{"id":19004,"date":"2021-08-02T11:02:17","date_gmt":"2021-08-02T14:02:17","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=19004"},"modified":"2021-08-20T19:18:20","modified_gmt":"2021-08-20T22:18:20","slug":"dedos-de-prosa-i-81","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-81\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Andr\u00e9 Mitidieri<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19061\" aria-describedby=\"caption-attachment-19061\" style=\"width: 435px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Paula-de-Aguiar-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19061 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Paula-de-Aguiar-4.jpg\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Paula-de-Aguiar-4.jpg 435w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Paula-de-Aguiar-4-261x300.jpg 261w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19061\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Paula de Aguiar<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CINCO EPIS\u00d3DIOS \u00c0 PROCURA DE UM NORTE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NA ANTIGA FRONTEIRA OESTE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As inscri\u00e7\u00f5es quadrangulares de uma incomum cal\u00e7ada e a conhecida placa luminosa da Rua Vinte de Setembro confirmam o endere\u00e7o: n\u00famero 1991, Edif\u00edcio Coronel Cabrita, apartamentos SS\/T\/01. Ap\u00f3s dois lances da escada em m\u00e1rmore verde, a porta de mogno. Entalhes de anjos, querubins, cavalos alados, centauros e cenas da vida campestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio de tudo, uma guirlanda, flores artificiais e ramos de trigo, pintalgados dum esmaecido brocal na cor do cobre. No seu interior, discreto cart\u00e3o em letras g\u00f3ticas, dourad\u00edssimas, gravadas em baixo-relevo: \u201cBem-vindos a este humilde rancho, onde n\u00e3o falta o mate amargo e o ombro amigo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao centro da moldura de prata, contendo arabescos, a campainha. Dois toques, e soa um mugido de vaca, bovinos ou similares. Ao ru\u00eddo de uma chave na fechadura, segue-se o movimento circular da ma\u00e7aneta alaranjada, fosforescente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cima da porta, o arranjo met\u00e1lico tilinta, pequenos sinos dobram. No sagu\u00e3o de entrada, multiplica-se em biombo de espelhos a pequena bailarina. Dan\u00e7a o <em>Tema de Lara<\/em> sobre c\u00edrculos imantados de um vistoso porta-joias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as duas portas no velho estilo faroeste, da cozinha e da sala de jantar, o corredor em cotovelo, onde se enfileiram as fotografias. Retocadas por tintas de colora\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, imagens unidas de um casal em <em>close-up<\/em>. Amarelados instant\u00e2neos da casa de campo avarandada e do homem de enormes bigode e chap\u00e9u. Em preto-e-branco, um retrato de casamento: a m\u00e3o da noiva sob a do noivo segura a faca de serra, acima do segundo andar do bolo. No terceiro, um par de a\u00e7ucarados pombinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num verde-oliva destingido, e \u00e0 frente do esquadr\u00e3o em contin\u00eancia, o militar bronzeado, com \u00f3culos de sol, exibe medalhas no peito a estufar-se. Em tons pouco definidos, a dupla de meninos sorri, sem os dentes da frente, atr\u00e1s do globo terrestre. Como pano de fundo, a bandeira nacional e o estandarte azul-anil, \u201cLembran\u00e7a da Escola do Divino Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lustrosamente coloridos, rapazes em trajes menores, e a dezoito por vinte e cinco, circundam o p\u00f4ster da Cle\u00f3patra seminua. Pernas roli\u00e7as, escadinhas no abd\u00f4men e bronzeado reluzente, no meio de um mar de plumas e tecidos bordados a lantejoulas, em degrad\u00eas de verde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fundo do corredor, na grande sala de m\u00f3veis brancos, laqueados, destaca-se a lareira, de ros\u00e1ceo granito. Sobre ela, cabe\u00e7as de cavalos em puxadores de brasa, tubos de vitaminas e a V\u00eanus em bronze. Seus bra\u00e7os amputados, sem p\u00e9s nem cabe\u00e7a, mas com o tri\u00e2ngulo, entre as pernas, bem definido. Raros pelos crespos, a descerem do ventre liso, rumo \u00e0 orqu\u00eddea entreaberta, pronta para estremecer e abrir-se ao primeiro toque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Impaciente, meto a boca na flor da deusa. Por meio desse pitoresco interfone, comunico-me com a dona da casa e espero. Batendo a cinza do quinto cigarro no cu de ferro de um Hermes grego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>UM TESOURO TODO SEU<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a minha anfitri\u00e3 n\u00e3o existisse, de qualquer forma, seria inventada por algum oficineiro em busca de protagonista. Ou de protagonismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa que existe. De fato, seu guarda-roupa n\u00e3o delata uma perua a rigor. Modelitos mais casuais, no \u00e2mbito cotidiano: flanelas e camisetas tamanho <em>L<\/em>, uma