{"id":18882,"date":"2021-05-30T12:21:47","date_gmt":"2021-05-30T15:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=18882"},"modified":"2021-08-20T19:22:38","modified_gmt":"2021-08-20T22:22:38","slug":"dedos-de-prosa-iii-73","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-73\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa III"},"content":{"rendered":"<p><em>Wellington Am\u00e2ncio da Silva<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_18905\" aria-describedby=\"caption-attachment-18905\" style=\"width: 333px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/interna-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18905\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/interna-1.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/interna-1.jpg 333w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/interna-1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18905\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Lu Brito<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que o editor sumiu?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um sonho. L\u00e1 est\u00e1 ela, nos dias de Junho, durante o auge do solst\u00edcio de inverno. L\u00e1 est\u00e1 ela, no mais alto plano do hemisf\u00e9rio austral, pr\u00f3xima \u00e0 constela\u00e7\u00e3o de \u00d3rion. Li\u00fana \u00e9 uma gal\u00e1xia, para quem pode v\u00ea-la. A mais estrelada do universo. Espiralada, cinco linhas circulares, paralelas, mas que se tocam de leve. Predominam o dourado, o anilado, o prateado, e tons de ard\u00f3sia nas bordas. Sua figura se consolida no dodecaedro. Veste-se de seda incons\u00fatil, imaculada, e apenas disto se veste. Possui o poder universal de suster os luminares, por isso nenhuma contrista\u00e7\u00e3o sente, e n\u00e3o h\u00e1 o mais leve sinal de que ela n\u00e3o sinta demais outros sensos. Diz-se que no centro do seu alvor reside a mais fulgurante estrela, que se observada atrav\u00e9s de um prisma especial, contar-se-\u00e1 oito pontas, e cinco ao centro. Seus olhos de \u00e2mbar transparente e claro transfixam-nos constantemente (por isso a impress\u00e3o de que somos observados e ao mesmo tempo protegidos). As entidades m\u00e1gicas de variegados dom\u00ednios e graus podem pensar, voar, pairar, andar, circunvagar, existir, morrer e reexistir como queiram, quando e onde, segundo os ausp\u00edcios de Li\u00fana. Debru\u00e7am-se sobre as esferas, clarificam certos \u00e2mbitos, dom\u00ednios, e administram certos campos, segundo o que apraz Li\u00fana. E ela estende as m\u00e3os e nos toma para si \u2014 sua mira\u00e7\u00e3o primeira possui dois \u00e2ngulos abert\u00edssimos, e no centro, o adentramento e o anelo. E pode transmutar-se ao cora\u00e7\u00e3o do homem em dura gnaisse, ou em mat\u00e9ria vaporosa e vol\u00e1til. Eis a porta aberta, o fogo, irresist\u00edvel umect\u00e2ncia! E ele, o Carlos, abriu uma das m\u00e3os, ao m\u00e1ximo, at\u00e9 as pontas dos dedos curvarem-se para cima; desceu as m\u00e3os sobre a coxa lisa e dura, perto da virilha dela; parecia tocar em brasas (n\u00e3o porque estivesse quente como o fogo \u2014 muito porque a perna, a coxa, em que se toca, muda a sina das m\u00e3os, embaralha a ordem das coisas, desfaz o sossego da mente, e eri\u00e7a alguma coisa dentro do peito \u2014 perdi\u00e7\u00e3o); bordeou a orla da fundura de Li\u00fana, e caiu, de corpo penso, ao fundo. Sentiu estremecimento antigo. Lan\u00e7ou-se, num \u00edmpeto, imerso, e atravessou-se para l\u00e1. E em Li\u00fana o editor sumiu. Um sonho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu Vivalma compositor de samba das antigas! Reverenciado, ainda que \u201cdissidente\u201d da Portela. Do tipo \u201craciado\u201d, porque trazia os sinais supremos do aut\u00eantico e do febril criador. \u00c9brio-de-cara-inchada e p\u00e1lpebras ca\u00eddas, ao modo do equil\u00edbrio entre o sadio e o patol\u00f3gico, do