{"id":4910,"date":"2013-06-26T10:21:24","date_gmt":"2013-06-26T13:21:24","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=4910"},"modified":"2013-06-26T18:05:04","modified_gmt":"2013-06-26T21:05:04","slug":"aperitivo-da-palavra-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-13\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra"},"content":{"rendered":"<p><strong>Assis Lima, de c\u00e2ntico e de corte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Por Marcos Pasche<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4926\" title=\"Capa de Marco Misterioso\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA5.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA5.jpg 259w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA5-194x300.jpg 194w\" sizes=\"auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes nos deparamos com uma assertiva a dizer que certos autores, ao desenvolverem sua bibliografia, est\u00e3o escrevendo e reescrevendo sempre o mesmo livro. Alargando um pouco mais a ideia, muito me chama a aten\u00e7\u00e3o a hip\u00f3tese de certos autores nordestinos formarem uma fam\u00edlia <em>antropoliter\u00e1ria<\/em>, os quais tra\u00e7am e tran\u00e7am na mesma renda a inesgot\u00e1vel e \u00e1rida epopeia da vida e da morte agrestes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou omitir, por falta de lembran\u00e7a ou de conhecimento, nomes importantes, mas penso que tal fam\u00edlia tenha seu precursor em Augusto dos Anjos, sendo configurada por Graciliano Ramos, Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, Ronaldo Correia de Brito e Daniel Mazza. N\u00e3o se pode negligenciar as mir\u00edades de poetas cordelistas e cantadores espalhados pelas feiras e empalhados nas prateleiras do menoscabo da \u201calta cultura\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais autores irmanam-se ao tomarem mutuamente os procedimentos formais e os temas constantes da obra de seus entes, sem que isso nos cause, admiravelmente, a sensa\u00e7\u00e3o de previsibilidade ou mau epigonismo. Todos eles desautorizam a vis\u00e3o pitoresca do espa\u00e7o sertanejo, encravam a caatinga em seus par\u00e1grafos e estrofes, tornando-a met\u00e1fora de espa\u00e7os e tempos de todos os lugares e \u00e9pocas, sejam as \u00e1goras mitol\u00f3gicas da Gr\u00e9cia, sejam os b\u00edblicos e empoeirados caminhos da Palestina. S\u00e3o eles xilos ou litogravadores da palavra, visto lan\u00e7arem-se de encontro ao hiperb\u00f3lico mosaico da linguagem para dele extrair ou nele imprimir, \u00e0 m\u00e3o de faca, a palavra certa e seca. Sublimadores da brutalidade, valem-se de m\u00e3o de vaqueiro, que por um instante \u00e9 capaz de domar a vida: domadores do discurso, penduram a encharcada escrita \u00e0 cerca e ao sol para que se lhe retire toda a gordura, at\u00e9 que sobre apenas o substantivo couro. Alunos dos seixos, concebem a partir do vento quente e da areia seca, pois tanto o sopro como o barro t\u00eam uma sa\u00fade incoerente para esta g\u00eanese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assis Lima pertence \u00e0 linhagem desses escritores, umbilicalmente ligados ao sert\u00e3o e espiritualmente dados ao mundo. Nascido no Crato, interior do Cear\u00e1, Assis, m\u00e9dico de profiss\u00e3o, fixou resid\u00eancia na urban\u00edssima S\u00e3o Paulo. Nela desenvolveu o not\u00e1vel estudo <em>Conto popular e comunidade narrativa<\/em>, que a um s\u00f3 tempo registra e abra\u00e7a a voca\u00e7\u00e3o do povo nordestino para a oralidade, a qual, de t\u00e3o bem aprendida com os gregos, tornou-se inven\u00e7\u00e3o patrimonial sua. Como poeta, Assis presentificou os aspectos mais representativos de sua genealogia art\u00edstica em <em>Poemas arcanos<\/em>, livro repleto de evoca\u00e7\u00f5es locais e translocais, todas enoveladas em cantigas, \u201cincelen\u00e7as\u201d, lendas e evangelhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E para perpetuar o movimento cont\u00ednuo de ressurrei\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia autoral e assinalar seu fio particular, Assis Lima d\u00e1 ao primeiro texto do seu <em>Marco misterioso <\/em>o aqui infiltrado t\u00edtulo de \u201c\u00c1gua\u201d, com o qual diz n\u00e3o e sim \u00e0 sua sina \u2013 \u201cO deserto esteve fincado dentro de mim\u201d (&#8230;) \/\/ \u201cQue me cubra o nevoeiro!