{"id":19782,"date":"2022-09-19T09:37:41","date_gmt":"2022-09-19T12:37:41","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=19782"},"modified":"2022-12-26T15:07:10","modified_gmt":"2022-12-26T18:07:10","slug":"dedos-de-prosa-ii-77","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-77\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p><em>Catharina Azevedo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_19784\" aria-describedby=\"caption-attachment-19784\" style=\"width: 352px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/interna-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19784 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/interna-5.jpg\" alt=\"\" width=\"352\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/interna-5.jpg 352w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/interna-5-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19784\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Drika Prates<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O pedido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela come\u00e7ou a atravessar em um passo pequeno, amedrontado. Os olhos cinzentos e lacrimosos varavam a rua em uma s\u00faplica muda, procurando se deter no primeiro transeunte. Era t\u00e3o velha que parecia parar a qualquer momento para dizer que havia sido testemunha da primeira pedra que colocaram na rua, quando a rua ainda era feita de pedras. Olh\u00e1-la era como ver algo capaz de tombar a qualquer momento; n\u00e3o, nem tombar, que haveria no tombo ainda uma viol\u00eancia que n\u00e3o combinaria com ela. Parecia mesmo era prestes a desvanecer, assumir as cores da noite antes de sumir lentamente, imperceptivelmente \u2014 ela estaria de m\u00e3os dadas com o passante que se deixasse alugar, um tipo mole demais para repeli-la: aqui (a voz tr\u00eamula), aqui era a antiga casa de um industrial, uma constru\u00e7\u00e3o t\u00e3o linda (os olhos lacrimosos), datava do per\u00edodo do Imperador. N\u00e3o, acho que era colonial \u2014 e em um \u00e1timo, seu corpo feito de \u00e9ter, um vento noturno, nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do outro lado da rua, as meninas faziam ponto. Equilibravam-se em saltos imensos, desfilando os corpos repletos de lantejoulas pretas, rosas, douradas, coladas no busto ou nas saias curtas. Uma delas viu a velha e cutucou a colega com o cotovelo. Apontou para o outro lado com o queixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 \u00d3 l\u00e1, algu\u00e9m largou a vov\u00f3 no Centro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Vai ver se perdeu \u2014 disse a outra mo\u00e7a. N\u00e3o insistiu no assunto: um carro preto se aproximava, e por tr\u00e1s do vidro abaixado um homem musculoso fez uma gracinha. Ela se encostou no vidro, o antebra\u00e7o ro\u00e7ando entre o do homem, as frases retardadas por um chiclete entre os dentes brancos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira mo\u00e7a continuou olhando. Chamava-se Daiane. Tinha outro nome, mas n\u00e3o importa. Tinha tamb\u00e9m uma pele branca emborrachada, como de lagartixa. Assim que chegou, disseram que era pele daquelas l\u00e1 do interior mesmo, as tabaroas. Pois era mesmo do interior e possu\u00eda uma hist\u00f3ria dif\u00edcil, acreditaria ser sofrida caso n\u00e3o fosse t\u00e3o atordoada em rela\u00e7\u00e3o aos seus pr\u00f3prios acontecimentos particulares \u2014 uma hist\u00f3ria dessas que empurra as mulheres pra zona, enfim. Mais do que loiros, os cabelos eram amarelos, tingidos da cor de gema de ovo, e naquele momento Daiane n\u00e3o acreditou que a mulher fosse atravessar a rua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque, por estranho que fosse uma idosa no centro da cidade \u00e0quela hora da madrugada, caminhando seu passinho pequeno que ignorava que tudo ao redor estivesse um ermo; mais estranho ainda seria aquela velha prosseguir at\u00e9 o outro lado, visto que do outro lado havia a zona e mais nada. Entretanto ali estava ela, com seu passo de santa. Talvez fosse uma vis\u00e3o de santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daiane se aproximou de outra mo\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Tem algum velho a\u00ed hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher lhe lan\u00e7ou um olhar desconfiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Que foi?