f\u00edgado n\u00e3o muito cirrosado, porque s\u00f3 no final, tal e qual o auge, amadurece no ser do bo\u00eamio aquele horizonte tr\u00e1gico, apaixonado, entre a indiferen\u00e7a do artista diante da proximidade do fim e o seu mais inspirado e fervoroso momento de cria\u00e7\u00e3o (certamente evidente no \u00faltimo disco lan\u00e7ado). Isto quer dizer \u2014 como pensam alguns radicais \u2014 que a obra p\u00f3stuma, por vezes incompleta, \u00e9 a obra m\u00e1xima do artista, \u201ca obra de porta aberta\u201d, em que os cr\u00edticos t\u00eam pano pra manga. E a obra-prima \u00e9 aquela que nos lega espa\u00e7os vazios e brancos, suscet\u00edveis a enchimentos interpretativos, e aos questionamentos de todos os tipos, sem os quais a conversa n\u00e3o se prolongaria, nem a cr\u00edtica se lamberia, e a rodada de cerveja vai que se acaba em breve. E \u00e9 preciso que digam alguma coisa e sempre, nos jornais, na roda de samba, na esquina cotidiana, dentro dos lares, dentro do pensamento de quem curte a coisa toda, porque se se acabar o converseiro sobre o artista quando morto, ele pode ainda morrer novamente. E \u00e9 essa \u201csegunda morte\u201d, o sil\u00eancio da boca do povo, que o artista tem medo de morrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diziam que os \u201ciniciados\u201d o reconheciam em qualquer lugar, sem requerer dele nenhum imperativo de palavras de apresenta\u00e7\u00e3o. Era necess\u00e1rio o sil\u00eancio para que reverberasse o som. Cantava ao viol\u00e3o Di Giorgio 1979. Voz de bar\u00edtono levemente alcoolizada e rouca. Algu\u00e9m batucava de leve num pandeiro deitado sobre a mesa \u2014 \u201c<em>A vida \u00e9 assim\/ Eu sou assim\/ N\u00e3o me leva a mal&#8230;<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s, Alceu Vivalma ainda recebia os aplausos, quando Safiro do Borel cochichou no seu ouvido. Em seguida, num canto do bar, ambos conversavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Alceu, meu amigo, agora \u00e9 a tua hora, o teu primeiro disco. Por favor, n\u00e3o diga n\u00e3o desta vez! A oferta \u00e9 irrecus\u00e1vel. Fubica disse que ele mesmo produzir\u00e1 o teu disco! Aceita, homem! Fubica \u00e9 g\u00eanio de mixagem, e Alo\u00edsio um mestre do <em>merchandising<\/em>, das r\u00e1dios, da tev\u00ea. Aceita, homem! Ou vai morrer cantando em bares? Compondo m\u00fasica para tocar em mesa de boteco? Teu repert\u00f3rio, bicho, est\u00e1 fadado ao sucesso! Vai estourar! Fubica \u00e9 um mestre! Alo\u00edsio \u00e9 um mestre! Voc\u00ea \u00e9 um mestre! Vai tocar em todo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu, com ar de pensativo, disse, pondo a m\u00e3o direita sobre o peito:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 N\u00e3o me vendo, meu amigo. Tu sabes porque resisto. Tu sabes&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Safiro se aperreava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Homem! Eu sei das tuas filosofias. Mas, seja um pouco mais flex\u00edvel. Seja s\u00e1bio desta vez! Ou prefere mofar naquele barraco?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu enrugava as sobrancelhas, como se estivesse zangado:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Ningu\u00e9m \u00e9 s\u00e1bio, rapaz!\u00a0 Essas gravadoras todas n\u00e3o iriam desvirtuar minha imagem e minha m\u00fasica? Eles gostam de meter o dedo em tudo. Lembra-se que modificaram a minha capa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 \u00c1guas passadas, meu amigo. Pode crer. E os caras da OMD s\u00e3o imbat\u00edveis, profissionais!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu o encara, p\u00f5e a m\u00e3o no ombro dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Quanto custar\u00e1 sua comiss\u00e3o por esta empreitada? Me diga!