{"id":2193,"date":"2012-08-06T20:47:24","date_gmt":"2012-08-06T23:47:24","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=2193"},"modified":"2012-09-09T20:43:47","modified_gmt":"2012-09-09T23:43:47","slug":"pequena-sabatina-ao-artista-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/pequena-sabatina-ao-artista-5\/","title":{"rendered":"Pequena Sabatina ao Artista"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Hilton Valeriano<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde as xilogravuras medievais at\u00e9 as famosas iluminuras, o desenho sempre esteve presente na hist\u00f3ria da arte. O leitor poderia ser levado a pensar o of\u00edcio do desenho como uma forma perif\u00e9rica de uma suposta manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica secund\u00e1ria, visto a predomin\u00e2ncia da pintura, mas nomes como Albrecht D\u00fcrer, Gustave Dor\u00e9, M. C. Escher e Oswaldo Goeldi evidenciam o equ\u00edvoco dessa perspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808000;\"><a href=\"http:\/\/www.homemdofarol.blogspot.com.br\/\"><span style=\"color: #808000;\"><strong>Rui Cavaleiro Azevedo<\/strong><\/span><\/a><\/span>, artista portugu\u00eas de Lisboa, em nossa Sabatina, expressa suas opini\u00f5es sobre a arte e o of\u00edcio do desenho, sua import\u00e2ncia est\u00e9tica, suas rela\u00e7\u00f5es com a literatura, seus projetos futuros. O leitor \u00e9 convidado a mergulhar no universo expressionista e humanista desse artista, a discorrer sobre a viv\u00eancia est\u00e9tica de seu olhar, de suas cenas, sejam elas urbanas, naturais ou liter\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_2196\" aria-describedby=\"caption-attachment-2196\" style=\"width: 520px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-2-Foto-Elsa-VecinoINTERNA1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2196 \" title=\"Rui Cavaleiro 2 - Foto Elsa Vecino\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-2-Foto-Elsa-VecinoINTERNA1.jpg\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-2-Foto-Elsa-VecinoINTERNA1.jpg 520w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-2-Foto-Elsa-VecinoINTERNA1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2196\" class=\"wp-caption-text\">Rui Cavaleiro \/ Foto: Elsa Vecino<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA \u2013 De que forma se deu sua experi\u00eancia inicial com a arte do desenho? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>Durante os meus estudos, em menino e adolescente, eu era inclu\u00eddo entre aqueles que &#8220;n\u00e3o t\u00eam jeito para o desenho&#8221;. Efetivamente, considero que n\u00e3o fui dotado com qualquer prenda divina, nem para desenhar nem para nada mais, e acho que desenho pior que a m\u00e9dia das pessoas. Em menino e jovem, os meus desenhos decorativos e geom\u00e9tricos eram invariavelmente sujos, torcidos e distorcidos. Quando o trabalho parecia finalizado e a r\u00e9gua deslizava pelo papel e deixava atr\u00e1s dela o rastro de tinta da china borrando o desenho, eu tinha a consci\u00eancia da minha nulidade no mundo da Arte. Por dificuldade visual, ainda hoje n\u00e3o vejo a perspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, passava as tardes em casa desenhando personagens e paisagens inabituais, com l\u00e1pis de cor e manchas de aquarela, copiando livros de <em>comics<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho na mem\u00f3ria, mas talvez seja um sonho, que um dia um professor me disse que se eu quisesse candidatar-me a Belas Artes, ele me ajudaria a preparar o exame. Devo ter sonhado. Al\u00e9m disso, por esse tempo j\u00e1 tinha feito exame para entrar em agronomia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211; Como voc\u00ea v\u00ea o papel do desenho e sua relev\u00e2ncia hist\u00f3rica no campo da arte? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>O desenho foi uma das primeiras formas de express\u00e3o dos homens. Nas paredes das cavernas, na areia, na argila. Seria para representar a realidade do modo que o desenhista a via, para esconjurar medos e fobias, para contar os acontecimentos ocorridos.