{"id":19700,"date":"2022-09-15T11:36:07","date_gmt":"2022-09-15T14:36:07","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=19700"},"modified":"2022-09-20T16:05:22","modified_gmt":"2022-09-20T19:05:22","slug":"dedos-de-prosa-i-85","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-85\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p><em>Lorena Grisi<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19702\" aria-describedby=\"caption-attachment-19702\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/dedos-de-prosa-i.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19702 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/dedos-de-prosa-i.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/dedos-de-prosa-i.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/dedos-de-prosa-i-300x190.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19702\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Drika Prates<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Exerc\u00edcios f\u00edsicos<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faz atividade f\u00edsica? Fa\u00e7o, longe de mim ser sedent\u00e1ria. N\u00e3o fumo, bebo pouco e carrego comigo este carma de gera\u00e7\u00f5es, estes genes, o peso dos dias, esta cabe\u00e7a que n\u00e3o vem sobre os ombros, vem sobre o pesco\u00e7o, porque os ombros, \u00e9 o mundo o que eles suportam e por isso tenho hipercifose. N\u00e3o sou pregui\u00e7osa, ando a p\u00e9 por essas ruas levando tudo o que \u00e9 desnecess\u00e1rio em minhas costas, s\u00f3 para ter certeza de que n\u00e3o vou utilizar, mas est\u00e1 tudo ali, s\u00e3o coisas minhas, \u00e9 tudo o que tenho, pode-se dizer que configura um patrim\u00f4nio. Juntei cada uma dessas pe\u00e7as como quem guarda peda\u00e7os de quebra-cabe\u00e7as distintos na esperan\u00e7a criativa de montar paisagem pr\u00f3pria, for\u00e7ando encaixes e aceitando que buracos s\u00e3o tamb\u00e9m composi\u00e7\u00e3o de destinos. Portando sempre meus objetos, sou meu meio de transporte, meu caminh\u00e3o de mudan\u00e7a para cada apartamento semimobiliado alugado e, no percurso, perco bibel\u00f4s e mem\u00f3rias, o que deixa mais leves as caixas de papel\u00e3o e \u00e9 por essa raz\u00e3o, ademais, que eu sempre fui bem magra, embora nunca, nunca mesmo, tivesse sentido medo de que uma ventania me levasse consigo. Tudo \u00f3timo enquanto estiver perdendo bibel\u00f4s, o que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 para perder as chaves, a cabe\u00e7a ou o prumo. Eu sou muito ativa, me exercito, escrevo, apago, escrevo, reviso; no ano seguinte, eu abro o mesmo texto e reviso, apago, escrevo, guardo, esque\u00e7o. Esse exerc\u00edcio fortalece a mente e os ossos, explico, ele recomenda muscula\u00e7\u00e3o tr\u00eas vezes por semana, no m\u00ednimo. Pergunto se ele j\u00e1 experimentou um teto desabando sobre si e tendo de levant\u00e1-lo com as m\u00e3os, no sentido oposto \u00e0 gravidade, e isso na hip\u00f3tese boa, que \u00e9 a de ter um teto; ele me diz academia, corrida, pilates, eu digo meu querido, voc\u00ea n\u00e3o faz a menor ideia do que \u00e9 ser uma mulher.