{"id":2222,"date":"2012-08-07T12:24:22","date_gmt":"2012-08-07T15:24:22","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=2222"},"modified":"2012-08-07T22:45:10","modified_gmt":"2012-08-08T01:45:10","slug":"aperitivo-da-palavra-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-4\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>A SU\u00cdTE DE SIL\u00caNCIOS<em> <\/em>DE MAR\u00cdLIA ARNAUD<\/strong><\/p>\n<p><em>Por W. J. Solha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Capa-de-Su\u00edte-de-Sil\u00eancios-Aperitivo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2224\" title=\"Capa de Su\u00edte de Sil\u00eancios - Aperitivo\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Capa-de-Su\u00edte-de-Sil\u00eancios-Aperitivo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Capa-de-Su\u00edte-de-Sil\u00eancios-Aperitivo.jpg 350w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Capa-de-Su\u00edte-de-Sil\u00eancios-Aperitivo-207x300.jpg 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>Deixo-lhe a melodia tecida nas cordas da minha carne, nos acordes da minha mem\u00f3ria, na cad\u00eancia do meu cora\u00e7\u00e3o, a melodia-exist\u00eancia, labir\u00edntica como o esp\u00edrito, misteriosa como o tempo, definitiva como a morte. <\/em><strong>\u00daltimo par\u00e1grafo do romance<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquela que at\u00e9 agora era conhecida como brilhante contista, n\u00e3o come\u00e7a o seu primeiro romance (Editora Rocco, Rio, 2012) com ganas de deslumbrar o leitor. Nada parecido com as quatro notas iniciais da <em>Quinta<\/em> de Beethoven; com a chamada da orquestra e as marteladas de piano que abrem o <em>concerto n\u00famero um, pra piano e orquestra<\/em>, de Tchaikosky; com a clarineta virtuos\u00edstica de <em>Rhapsody in Blue; <\/em>com a impon\u00eancia da Abertura de <em>O Guarani<\/em>. Porque a violinista Du\u00edna \u2013 a personagem-narradora de Mar\u00edlia Arnaud &#8211; n\u00e3o nos quer levar a nada de grandioso, imponente, grandiloquente, arrebatador. Seu<em> clima <\/em>\u00e9 o da <em>\u00c1ria na Quarta Corda Sol<\/em>, de Bach; do Adagietto<em> <\/em>da <em>Quinta <\/em>de Mahler; a do trist\u00edssimo, lento \u2013 e maravilhoso &#8211; solo das pe\u00e7as para piano de \u00c9ric Satie, como <em>Trois Gymnop\u00e9dies e Trois Gnossiennes.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; A vida \u2013 ela escreve &#8211; \u00e9 uma su\u00edte de sil\u00eancios, a longinqua m\u00fasica de Deus.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cuidado com que Mar\u00edlia Arnaud nos apresenta cada nota de sua <em>Su\u00edte, <\/em>\u00e9 o de um solista que fecha os olhos com for\u00e7a,\u00a0 com doloroso gozo, pra obter os sustenidos mais dif\u00edceis e perfeitos do instrumento. Que instrumento, no caso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Meu corpo, minha unidade. Meu corpo, minha vida. Meu corpo, eu.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 curioso o fasc\u00ednio que o mundo das mulheres exerce, principalmente sobre os homens. Quando eu trabalhava no filme <em>Era uma vez eu, Ver\u00f4nica \u2013 <\/em>igualmente confessional &#8211; perguntei ao diretor e roteirista Marcelo Gomes, se ele iria dizer, depois, como Flaubert sobre sua Bovary, que \u201cVeronique c\u00b4est moi\u201d. E ele, rindo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o, n\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas eu vi, passo a passo \u2013 no papel de pai da personagem &#8211; o esfor\u00e7o ingente da grande atriz, que \u00e9 Hermila Guedes, pra chegar \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o de dar corpo \u00e0 proposta do cineasta. Quem se esquece de