{"id":19588,"date":"2022-05-26T11:00:14","date_gmt":"2022-05-26T14:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=19588"},"modified":"2022-09-20T16:08:07","modified_gmt":"2022-09-20T19:08:07","slug":"drops-da-setima-arte-47","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-47\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Drive my car. <\/strong><strong>Jap\u00e3o. 2021. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cartaz-drive-my-car.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19590\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cartaz-drive-my-car.jpg\" alt=\"\" width=\"318\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cartaz-drive-my-car.jpg 318w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cartaz-drive-my-car-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Drive my car<\/em> foi concorrente ao pr\u00eamio Oscar de melhor filme e melhor produ\u00e7\u00e3o estrangeira em 2022, al\u00e9m de roteiro e dire\u00e7\u00e3o, um feito raro para um filme japon\u00eas. Ganhou afinal o pr\u00eamio de melhor produ\u00e7\u00e3o estrangeira. A carreira cinematogr\u00e1fica de Ry\u00fbsuke Hamaguchi est\u00e1 toda dentro do s\u00e9culo XXI e se torna importante para compreender o trajeto da oitava arte neste novo mil\u00eanio, particularmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura oriental japonesa. Este filme \u00e9 baseado no livro de contos <em>Homens sem mulheres<\/em>, de Haruki Murakami, na costura narrativa entre o conto que d\u00e1 t\u00edtulo ao filme e dois outros contos do mesmo volume. Murakami \u00e9 um importante escritor japon\u00eas, \u00e0s vezes criticado na terra natal pelo seu ocidentalismo. Sua obra \u00e9 reconhecida pela conflu\u00eancia entre v\u00e1rias formas e meios de express\u00e3o diferentes. O filme de Hamaguchi \u00e9 fiel a essa est\u00e9tica: consiste numa intricada constru\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica entre literatura, cinema, teatro e m\u00fasica erudita. Por outro lado, essa constru\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea torna poss\u00edvel, numa obra de 3 horas de extens\u00e3o, a aflu\u00eancia de delicados e entrela\u00e7ados sentimentos das personagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme abre (aten\u00e7\u00e3o para poss\u00edveis <em>spoilers<\/em> daqui para frente) num longo pr\u00f3logo de 40 minutos. Entramos (os espectadores) no meio da vida \u00edntima e amorosa de um ator, Yusuke Kafuku (vivido por Hidetoshi Nishijima), e sua mulher Oto (Reika Kirishim). Ela, uma roteirista, que durante os atos sexuais do casal tem os seus melhores momentos de inspira\u00e7\u00e3o, inventando hist\u00f3rias (este trecho do filme remete ao conto <em>Sherazade<\/em> de Murakami). O casal constr\u00f3i sua qu\u00edmica sexual baseada nesse estratagema criativo, mas aprenderemos que eles compartilham tamb\u00e9m de um grande trauma, a perda de uma filha quando pequena; ao mesmo tempo, descobriremos que Oto costuma ter amantes, preferencialmente entre os atores que encenam suas pe\u00e7as. Com a morte s\u00fabita de Oto, termina o pr\u00f3logo e \u00e9 ent\u00e3o que o filme come\u00e7a realmente, com os cr\u00e9ditos aparecendo na tela e a trilha de abertura. Na sequ\u00eancia, dois anos ap\u00f3s a morte de Oto, Yusuke \u00e9 convidado para dirigir a pe\u00e7a <em>Tio V\u00e2nia<\/em>, de Tchekhov, obra que ele conhece bem, em resid\u00eancia na cidade de Hiroshima. O ator possui uma fita de \u00e1udio com os trechos da pe\u00e7a narrados por sua falecida mulher, com os espa\u00e7os vagos das falas do protagonista da pe\u00e7a, de tal modo que ele pode memorizar as falas do personagem ao preencher os tempos vazios da grava\u00e7\u00e3o. Yusuke gosta de fazer isso enquanto dirige, mas ao chegar em Hiroshima, por exig\u00eancia de contrato, \u00e9 obrigado a aceitar motorista profissional, pago pela produ\u00e7\u00e3o do festival; motorista que vem a ser Misaki Watari (T\u00f4ko Miura), uma jovem de 23 anos, que se revela excelente condutora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19592\" aria-describedby=\"caption-attachment-19592\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-1-Drive-my-car-divulgacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19592 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-1-Drive-my-car-divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-1-Drive-my-car-divulgacao.