{"id":2948,"date":"2012-11-13T15:39:13","date_gmt":"2012-11-13T18:39:13","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=2948"},"modified":"2012-12-15T13:08:32","modified_gmt":"2012-12-15T16:08:32","slug":"jogo-de-cena-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/jogo-de-cena-6\/","title":{"rendered":"Jogo de Cena"},"content":{"rendered":"<p><strong>SOBRE GRA\u00c7AS E DESGRA\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Yara Camillo<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pouco tempo traduzi um conto oriental que fala sobre gra\u00e7a e desgra\u00e7a, ambas se alternando como se gir\u00e1ssemos uma moeda e suas faces opostas se mostrassem quase que simultaneamente, quando talvez o que valesse a pena estivesse justamente no desconsiderado \u00ednterim entre ambas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conto fala de um garoto fascinado por cavalos que encontra um potro selvagem, nas montanhas. O animal o segue. Que gra\u00e7a! \u2013 diz a fam\u00edlia. Que gra\u00e7a \u00edmpar vinda diretamente dos c\u00e9us! Entre o garoto e o cavalo desenvolve-se um singular afeto. Certo dia, durante uma cavalgada, o garoto cai e quebra a perna. Que desgra\u00e7a! \u2013 diz a fam\u00edlia. Pouco tempo depois, todos os jovens do povoado s\u00e3o recrutados para a guerra. O garoto, ainda convalescente, \u00e9 dispensado. Que gra\u00e7a! \u2013 diz a fam\u00edlia. Certo dia, o cavalo, que tem o h\u00e1bito de passear sozinho pelas montanhas, j\u00e1 que seu cavaleiro ainda n\u00e3o se curou de todo, desaparece. Que desgra\u00e7a! Algum tempo depois, o animal retorna, acompanhado de uma \u00e9gua j\u00e1 prenhe. Que gra\u00e7a! E por a\u00ed segue a est\u00f3ria, alternando gra\u00e7a e desgra\u00e7a, cara e coroa, frente e verso\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conheci minha primeira desgra\u00e7a aos seis anos, quando perdi a av\u00f3, em quem depositava minhas esperan\u00e7as de amor e compreens\u00e3o, entre os humanos. Perdi, com ela, o espa\u00e7o e o afeto que me acolhiam durante as tardes, depois da escola. Passei ent\u00e3o a ficar com meus tios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tio e a tia, Jo\u00e3o e Maria, tinham seis filhos; quatro deles, bem pequenos. Comigo, o contingente dos pequenos chegava a cinco. Resultado: cinco crian\u00e7as no ex\u00edguo espa\u00e7o de um apartamento. Resultado do resultado: a saudosa tia Maria enlouquecia diariamente, com aquele bando que ela \u2013 filosofica e \u00e0s vezes desesperadamente \u2013 chamava de \u201cuma planta\u00e7\u00e3o de capetas\u201d. A tia acabou descobrindo o que ela chamou de <em>pracinha<\/em>, um quarteir\u00e3o inteiro, com muito verde, que pod\u00edamos avistar da sacada do edif\u00edcio. E decidiu conhecer o lugar, para ver se poderia soltar os capetas por l\u00e1, ao menos durante uma parte do dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente a tia n\u00e3o imaginava que seu justo anseio por um pouco de paz seria tamb\u00e9m o in\u00edcio de um infinito bem, que nos acompanharia por toda a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o in\u00edcio de um longo trecho. Na pra\u00e7a, al\u00e9m dos jardins e das \u00e1rvores muito antigas, havia a Biblioteca Monteiro Lobato, que oferecia atividades dirigidas ao p\u00fablico de seis a dezesseis anos: Leitura, Pintura, M\u00fasica, Teatro: meu primeiro amor, na Arte, a primeira forma de express\u00e3o que descobri, quase junto com a Literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A desgra\u00e7a, traduzida na morte da av\u00f3, havia dobrado a esquina\u2026 Agora, era a vez da gra\u00e7a. A rotina dos capetas mudava consideravelmente: sa\u00edamos da escola, almo\u00e7\u00e1vamos e \u00edamos para a biblioteca, onde pass\u00e1vamos a tarde, as tardes de todos aqueles anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muita \u00e1gua correu por baixo da ponte que liga a j\u00e1 long\u00ednqua tarde em que Iacov Hillel reuniu alguns frequentadores da <em>Monteiro Lobato<\/em> para a montagem de um Auto de Natal. Meu personagem, no auto, era um anjo que desafinava e, por isso, fora expulso do coro celestial\u2026 Uma simbologia para a estranheza que sentimos, quando tentamos nos enquadrar um pouco na normalidade das coisas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre-me agora um conto de autor desconhecido, que se chama \u201cO Macaquinho e a Desgra\u00e7a\u201d: uma mulher, caminhando pela trilha de um bosque, levando um grande pote de mel na cabe\u00e7a, trope\u00e7a numa raiz e cai. Contemplando o mel espalhado pelo ch\u00e3o, ela se lamenta: \u201cOh, meu Deus, que desgra\u00e7a!\u201d Um macaquinho curioso assiste \u00e0 cena e, quando a mulher se afasta, resolve bulir no mel, que ele at\u00e9 ent\u00e3o desconhecia. Experimenta e se deslumbra: \u201cAh, que del\u00edcia! Como a desgra\u00e7a \u00e9 gostosa!\u201d E nos dias que se seguem n\u00e3o tem outro pensamento em mente, sen\u00e3o este: \u201cQuero mais desgra\u00e7a! N\u00e3o posso viver sem ela!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Teatro, cujas reservas de desconhecido mel espalham-se entre gra\u00e7as e desgra\u00e7as, trafega muito bem por esse aparente paradoxo. Ali, na m\u00e1gica inexatid\u00e3o de seu territ\u00f3rio, pode-se trafegar entre trag\u00e9dias e com\u00e9dias, passear pelas esquinas que se dobram ap\u00f3s cada limite, prometendo outros que v\u00e3o al\u00e9m, sempre al\u00e9m. Assim, encontram-se os lados opostos da moeda, um extremo des\u00e1gua em outro, o que parece morte pode virar vida, o que parece mis\u00e9ria pode prometer riquezas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma est\u00f3ria engendra ou chama outra\u2026 Uma forma de express\u00e3o pressup\u00f5e outras, como na Literatura, por exemplo, quando, como diz Borges, \u201cum livro encontra seu leitor\u201d. E ent\u00e3o se d\u00e1 algo que tem a ver com o Teatro, com o leitor armando seu palco de intimidades para que ali aconte\u00e7a vividamente o enredo que seus olhos e seu esp\u00edrito captam do livro e transp\u00f5em para esse palco particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo ser humano deveria praticar uma forma de Arte. Seja qual for a profiss\u00e3o ou caminho escolhido, a criatividade pode e deve fazer parte de sua trajet\u00f3ria. \u00c9 um modo de exercer a inf\u00e2ncia, de trilhar o territ\u00f3rio l\u00fadico, o primeiro, talvez, que todos conhecemos quando crian\u00e7as. \u00c9 um modo de n\u00e3o abandonar a crian\u00e7a, de deix\u00e1-la respirar livremente no adulto que somos, preservando assim nossas reservas de curiosidade, coragem e alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caminhando mais por essa ponte, invoco agora uma colet\u00e2nea de contos populares espanh\u00f3is, de Jos\u00e9 Mar\u00eda Guelbenzu, que traduzi h\u00e1 alguns anos. Seguindo um crit\u00e9rio de sempre, minha ideia era conhecer a obra inteira, antes de come\u00e7ar a tradu\u00e7\u00e3o. Mas, quando li um dos contos, <em>A Pereira da Tia Mis\u00e9ria<\/em>,<em> <\/em>resolvi iniciar a tradu\u00e7\u00e3o por ali. N\u00e3o imaginava, claro, que a <em>pereira<\/em> daria tantos frutos. Apenas, senti que era um conto que ia muito, muito longe: Tia Mis\u00e9ria \u00e9 uma velha senhora, m\u00e3e da Fome (sua filha que saiu de casa h\u00e1 muito tempo e vive caminhando pelo mundo, espalhando sofrimento). A Tia vive sozinha, sustentando-se de uma velha pereira que tem no quintal \u2013 cujos frutos os meninos da vizinhan\u00e7a roubam, antes que amadure\u00e7am \u2013 e das poucas doa\u00e7\u00f5es que consegue, de alguns moradores do povoado. Certo dia, recebe a visita de um santo do c\u00e9u, disfar\u00e7ado de mendigo. Ajuda-o, e consegue uma gra\u00e7a: todo aquele que subir em sua pereira ali ficar\u00e1 grudado, at\u00e9 que ela o autorize a descer. Com isso, consegue afugentar os meninos, consegue colher e vender suas peras. Sua vida fica mais confort\u00e1vel, at\u00e9 que um dia recebe a visita da Morte. Mas a Mis\u00e9ria n\u00e3o quer morrer. E engana a Morte, fazendo-lhe um \u00faltimo pedido: \u201cPor favor, v\u00e1 colher alguns frutos da minha pereira, para eu ir saboreando durante minha \u00faltima viagem.