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Safiro do Borel ajeita a gola da camisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Homem, isso \u00e9 de menos&#8230; o teu sucesso \u00e9 o que importa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu o encarou por um instante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Me fale a verdade: lembra-se que modificaram a minha capa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Safiro co\u00e7ou o topo da cabe\u00e7a e olhou de lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Sim, sim. H\u00e1 vinte anos atr\u00e1s? E <em>tu<\/em> ainda se lembra disso, bicho? Deixa de orgulho, meu irm\u00e3o! Aquela capa estava mais para disco de m\u00fasica cl\u00e1ssica, ou caipira&#8230; do que para o teu disco de samba raiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu descansou a m\u00e3o direita novamente sobre o ombro de Safiro, e disse em voz demasiadamente pausada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Al\u00e9m da capa, eles regravam os batuques, mudaram o ritmo, descartaram nosso partido alto, tiraram os graves do som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando ouviu a express\u00e3o \u201cPartido Alto\u201d, Safiro respirou fundo e calou-se. Tremeu-lhe o queixo. Encheu-se os olhos d\u2019\u00e1gua, ainda encarando os do Alceu. Baixou a cabe\u00e7a e foi-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, Abelardo e a esposa chegaram junto do Alceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Ouvi a conversa to-di-nha! \u2014 cochichou Abelardo, num tom assisado, e continuou \u2014 Novamente, Alceu!? Vai negar at\u00e9 quando a oportunidade de ouro? O tempo passa, meu irm\u00e3o. E o nosso disco? E o nosso disco?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Ah&#8230; Disso eu sei, Abelardo. Um dia eu gravo. Agora, n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Compadre, compadre, tome jeito! \u2014 disse Lurdinha, esposa de Abelardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 N\u00e3o sei o que dizer&#8230; \u2014 finalizou Alceu de cabe\u00e7a baixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lurdinha o encarava com aquele semblante de zangada, de quem exorta um amigo ou um parente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 E o senhor n\u00e3o d\u00e1 a m\u00ednima para registrar a sua obra? E o nosso disco?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alceu passou a m\u00e3o no rosto, de cima para baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Do fundo do meu peito, voc\u00eas sabem que n\u00e3o minto. Digo o que penso. De verdade: quem quiser me ouvir, que venha at\u00e9 aqui me escutar tocar e cantar. Eu amo este bar, as pessoas, voc\u00eas dois&#8230; n\u00e3o porque voc\u00eas sejam os propriet\u00e1rios&#8230; eu amo este bar&#8230; h\u00e1 d\u00e9cadas nos reunimos aqui. E isso j\u00e1 me basta. Encontro paz e sossego, aqui. E eu acho, ali\u00e1s, que a fama \u00e9 exigente demais, sufoca o artista em demandas imposs\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tr\u00eas detiveram-se em sil\u00eancio por um instante. Lurdinha e Aberlado reconheciam sua genialidade, sua sinceridade, por isso o olhavam-no com orgulho e apre\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Como pode cantar can\u00e7\u00f5es t\u00e3o belas?&#8230; \u2014 perguntou Lurdinha depois de longo sil\u00eancio. Os clientes observavam de longe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esta pergunta, os olhos de Alceu encheram-se d\u2019\u00e1gua:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Vou te contar algo que nunca antes disse a ningu\u00e9m \u2014 ele falava entoado, com aquela rouquid\u00e3o t\u00edpica de sambista, que brota do fundo da garganta, quando se expressa e se expira desde o ventre \u2014Sou \u00edntimo de mim mesmo, quando n\u00e3o tem algu\u00e9m por perto. Parece \u00f3bvio, mas n\u00e3o \u00e9.