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-1-Drive-my-car-divulgacao-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19592\" class=\"wp-caption-text\"><em>Drive my Car<\/em> \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os selecionados para a pe\u00e7a, sele\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Yusuke, est\u00e1 Koji, jovem ator que foi um dos amantes da falecida mulher do diretor. Koji assume justamente o papel principal na pe\u00e7a, aquele de Tio V\u00e2nia, apesar de n\u00e3o ter a idade apropriada, mas devido ao seu talento. Na narrativa ent\u00e3o se desenvolve uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa e ambivalente entre esses dois homens, o diretor e o ator, mediada pela lembran\u00e7a de Oto. Al\u00e9m disso, a pe\u00e7a \u00e9 multil\u00edngue e h\u00e1 uma atriz que fala em mandarim e outra que se expressa em libras. Esse car\u00e1ter multil\u00edngue \u00e9 um dos interesses tanto da pe\u00e7a, que vemos ser montada aos poucos no correr da narrativa cinematogr\u00e1fica, como do pr\u00f3prio filme. Isso nos faz lembrar do conceito de <em>heteroglossia<\/em> do linguista russo Mikhail Bakhtin, que significa o plurilinguismo de idiomas e a multiplicidade de vozes presentes na literatura que Bakhtin chamou de \u201cdial\u00f3gica\u201d, sobretudo em seus estudos sobre a obra do escritor Dostoievski. J\u00e1 se chamou a aten\u00e7\u00e3o para a proximidade entre o cinema japon\u00eas e o romance liter\u00e1rio russo, sobretudo na obra do grande diretor Akira Kurosawa. Hamaguchi traz para o cinema a aproxima\u00e7\u00e3o com a obra de Tchekhov, que \u00e9 paradigm\u00e1tica dos dilemas da Modernidade, entre a frustra\u00e7\u00e3o e a impot\u00eancia do indiv\u00edduo frente aos desejos que carrega e a ordem social que precisa seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pe\u00e7a de Tchekhov serve como um substrato dram\u00e1tico para o filme. As tens\u00f5es entre Yusuke e Koji, as frustra\u00e7\u00f5es, o sentimento de culpa e de vergonha dos personagens, a mistura entre admira\u00e7\u00e3o e despeito, e entre competi\u00e7\u00e3o e cumplicidade, ou entre maturidade e juventude, todos esses elementos relacionais aparecem sob a forma de sil\u00eancios, vazios e hesita\u00e7\u00f5es, filtrados pela encena\u00e7\u00e3o do drama russo; abaixo do roteiro cinematogr\u00e1fico est\u00e1 a pe\u00e7a de Tchekhov que sust\u00e9m os vazios da narrativa, como na fita de \u00e1udio que Yusuke ouve com a voz de sua falecida esposa. As duas obras, <em>Tio V\u00e2nia<\/em> e <em>Drive my Car,<\/em> est\u00e3o assim conectadas em camadas de significa\u00e7\u00e3o. Numa das cenas em que a companhia teatral encena a pe\u00e7a ao ar livre, um ato da pe\u00e7a aflora dando sentido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o vivencial entre duas atrizes. \u00c9 menos a incorpora\u00e7\u00e3o de personagens do que a correla\u00e7\u00e3o de sentimentos aquilo que se desvela. Com isso redefinimos a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de mimese est\u00e9tica: n\u00e3o \u00e9 a arte que imita a vida, mas, ao contr\u00e1rio, a arte que permite a articula\u00e7\u00e3o (ou a emerg\u00eancia) das rela\u00e7\u00f5es existenciais. Mas al\u00e9m dessas duas obras, h\u00e1 tamb\u00e9m a costura com os tr\u00eas contos de Haruki Murakami. A grande virtude da obra de Ry\u00fbsuke Hamaguchi \u00e9 esta intrincada costura de tecidos est\u00e9ticos, entre cinema, teatro e literatura, na qual os sentidos parecem mover-se para v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a principal linha de fuga do filme \u00e9 a personagem de Misaki, a motorista que serve a Yusuke durante a prepara\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo. \u00c9 ela, sobretudo, que faz com que o foco narrativo se distancie da rivalidade entre os personagens masculinos. Japonesa da regi\u00e3o do Norte, tamb\u00e9m marcada por um trauma familiar, ela \u201cs\u00f3 sabe dirigir\u201d. E enquanto conduz o carro, na refer\u00eancia que d\u00e1 t\u00edtulo ao filme, ela ouve a fita com a grava\u00e7\u00e3o em \u00e1udio de <em>Tio V\u00e2nia<\/em>. Ela \u00e9 testemunha da disputa entre os homens pela lembran\u00e7a da mulher morta, atrav\u00e9s dos di\u00e1logos tensos que ocorrem durante os trajetos de carro. E finalmente ela \u00e9 uma assistente da pe\u00e7a que est\u00e1 sendo montada. Assim, ela est\u00e1 na posi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio espectador do filme e atua como uma media\u00e7\u00e3o entre a intriga ficcional e o contexto mais amplo e vivencial de sua recep\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.\u00a0 Quando ela e Yusuke partem em longa viagem ao norte do pa\u00eds para conhecer a vila onde viveu, a personagem interv\u00e9m no fio narrativo principal fazendo-o desviar de rota. H\u00e1 ent\u00e3o uma imbrica\u00e7\u00e3o entre sua hist\u00f3ria de vida, a viv\u00eancia de Yusuke, o drama de Tchekhov e o destino da montagem teatral. Essa deriva do roteiro (que tamb\u00e9m implica a associa\u00e7\u00e3o com os contos de Murakami do volume mencionado) favorece a imers\u00e3o do espectador no espa\u00e7o-tempo constru\u00eddo do filme.