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L\u00edngua morta<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fizessem uma per\u00edcia a cada vez que morre uma l\u00edngua, constatariam males que incluem assass\u00ednios, genoc\u00eddios, cat\u00e1strofes naturais e outros desastres que geram \u00f3rf\u00e3os, herdeiros de um invent\u00e1rio vol\u00e1til e invis\u00edvel. Onde o cemit\u00e9rio das l\u00ednguas n\u00e3o mais ditas ou escritas, usadas, um dia, para dividir a terra em que se plantou o primeiro gr\u00e3o, onde se fincou a primeira bandeira, onde se construiu a primeira cerca em madeira e ent\u00e3o se disse <em>\u00e9 meu<\/em>? Em que l\u00edngua uma mulher foi originalmente ofendida e deu seu grito inaugural de horror? Os despojos conhecemos at\u00e9 hoje, os despojos da guerra s\u00e3o do vencedor e a l\u00edngua mantida viva tamb\u00e9m, em sua gl\u00f3ria. Como se diz <em>meu<\/em> na primeira l\u00edngua morta? Como se diz <em>eu<\/em>? Como se diz <em>n\u00e3o cante essa can\u00e7\u00e3o em voz alta<\/em>, <em>n\u00e3o narre esta f\u00e1bula<\/em>? Fato \u00e9 que hoje e em qualquer raio de futuro, mesmo antes do caf\u00e9 da manh\u00e3, conviveremos com restos mortais de l\u00ednguas por todos os cantos da casa e do corpo, no pensamento, no olho do outro, nas plantas no vaso sobre a mesa, perp\u00e9tuas (ou <em>Gomphrena globosa<\/em>). H\u00e1 uma l\u00edngua que n\u00e3o diz mais e n\u00e3o se entende, mas se sabe, exatamente como a convers\u00e3o do dinossauro em galinha. A l\u00edngua de carne, essa tamb\u00e9m pode morrer, mordida ou queimada, ardendo, dizendo tr\u00eas vezes palavra de maldi\u00e7\u00e3o, cortada a faca para aprender que alguns voc\u00e1bulos talvez devessem estar mortos tamb\u00e9m. Sepulta-se uma l\u00edngua e ela jaz num t\u00famulo em que se busca desvendar a pequena fotografia preta e branca, sem data ou epit\u00e1fio. Uma l\u00edngua, hoje, \u00e9 algo que existe primordialmente para dizer <em>fique aqui, em dez minutos poderemos enxergar o sat\u00e9lite<\/em>, e \u00e9 a partir dessa fala que todo o mundo se recomp\u00f5e e gira. Uma l\u00edngua morta \u00e9 um fantasma triste que corre de medo de crian\u00e7as. \u00c9 uma sobra nas sombras, a c\u00e1psula do tempo enterrada, acidente de trabalho de escava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pret\u00e9rito imperfeito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acabou-se o que era doce e os nost\u00e1lgicos garantem que ontem foi melhor que hoje, que os anos 80 n\u00e3o retornam mais, que nos anos 70 n\u00e3o havia Aids e eu concluo que a Guerra do Golfo foi muito pior do que a Guerra do Vietn\u00e3, porque a do Vietn\u00e3 veio antes e tudo o que vem antes \u00e9 melhor do que o que vem depois. Era doce. Poderiam ter conservado com sal ou com gelo, os nost\u00e1lgicos, os saudosos, mas isso interferiria na do\u00e7ura, que n\u00e3o voltaria mais e ter\u00edamos um passado salgado, ou aguado, nada condizente com nossa delicada hist\u00f3ria de afetos e ternura, mesmo que mais de um milh\u00e3o de pessoas tenham morrido na Guerra do Vietn\u00e3. Era tudo muito doce, embora ensinem nas aulas de Ci\u00eancias que s\u00e3o quatro as possibilidades de sabores &#8211; o doce, o salgado, o azedo e o amargo. Era tudo doce, mas acabou-se e agora usamos toda uma gama de a\u00e7\u00facares ou de ado\u00e7antes artificiais que tornam a vida di\u00e1ria mais palat\u00e1vel e porque o doce, desses quatro, \u00e9 o \u00fanico sabor que tem conota\u00e7\u00e3o positiva e precisamos dele em nosso cotidiano cada dia mais ins\u00edpido. Precisamos acreditar na do\u00e7ura, mas os ado\u00e7antes artificiais s\u00e3o cancer\u00edgenos e o a\u00e7\u00facar refinado dizem que \u00e9 um perigo tamb\u00e9m. Os nost\u00e1lgicos, os saudosos, vazios de um per\u00edodo em que o buraco na camada de oz\u00f4nio era menor, e de quando