\u201d A Morte concede\u2026 E ent\u00e3o fica presa \u00e0 pereira. Assim, desaparece do mundo\u2026 E o caos se instala, em v\u00e1rios desdobramentos, at\u00e9 a conclus\u00e3o do conto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cinco anos depois do lan\u00e7amento dos <em>Contos Populares Espanh\u00f3is<\/em>, pela Landy Editora, em 2005, o <em>N\u00facleo \u00c1s de Paus<\/em>, de Londrina, Paran\u00e1, fez uma montagem teatral com base na <em>Pereira<\/em>. Assisti ao espet\u00e1culo, que segue em cartaz at\u00e9 hoje, e concluo este texto transcrevendo aqui algumas de minhas impress\u00f5es sobre o trabalho:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_2952\" aria-describedby=\"caption-attachment-2952\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2952\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-2.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-2.jpg 525w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2952\" class=\"wp-caption-text\">Tia Mis\u00e9ria e Pereira por Natalia Turini<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A adapta\u00e7\u00e3o e montagem do conto popular espanhol, A Pereira da Tia Mis\u00e9ria, pelo N\u00facleo \u00c1s de Paus, preserva e honra a tradi\u00e7\u00e3o desse g\u00eanero, desde o texto, trabalho raro da Palavra, at\u00e9 o trabalho de Corpo, com os atores se movimentando muito \u00e0 vontade, em pernas-de-pau, como se brincassem em cena. Que no Teatro se brinca a s\u00e9rio, se rapta e conduz o espectador at\u00e9 a plataforma de decolagem. E voa o espectador, enquanto os atores engendram novos encantamentos para a pr\u00f3xima cena. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A idade ideal para se assistir \u00e0 Pereira da Tia Mis\u00e9ria? Todas, porque o espet\u00e1culo tampouco tem idade e chega a resvalar no atemporal.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A plateia \u2013 essa entidade que se forma e se recria diante de todos os palcos \u2013 complementa a magia. Talvez seja este outro m\u00e9rito do Conto Popular: o de falar a todas as idades, porque os contos v\u00eam de \u00e9pocas em que as pessoas ouviam, em volta do fogo, da mesa \u2013 ou em qualquer cen\u00e1rio onde ocorresse essa comunh\u00e3o \u2013, as est\u00f3rias trazidas e levadas pelos contadores, jograis, andarilhos, menestr\u00e9is, saltimbancos, precursores dessa linha que agora o \u00c1s de Paus leva adiante.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_2951\" aria-describedby=\"caption-attachment-2951\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2951\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-3.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-3.jpg 525w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2951\" class=\"wp-caption-text\">Pereira por Natalia Turini<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Outra magia da Arte, e j\u00e1 do Afeto: a de fazer viver o que se evoca. \u00c9 assim que Tia Mis\u00e9ria, mais viva do que nunca, acontece. O espet\u00e1culo tem ritmo, a cenografia e os figurinos s\u00e3o impressionantes. As linhas de interpreta\u00e7\u00e3o s\u00e3o claras e mergulham fundo; o resultado \u00e9 Arte. Percebe-se uma linha de dire\u00e7\u00e3o que, no entanto, \u00e9 coletiva: cria\u00e7\u00e3o coletiva, surpreendente e poss\u00edvel porque, al\u00e9m do talento, o grupo consegue uma unicidade \u2013 que n\u00e3o ocorreria, sem um reconhecimento rec\u00edproco das percep\u00e7\u00f5es individuais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>H\u00e1 um momento no espet\u00e1culo em que a m\u00fasica, entoada pelo coro, assim anuncia a entrada de um personagem:<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cO que \u00e9 desprez\u00edvel n\u00e3o se deve\u00a0desprezar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O que \u00e9 invis\u00edvel \u00e9 preciso enxergar.