{"id":19629,"date":"2022-05-29T13:02:12","date_gmt":"2022-05-29T16:02:12","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=19629"},"modified":"2022-09-20T16:07:24","modified_gmt":"2022-09-20T19:07:24","slug":"dedos-de-prosa-ii-76","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-76\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Adriana Vieira Lomar<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/interna-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19631\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/interna-4.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/interna-4.jpg 333w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/interna-4-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os ger\u00e2nios me entendem<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sei que o nome dela por aqui \u00e9 um tabu, mas assisti \u00e0 cena, e isso anda me incomodando. Vou omitir seu nome. Ela n\u00e3o vir\u00e1 contra mim, caso algum dia leia esta nota. Se bem que&#8230; N\u00e3o correrei esse risco, guardarei estas linhas no fundo de minha gaveta, como uma joia de fam\u00edlia. Gaveta a ser aberta por seus herdeiros \u2013 e tal coisa ocorrer\u00e1, quando tanto eu quanto ela j\u00e1 estivermos em outra dimens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou na janela aguando os ger\u00e2nios. A tarde desmaia de pregui\u00e7as, enquanto a Lua emerge. Uma inquietude em mim, um mau pren\u00fancio. A rua quieta ao extremo traz o cheiro das trevas, do susto e do imprevisto. Quem dera eu estivesse errada&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela est\u00e1 voltando da escola, quando os quatro bem mais velhos a abordam. Medrosa, sento-me no ch\u00e3o frio da sala e, entre as grades, assisto. O som do asfalto, a rua deserta assovia quando as folhas tocam o ch\u00e3o fedido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quatro ecoam juntos o boa-tarde mais sentido que j\u00e1 escutei. Suas vozes n\u00e3o chegam at\u00e9 o segundo andar, onde permane\u00e7o escondida. De s\u00fabito, ela abre a camisa. Antes, olha para todos os lados. Agacho-me ainda mais. Deito-me no ch\u00e3o, agora mais frio. Entre meus olhos e a cena, h\u00e1 um fiapo de grade \u2013 uma grade porosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejo um par de seios frescos, com bicos ros\u00e1ceos e espertos. Um beija o esquerdo, outro o direito. Os outros dois permanecem quietos, de bra\u00e7os cruzados, olhando a rua como quem vigia. Passados alguns minutos, talvez dois, eles trocam de lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois tiram a saia de pregas. Ela no meio, entre os dois esmaece. Sua bochecha rosada deita no bra\u00e7o cabeludo de um deles. A essa altura, n\u00e3o sei o que fazer. Prefiro observar os fragmentos dos ger\u00e2nios que ainda me parecem hidratados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doze baladas do sino vibram na pequena cidadela. Canso-me de permanecer deitada e me sento. Os cinco ainda est\u00e3o na rua ainda deserta. Ou\u00e7o seus gemidos daqui. Nem os sinos imp\u00f5em receio. E se eu tiver coragem e simplesmente aparecer ali?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas isso n\u00e3o dar\u00e1 certo. Trabalho para o pai dela, o prefeito. O cara \u00e9 vi\u00favo, um pobre coitado. E aqueles quatro, vi todos nascerem, conhe\u00e7o suas m\u00e3es. Todas estudaram comigo. Tamb\u00e9m, pudera, haveriam de estudar em outro lugar? Por aqui s\u00f3 h\u00e1 uma escola, a mesma onde ela estuda, que mant\u00e9m o mesmo uniforme, apesar de tr\u00eas d\u00e9cadas terem passado, assim, feito m\u00e1gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou permanecer aqui boquiaberta, rezar um pouco, pedir para os cinco se mancarem. Meu Jesus Cristo, tende piedade de&#8230; N\u00e3o deu outra, uma pancada de chuva daquelas devastadoras, com direito a raio, trovoada. No ritmo em que meu cora\u00e7\u00e3o bate, de puro desassossego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quatro correm em dire\u00e7\u00e3o a suas casas desertas. As m\u00e3es est\u00e3o na igreja. Ela, feito uma est\u00e1tua, permanece ali, com a blusa desabotoada. Tenho que ir a seu encontro, preciso abotoar cada bot\u00e3o. Exercer a maternidade que n\u00e3o quis para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, com muita dor, feito faca me cortando, eu a vejo saindo do ponto em que estava. Partindo com sua saia de pregas abaixo do