que outra estampa xadrez, jeans e jardineiras, nem amassam. Do outro lado, \u00e0 espera do ferro de passar, as golas plissadas, pantalonas com vinco, saias mini rodadas, de cintura alta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre de classe, mas sem os excessos da d\u00e9cada anterior, revisita blusas de seda, l\u00e3 e linha, jaquetas e casaquinhas bem cortadas. Todas em cabides individuais. As cotidianas, bem \u00e0 frente; as festivas, mais ao fundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda separa roupas citadinas da indument\u00e1ria agreste. Subdivide-as entre as se\u00e7\u00f5es matinal, diurna e noturna. Sem contar com o nicho das ocasi\u00f5es mais assim: o baile das debutantes, carnavais binacionais, o sarau das prendas, as exposi\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias, de Esteio e Palermo (de Buenos Aires, n\u00e3o da Sic\u00edlia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vestes de gala nem ser\u00e3o descritas, cong\u00eaneres encontram-se nos cat\u00e1logos de JP Gaultier e do Alexandre, aquele, que tem o mesmo sobrenome da romancista polaca. Sete fantasias, por sua vez, de grega ou de eg\u00edpcia, devido a alguma crendice, talvez, e com os brilhos cabidos, ornamentam uma arara de a\u00e7o inox, que fica no canto bem do fundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na fileira anterior, tem que ver, os panos da campeira: ponchos de l\u00e3 crua e palas de seda pura; as bombachas com casinha de abelha nas laterais. E os cintos de todas as cores, no couro ou no tecido, com fivela ou sem fivela, guaiacas, inclusive.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tampouco faltariam pe\u00e7as do chirip\u00e1, uma grande tira que se amarra na cintura, como saiote ou fralda, a canga dos ga\u00fachos. Quem n\u00e3o tem praia, lagarteia ao sol nas coxilhas, nem fica com areiazinha entrando nas partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso \u00e0 parte, um outro quarto inteiro, onde guarda, praticamente, s\u00f3 as bolsas e os cal\u00e7ados. N\u00e3o vou me debater, por\u00e9m, no meio de cabides, sapateiras, cobertores, sob os trinta e tantos graus do ver\u00e3o fronteiri\u00e7o, para expor a sua incont\u00e1vel e mais particular cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nada nosso, tudo dela. Como os arm\u00e1rios embutidos, outros aposentos, o big apartamento, a laje, os ladrilhos, pedrinhas; falsos brilhantes, brincos iguais ao colar do anjo, um bosque, a piscininha; Amor, bombons finos. Dona do carnaval, da coisa toda, menos da voz que narra. Por enquanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>UMA FIGURA\u00c7A EM BUSCA DE BI\u00d3GRAFO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desvela-se um fant\u00e1stico show ao vivo; a vida como ela \u00e9. Nada f\u00fatil segundo pressupunha. Nem uma existencialista com toda raz\u00e3o, nem a rebelde dos anos dourados. N\u00e3o queimaria suti\u00e3s, tampouco haveria de pintar a cara e se vestir de preto, tipo carola andaluza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No lado inverso, como visto pelo <em>closet<\/em> e se ver\u00e1 pelas melenas, tende para o arco-\u00edris, multicor. Nada mais, nada menos, do que uma f\u00e1bula. Em carne e osso \u2014 que figura! \u2014 as curvas sinuosas, o traseiro empinado, as pernas s\u00f3lidas, meio arruivada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os prontu\u00e1rios do doutor Resende, segue \u00e0 risca, paciente. Toma uma canja revigorante, ou caldo, ou ambos, talvez, ou suco, ou os tr\u00eas, quando acorda, l\u00e1 pelas dez da matina. E o ch\u00e1 [?] verde num coit\u00e9 que ronca, sorve pelo canudo de metal, durante o resto da manh\u00e3, os pauzinhos boiando ao final de mais um conto, se \u00e9 que h\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s vezes, acrescenta t\u00edlia ou erva-cidreira, anda doente dos nervos, mexeram na sua poupan\u00e7a. Congelada pelo governo, pense a\u00ed, quadro depressivo, crises de ansiedade. Mesmo com a dieta rica em antioxidantes, betacarotenos, gafanhotos, acha-se meio desmemoriada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sendo chata para comer, nunca passa fome, ainda fica longeva. Prescreve o m\u00e9dico ortomolecular, l\u00e1 de Resende, como dito, e papa lindo, a figurona, lesmas hermafroditas, lagartas de cartucho, o ch\u00e1 de cavalinha, a tanajura que cai, cai, na panela de gordura insaturada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caramujos da ma\u00e7\u00e3, caracoles do caf\u00e9, com sal rosa do Himalaia, caralhinhos de licor, os carac\u00f3is dos seus cabelos, at\u00e9 o louva-a-deus morto no p\u00f3s-coito. Tudo mastiga devagar, mas em refei\u00e7\u00f5es ligeiras, entre o desjejum e a comida do meio-dia. O card\u00e1pio todinho na ponta da l\u00edngua, por\u00e9m se cala quanto aos homens com os quais se enrolou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abotoaram o palet\u00f3, alguns. O primeiro, na hora do bem-bom\/bem-tudo que, com ele, poucos minutos, nada bons. Esta mulher daqui pra frente d\u00e1 uma pausa no seu relato de cunho biogr\u00e1fico, mas n\u00e3o quer