\u00a0 Antes da fotografia, o desenho era, para os bi\u00f3logos, o modo de registrar objetos e seres dignos de nota. Para os arquitetos e cen\u00f3grafos, \u00e9 o modo de organizar o espa\u00e7o e a realidade de determinada maneira. Para outros, ser\u00e1 um modo de tomar notas ou ainda de distrair a mente, como, por exemplo, desenhar flores durante as reuni\u00f5es profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Almada Negreiros, um grande artista portugu\u00eas que j\u00e1 n\u00e3o se encontra entre os vivos, disse que o desenho \u00e9 o nosso entendimento a captar o instante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, uma confid\u00eancia. Tentei v\u00e1rias vezes fazer pintura. Segui cursos em Academias em Bruxelas, experimentei v\u00e1rias t\u00e9cnicas, fiz quadros abstratos, realistas, tentei reproduzir os meus pequenos desenhos em grandes telas brancas e virgens. O resultado foi sempre desastroso. Eram quadros simplesmente horr\u00edveis. O fato de n\u00e3o dispor da liberdade para apagar, alterar, desenhar por cima, rasgar, faz com que a pintura n\u00e3o seja um modo de express\u00e3o adequado para mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211; Mesmo nas cenas naturais ou urbanas, seu tra\u00e7o expressa um olhar que busca a paisagem como dimens\u00e3o cultural, ou seja, uma viv\u00eancia humana da perspectiva criadora do artista. Comente esse aspecto de seus desenhos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>Os meus desenhos est\u00e3o ancorados \u00e0 realidade. Pode ser uma paisagem, uma pessoa a dormir na praia, uma cena de uma velha fotografia, um c\u00e3o a brincar. S\u00e3o imagens de outras imagens. \u00c9 f\u00e1cil verificar que muitos dos meus desenhos s\u00e3o c\u00f3pias, reprodu\u00e7\u00f5es, pl\u00e1gio (!) de outras obras. Parasito, assim, o trabalho de outros criadores. \u00a0Contudo, gosto de ser um int\u00e9rprete da cena, mais do que um observador. Que emo\u00e7\u00f5es est\u00e3o a experimentar os personagens, mesmo sendo eles animais? Esse \u00e9 um ponto interessante para mim. Se tudo est\u00e1 ligado no universo, se podemos sentir em S\u00e3o Paulo os efeitos de um bater de asas de borboleta, em Lisboa, ent\u00e3o, os elementos desenhados numa folha de papel tamb\u00e9m devem estar relacionados entre eles, com o passado, com o futuro, com o que est\u00e1 fora da folha de papel mas nela est\u00e1 sugerido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211; A arte do desenho e a literatura possuem uma longa hist\u00f3ria. Voc\u00ea tem expressado sua arte tamb\u00e9m com figuras de escritores e personagens liter\u00e1rios, mantendo a rela\u00e7\u00e3o desenho e literatura.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>Esses desenhos s\u00e3o uma simples porta para entrar no Universo do escritor: podem ser uma ilustra\u00e7\u00e3o da sua obra, como aqueles romances ilustrados do J\u00falio Verne ou do Alexandre Dumas, que enchiam a adolesc\u00eancia. Eu via o desenho e ia \u00e0 procura do texto relativo a ele. Ou pode ser a resposta \u00e0 pergunta: que pensava o criador quando escrevia aquelas ideias, que emo\u00e7\u00f5es experimentava ele? A literatura e a poesia s\u00e3o, assim, uma fonte inesgot\u00e1vel para os meus desenhos. Como diria o Mestre Almada Negreiros, limito-me \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de instantes j\u00e1 passados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211; Muitos de seus desenhos expressam no plano figurativo a dimens\u00e3o est\u00e9tica de poemas de diversos autores. Como \u00e9 criar um desenho a partir de um poema?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>\u00c9 como entrar no poema e passar para o outro lado. Uma vez mais, \u00e9 captar, numa folha de papel parecida com outra em que o poeta escreveu o poema, o instante em que o poeta o escreveu. Mas n\u00e3o esque\u00e7amos que, como diz Pessoa, o poeta \u00e9 um fingidor. Ent\u00e3o, o desenho tem que ir al\u00e9m do poema, al\u00e9m do poeta. O desenho pode responder \u00e0s perguntas: que acontecimento fez com que o poeta escrevesse isto?,\u00a0 Estaria a chover no dia em que ele escreveu o poema? Estaria ele a falar a s\u00e9rio ou, mais uma vez, a fingir?.