joelho. Caminhando como se estivesse embriagada. As meias brancas e bordadas borradas de terra e a sapatilha de boneca gasta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O emblema da escola S\u00e3o Jos\u00e9 do Amparo sobrevive. A essa altura, estou na esquina. E, de olhos fechados, lembro o dia em que a gerei. Meu sumi\u00e7o e o dia em que presenteei o prefeito. O grande vazio. Minha vida sem gra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, corro e volto a aguar os ger\u00e2nios. Ela n\u00e3o me v\u00ea. Meus ger\u00e2nios n\u00e3o falam. E, dessa sacada, posso chorar. Eles me escutam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O louva-a-deus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma folha voadora chega aqui e faz c\u00f3cegas em meu nariz. Veio s\u00f3 com esse prop\u00f3sito. Logo depois da miss\u00e3o, ela cai esparramada no ch\u00e3o batido de cimento frio. Por quantas ela passou para chegar aqui? Passou por um corpo ainda morno e vigiado por um bando de urubus que trafegam no espa\u00e7o a\u00e9reo azulado. Eles s\u00f3 observam o momento certo de limpar as v\u00edsceras do corpo estendido e mortificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda estou sem palavras. Nem sei como come\u00e7ar. Minhas pernas tremem, mas tremiam bem mais antes de ela passar por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela deixa um cheiro bom de alecrim, que me remete ao dia de ontem. N\u00f3s est\u00e1vamos bem, com\u00edamos na grande mesa rememorando nossas hist\u00f3rias antigas, mas ainda n\u00e3o comentadas, apesar do tempo t\u00e3o longo de vida em comum. Tomamos vinho branco, da cor da neve, que vimos pela primeira vez. Degustamos um peixe rosado e carnudo chamado salm\u00e3o, que bem lembra os serm\u00f5es escutados durante as aulas de catequese. Debandamos. Nessa \u00e9poca, eu ainda n\u00e3o o conhecia. Em lugares diferentes, permitimo-nos n\u00e3o acreditar mais em dogmas. Criamos os nossos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inhame assado com raspas de lim\u00e3o traz a lembran\u00e7a da terra por adubar e a florada como um unguento nos dias de sofrimento. A sobremesa \u2013 cajus derretidos em manteiga de am\u00eandoas \u2013 remonta aos gritos de chamar para o almo\u00e7o o menino peralta, que inventava de subir no ponto mais alto do cajueiro e encher o tacho da m\u00e3e com o fruto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da comilan\u00e7a, resolvemos dormir. O cheiro ainda era bom, apesar da idade avan\u00e7ada, da lembran\u00e7a de que um dia o torpor da juventude habitava todo o domingo de beijos e toques na pele desnuda. Diminu\u00eddos em tamanho, com a tez enrugada e vincada, n\u00f3s dois gost\u00e1vamos de dormir feito caramujos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sei quando aconteceu. H\u00e1 um grande v\u00e1cuo. Estava adormecendo, quando ele me pediu o travesseiro. Logo depois, mais um pedido inaudito. Disse que n\u00e3o, n\u00e3o poderia jamais cumprir sua ordem. Depois, ele veio com aquela conversa de que eu era mais nova e deveria lhe obedecer. Virei meu corpo para tr\u00e1s. Com raiva, adormeci. Nunca, em seis d\u00e9cadas, dormi sem beij\u00e1-lo. Meu bra\u00e7o ficou no vazio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meus bra\u00e7os est\u00e3o vagos e desocupados. Os urubus agora o rondam de fato. Minhas pernas est\u00e3o fracas. Meu sil\u00eancio ainda est\u00e1 ocupado pela raiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O boom da bala que me fez acordar. Algumas horas atr\u00e1s. Sem vizinhos, nesse bosque, ele me deixa assim, solit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O desconhecido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou no t\u00fanel. Agonia. Na urg\u00eancia em chegar \u00e0 casa de sa\u00fade. Estou a cem por hora. Talvez seja multada. Minhas extremidades suam, o v\u00f4mito amea\u00e7a chegar, o cora\u00e7\u00e3o acelera e me vem o medo da morte. O t\u00fanel \u00e9 longo, extenso como o corredor da sala grande. Da sala grande. Da sala grande da fazenda. L\u00e1, eu estou atravessando a escurid\u00e3o. O ma\u00e7o \u00e9 vermelho, os cigarros s\u00e3o recomendados para tirar a ansiedade. Eu os pego com minhas m\u00e3os mi\u00fadas. Devolvo a meu cowboy e ganho o posto de menina corajosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu cowboy me espera no quarto de hospital, mas n\u00e3o sei se consigo atravessar o t\u00fanel para me