{"id":3249,"date":"2012-12-15T11:09:52","date_gmt":"2012-12-15T14:09:52","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=3249"},"modified":"2012-12-15T13:34:44","modified_gmt":"2012-12-15T16:34:44","slug":"jogo-de-cena-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/jogo-de-cena-7\/","title":{"rendered":"Jogo de Cena"},"content":{"rendered":"<p><strong>BREVES CONSIDERA\u00c7\u00d5ES SOBRE O TEATRO DE ARTHUR MILLER<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Geraldo Lima<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_3251\" aria-describedby=\"caption-attachment-3251\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3251\" title=\"Arthur Miller por Monica Almeida\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto1.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto1.jpg 525w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto1-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3251\" class=\"wp-caption-text\">Arthur Miller \/ Foto: Monica Almeida<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos nos alegrar sempre com o surgimento de um dramaturgo que consiga explicitar, de modo criativo e contundente, as m\u00faltiplas facetas das rela\u00e7\u00f5es humanas. \u00a0E que o fa\u00e7a de tal modo que o espectador, diante do palco, sinta-se instigado a refletir profundamente sobre si mesmo e sobre o mundo em que habita, embora toda a a\u00e7\u00e3o dramatizada ali transcorra num cen\u00e1rio e numa cultura bem diversa da sua. Arthur Miller, autor de algumas das pe\u00e7as mais importantes da cultura ocidental, pode ser citado como um desses dramaturgos fundamentais para entendermos a alma humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arthur Asher Miller, filho de um casal de imigrantes judeus polacos, nasceu em Nova Iorque, no ano de 1915, e faleceu na cidade de Roxbury, estado de Connecticut, em 2005.\u00a0 Viveu, portanto, um longo per\u00edodo e p\u00f4de, como dramaturgo, jornalista e cidad\u00e3o norte-americano, vivenciar momentos dram\u00e1ticos da Hist\u00f3ria humana e do seu pa\u00eds, como a Segunda Guerra Mundial e a Crise de 29 (ou Grande Depress\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00faltimo fato hist\u00f3rico teve impacto direto na vida do autor de <em>A morte de um caixeiro-viajante<\/em> porque afetou, diretamente, a vida financeira de sua fam\u00edlia: seu pai, empres\u00e1rio do ramo t\u00eaxtil, viu-se falido e obrigado a mudar, com a fam\u00edlia, para o bairro do Brooklyn. Esse acontecimento dram\u00e1tico na vida do autor vai ser retomado na pe\u00e7a <em>Depois da queda<\/em>, mais precisamente no embate entre o protagonista Quentin e o seu pai surpreendido pela bancarrota dos neg\u00f3cios. \u00a0A pe\u00e7a \u00e9, na verdade, um acerto de contas do autor com o seu passado, e esse confronto entre pai e filho, num momento de crise financeira, representa o que Arthur Miller viveu na juventude, da\u00ed Quentin poder ser tomado como seu alter ego. Desse modo, o teatro que ele vai desenvolver refletir\u00e1, sobremaneira, a sua experi\u00eancia de vida.\u00a0 Sem cair, obviamente, no mero registro autobiogr\u00e1fico: a cr\u00edtica feroz ao <em>american way-of-life<\/em> e \u00e0s injusti\u00e7as sociais impostas pela competitividade capitalista est\u00e3o no cerne de boa parte de sua obra teatral.\u00a0 Um exemplo claro disso encontra-se na j\u00e1 referida pe\u00e7a <em>A morte de um caixeiro-viajante<\/em> (Death of a salesman), escrita em 1949 e pela qual ganhou o pr\u00eamio Pulitzer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa obra, de uma carpintaria dramat\u00fargica impressionante, o ambiente naturalista vai sendo envolvido pouco a pouco pelo on\u00edrico e pelos efeitos delirantes da mem\u00f3ria do protagonista, o caixeiro-viajante Willy Loman. Miller retrata a queda desse homem, cujos alicerces \u00e9ticos e morais foram erguidos sobre a fr\u00e1gil seguran\u00e7a da mentira e dos sonhos de grandeza, com rigor psicol\u00f3gico e olhar cr\u00edtico. \u00a0S\u00e3o \u201cfraturas no sonho americano\u2019, nas palavras de Otavio Frias Filho, que v\u00e3o sendo expostas nesse caso. Diante das atitudes do protagonista, somos levados, pelo talento dramat\u00fargico de Arthur Miller, a dupla rea\u00e7\u00e3o: ora aderimos \u00e0 sua causa, ora nos opomos a ele com quase nojo. Aderimos \u00e0 sua causa ao percebermos que ele est\u00e1 sendo engolido pela m\u00e1quina capitalista e sem se dar conta disso. Mas rejeitamos, com veem\u00eancia, o modo com que ele, na posi\u00e7\u00e3o de pai e marido, vai, ao longo do tempo, estragando os filhos e sujeitando a esposa ao seu comportamento