse sido filmado, por mais inacredit\u00e1vel que apare\u00e7a. Num certo sentido, a c\u00e2mera \u00e9 a pr\u00f3pria tela e al\u00e9m dela n\u00e3o existe mais realidade. O espectador est\u00e1 diante da tela como se tamb\u00e9m ele n\u00e3o existisse. A c\u00e2mera do cinema comercial aponta para o espectador a sua metralhadora de 24 ou 30 imagens por segundo para atingir sua sensibilidade. Mas no cinema n\u00e3o ficcional, a c\u00e2mera invade a cena e \u00e9 uma parte dela. A c\u00e2mera \u00e9 uma intrusa e traz junto com ela o olhar do espectador. \u00c9 a t\u00e9cnica do \u201c<em>kino-eye<\/em>\u201d, da c\u00e2mera-olho de Dziga Vertov, na qual a c\u00e2mera n\u00e3o focaliza objetos, mas \u00e9 ela mesma objetiva. Ela participa da cena, transformando-a. Por intrusa, a c\u00e2mera deforma parte da cena, mas sabemos que al\u00e9m dela h\u00e1 mais imagem, imagens do mundo, que \u00e9 mais \u201cdefletido\u201d do que \u201crefletido\u201d pela c\u00e2mera-objetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas primeiras cenas de <em>Notturno<\/em>, acompanhamos um guarda-guerrilheiro por uma estrada em sua motocicleta. Depois ele entra num bote e vai para o meio de um lago. Anoitece e torres de petr\u00f3leo no horizonte jorram fogo. O guarda age como se a c\u00e2mera n\u00e3o estivesse ali pr\u00f3xima, em outro bote. Esse modo de operar se repete ao longo de todo o filme quando os n\u00e3o atores s\u00e3o filmados em suas atividades di\u00e1rias, sem se importar com a c\u00e2mera que est\u00e1 pr\u00f3xima deles os enfocando.\u00a0 H\u00e1 uma esp\u00e9cie de pacto ficcional entre o diretor Giafranco Rosi e suas personagens. \u00c9 assim que ele pode entrar na intimidade das guerrilheiras curdas, verdadeiras encarna\u00e7\u00f5es das amazonas guerreiras, n\u00e3o s\u00f3 nas suas atividades de vigil\u00e2ncia constante, mas tamb\u00e9m na intimidade do dormit\u00f3rio. Esse pacto ficcional entre diretor e retratados mostra que esta obra recorta tamb\u00e9m ela uma fronteira, desta vez entre a fic\u00e7\u00e3o e a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que <em>Notturno<\/em> n\u00e3o \u00e9 um document\u00e1rio. Ele \u00e9, antes de tudo, como no cinema de Dziga Vertov, uma montagem de cenas. \u00c9 tamb\u00e9m a prova que, da realidade mais crua e nua, a fic\u00e7\u00e3o pode se instalar n\u00e3o como uma obra de arte est\u00e9tica, mas como uma opera\u00e7\u00e3o de dar sentido ao que n\u00e3o tem sentido, de organizar o absurdo da guerra civil, do genoc\u00eddio, da tortura e do sofrimento extremo e desumano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso a grava\u00e7\u00e3o no sanat\u00f3rio psiqui\u00e1trico de Bagd\u00e1 \u00e9 t\u00e3o importante. L\u00e1 h\u00e1 o registro da encena\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a teatral entre os internos sobre a hist\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio. Esta pe\u00e7a no filme de Gianfranco \u00e9 um verdadeiro \u201c<em>mise en abyme<\/em>\u201d, uma fic\u00e7\u00e3o dentro da fic\u00e7\u00e3o, mas que traz a verdade mais real. A terapia c\u00eanica \u00e9 uma oportunidade aos internos do sanat\u00f3rio de se situarem em meio ao caos e \u00e0 desordem extremos e \u00e9 tamb\u00e9m a forma com que os espectadores de <em>Notturno<\/em> podem se situar na montagem aparentemente desconexa. A fic\u00e7\u00e3o \u00e9, nesse sentido, mais real do que a realidade, cuja destrui\u00e7\u00e3o provoca traumas ps\u00edquicos e disson\u00e2ncias cognitivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18714\" aria-describedby=\"caption-attachment-18714\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-18714 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-2.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Imagem-2-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18714\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Notturno&#8221; \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as cenas iniciais de <em>Notturno<\/em>, h\u00e1 duas bem contrastantes. Num primeiro momento, soldados, nas luzes iniciais da aurora, correm em c\u00edrculo em torno de um p\u00e1tio no meio de um quartel militar. A c\u00e2mera est\u00e1 parada e registra a circula\u00e7\u00e3o em blocos dos soldados que a cada passada de seu treinamento gritam pausadamente \u201cuh\u201d, como um grito de guerra e de esfor\u00e7o. A circula\u00e7\u00e3o