\u00a0 Assim, me debru\u00e7o em mim mesmo e passo um tempo nisto, s\u00f3 cavando. Des\u00e7o \u00e0s profundezas do Alceu de verdade e reconhe\u00e7o a sua face de homem que nunca desistiu no meio das lutas, e vou buscar por l\u00e1, no fundo da alma, umas poesias, uma can\u00e7\u00f5es, o meu jeito mais particular de ser. Depois, apresento o que tudo naquela mesa, ali, aquela&#8230; sim, a minha mesa, a mesa que me basta. Mas, apresento porque&#8230; \u00e9 o dever do artista, voc\u00eas sabem como \u00e9&#8230;. Depois descanso. Depois, miss\u00e3o cumprida. Depois, volto para casa. Fico por l\u00e1 por alguns dias, olhando as paredes e as telas pintadas que os amigos me deram de presente. Leio umas coisas&#8230; leio Drummond, Bandeira e Jo\u00e3o Cabral e outros, e choro, mas ningu\u00e9m v\u00ea, gra\u00e7as a Deus, porque l\u00e1grima ver\u00eddica na cara de artista pode ser sinal de fraqueza, pode ser seu sim, dar em m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o. Se vissem as l\u00e1grimas que choro todo dia, meu samba perderia a gra\u00e7a, viraria um \u201ccaldo ralo\u201d, porque s\u00f3 se pode ver a boa l\u00e1grima, com a poesia e tudo, no pr\u00f3prio samba, ali, naquela mesa, onde cada nota do viol\u00e3o e verso cantado \u00e9 suada e chorada, mas o artista n\u00e3o pode chorar pra o mundo ver, somente no samba, eu j\u00e1 disse. Quando escrevo eu tomo um baque e a boca do mundo vem me visitar, me fazer sofrer, a\u00ed eu n\u00e3o suporto o seu peso \u2014 da\u00ed eu penso nas crian\u00e7as jogadas, eu penso nos velhinhos&#8230; eu penso no amor negado a uma mulher fiel que por sofrer demais caiu na vida, eu penso no cara que morreu de tanto tomar pinga por causa de amor n\u00e3o correspondido, eu penso nessas coisas e penso no pr\u00f3prio samba, na coisa em si, t\u00e1 entendendo? E ap\u00f3s, eu lembro dos grandes que antes de mim cantaram, e a sua m\u00fasica fica tocando o dia todo dentro da minha cabe\u00e7a, eu lembro da paix\u00e3o de cada um deles, e as minhas p\u00e1lpebras come\u00e7am a pesar abaixo da testa, meus olhos ficam vermelhos, meu nariz se enche d\u2019\u00e1gua e eu come\u00e7o a fungar e a garganta d\u00e1 um n\u00f3. Tudo isso que digo, a intimidade do artista, \u00e9 cafona, apelativo, fora de moda? \u00c9. Mas sem essa mat\u00e9ria-prima n\u00e3o pode haver samba. Por isso gosto de ficar sozinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Wellington Am\u00e2ncio da Silva<\/em><\/strong><em>\u00a0nasceu em 1979, em Delmiro Gouveia, Alagoas. \u00c9 professor graduado em Pedagogia e Filosofia, e tem mestrado em Ecologia Humana. Editor das <a href=\"http:\/\/www.edicoesparresia.com.br\"><strong>Edi\u00e7\u00f5es Parresia<\/strong><\/a>. \u00c9 membro da equipe editorial da Revista\u00a0Utsanga \u2014 Rivista di critica e linguaggi di ricerca. Em literatura, publicou-se:\u00a0Apoteose de Dermeval Carmo-Santo\u00a0(2019),\u00a0O Reneval\u00a0(2018),\u00a0O Quasi-Haikai\u00a0(2017),\u00a0Epifania Amarela\u00a0(2016),\u00a0Dist\u00edmicos e Extrusivos\u00a0(2016),\u00a0Di\u00e1logos com Sebastos\u00a0(2015),\u00a0Primeiros poemas soturnos\u00a0(2009) e\u00a0Elegia da Imperfei\u00e7\u00e3o\u00a0(2001). \u00a0<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00e7\u00f5es de vida nos contos de Wellington Am\u00e2ncio da Silva<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18903,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4013,2534],"tags":[419,41,149,4034],"class_list":["post-18882","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-144a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-prosa","tag-wellington-amancio-da-silva"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18882"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18882\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18908,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18882\/revisions\/18908"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18903"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}