despedir. N\u00e3o posso parar o carro. Os far\u00f3is ferem meus olhos. Minha retina amea\u00e7a fechar. A velha imagem do corredor longo me vem \u00e0 tona. Os sof\u00e1s na penumbra presenciam meus passinhos curtos e medrosos at\u00e9 o bir\u00f4. As corujas me assistem. Consigo pegar o ma\u00e7o inteiro, mesmo sentindo um frio na barriga. Retorno com o ma\u00e7o e o entrego. A mesa est\u00e1 lotada. Ou\u00e7o aplausos. Conseguirei chegar at\u00e9 o hospital? As pernas tremem, meu cora\u00e7\u00e3o pula em disparada, partes de mim adormecem feito c\u00e2imbra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quero abra\u00e7ar meu velho cowboy. Em mim, berra a urg\u00eancia em encontr\u00e1-lo antes que ele parta para sempre. Mesmo sentindo a morte chegar, o t\u00fanel ainda escuro, preciso vencer a escurid\u00e3o. Morrer \u00e9 uma certeza de todos. Volto a me ver naquele velho corredor da cozinha para a sala grande, vejo-me pequenina tomando banho no breu. Escuto minha voz de crian\u00e7a dizer que tinha medo, ou\u00e7o sua voz de tenor dizer que, depois do cora\u00e7\u00e3o aos saltos, a brisa leve e cheirosa vir\u00e1. Como uma montanha-russa \u2013 horr\u00edvel a primeira vez, depois vira adrenalina. \u201cSer\u00e1 que consigo, meu cowboy?\u201d \u201cTreine primeiro. Pega meu ma\u00e7o l\u00e1 no escrit\u00f3rio. Ter\u00e1s que atravessar a longa sala, sem sinal algum de claridade. Nem candeeiro vale.\u201d \u201cN\u00e3o consigo.\u201d \u201cTenta, minha amada, tenta.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu timbre me guia at\u00e9 a casa de sa\u00fade. Aturdida, caminho at\u00e9 a recep\u00e7\u00e3o. Estou ali para me despedir do cowboy. Respiro fundo e me apresento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuarto 201, senhora.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entro no quarto, espero encontrar um homem velho partindo. L\u00e1, encontro o cowboy me pedindo para assistir ao campeonato mundial. Pel\u00e9 est\u00e1 em plena forma. Ele n\u00e3o lembra que eu ainda tinha dois anos quando Pel\u00e9 jogou pela \u00faltima vez. \u201cSou eu, meu cowboy, n\u00e3o est\u00e1 me reconhecendo?\u201d \u201cComo n\u00e3o iria reconhecer-te? Estou sim. Preciso te contar um enorme segredo, n\u00e3o contes a ningu\u00e9m. Eu sei que tu \u00e9s igual a mim, e n\u00e3o contar\u00e1s.\u201d Aproximo meu ouvido e ou\u00e7o o cochicho mais ardido e sofrido de se ouvir. Com l\u00e1grimas em meus olhos vividos, s\u00f3 digo sim com a cabe\u00e7a. Jamais conseguiria deixar de perdo\u00e1-lo. E ali, naquele quarto frio e sem gra\u00e7a de hospital, ele partiu, imaginando Pel\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu semblante era de paz. Aliviado, morreu sem culpa. Depois do enterro, voltei a atravessar t\u00faneis. Sinais verdes e sinais vermelhos. Por um tempo, continuei sentindo falta de ar, achei que iria morrer. Meus p\u00e9s suavam, minhas m\u00e3os tremiam. Mantive-me na esfera do medo, medo de n\u00e3o conseguir voltar para casa com vida. Mas aquela voz de tenor me acompanhou e continua me acompanhando. E, assim, os tijolos criados pelo medo continuam desabando. Com a luz acesa, tomo banho e deixo a \u00e1gua lamber meu corpo fatigado. Na mistura de l\u00e1grimas com \u00e1gua, permanece o segredo dito: \u201cVoc\u00ea tem uma irm\u00e3 e precisa dividir a casa, a terra ou o que mais deixei.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Adriana Vieira Lomar<\/em><\/strong><em> \u00e9 Integrante dos Quinze e\u00a0 do \u201cCaneta, Lente &amp; Pincel. P\u00f3s graduada em Arte, Pensamento e Literatura Contempor\u00e2nea e Roteiro para TV, cinema e Novas M\u00eddias pela PUC-RIO, autora de \u201c<\/em><em>Carpintaria de sonhos\u201d<\/em><em> e do romance \u201cAldeia dos mortos\u201d, esse pela editora Patu\u00e1.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A densidade protagoniza os contos de Adriana Vieira Lomar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4131,2534],"tags":[4156,4155,419,41],"class_list":["post-19629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-148a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-adriana-vieira-lomar","tag-carpintaria-de-sonhos","tag-contos","tag-dedos-de-prosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19629"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19632,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19629\/revisions\/19632"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}