obsessivo, ego\u00edsta e est\u00fapido. O conflito familiar que se instaura a\u00ed, com uma for\u00e7a assustadora, \u00e9 resultante dessa cultura forjada a partir das exig\u00eancias de um sistema econ\u00f4mico que leva alguns indiv\u00edduos a buscarem de forma predat\u00f3ria o seu lugar ao sol. O fracasso de Willy Loman, como pai, marido e caixeiro-viajante, exp\u00f5e, assim, a fragilidade de um projeto de vida cujo valor maior se encontra alicer\u00e7ado na supremacia da apar\u00eancia f\u00edsica sobre a do conhecimento sistematizado \u2013 este \u00faltimo, representado pela figura vitoriosa do jovem Bernard. S\u00e3o palavras de Willy dirigindo-se aos filhos Biff e Happy: \u201cFoi isso mesmo que eu quis dizer, o Bernard pode ter as melhores notas da escola, entende, mas quando sair para o mundo, entende, voc\u00eas dois v\u00e3o estar cinco vezes na frente dele.\u00a0 Por isso \u00e9 que eu agrade\u00e7o a Deus do c\u00e9u voc\u00eas dois serem feito dois Ad\u00f4nis\u201d. No entanto \u00e9 ele, Bernard, que, trilhando o caminho apontado pelo<em> sonho americano, <\/em>triunfa como advogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_3252\" aria-describedby=\"caption-attachment-3252\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Foto2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3252\" title=\"Arthur Miller e Marilyn Monroe  \" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Foto2.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Foto2.jpg 450w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Foto2-300x295.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3252\" class=\"wp-caption-text\">Arthur Miller e Marilyn Monroe \/ Foto: Evening Standard\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro do otimismo do <em>sonho americano <\/em>n\u00e3o h\u00e1 lugar para fracassos, n\u00e3o h\u00e1 lugar, enfim, para indiv\u00edduos como Willy Loman. As palavras da professora Daise Lilian Fonseca Dias, no seu artigo \u201cO fracasso do sonho americano em A morte do caixeiro-viajante de Arthur Miller\u201d, iluminam mais ainda o que foi dito:<em> <\/em>\u201cSeu sonho fracassou porque estava centrado na fantasia e em ideias t\u00e3o vagas e contradit\u00f3rias quanto as que seus antepassados idealizaram e que at\u00e9 hoje impulsionam o homem americano para uma busca fren\u00e9tica pelo sucesso econ\u00f4mico, sem, contudo,<em> <\/em>permitir a ideia de um fracasso\u201d.<em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O teatro de Arthur Miller desnuda, de forma corajosa, todas essas contradi\u00e7\u00f5es presentes no arcabou\u00e7o do t\u00e3o propalado <em>sonho americano<\/em>. Miller \u00e9, ainda, nas palavras da professora da Universidade Federal de Campina Grande, Daise Lilian Fonseca Dias, \u201co poeta da consci\u00eancia pol\u00edtica\u201d. Essa sua consci\u00eancia pol\u00edtica estava, de certo modo, ligada \u00e0s ideias comunistas. Por conta disso, em 1956, ap\u00f3s ser denunciado pelo diretor de teatro e cineasta Elia Kazan, viu-se intimado a depor perante o Comit\u00ea de Atividades Antiamericanas do Congresso. Num gesto de extrema nobreza, recusou-se a apontar colegas ao Comit\u00ea. Na pe\u00e7a <em>Depois da queda<\/em> (After the fall), o autor enfoca, de maneira cr\u00edtica, essa passagem lament\u00e1vel da Hist\u00f3ria da democracia americana. E \u00e9 sobre essa pe\u00e7a, a cuja montagem tive a oportunidade e a felicidade de assistir em Bras\u00edlia, no teatro do CCBB (Centro Cultura do Banco do Brasil), que falo na resenha abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um Arthur Miller de encher os olhos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O bom texto teatral, como qualquer obra de arte, \u00e9 aquele que nos faz penetrar num mundo vasto, do qual s\u00f3 podemos emergir outro. Uma obra assim nos permite perceber as rela\u00e7\u00f5es humanas nos seus mais diversos matizes, dos conflitos amorosos ao embate pol\u00edtico ou ideol\u00f3gico, da amizade mais sincera \u00e0 trai\u00e7\u00e3o que sempre aniquila. Vemos o ser humano, nesse caso, em sua plenitude: capaz de mesquinharias e de gestos heroicos. Tomando emprestado o discurso de Nietzsche, humano, demasiado humano, \u00e9 assim que o vemos. A sua alma vaza pelos poros. Ali, no palco, na figura dos atores e das atrizes, a vida se descortina assustadoramente bela e tr\u00e1gica diante de n\u00f3s. \u00c9 para fora do nosso eixo de comodidade que somos arrastados todo o tempo. \u00c9 nossa consci\u00eancia que \u00e9 fustigada sem tr\u00e9gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso pode ser atribu\u00eddo \u00e0 pe\u00e7a que Arthur Miller escreveu ap\u00f3s a morte da atriz Marilyn Monroe, com quem foi casado de 1956 a 1961. <em>Depois da queda<\/em>, escrita em 1964, mostra, de modo impiedoso e, \u00e0s vezes, bem-humorado, o cen\u00e1rio pol\u00edtico dos Estados Unidos durante a ca\u00e7a aos comunistas (e aqui o autor dessacraliza tamb\u00e9m a vis\u00e3o rom\u00e2ntica do intelectual engajado), sua rela\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia e, obviamente, com o mito Merilyn Monroe. Arthur Miller n\u00e3o fala diretamente da sua vida. \u00c9 na figura de Quentin, um advogado bem sucedido, e de Maggie, uma pop star depressiva, que ele traz \u00e0 tona o seu passado.