n\u00e3o havia alimentos transg\u00eanicos, e de quando havia menos arranha-c\u00e9us fazendo sombra nas areias das praias brasileiras, os nost\u00e1lgicos se embrenhariam em pequenas fazendas produtoras de mel, caso as abelhas hoje n\u00e3o estivessem enlouquecendo com tanta mudan\u00e7a no ecossistema. Porque as abelhas tamb\u00e9m est\u00e3o nost\u00e1lgicas, saudosas e vazias, deu at\u00e9 no notici\u00e1rio m\u00eas passado. Era doce, todos juram que era doce, mesmo que o Ves\u00favio tenha destru\u00eddo Pomp\u00e9ia no primeiro s\u00e9culo de nossa era, quando o Vietn\u00e3 n\u00e3o era uma quest\u00e3o. Era doce, tinha at\u00e9 uma cereja em cima. N\u00e3o salgaram os corpos de homens enforcados e de bruxas queimadas vivas, de modo que s\u00f3 a do\u00e7ura se preservou na mem\u00f3ria. De modo que neste atual s\u00e9culo de nossa era teses estejam sendo escritas sobre afetos, m\u00fasicas sobre a delicadeza sejam compostas e uma est\u00e9tica da suavidade esteja muito em voga nesse m\u00eas de outubro, hoje mesmo, quando n\u00e3o \u00e9 mais doce como j\u00e1 foi, constatam os nost\u00e1lgicos, os saudosos, os vazios e os perdidos. Era doce, foi doce. O pret\u00e9rito imperfeito, dizem os gram\u00e1ticos, exprime uma a\u00e7\u00e3o habitual no passado, enquanto o pret\u00e9rito perfeito exprime uma a\u00e7\u00e3o que n\u00e3o era habitual. Acabou-se o que era doce, ser doce era habitual. Era uma vez. Desde o primeiro s\u00e9culo de nossa era e mesmo antes. O anel que tu me deste era de vidro. Era doce, mas agora as abelhas enlouqueceram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se eu te dissesse <em>&#8211; Me escreve<\/em>, assim, a seco, intransitivo, o que voc\u00ea me enviaria? Uma carta de amor, de despedida, um cart\u00e3o-postal, um e-mail, um bilhete, meu hor\u00f3scopo, a foto de um recado no espelho, tua biografia? \u00c9 certo que n\u00e3o diria diretamente que me ama, nem que acordou no meio da madrugada para n\u00e3o mais dormir porque n\u00e3o sabia onde eu estava e se eu voltaria. Me contaria do gato que trouxe para casa, da rua que mudou de sentido e agora deixa os motoristas confusos em frente ao pr\u00e9dio. Me diria que, mais \u00fatil que escrever uma carta, coisa que nem se usa mais, \u00e9 escrever uma tese, um tratado, uma lei, algo que se imponha sobre os homens, palavras contra as quais qualquer insurg\u00eancia \u00e9 imput\u00e1vel com isolamento e castigos f\u00edsicos. Teve aquela vez, na viagem ao Norte, quando eu perdi o cat\u00e1logo dos lugares tur\u00edsticos. Me escreve um cat\u00e1logo. Me escreve um cat\u00e1logo que fale se os lugares produzem arrepios, se t\u00eam cheiro, se o Sol vai queimar minha cabe\u00e7a, se o caminho pode ser feito a p\u00e9, se, para chegar l\u00e1, basta fechar os olhos no chuveiro. Me escreve, mas escreve \u00e0 m\u00e3o, com essa letra que eu n\u00e3o entendo, mapa para a rua que mudou de sentido e que eu perdi, no meio da viagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A casa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A casa, caixa de m\u00f3veis desembalados e descobertos de len\u00e7\u00f3is, habitada, durante o dia, por este sof\u00e1 velho, vazio e emprestado, em que algu\u00e9m j\u00e1 se sentou para n\u00e3o cair no ch\u00e3o de desespero e dormiu, perdendo a hora. H\u00e1 grades nas janelas, mas o Sol tem sua incontorn\u00e1vel liberdade de atravess\u00e1-las e de queimar os rostos nos quais hoje se veem manchas e linhas de quem observou a paisagem at\u00f4nito. Eram