Laura, Lara, Scarlett O\u00b4Hara, outras grandes personagens femininas do cinema? E de A\u00edda, Carmem e La Traviata, na \u00f3pera? E das figuras femininas de Shakespeare, como Of\u00e9lia, Cord\u00e9lia, Rosalinda, Desd\u00eamona, Cle\u00f3patra, Julieta, Lady Macbeth? E acabo de ler os originais do excelente <em>Palavras que Devoram L\u00e1grimas, <\/em>do paraibano Roberto Menezes, que ser\u00e1 lan\u00e7ado em outubro, pelo estado, em que h\u00e1 um fluxo de mem\u00f3ria de uma personagem louqu\u00edssima \u00e0 la Molly Bloom, via Almod\u00f3var; e leio a s\u00f3lida resenha do tamb\u00e9m nosso\u00a0 Rinaldo de Fernandes sobre <em>Su\u00edte de sil\u00eancios<\/em> e me lembro de seu premiado <em>Rita no Pomar, <\/em>e n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o citar\u00a0 a Ana Karenina,<em> <\/em>de T\u00f3lstoi; a Capitu, de Machado; a Lolita, de Nabokov;\u00a0 Anna Terra, de \u00c9rico Ver\u00edssimo; a Diadorim, do Guimar\u00e3es Rosa; a Gabriela, Tieta e Dona Flor, de Jorge Amado, etc, etc, etc..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e9 not\u00e1vel como aumenta o interesse dos leitores quando encontram tais almas em livros diretamente de <em>autoras.\u00a0 <\/em>Como Clarice Lispector, Fran\u00e7oise Sagan, Jane Austen, Virginia Woolf e assim por diante, simplesmente porque <em>delas <\/em>\u00e9 que se espera mais&#8230; verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Su\u00edte de Sil\u00eancios<\/em> \u00e9 um romance extremamente feminino, extremamente bem escrito, extremamente triste e \u2013 sabe o que \u00e9 dizer isso como elogio? &#8211; extremamente <em>lento.<\/em> Aborrecido? Nunca, never, <em>jam\u00e1s! <\/em>E como ela conseguiu? H\u00e1 uma cena incr\u00edvel de equita\u00e7\u00e3o, no filme <em>Mazeppa,<\/em> de Bartab\u00e1s, no qual ocorre uma demonstra\u00e7\u00e3o de absoluto controle de um galope ao fazer a montaria \u2013 a cada movimento &#8211; quase n\u00e3o sair do lugar.\u00a0 Assim, Mar\u00edlia Arnaud \u2013 no que tange ao tema de sexualidade de sua narrativa de 190 p\u00e1ginas, por exemplo &#8211; entrega-nos um primeiro toque \u00edntimo, o de Victor em Duina, apenas na p\u00e1gina 174, e &#8211; na seguinte -, a do prof. Ramon. S\u00f3 na p\u00e1gina 179\u00a0 o grande amor da jovem, Jo\u00e3o Antonio, faz amor com ela pela primeira vez.\u00a0 De novo a quest\u00e3o: Como ela consegue nos manter presos a seu depoimento? Como os cavaleiros de Bartab\u00e1s: entregando-nos \u2013 perfeito em si mesmo &#8211; cada momento, cada etapa de sua evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1) Foi quando passei a usar camisetas por baixo das blusas e vestidos, para disfar\u00e7ar os seios de pitomba. Justamente nessa \u00e9poca come\u00e7aram os constantes suores nas m\u00e3os, as espinhas purulentas no rosto, o odor repugnante nas axilas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2) Existiria algo mais bonito do que meu corpo, livre de qualquer reserva, \u00e0 espera do seu?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3) A carne! (&#8230;) Porque tudo \u00e9 carne, cavidades, secre\u00e7\u00f5es, odores, e \u00e9 tanto, e t\u00e3o intensamente, que chego a pensar em seu mist\u00e9rio como sendo t\u00e3o grande ou maior do que o da Sant\u00edssima Trindade!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4) Eu o amei como s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel amar em tempos de guerra, com a lucidez alucinada de quem sabe que aquela pode ser a \u00faltima vez.