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Recado precioso, nesse tempo. Em todos os tempos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Esse trabalho do \u00c1s de Paus precisa cumprir seu destino de ir longe e para muitos, porque leva em si a ess\u00eancia do Teatro, nas cores e no texto, na m\u00fasica e cenografia, nos figurinos e na interpreta\u00e7\u00e3o, na concep\u00e7\u00e3o do c\u00f4mico e do tr\u00e1gico. Na beleza, enfim.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Teatro habita a alma e o trabalho do N\u00facleo \u00c1s de Paus. A Arte se faz. Sa\u00edmos mais ricos e com as m\u00e3os cheias de frutos depois de conhecer A Pereira da Tia Mis\u00e9ria, atrav\u00e9s da vis\u00e3o desses artistas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_2950\" aria-describedby=\"caption-attachment-2950\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2950\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-1.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-1.jpg 525w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/INTERNA-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2950\" class=\"wp-caption-text\">Bruna St\u00e9phanie e Rog\u00e9rio Costa por Natalia Turini<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">De novo a gra\u00e7a e a desgra\u00e7a, alternando-se nas faces da moeda\u2026 Como se tudo tivesse apenas dois lados! Como se n\u00e3o houvesse, entre um <em>sim<\/em> e um <em>n\u00e3o<\/em>, uma quase infinitude de possibilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<\/em><strong><em>Yara Camillo<\/em><\/strong><em> nasceu em S\u00e3o Paulo. Formada em Comunica\u00e7\u00f5es \u2013 Cinema \u2013 pela Funda\u00e7\u00e3o Armando \u00c1lvares Penteado, FAAP. \u00c9 autora de Voli\u00e7\u00f5es (Massao Ohno Editor, 2007) e Hiatos (RG-Editores, 2004). Em sua trajet\u00f3ria, fez trabalhos para Teatro, tradu\u00e7\u00f5es, participou de antologias e sites de Literatura, coordenou Oficinas de Teatro e Oficinas Liter\u00e1rias, al\u00e9m de ter v\u00e1rios contos premiados. Contato: <a href=\"mailto:yaracamillo@gmail.com\">yaracamillo@gmail.com<\/a>)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Yara Camillo reflete sobre venturas e desventuras do caminho teatral<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2949,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[679,16,2537],"tags":[687,688,647,685,12,686,689,691,690,96,692,644],"class_list":["post-2948","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-73a-leva","category-destaques","category-jogo-de-cena","tag-a-pereira-da-tia-miseria","tag-contos-populares-espanhois","tag-hiatos","tag-iacov-hillel","tag-jogo-de-cena","tag-jose-maria-guelbenzu","tag-landy-editora","tag-londrina","tag-nucleo-as-de-paus","tag-teatro","tag-volicoess","tag-yara-camillo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2948","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2948"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2948\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3349,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2948\/revisions\/3349"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2948"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2948"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2948"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}