precisa como um rel\u00f3gio da marcha n\u00e3o se interrompe, como num circuito infernal. A seguir, o filme de Gianfranco acompanha m\u00e3es isl\u00e2micas numa visita a um pres\u00eddio no Iraque onde Saddam Hussein colocava seus inimigos para tortur\u00e1-los. Saberemos que aquelas s\u00e3o mulheres que perderam seus filhos assassinados naquele pres\u00eddio. Elas circulam aleatoriamente nas alas do pres\u00eddio abandonado e se concentram afinal numa das salas onde ficou preso o filho de uma delas. L\u00e1 entoam um canto f\u00fanebre. A cena nos emociona para o que tem de universal: a dor inconsol\u00e1vel das m\u00e3es que perderam seus filhos numa guerra injusta e absurda. O que essas duas cenas t\u00eam de contrastante entre os soldados que se preparam para a guerra e as m\u00e3es que lamentam suas mortes e desastres \u00e9 a oposi\u00e7\u00e3o entre o circuito infernal dos primeiros e a dan\u00e7a f\u00fanebre das m\u00e3es. Ou seja, a oposi\u00e7\u00e3o entre a repeti\u00e7\u00e3o e o irrepar\u00e1vel.\u00a0 Assim, o t\u00edtulo <em>Notturno<\/em> nos vem com sua carga metaf\u00f3rica concreta: n\u00e3o apenas a noite sombria da dor, mas tamb\u00e9m a exig\u00eancia de um <em>not<\/em>-turno, a recusa do retorno ao conflito absurdo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fil\u00f3sofo Walter Benjamin dizia que a fotografia torna bela at\u00e9 a fome e a guerra. N\u00e3o devemos ler isso como uma cr\u00edtica necessariamente negativa do fil\u00f3sofo alem\u00e3o que, como sabemos, era um amante da arte fotogr\u00e1fica. <em>Notturno<\/em>, de Gianfranco Rosi, tamb\u00e9m faz usos de filtros de cores tarkovskianos para tornar sublimes as paisagens desoladas e devastadas do Oriente M\u00e9dio. Em vez de embelezar a guerra e o sofrimento, ou de dar sentido ao absurdo, a sublimidade das imagens op\u00f5e a vastid\u00e3o crom\u00e1tica da paisagem \u00e0 pequenez da irracionalidade humana. \u00c9 um filme sobre a intimidade daqueles que sofrem a guerra, que fizeram um pacto ficcional com o diretor para permitir que a c\u00e2mera percorra as linhas humanas da Hist\u00f3ria.\u00a0 Essa Hist\u00f3ria tem algo de absurdo, mas n\u00e3o de aleat\u00f3rio. Ela decorreu de escolhas e a\u00e7\u00f5es humanas. Suas consequ\u00eancias dram\u00e1ticas tamb\u00e9m s\u00e3o humanas. A paisagem f\u00edsica \u00e9 assim retratada como um horizonte de fuga do absurdo. A amplid\u00e3o do horizonte \u00e9 tamb\u00e9m a amplitude das alternativas humanas e das possibilidades da Hist\u00f3ria, que deve se libertar dos seus ciclos infernais de repeti\u00e7\u00e3o para enveredar por caminhos m\u00faltiplos de devires outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XUuKnAu_VO4\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XUuKnAu_VO4\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em>, carioca, \u00e9 engenheiro e escritor, doutor em Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ (2020). \u00c9 autor de Capoeiragem (7Letras, 2013) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio, 2014). \u00c9 organizador do <a href=\"http:\/\/clubedaleiturarj.blogspot.com\/\"><strong>Clube da Leitura<\/strong><\/a>, coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro, atuante desde 2007 e foi editor das quatro colet\u00e2neas do Coletivo. \u00c9 autor do blog <a href=\"https:\/\/gfpreger.medium.com\/\"><strong>Fabula\u00e7\u00e3o Especulativa<\/strong><\/a> e seus trabalhos acad\u00eamicos podem ser visitados <a href=\"ttps:\/\/uerj.academia.edu\/GuilhermePreger\"><strong>aqui<\/strong>. <\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNotturno\u201d, filme de Gianfranco Rosi, \u00e9 tema das reflex\u00f5es de Guilherme Preger<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18711,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3980,2535],"tags":[3942,115,13,394,1078,4002,1204,1445,4001],"class_list":["post-18710","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-143a-leva","category-drops-da-setima-arte","tag-alemanha","tag-cinema","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-franca","tag-gianfranco-rosi","tag-guilherme-preger","tag-italia","tag-notturno"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18710"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18761,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710\/revisions\/18761"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}