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5) <em>Guardar segredos. Sempre fui boa nisso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mar\u00edlia Arnaud faz um instigante jogo de espelhos em sua hist\u00f3ria. A Du\u00edna que narra, padece de uma dor insuport\u00e1vel desde que foi abandonada por Jo\u00e3o Antonio. E conta para ele (na verdade para n\u00f3s) o que est\u00e1 sentindo e o que est\u00e1 rememorando, tamb\u00e9m: a ang\u00fastia terr\u00edvel \u2013 na sua inf\u00e2ncia &#8211; causada pela fuga da m\u00e3e com um amante, deixando o marido \u2013 e a filha &#8211; arrasados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Mam\u00e3e n\u00e3o voltou. (&#8230;) uma manh\u00e3 como nunca houve outra igual! A primeira sem ela.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desespero da rejei\u00e7\u00e3o que Du\u00edna sente e que tamb\u00e9m v\u00ea no pai a\u00a0 desesperam:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Ser\u00e1 que n\u00e3o existe nada mais indigno do que ser abandonado?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem viu <em>Morangos Silvestres<\/em>, de Bergman (<em>Su\u00edte<\/em> \u2013 diga-se de passagem \u2013 tamb\u00e9m me lembra Bergman pela lentid\u00e3o densa \u2013 \u00e9 \u00f3bvio \u2013 e pelo\u00a0 forte v\u00ednculo Eros e T\u00e1natos: sexo e morte). Pois bem: quem viu <em>Morangos Silvestres, <\/em>\u00a0lembra-se do velho professor que, em meio a uma viagem de carro, para no lugar em que vivera muit\u00edssimos anos antes, e se v\u00ea \u2013 a maneira bergmaniana de lhe mostrar a mem\u00f3ria \u2013 em v\u00e1rias passagens decisivas de sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observe a acuidade feminina destas observa\u00e7\u00f5es de Du\u00edna sobre sua m\u00e3e, num detalhe dessa <em>imensid\u00e3o de um passado que n\u00e3o passa:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<em> Um homem atravessou-se na minha inf\u00e2ncia (&#8230;) cal\u00e7ando sapatos brancos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ela anota:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; Parecia agitada, a todo instante arrumando o vestido do corpo, ou passando as m\u00e3os pelos cabelos. <strong>E que jeito de falar era aquele, em um tom fr\u00e1gil e cantado, que eu n\u00e3o conhecia?<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 num momento desse que se conhece o romancista. E, mais precisamente: <em>a<\/em> romancista. E o efeito na pr\u00f3pria garota \u00e9 descrito por ela mesma, d\u00e9cadas mais tarde:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Nesse dia, tive a repentina compreens\u00e3o de que\u00a0 (&#8230;) em minha m\u00e3e existia algo indefin\u00edvel, <strong>que transcendia a obviedade<\/strong>. (..) Essa descoberta foi o meu primeiro abismo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que o abandono da m\u00e3e a seu pai (e a ela) cala mais fundo quando a situa\u00e7\u00e3o se repete com a partida de Jo\u00e3o Antonio, de volta para a esposa, deixando Du\u00edna, pela segunda vez, dolorosamente rejeitada. E essa \u00faltima dor torna a primeira maior. Borges fala que Browning \u00e9 kafkiano escrevendo muitos anos antes de Kafka, mas alerta que atentamos para isso \u2013 evidentemente \u2013 s\u00f3 depois que Kafka existiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Voc\u00ea se fora e eu me dava conta de que, enquanto vida houvesse, sempre se podia perder um pouco mais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ela realmente perde tudo: a m\u00e3e, Victor, Jo\u00e3o Antonio. A querid\u00edssima v\u00f3 Quela n\u00e3o morre, simplesmente: <em>Deixou-me no meio de uma noite, sem despedida.<\/em> E o maestro? <em>Ao final da apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 <\/em>ela conta do primeiro concerto de que participa \u2013 <em>busquei, no momento dos aplausos, em meio aos olhos da plateia, os de meu pai, <strong>e o que enxerguei neles me deixou prostrada.