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19594\" aria-describedby=\"caption-attachment-19594\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-2-Drive-my-car-divulgacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19594 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-2-Drive-my-car-divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-2-Drive-my-car-divulgacao.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Imagem-2-Drive-my-car-divulgacao-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19594\" class=\"wp-caption-text\"><em>Drive my car<\/em> \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo se conjuga num jogo entre a audi\u00eancia e a participa\u00e7\u00e3o. E, de fato, no filme de Hamaguchi, h\u00e1 uma dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho de escuta e de observa\u00e7\u00e3o. A import\u00e2ncia dada aos gestos, t\u00e3o presente nas rela\u00e7\u00f5es de cortesia oriental, relativiza assim o suposto ocidentalismo tanto de Murakami quanto do diretor. Compreender o outro a partir de seus gestos ou em suas palavras se torna o elemento mais enf\u00e1tico dessa obra. Pode ser tanto de Yusuke em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s hist\u00f3rias de sua mulher contadas durante e ap\u00f3s o ato sexual, dos atores que observam seus parceiros atuando na pe\u00e7a, ou de Misaki que observa a disputa viril entre ator e diretor, ou ainda enfim dos espectadores do filme que reconstroem na imagina\u00e7\u00e3o todas essas pe\u00e7as do enredo. Esse trabalho de observa\u00e7\u00e3o \u00e9 ressaltado pela sua dura\u00e7\u00e3o longa e na temporalidade vagarosa das cenas. E vai no sentido contr\u00e1rio da compress\u00e3o de tempo narrativo t\u00e3o frequente no cinema hegem\u00f4nico contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os contos de Murakami s\u00e3o conhecidos por essas derivas na intriga ficcional, que levam a finais inconclusos e vagos, e nesse aspecto h\u00e1 aqui converg\u00eancia entre literatura e cinema. <em>Drive my car <\/em>\u00e9 um caso exemplar de cinema complexo, no qual \u00e9 mais importante a perspectiva da visada do que encontrar uma explica\u00e7\u00e3o para o que \u00e9 visto. N\u00e3o \u00e9 tanto por uma quest\u00e3o de mist\u00e9rio a ser decifrado, mas por algo que, sendo complexo, exige do espectador a aceita\u00e7\u00e3o do que permanece inexplic\u00e1vel.\u00a0 No t\u00edtulo de um dos contos do escritor japon\u00eas, <em>Kino<\/em>, que tamb\u00e9m serve de mote para o filme de Ry\u00fbsuke Hamaguchi, h\u00e1 tanto refer\u00eancia ao nome do protagonista japon\u00eas da narrativa liter\u00e1ria, quanto ao pr\u00f3prio cinema e ao plurilinguismo (<em>Kino<\/em> significa cinema em alem\u00e3o). Por isso, n\u00e3o \u00e9 surpresa quando a realidade da situa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica contempor\u00e2nea adentra a narrativa ficcional subitamente. N\u00e3o se trata de uma cena que se pretenda enigm\u00e1tica, mas de uma sa\u00edda do ficcional para o contexto mundano e hist\u00f3rico global. Tal fuga confirma a costura delicada da trama realizada por Hamaguchi, na qual est\u00e3o conjugados cinema, literatura e teatro, fic\u00e7\u00e3o e realidade, imagem e \u00e1udio, personagens e espectadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JKcJAOzja8I\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em>, carioca, \u00e9 engenheiro e escritor, doutor em Teoria Liter\u00e1ria pela UERJ (2020). \u00c9 autor de Capoeiragem (7Letras, 2013) e Extrema L\u00edrica (Oito e Meio, 2014). \u00c9 organizador do <a href=\"http:\/\/clubedaleiturarj.blogspot.com\/\"><strong>Clube da Leitura<\/strong><\/a>, coletivo de prosa liter\u00e1ria do Rio de Janeiro, atuante desde 2007 e foi editor das quatro colet\u00e2neas do Coletivo. \u00c9 autor do blog <a href=\"https:\/\/gfpreger.medium.com\/\"><strong>Fabula\u00e7\u00e3o Especulativa<\/strong><\/a> e seus trabalhos acad\u00eamicos podem ser visitados <a href=\"https:\/\/uerj.academia.edu\/GuilhermePreger\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Preger e seus atentos olhares para o filme japon\u00eas \u201cDrive my car\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19592,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4131,2535],"tags":[115,4140,4139,13,394,4142,3523,4143,189,4141,4144],"class_list":["post-19588","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-148a-leva","category-drops-da-setima-arte","tag-cinema","tag-cinema-japones","tag-drive-my-car","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-haruki-murakami","tag-japao","tag-literatura-russa","tag-resenha","tag-ryusuke-hamaguchi","tag-tchekhov"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19588"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19588\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19651,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19588\/revisions\/19651"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}