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211; Qual foi a inspira\u00e7\u00e3o para a s\u00e9rie de desenhos intitulada <a href=\"http:\/\/poesiadiversidade.blogspot.com.br\/2012\/06\/galeria-ruaz-serie-maternidade.html\">maternidade<\/a>? O que voc\u00ea busca como artista ao expressar o nu feminino em seu momento progenitor?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>Para o desenhista, o corpo humano \u00e9 o princ\u00edpio de tudo, a principal mat\u00e9ria-prima. Na pr\u00e9-hist\u00f3ria, desenhavam mulheres gr\u00e1vidas seguramente para compreender o mist\u00e9rio da fertilidade, para agradecer aos deuses o fato da mulher ter engravidado, para assegurar que o nascimento fosse feliz.\u00a0 \u00c9 maravilhoso para um desenhista ter como modelo uma mulher gr\u00e1vida, observar as mudan\u00e7as di\u00e1rias, do corpo, da pele, imaginar as mudan\u00e7as do pequeno ser que ela transporta dentro. Sente-se bem? Estar\u00e1 a dormir? O desenhista tem, assim, dois modelos num s\u00f3 e, ainda como brinde, a est\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o do beb\u00ea pelo progenitor, ausente\/presente na folha de papel.<strong>\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2198\" aria-describedby=\"caption-attachment-2198\" style=\"width: 520px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/grossesse3INTERNA1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2198\" title=\"grossesse3\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/grossesse3INTERNA1.jpg\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/grossesse3INTERNA1.jpg 520w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/grossesse3INTERNA1-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2198\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Rui Cavaleiro<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211; Comente sobre a cena art\u00edstica e os espa\u00e7os para divulga\u00e7\u00e3o de arte em Lisboa. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211; <\/strong>Confesso que n\u00e3o estou muito metido nos circuitos art\u00edsticos lisboetas. Sei que a crise econ\u00f4mica, social, de valores que a Europa est\u00e1 vivendo deixa marcas na produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio da arte em Portugal. O boom criativo e a especula\u00e7\u00e3o no mercado da arte terminaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Bruxelas era diferente. Tenho saudades das pequenas galerias, livrarias de ilustra\u00e7\u00e3o e banda desenhada, onde ouvia jovens artistas discutirem projetos e outros a explicar os gui\u00f5es das suas pr\u00f3ximas obras. Em Lisboa, nunca consegui apanhar esse ambiente. Porventura, uma dificuldade minha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Creio que as atuais condi\u00e7\u00f5es sociais na Velha Europa s\u00e3o o adubo para novas express\u00f5es art\u00edsticas. As novas tecnologias digitais s\u00e3o um \u00f3timo e eficaz instrumento, mas os grafitis nas paredes das cidades tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211;\u00a0Acredita que, no sentido da originalidade, a ideia de aura do objeto art\u00edstico passou a ser uma utopia em nossos tempos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211;<\/strong> A originalidade da obra de arte continuar\u00e1 a ser uma exig\u00eancia imposta aos artistas e o seu exerc\u00edcio de busca permanente. A tecnologia trouxe uma nova din\u00e2mica para a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Depois, h\u00e1 um aspecto fundamental: as novas tecnologias e a agenda digital permitem ao\u00a0artista contempor\u00e2neo uma experi\u00eancia global de di\u00e1logo e intera\u00e7\u00e3o com o\u00a0p\u00fablico. Os jovens artistas aprofundam a rela\u00e7\u00e3o entre Arte e Tecnologia, de modo a refletir e a fazer-nos refletir sobre as transforma\u00e7\u00f5es desencadeadas na sociedade e as possibilidades de socializa\u00e7\u00e3o dos processos art\u00edsticos. Isto \u00e9 magn\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os componentes cl\u00e1ssicos da Arte continuam presentes, sejam eles est\u00e9ticos, sociol\u00f3gicos, morais, religiosos, mercantis, pedag\u00f3gicos. E as fun\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas e rituais da Arte continuar\u00e3o igualmente a poder ser cumpridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA &#8211;\u00a0H\u00e1 muitos espa\u00e7os de converg\u00eancia a serem preenchidos atrav\u00e9s do papel da cr\u00edtica de arte?