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 A senhorinha t\u00e1 vindo pra c\u00e1 \u2014 Daiane apontou com o queixo outra vez. \u2014 Acho que est\u00e1 procurando o marido. Ou o filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 E eu com isso? Suma daqui, v\u00e1, voc\u00ea est\u00e1 me atrapalhando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daiane abriu caminho e voltou ao trabalho. Houve justi\u00e7a no fato que, uma vez tendo ganhado a cal\u00e7ada, a velha procurasse seu bra\u00e7o para encaixar a pr\u00f3pria m\u00e3o e dizer, numa voz tamb\u00e9m t\u00edmida:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Mocinha, onde que eu falo com o dono?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela deu um sorriso nervoso. Retesou o corpo. Outro carro se aproximava. Tentou afastar o bra\u00e7o com delicadeza, mas o aperto da velha pareceu se tornar, de repente de ferro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Preciso falar com o dono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Minha senhora, isso aqui \u00e9 um puteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a velha respondeu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Eu sei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos pensamentos podiam ter tomado conta de Daiane ao escutar a afirmativa; prevaleceu, entretanto, o medo pelos clientes que perdia a cada segundo que demorava com a velha. Pior ainda se lhe associassem indelevelmente \u00e0 figura encolhida da mulher \u2014 um dos homens nos carros que passavam j\u00e1 havia gritado uma piadinha obscena: \u00e9 quanto com a vov\u00f3? Daiane prosseguia com seu riso nervoso, um riso que mascava o desconforto at\u00e9 que este se encolhesse e se disfar\u00e7asse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o houve jeito de se livrar da velha. Logo as outras mo\u00e7as se aproximaram sorrateiramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 A senhora est\u00e1 se sentindo bem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Estou, estou sim. Quero falar com o dono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201cdono\u201d era um homem negro do pesco\u00e7o de touro que se chamava Cl\u00e1udio. Se n\u00e3o era bom, tamb\u00e9m n\u00e3o era de todo ruim. O fato \u00e9 que nenhuma das mo\u00e7as tinha vontade de chamar por ele \u2014 o que seria um sinal de desordem, e n\u00e3o havia, entre elas, nenhuma que quisesse admitir uma desordem. Desconheciam se Cl\u00e1udio estava de bom humor ou n\u00e3o: a mesma m\u00e3o capaz de matar um cliente violento, daqueles que obrigam coisas nojentas e subst\u00e2ncias; essa mesma m\u00e3o poderia lhes marcar a pele caso se sentisse no direito. Especialmente os assuntos relacionados a dinheiro o transformavam em um bruto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi, por fim, Soraia, uma das mais antigas, que resolveu explicar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Dona, aqui a gente n\u00e3o tem chefe, chefe \u00e9 o cafet\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Mas \u00e9 com ele que eu quero falar, mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, porque nenhuma delas se moveu um cent\u00edmetro sequer, a velha ajeitou o casaco de l\u00e3 e avan\u00e7ou para a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma luz vermelha brilhava ali dentro. Dois quartos tinham as portas fechadas; em um se entrevia uma cama de solteiro, encostada na parede, um espelho, uma cadeira e o que pareciam ser revistas pornogr\u00e1ficas em uma c\u00f4moda. A velha avan\u00e7ou muito c\u00e2ndida pela sala at\u00e9 dar com um homem calvo, de uns cinquenta anos, que ria de um v\u00eddeo qualquer no celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele levou um solavanco. \u00c0 sua frente, a velha toda tremia. Usava um casaquinho de l\u00e3 com um \u00fanico bot\u00e3o grande, fechado sobre o colo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Como posso ajudar a senhora? \u2014 perguntou, desconcertado, em uma incerteza entre enxot\u00e1-la ou apresentar-se mais polido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Estou procurando um homem \u2014 disse a velha muito claramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atr\u00e1s, as mo\u00e7as \u2014 cinco das quais n\u00e3o tinham medo de aborrecer Cl\u00e1udio, ou sentiam que dinheiro algum daquela noite pagava serem testemunha dos acontecimentos \u2014 suspenderam a respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A velha prosseguiu, como se aquilo se tratasse de uma entrevista de emprego:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Me chamo Dita. De Benedita, mas todo mundo sempre chamou assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Como que a senhora chegou aqui?