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Du\u00edna, entretanto, n\u00e3o tem rea\u00e7\u00f5es como a da personagem de Liv Ullman quando \u00e9 humilhada pelo coment\u00e1rio da m\u00e3e \u2013 pianista famosa \u2013 \u00e0 sua performance, no <em>Sonata de Outono, <\/em>de Bergman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Toco razoavelmente bem \u2013 <\/em>analisa &#8211; <em>na medida da minha mediocridade, que hoje encaro com uma quase indiferen\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a perda de Jo\u00e3o Antonio \u2013 apesar de aceita (<em>N\u00e3o o culpo por haver partido) \u2013<\/em> \u00e9 definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Fora de mim, al\u00e9m do meu pat\u00e9tico mundo de dor e autopiedade, n\u00e3o existia nada. Nada. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Du\u00edna tem seu resgate num golpe de mestre de Mar\u00edlia Arnaud:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Agradava-me aquela sensa\u00e7\u00e3o amb\u00edgua e inconfess\u00e1vel de entrega \u00e0 dor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Masoquismo? De Du\u00edna. Da romancista, orgasmo criador:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>Me deixe ficar quieta em minha concha, voc\u00ea bem sabe como aprecio essas zonas sombrias, que me s\u00e3o quase uma car\u00edcia. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi na frase seguinte que ela descobriu que tinha um belo romance nas m\u00e3os:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; S\u00f3\u00a0 a dor nos faz chegar \u00e0 ess\u00eancia das coisas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mar\u00edlia Arnaud prefere selos a um outdoor. M\u00fasica de c\u00e2mera \u00e0 orquestral, sinf\u00f4nica, coros, trompas, trombetas. Prefere sussurros aos gritos. E, segura da qualidade do que produz, mant\u00e9m-nos, passantes, no seu passo, compasso. Veja como ela descreve a capela da escola de sua inf\u00e2ncia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; <em>\u00c9 um mundo vagaroso, apartado do que zune l\u00e1 fora, <strong>onde o ar \u00e9 feito de um sil\u00eancio solene, que incha nos ouvidos, como se estiv\u00e9ssemos embaixo d\u00b4\u00e1gua.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<\/em><strong><em>W. J. Solha<\/em><\/strong><em>\u00a0lan\u00e7ou Relato de Pr\u00f3cula em 2009, pela A Girafa, romance escrito com incentivo da Bolsa da Funarte de 2007. Em 2006, obteve o Pr\u00eamio Graciliano Ramos por sua Hist\u00f3ria Universal da Ang\u00fastia, Ed. Bertrand Brasil. Em 2005, o Pr\u00eamio Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto pelo poema longo Trigal com Corvos, ed. Palimage, de Portugal. Em 2011, publicou o romance, Ark\u00e1ditch, pela Ideia Editora. Recentemente, lan\u00e7ou seu mais novo livro, o poema longo Marco do Mundo<\/em>)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>W. J. Solha adentra a \u201cSu\u00edte de sil\u00eancios\u201d, primeiro romance de Mar\u00edlia Arnaud<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2223,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[474,2533],"tags":[11,497,494,189,496,495,247],"class_list":["post-2222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-70a-leva","category-aperitivo-da-palavra","tag-aperitivo-da-palavra","tag-editora-rocco","tag-marilia-arnaud","tag-resenha","tag-romance","tag-suite-de-silencios","tag-w-j-solha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2222"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2222\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2229,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2222\/revisions\/2229"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}