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211;<\/strong> Veremos o que vai acontecer nos pr\u00f3ximos tempos. A realidade mostra que grande parte da imprensa de arte que nos \u00faltimos anos constitu\u00eda uma refer\u00eancia na literatura, pintura, fotografia etc., est\u00e1 a perder p\u00fablico, import\u00e2ncia e influ\u00eancia. Isto \u00e9 fruto de v\u00e1rios fatores, nomeadamente da crise nas vendas da imprensa escrita. N\u00e3o podemos esquecer que os grandes grupos de m\u00eddia s\u00e3o propriedade de grandes grupos econ\u00f4micos transnacionais, todos eles com uma estrat\u00e9gia global. Onde enquadrar a\u00ed os cr\u00edticos independentes que examinam, comparam, enquadram, opinam e doutrinam? \u00c9 complicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00eam que ser encontrados outros espa\u00e7os, talvez cyber, com os quais as pessoas se identifiquem e colaborem interativamente, gerando ideias e movimentos novos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cr\u00edticos, como os fil\u00f3sofos, s\u00e3o fundamentais para indicar os v\u00e1rios caminhos que podemos escolher e percorrer&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DA \u2013 Vislumbra algum projeto art\u00edstico futuro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RUI CAVALEIRO &#8211;<\/strong> N\u00e3o tenho projetos concretos. Tenho, j\u00e1 prontos ou em esbo\u00e7o, tr\u00eas pequenos livros de ilustra\u00e7\u00e3o que, porventura, um dia editarei se encontrar editor. Um deles tem o t\u00edtulo de &#8220;O cabeleireiro de macacos&#8221;. Tenho sempre a vontade de ilustrar est\u00f3rias de outros autores de quem eu me considere c\u00famplice. Veremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_2199\" aria-describedby=\"caption-attachment-2199\" style=\"width: 520px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-3-Foto-Elsa-VecinoINTERNA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2199 \" title=\"Rui Cavaleiro 3 - Foto Elsa VecinoI\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-3-Foto-Elsa-VecinoINTERNA.jpg\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-3-Foto-Elsa-VecinoINTERNA.jpg 520w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Rui-Cavaleiro-3-Foto-Elsa-VecinoINTERNA-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2199\" class=\"wp-caption-text\">Rui Cavaleiro \/ Foto: Elsa Vecino<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote><p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>(<strong>Hilton Valeriano<\/strong> \u00e9 professor de filosofia. Edita o blog <a href=\"http:\/\/poesiadiversidade.blogspot.com.br\/\"><strong>Poesia Diversa<\/strong><\/a>)<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dialogando com o poeta Hilton Valeriano, o desenhista portugu\u00eas Rui Cavaleiro fala sobre seus percursos art\u00edsticos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2194,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[474,16,2539],"tags":[490,172,63,173,489,178,432,431,491],"class_list":["post-2193","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-70a-leva","category-destaques","category-pequena-sabatina-ao-artista","tag-desenhista","tag-desenhos","tag-entrevista","tag-hilton-valeriano","tag-pequena-sabatina","tag-poesia-diversa","tag-ruaz","tag-rui-cavaleiro-azevedo","tag-serie-maternidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2193"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2639,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2193\/revisions\/2639"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}