{"id":20652,"date":"2024-12-11T10:42:54","date_gmt":"2024-12-11T13:42:54","guid":{"rendered":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=20652"},"modified":"2024-12-18T19:14:24","modified_gmt":"2024-12-18T22:14:24","slug":"drops-da-setima-arte-49","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-49\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Guilherme Preger<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Subst\u00e2ncia<\/strong><strong>. Reino Unido\/Fran\u00e7a. 2024.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/A_Substancia-m.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20807\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/A_Substancia-m.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/A_Substancia-m.jpg 300w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/A_Substancia-m-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme recente, que concorreu em Cannes e ganhou pr\u00eamio de melhor roteiro neste festival, vem assustando ou impactando muitos espectadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra da diretora francesa Coralie Fargeat tem elementos de contato com <em>Titane<\/em>, de Julia Ducournau, que ganhou a Palma em Cannes em 2021. Ambos s\u00e3o filmes de horror, baseados em metamorfoses corporais, filmes nos quais uma sensa\u00e7\u00e3o de inc\u00f4modo, beirando a avers\u00e3o, atravessa a plateia. Ambos os filmes tamb\u00e9m trabalham com elementos fant\u00e1sticos, que n\u00e3o s\u00e3o simplesmente \u201csurreais\u201d, como nas vers\u00f5es modernistas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o sobrenaturais. O fant\u00e1stico nesses filmes \u00e9 um g\u00eanero de hibridiza\u00e7\u00e3o com formas inaturais, aberrantes. N\u00e3o \u00e9 sobrenaturalismo nem surrealismo, mas inaturalismo. N\u00e3o trabalha com objetos, mas com abjetos. Trata-se de um cinema que tem uma interface com a literatura do ins\u00f3lito, como na obra da escritora argentina Mariana Enriquez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses dois filmes abordam as interven\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas no corpo produzindo deforma\u00e7\u00f5es que precisam ser \u201cincorporadas\u201d pelas personagens. Nisso, fazem refer\u00eancia aos ciborgues da te\u00f3rica Donna Haraway. A men\u00e7\u00e3o a esta te\u00f3rica \u00e9 importante, pois se tratam de obras sobretudo feministas, mas que n\u00e3o reivindicam um estatuto pr\u00f3prio \u00e0 feminilidade, mas, ao contr\u00e1rio, indicam o que podemos chamar de uma \u201cdesapropria\u00e7\u00e3o do feminino\u201d. Na obra de Haraway, o ciborgue \u00e9 justamente aquele que \u201cborra\u201d o binarismo sexual e o dualismo natural\/artificial.\u00a0 No entanto, os filmes diferem num elemento fundamental: em <em>Titane<\/em> h\u00e1 um processo de aliena\u00e7\u00e3o ps\u00edquica que \u00e9 almejado e desejado (o ego deseja ser outro), ao passo que em <em>A Subst\u00e2ncia<\/em>, o ego procura um encontro com sua pr\u00f3pria ess\u00eancia \u201csubstancial\u201d, para al\u00e9m das formas corporais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme de Coralie tem um apelo extra, que vem a ser metalingu\u00edstico, ou ainda, que \u00e9 a feliz escolha pela atriz Demi Moore como protagonista para um papel que basicamente \u00e9 o de interpretar a si mesma. Moore como se sabe \u00e9 uma atriz ic\u00f4nica, mas que est\u00e1 associada a um semblante jovem, representante de uma gera\u00e7\u00e3o (dos anos 80) que agora envelhece, o que significa para as atrizes (que ultrapassaram os cinquenta anos) um deslocamento para o ostracismo. No filme ela interpreta a atriz Elizabeth Sparkle, que se tornou uma estrela de aulas de gin\u00e1stica (como Jane Fonda, outra atriz ic\u00f4nica de gera\u00e7\u00e3o anterior), mas que os patr\u00f5es da ind\u00fastria cultural (representados pelo ator Dennis Quaid) querem \u201caposentar&#8221;. Elizabeth tem o destino de estrelas que s\u00e3o tratadas pela ind\u00fastria cultural como \u201ccorpos bonitos\u201d, o que quer dizer especialmente jovens e <em>sexys<\/em>. O envelhecimento significa para elas algo que simplesmente \u201cstops\u201d, como lhe diz o empres\u00e1rio buf\u00e3o, branco e machista Harvey (Quaid).