voltar atr\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 carangueja na enchente da mar\u00e9. Est\u00e1 mais para uma louva-deusa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>IN MEDIA RES<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meia r\u00eas, manda carnear, para os fil\u00e9s a cavalo, que costuma oferecer nos almo\u00e7os sempre tardios, com batatas fritas mais legumes frugais. Ao revezar o menu, carreteiro de arroz vermelho, feij\u00e3o mexido na pimenta da braba e as bananas da terra baiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na sobremesa, pode nem alcan\u00e7ar a metade do assunto de grave urg\u00eancia para cuja resolu\u00e7\u00e3o convocou-nos a opinar durante o aperitivo. Se bater um soninho, ou aquela fome mais tarde, ceva outra vez o verde mate, serve mix de nuts, os chips de coco, uns chocolates l\u00e1 de Uru\u00e7uca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lauto jantar traduz-se num caranguejo inteiro acompanhado de vinho tinto, ervilhas po\u00e1s e cenouras <em>baby <\/em>ao molho campanha. Na ceia da madrugada, o espumante nosso de cada dia, para alternar entre a salada de pepino com frango assado e o quefir de mam\u00e3o cassis na baguete de aveia. Talvez por isso, n\u00e3o enrugue, \u00e9 o que aparenta, colagenosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adepta do fogo baixo e da comida lenta, busca n\u00e3o se estressar muito, eu que o diga. Altas horas pelo Beco dos Ricos, at\u00e9 agora no Bar Pir\u00e2mide, a biografada discute comigo os pormenores desta narrativa por fazer. E havia proposto s\u00f3 uma espichadinha nas redondezas, perto das doze do meio-dia, para uns tr\u00eas chopes, no m\u00e1ximo, com intuitos de encerrar o papo. Mas esse, como a saideira, nunca chega ao fim, plet\u00f3rica que s\u00f3!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ABRE A JANELA, FORMOSA MULHER<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vinha direto da balada. Bel\u00edssima como ela s\u00f3, e uma novela brasileira. Quem n\u00e3o soubesse, presumiria que, de t\u00e3o nos trinques, rec\u00e9m sa\u00edsse do cabeleireiro. Ap\u00f3s umas vinte e quatro horas na rua, mal tomou uma ducha, o suco de couve, e mate quente at\u00e9 ficar verde, umas duas garrafas t\u00e9rmicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mochilinha das costas, trocou pela bolsa-baguete; do coque, fez um rabo de cavalo. Sente-se meio sufocada, quando sufocado, deveria estar eu, ainda que j\u00e1 fora do arm\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para respirar melhor, aproxima-se da veneziana pintada de amarelo-ouro, com vista para a Via Pirandello. R\u00e1pido, rapid\u00edssimo, escancara dois postigos. Iluminada e policrom\u00e1tica, faz fusquinha para uns guapos de bom-porte, passantes. Quanto \u00e0 plena modernidade que ostenta na cabe\u00e7a, d\u00e1 as tintas: Anjo-Caramelo de tonalizantes tempor\u00e1rios, mais Cereja do Peloponeso, \u00e0s custas de Casting 3.1, tintura sem am\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um ponto, indom\u00e1vel, suas posi\u00e7\u00f5es modernas orientam-se por determinados limites. Causam-lhe nojo quaisquer clones, inclusive uma telenovela com esse nome. Para que n\u00e3o a confundam com uma c\u00f3pia mal feita, a personagem em busca de si-mesma como uma outra quis porque quis deixar um pouco da vida para virar p\u00e1ginas impressas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem bem escolho novo \u00e2ngulo a fim de melhor observ\u00e1-la, espicha o olho para a tela do computador, que acabou de inicializar-se. E ri de gaiata ao ver um dos seus mimosos apelidos a luzir na mais recente das pastas que vou abrindo neste <em>Word for Windows<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Andr\u00e9 Mitidieri:<\/em><\/strong><em> Pobre bicha na estrangeiridade do lugar e do momento. Professa e pesquisa a nebulosa biogr\u00e1fica, as literaturas transviadas, mas nem t\u00e3o s\u00f3. Nasceu na terra do Quintana, mas ama a Ba\u00eda de Todos os Santos. Oferece em primeira m\u00e3o, nesta edi\u00e7\u00e3o de anivers\u00e1rio, super agradecendo \u00e0 Diversos Afins, os textos que integram a trilogia Eterna miss, a ser lan\u00e7ada em outubro, ap\u00f3s 25 anos de engavetamentos, extravios, miles de disciplinas, artigos publicados, ressacas, recomposi\u00e7\u00f5es, ej\u00f3s &amp; etc.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Narrativas in\u00e9ditas de Andr\u00e9 Mitidieri adentram cenas da vida<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19060,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4041,2534,16],"tags":[4047,4048,419,41,2086,149],"class_list":["post-19004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-145a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-andre-mitidieri","tag-biografia","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-narrativas","tag-prosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19004"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19062,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19004\/revisions\/19062"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}