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 De condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 E t\u00e1 procurando homem pra que? \u2014 perguntou Cl\u00e1udio, abobadamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Pra fazer amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Restou o sil\u00eancio. Uma das mo\u00e7as come\u00e7ou ent\u00e3o a rir \u2014 tentou esconder o riso entre as lantejoulas da roupa, mas este lhe ultrapassou a boca, transformando-se em uma gargalhada que contagiou as outras pouco a pouco. Dita continuava, entretanto, impass\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Meu marido morreu faz tempo, estou cansada de ficar sozinha. E, Deus que me perdoe, n\u00e3o era assim t\u00e3o bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 O amor n\u00e3o era bom? \u2014 uma das prostitutas perguntou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Assim, assim. Mas Deus que d\u00ea paz a ele, era um homem justo. Nunca me faltou nada, n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 T\u00f4 vendo que faltou \u2014 Soraia respondeu com mal\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cl\u00e1udio fez uma cara feia \u2014 estava gostando cada vez menos daquela situa\u00e7\u00e3o. Bateu as m\u00e3os, virando-se r\u00edspido para as mo\u00e7as:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Bora, circulando. Chega de corpo mole.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir tornou \u00e0 velha e acrescentou de mau humor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Aqui n\u00e3o tem homem nenhum, s\u00f3 mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esperava com aquilo \u2014 n\u00e3o sabia o que esperava. Era inimagin\u00e1vel que a velha fizesse o caminho de volta pelo bairro semi-abandonado \u00e0quela hora. Sequer sabiam como ela tinha sido capaz de chegar at\u00e9 ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficaram assim por um momento, Dita alisando a saia, aprumando o cabelo ralo penteado e perfumado. Estudou as mo\u00e7as uma por uma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 E mulher? \u2014 perguntou, por fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mulheres, haviam; imposs\u00edvel negar. Dita atravessou a todas com o olhar cinzento que lacrimejava. As mo\u00e7as deixaram de enxergar a velha, passaram a ver apenas um corpo nu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do centro do grupo, saiu Daiane. P\u00f4s as m\u00e3os na cintura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 A senhora trouxe dinheiro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dita agarrou uma bolsinha min\u00fascula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Trouxe, tudo aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Olha que \u00e9 caro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Virando-se para Cl\u00e1udio, acrescentou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Acho melhor ela ficar pra dormir, n\u00e3o quero me meter com caso de morte de velha nessa rua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomou Dita pela m\u00e3o e a levou ao quarto. As mo\u00e7as puderam ouvir a velha falar, antes que a porta se fechasse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Deus te aben\u00e7oe, filha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Catharina Azevedo<\/em><\/strong><em> \u00e9 natural de Salvador, Bahia. Em 2020, publicou o conto\u00a0No Intervalo, presente na antologia\u00a0\u201cSoteropolitanos\u201d\u00a0(org. Matheus Peleteiro, edi\u00e7\u00e3o independente). Seu primeiro livro de poesias,\u00a0\u201cdeixe o bando correr selvagem\u201d, est\u00e1 em pr\u00e9-venda pela Editora Morma\u00e7o.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No conto in\u00e9dito de Catharina Azevedo, recortes internos de uma vida <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4166,2534],"tags":[1111,4179,81,41,4180,3127,149,1980],"class_list":["post-19782","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-149a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-bahia","tag-catharina-azevedo","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-mormaco","tag-o-pedido","tag-prosa","tag-salvador"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19782"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19782\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19785,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19782\/revisions\/19785"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}