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_20666\" aria-describedby=\"caption-attachment-20666\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-1-Demi-Moore-como-Elizabeth-Sparkle-divulgacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20666 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-1-Demi-Moore-como-Elizabeth-Sparkle-divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-1-Demi-Moore-como-Elizabeth-Sparkle-divulgacao.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-1-Demi-Moore-como-Elizabeth-Sparkle-divulgacao-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20666\" class=\"wp-caption-text\">Demi Moore como Elizabeth Sparkle \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No roteiro do filme, Sparkle tem acesso no mercado negro a uma \u201csubst\u00e2ncia\u201d que quando injetada nas veias d\u00e1 lugar a uma bifurca\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica gerando uma c\u00f3pia de si (clone), por\u00e9m mais jovem. No filme, esta Elizabeth jovem \u00e9 vivida pela atriz em alta Sarah Qualley, filha da atriz da mesma gera\u00e7\u00e3o de Moore, Andy McDowell. A bula da \u201cSubst\u00e2ncia\u201d indica que as duas Elizabeth, a jovem e a madura, devem trocar (<em>switch<\/em>) de posi\u00e7\u00f5es a cada semana. A bula tamb\u00e9m diz que elas n\u00e3o s\u00e3o duas, mas uma \u00fanica pessoa. Uma s\u00f3 pessoa, mas com dois corpos. Enquanto uma vive, a outra \u201chiberna\u201d. Mas a troca entre os corpos precisa respeitar o prazo de uma semana, ou consequ\u00eancias s\u00e9rias acontecem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora seja a mesma Elizabeth, sua vers\u00e3o jovem assume o nome de Sue, nova promissora atriz que ocupa precisamente o espa\u00e7o de estrela destinado a Elizabeth, com um novo programa de gin\u00e1stica no qual desfila seu corpo jovem e sexy. E ent\u00e3o no roteiro do filme come\u00e7a uma disputa entre as duas Elizabeth, a jovem e a madura, que agem como se fossem duas mulheres diferentes, mas que s\u00e3o a mesm\u00edssima pessoa. Essa disputa vem \u00e0s expensas da decrepitude acelerada da mulher madura, mas cuja desconstru\u00e7\u00e3o corporal amea\u00e7a a sa\u00fade da mais jovem. Ambas est\u00e3o \u201cumbilicalmente\u201d ligadas. O melhor seria ent\u00e3o dizer, \u201cgeneticamente ligadas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_20667\" aria-describedby=\"caption-attachment-20667\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-2-Sarah-Qualley-como-Elizabeth-Sparkley-divulgacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20667 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-2-Sarah-Qualley-como-Elizabeth-Sparkley-divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-2-Sarah-Qualley-como-Elizabeth-Sparkley-divulgacao.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Imagem-2-Sarah-Qualley-como-Elizabeth-Sparkley-divulgacao-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-20667\" class=\"wp-caption-text\">Sarah Qualley como Elizabeth Sparkley \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais interessante da obra de Fargeat \u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias liter\u00e1rias. J\u00e1 mencionei sua proximidade com a literatura do ins\u00f3lito. Em <em>A Subst\u00e2ncia<\/em> ecoam dois cl\u00e1ssicos da literatura do s\u00e9culo XIX, de influ\u00eancias g\u00f3ticas: <em>O M\u00e9dico e o Monstro<\/em>, de Robert Louis Stevenson e <em>O Retrato de Dorian Gray<\/em>, de Oscar Wilde. Deste \u00faltimo, em particular, o filme parece uma releitura cinematogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a principal refer\u00eancia \u00e9 a sua proximidade manifesta com o cinema de David Cronenberg. H\u00e1 primeiramente uma rela\u00e7\u00e3o com seu duplo, como em <em>G\u00eameos, m\u00f3rbida semelhan\u00e7a<\/em> do diretor canadense.