\u00a0 \u00c9, claramente, uma obra autobiogr\u00e1fica, mas que vai al\u00e9m do expor os percal\u00e7os amorosos e familiares do autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_3254\" aria-describedby=\"caption-attachment-3254\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3254\" title=\"Depois da Queda por Daniele Avila\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto-3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto-3.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/foto-3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3254\" class=\"wp-caption-text\">Depois da Queda \/ Foto: Daniele Avila<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta nova montagem da pe\u00e7a do dramaturgo norte-americano, ganhador do Pr\u00eamio Pulitzer de 1949, tem tradu\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o de Felipe Vidal e conta com a participa\u00e7\u00e3o de um elenco afinado: Simone Spoladore, por exemplo, se sai muito bem no papel de Maggie\/Marilyn Monroe. Lucas Gouv\u00eaa (Quentin\/Arthur Miller), com mem\u00f3ria invej\u00e1vel, leva sua fala \u00e1cida e caudalosa de ponta a ponta sem grandes escorreg\u00f5es. Gostei, particularmente, da atua\u00e7\u00e3o da atriz Thais Tadesco (Holga, Rose): sens\u00edvel e \u00e1gil na passagem de uma personagem a outra. Repito: o elenco \u00e9 afinado. E \u00e9 isso, aliado \u00e0 qualidade magistral do texto, que faz com que o espectador se mantenha ligado durante as tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo.\u00a0 A pe\u00e7a fez sua estreia nacional aqui em Bras\u00edlia no dia 19 de outubro de 2012, no CCBB (escrevo esta resenha no dia 10 de novembro, um dia antes de ela encerrar sua temporada por estas bandas). Daqui, parte para uma turn\u00ea nacional (s\u00f3 n\u00e3o sei se ser\u00e1 apresentada apenas em teatros do CCBB). \u00a0Fiquem, portanto, bem atentos, pois este \u00e9 um espet\u00e1culo teatral imperd\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>(<a href=\"http:\/\/www.baque-blogdogeraldolima.blogspot.com.br\/ \"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Geraldo Lima<\/strong><\/span><\/a><\/em><\/span><em><span style=\"color: #000000;\"> \u00e9 professor, escritor e dramaturgo. Tem alguns livros publicados, dentre eles Baque (contos, LGE Editora), Tessel\u00e1rio (minicontos, Selo 3 x 4, Editora Multifoco) e Trinta gatos e um c\u00e3o envenenado (pe\u00e7a de teatro, Ponteio Edi\u00e7\u00f5es).\u00a0 \u00c9 colunista dos sites <a href=\" http:\/\/donazicatabraba.wordpress.com\/2012\/09\/27\/lasca04\/\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Dona Zica t\u00e1 braba<\/strong><\/span><\/a>, <a href=\"http:\/\/www.o-bule.com\/\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>O BULE<\/strong><\/span><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.portalentretextos.com.br\/colunas\/baque,259.html \"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Portal Entretextos<\/strong><\/span><\/a>. Colabora com o Jornal Op\u00e7\u00e3o e com o Jornal de Sobradinho. Bloga ainda em <a href=\"http:\/\/www.baque-blogdogeraldolima.blogspot.com.br\/ \"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Baque<\/strong><\/span><\/a>)<\/span><strong> <\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Lima rememora o teatro de Arthur Miller <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3250,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[768,2537],"tags":[793,794,250,12,795,189,736,96],"class_list":["post-3249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-74a-leva","category-jogo-de-cena","tag-arthur-miller","tag-depois-da-queda","tag-geraldo-lima","tag-jogo-de-cena","tag-marilyn-monroe","tag-resenha","tag-simone-spoladore","tag-teatro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3249"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3378,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3249\/revisions\/3378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}