duas as cachorras no p\u00e1tio, latindo para os outros c\u00e3es que passavam por tr\u00e1s do muro, e o barulho dizia dessa ordem perdida em que os seres se reconhecem, se cumprimentam e est\u00e3o atentos aos cheiros. Nesta casa, tr\u00eas fam\u00edlias, em seu tempo, celebraram anivers\u00e1rios, receberam not\u00edcias de mortes e penduraram quadros em diferentes paredes que j\u00e1 foram brancas ou amarelas. Da casa de baixo, sente-se cheiro de carne sendo assada e h\u00e1 uma conversa, entre m\u00e3e e filha, sobre objetos perdidos nas escadas. Debaixo dela, a casa t\u00e9rrea, vazia e de porta fechada, hospedagem provis\u00f3ria de \u00e1caros e de pequenas aranhas tranquilas, na privacidade dos cantos e das frestas. A casa, arquivo de espantos em quarto e cozinha, tem uma moradora, \u00e0 noite, na hora em que se imagina que todos dormem, mas h\u00e1 uma verdade e \u00e9 esta: h\u00e1 o pesadelo, o suor frio e os banhos. \u00c9 tarde para se preocupar com visitas, \u00e9 cedo para consultar a meteorologia. E o universo \u00e9 dentro da casa e, n\u00e3o, fora, e isso inclui os raios, as tempestades e os objetos n\u00e3o identificados, dos quais fazem parte utens\u00edlios dom\u00e9sticos que determinam a completude de um lar: mesmo sem uso, tem-se o que \u00e9 preciso, al\u00e9m de um fog\u00e3o, de uma cafeteira e de um acendedor autom\u00e1tico. V\u00ea-se, na sala, uma mesa com pap\u00e9is e livros que indicam as tarefas de quem reside na casa. A mesa \u00e9 b\u00fassola, \u00e9 rosa dos ventos, por isso est\u00e1 centralizada. Em cima dela, um casti\u00e7al com uma vela apagada. Dali, contam-se dez passos para a cama, dez para o aparelho de som, dez para a gaveta de facas. A casa, neste terreno argiloso e inf\u00e9rtil. Amanhece. Na rua em frente, os c\u00e3es encoleirados passeiam na hora esperada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Lorena Grisi<\/strong> nasceu em Salvador. Publicou, em 2021, o livro de poemas \u201cExerc\u00edcios f\u00edsicos\u201d (Editora Paralelo13S). Tem textos publicados nas colet\u00e2neas \u201cHilstianas vol. 1\u201d (Editora Patu\u00e1\/Instituto Hilda Hilst, 2019), \u201cAntologia Ru\u00ednas\u201d (Editora Patu\u00e1, 2020), \u201cTerra, fogo, \u00e1gua, ar: colet\u00e2nea l\u00edrica\u201d (Edufba, 2020), \u201cMulherio das Letras Portugal\u201d (Editora In-Finita, 2020), \u201cParem as m\u00e1quinas!\u201d (Selo Off Flip, 2020), \u201cCartografias vol. 1: contos de autoras brasileiras\u201d (Editora Primata, 2022), no Jornal Relevo (set. 2021), na oitava edi\u00e7\u00e3o da revista Felisberta, na revista Aboio, na revista Mulheres do Fim do Mundo (abr. 2021), na segunda edi\u00e7\u00e3o da Revista Torquato (abr.-jun. 2020) e na Revista Contempo (maio 2020).<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contemporaneidade  expl\u00edcita na prosa po\u00e9tica de Lorena Grisi<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19701,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4166,2534,16],"tags":[41,4171,4170,4169,595],"class_list":["post-19700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-149a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-dedos-de-prosa","tag-exercicios-fisicos","tag-lorena-grisi","tag-paralelos13s","tag-prosa-poetica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19700"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19705,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19700\/revisions\/19705"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}