\u00a0 H\u00e1 igualmente um interesse nas deforma\u00e7\u00f5es corporais e no cruzamento entre corporeidade e tecnologia, no qual os corpos s\u00e3o objetos para interven\u00e7\u00f5es tecnocir\u00fargicas (como em seu filme recente <em>Crimes do futuro<\/em>) ou hibridiza\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas (como no cl\u00e1ssico <em>A Mosca<\/em>). H\u00e1, no entanto, uma diferen\u00e7a crucial entre os dois diretores: a quest\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os filmes de Cronenberg, ao que pese suas qualidades indiscut\u00edveis, n\u00e3o deixam de apresentar aquilo que \u00e9 chamado de \u201cmirada masculina\u201d (<em>male gaze<\/em>). A mirada \u00e9 um gozo voyeur\u00edstico presente no cinema. Seu g\u00eanio absoluto foi Alfred Hitchcock que fez a mirada do espectador adentrar o espa\u00e7o c\u00eanico como composi\u00e7\u00e3o. Os exemplos mais \u00f3bvios s\u00e3o os filmes <em>Janela Indiscreta e Psicose, <\/em>em que\u00a0 o gozo da mirada n\u00e3o \u00e9 apenas um tema, mas \u00e9 parte da constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria imagem cinematogr\u00e1fica. Este assunto foi objeto de diversas leituras psicanal\u00edticas. No entanto, a mirada cinematogr\u00e1fica sempre foi tendencialmente masculina, principalmente quando a mirada recai sobre o corpo da mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que Coralie Fargeat faz em <em>A Subst\u00e2ncia<\/em> \u00e9 desconstruir essa mirada de vi\u00e9s masculino. Sem recus\u00e1-la, ela a \u201cdeforma\u201d e faz com que o corpo da mulher de objeto se torne abjeto. Faz com que a exig\u00eancia de que o corpo feminino seja jovem, bonito ou sexy, seja revertida em monstro. De um lado revela o aspecto senil, branco, decr\u00e9pito e grotesco da ind\u00fastria cultural (uma verdadeira m\u00e1quina monstruosa), retratada no conjunto de seus acionistas, homens velhos e brancos que s\u00e3o justamente os voyeurs iniciais da cadeia de explora\u00e7\u00e3o das formas femininas. Por outro lado, tamb\u00e9m denuncia por detr\u00e1s o desejo c\u00famplice (pois todo gozo tem cumplicidade com o desejo) das mulheres com sua obsess\u00e3o em corresponder aos apelos de juventude e beleza eternas, ou a pr\u00f3pria dificuldade de lidar com a decad\u00eancia corporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Walter Benjamin j\u00e1 escreveu que o choque est\u00e9tico, iniciado na obra do poeta Charles Baudelaire, havia sido incorporado tecnicamente pelo cinema. O cinema, para o fil\u00f3sofo alem\u00e3o, era a arte do choque. Noventa anos depois de seu artigo (1936), o choque perdeu sua capacidade de impactar a sensibilidade do espectador. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que o cinema deve assumir formas cada vez mais radicais de choque, pr\u00f3ximas ao terror, como certa linhagem cinematogr\u00e1fica pretendeu, explorando a viol\u00eancia ao ponto do sadismo. Essas novas diretoras trazem outra via para atender a necessidade do cinema \u201cmexer\u201d com a sensibilidade do p\u00fablico. Coralie Fargeat consegue construir um cinema do inc\u00f4modo est\u00e9tico, retirando do espectador o direito a uma mirada acomodada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PFeEGaxoQVU?si=axMHVsbzcWudurXX\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Guilherme Preger<\/em><\/strong><em> \u00e9 carioca, engenheiro e escritor. Doutor em Teoria da Literatura pela UERJ. Autor de F\u00e1bulas da Ci\u00eancia (ed. Gramma, 2021) e Teoria Geral dos Aparelhos (Caravana, 2024). Mant\u00e9m o blog <strong><a href=\"https:\/\/resenhacibernetica.wordpress.com\/\">Resenha Cibern\u00e9tica<\/a>\u00a0 <\/strong>e faz curadoria do cotidiano di\u00e1ria no Mastodon no endere\u00e7o @gfpreger@piupiupiu.com.br. Escreve sobre cinema na Diversos Afins desde 2015.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O universo impactante do filme \u201cA Subst\u00e2ncia\u201d na resenha de Guilherme Preger<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20653,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4298,16,2535],"tags":[4306,115,4308,13,394,189,4307],"class_list":["post-20652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-154a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-a-substancia","tag-cinema","tag-demi-moore","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-resenha","tag-terror"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20652"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20808,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20652\/revisions\/20808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}