{"id":3788,"date":"2013-02-18T11:53:03","date_gmt":"2013-02-18T14:53:03","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=3788"},"modified":"2013-02-18T21:09:55","modified_gmt":"2013-02-19T00:09:55","slug":"drops-da-setima-arte-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-11\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Bol\u00edvar Landi<\/em><\/p>\n<p><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><strong>Moonrise Kingdom. EUA. 2012.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/CARTAZ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3791\" title=\"Moonrise Kingdom \" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/CARTAZ.jpg\" alt=\"\" width=\"331\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/CARTAZ.jpg 331w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/CARTAZ-220x300.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor norte-americano Wes Anderson (&#8220;Os Exc\u00eantricos Tenenbaums&#8221; e &#8220;Viagem a Darjeeling\u201d) \u00e9 reconhecido por seu perfeccionismo formal e por exibir em seus filmes um mundo particular povoado por personagens exc\u00eantricos que quase sempre apresentam algum tipo de desajuste social ou afetivo. Ele est\u00e1 longe de ser uma unanimidade. Seus detratores condenam os exageros e as \u201cafeta\u00e7\u00f5es\u201d de seus trabalhos, outros conseguem enxergar nele a genialidade de grandes mestres, como o do seu conterr\u00e2neo Woody Allen, que imprimem em sua obra uma marca pr\u00f3pria, tornando-a inconfund\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moonrise Kingdom, o novo trabalho do diretor, traz todas as caracter\u00edsticas recorrentes em suas cria\u00e7\u00f5es, no entanto, este n\u00e3o \u00e9 um filme f\u00e1cil de ser rotulado ou enquadrado em um determinado g\u00eanero. Ele \u00e9 conduzido em tom de f\u00e1bula unindo realidade a acontecimentos fant\u00e1sticos, tornando-se assim rico em simbolismos e met\u00e1foras cujos sentidos v\u00e3o al\u00e9m do que \u00e9 meramente apresentado na tela. Se f\u00f4ssemos descrever a hist\u00f3ria, n\u00e3o encontrar\u00edamos nada assim t\u00e3o surpreendente. Contudo, n\u00e3o est\u00e1 a\u00ed o ponto forte da produ\u00e7\u00e3o, o que impressiona mesmo \u00e9 a forma que a narrativa \u00e9 contada. As situa\u00e7\u00f5es simples parecem adquirir um maior relevo e todos os elementos cinematogr\u00e1ficos encaixam-se perfeitamente como em uma harmoniosa sinfonia ou nos movimentos m\u00e1gicos de um malabarista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Anderson faz uma refer\u00eancia aos instrumentos musicais na pel\u00edcula, a todo momento sentimos a sua presen\u00e7a a reger uma enorme orquestra. Tudo conduz sinestesicamente o espectador a se envolver com a trama. Os din\u00e2micos movimentos de c\u00e2mera parecem nos colocar no interior de cada acontecimento e os enquadramentos da tela fazem com que vejamos atrav\u00e9s dos olhos dos personagens. A envolvente trilha sonora tem o poder de nos transportar para outros mundos. O artif\u00edcio da narra\u00e7\u00e3o e da leitura utilizado pelo roteiro cria um clima de cumplicidade \u00edmpar com a hist\u00f3ria e seus int\u00e9rpretes. As cores (em tons past\u00e9is), o apurado figurino do anos 60, as encena\u00e7\u00f5es teatrais, tudo contribui para que os amantes do cinema sintam prazer do in\u00edcio ao fim da exibi\u00e7\u00e3o. Algo m\u00e1gico, dif\u00edcil de ser descrito, instala-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/INTERNA-I2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Moonrise Kingdom \" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/INTERNA-I2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Kara Hayward e Jared Gilman \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A trama se passa no ver\u00e3o de 1965 em uma fict\u00edcia ilha (New Penzance) na costa da Nova Inglaterra. Ela ir\u00e1 mostrar a aventura de um garoto (Jared Gilman) e uma garota (Kara Hayward) de 12 anos que se enamoram e decidem fugir juntos. A partir da\u00ed, viajaremos tamb\u00e9m em uma jornada sobre as descobertas do amor, amizade, companheirismo e dos percal\u00e7os que marcam a passagem da inf\u00e2ncia para a vida adulta no melhor estilo de grandes filmes como Conta comigo (1986), de Rob Reiner, protagonizado por pequenos astros do cinema e baseado em um conto de Stephen King.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os personagens do pessimista universo adulto s\u00e3o interpretados por grandes nomes do cinema. Bruce Willis desempenha o papel do carente e solit\u00e1rio policial da ilha; Bill Murray e Frances McDormand (Fargo), pais da protagonista, representam um casal de advogados que se sentenciam a viver uma rela\u00e7\u00e3o fracassada e, Edward Norton, um desencontrado professor de matem\u00e1tica, incorpora o chefe dos escoteiros no seu tempo livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Moonrise Kingdom foi esnobado pelo Oscar 2013, sendo indicado apenas \u00e0 categoria de roteiro original, assinado por Anderson e Roman Coppola. \u00c9, contudo, uma obra n\u00e3o usual que necessita ser descoberta. Um filme milimetricamente pensado e perfeitamente lapidado como um brilhante que brinca e arrisca com as formas e a arte de fazer cinema. Tudo isto, no entanto, sem perder a delicadeza e explorando com grande propriedade as sutilezas do sentimento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/oOTg7mn8vgM\" frameborder=\"0\" width=\"560\" height=\"315\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<\/em><strong><em>Bol\u00edvar Landi<\/em><\/strong><em> \u00e9 formado em Comunica\u00e7\u00e3o Social e Hist\u00f3ria, permanentemente encantado com a capacidade do cinema de reunir em um s\u00f3 espa\u00e7o m\u00faltiplas linguagens e expor confidencialmente as min\u00facias da alma humana)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme Moonrise Kingdom \u00e9 tema da resenha de Bol\u00edvar Landi<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3789,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[913,2535],"tags":[975,891,973,115,13,394,976,971,972,968,969,189,974,970,967],"class_list":["post-3788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-76a-leva","category-drops-da-setima-arte","tag-bill-murray","tag-bolivar-landi","tag-bruce-willis","tag-cinema","tag-drops-da-setima-arte","tag-filme","tag-frances-mcdormand","tag-jared-gilman","tag-kara-hayward","tag-moorise-kingdom","tag-os-excentricos-tenenbaums","tag-resenha","tag-roman-coppola","tag-viagem-a-darjeeling","tag-wes-anderson"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3788"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3897,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3788\/revisions\/3897"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}