\u201d. Essa peleja, t\u00edpica do homem em apre\u00e7o e repulsa pela mat\u00e9ria de que se constitui, tem presen\u00e7a cativa em diversas passagens do livro, e em textos como \u201cCaleidosc\u00f3pio\u201d ganham a fei\u00e7\u00e3o de arena onde duelam ser e transcender: \u201cAs pedras, uma extens\u00e3o de mim. \/ E dentro das nuvens, a extens\u00e3o de todas as pedras\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_4916\" aria-describedby=\"caption-attachment-4916\" style=\"width: 284px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/ASSIS-LIMA-INTERNA-II1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4916\" title=\"Assis Lima\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/ASSIS-LIMA-INTERNA-II1.jpg\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/ASSIS-LIMA-INTERNA-II1.jpg 284w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/ASSIS-LIMA-INTERNA-II1-213x300.jpg 213w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4916\" class=\"wp-caption-text\">Assis Lima \/ Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Assis Lima \u00e9 a assinatura liter\u00e1ria de Francisco Assis de Sousa Lima (com o nome civil ele registrou sua tese acad\u00eamica). H\u00e1 nessa heteron\u00edmia o am\u00e1lgama de s\u00edmbolos pr\u00f3prios da literatura que o autor desenvolve e da casta \u00e0 qual pertence. Francisco (de) Assis \u00e9 nome de um dos mais expressivos personagens b\u00edblicos, ao passo que \u201csousa\u201d \u2013 registram os dicion\u00e1rios portugueses \u2013 \u00e9 um tipo de pombo aguerrido, n\u00e3o por acaso tomado como imagem de bras\u00f5es familiares. No Brasil, Sousa \u00e9 uma cidade do sert\u00e3o paraibano. J\u00e1 ent\u00e3o se v\u00ea o anelo do local e do universal, ao qual se liga a fus\u00e3o da figura do santo e do bicho guerreiro, ambos imagens diletas da cultura nordestina. \u201cLima\u201d \u00e9 uma fruta c\u00edtrica, \u00e1cida, cortante, e mais ainda o \u00e9 a l\u00e2mina com que o autor decepou sua identidade em conson\u00e2ncia com o corte liter\u00e1rio: os <em>Poemas arcanos<\/em>, da primeira para a segunda edi\u00e7\u00e3o, foram reduzidos a quase metade, e este <em>Marco misterioso<\/em> j\u00e1 vem ao mundo com uma se\u00e7\u00e3o amputada, visto ser e n\u00e3o ser pertencente ao conjunto do que agora se publica. E n\u00e3o nos esque\u00e7amos: o Rio S\u00e3o Francisco encrava-se gigantesco no solo e na sola do Nordeste, cercado de seco por todos os lados, cortando-o de ponta a ponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a coisa n\u00e3o se fia por aqui: dentro deste volume a escrita se mostra mais muscular quanto mais se depura da carne das palavras, como se fosse (e \u00e9) poss\u00edvel enrijecer-se de ossos. \u00c9 o que se observa no finamente geom\u00e9trico engenho de \u201c\u00c2ngelo Monteiro\u201d, ou no obsessivamente talhado \u201cSem t\u00edtulo\u201d, capado at\u00e9 no nome:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>Pelo verso<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>e avesso<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>em teu colo<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>me te\u00e7o.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>Por teu vinho<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>e chama<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>minha sede<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>clama.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>Em teu seio<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>redoma<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>me rendo<br \/>\n<span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>genoma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa po\u00e9tica busca uma dic\u00e7\u00e3o quite em seus desacordos, e o poeta desgarra-se do parentesco a fim de tanger os pr\u00f3prios passos e o pr\u00f3prio canto. Por isso o leitor ver\u00e1 tamb\u00e9m um feito marcante do livro no caudaloso \u201cVia Sacra pela morte do filho\u201d. Trata-se de um poema de alta voltagem dram\u00e1tica, constru\u00eddo a partir do arranjo das vozes do pai consternado e do coro que se encarrega de verbalizar o roteiro f\u00fanebre: \u201cPrepara-te, corpo \/ que chegou teu dia, \/ recebe esta roupa, \/ vai em boa companhia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E dentro do rio turvado de l\u00e1grimas brotam as teimosas \u00e1guas de \u201cVida de violeiro\u201d, poema nordestin\u00edssimo por suas cores e sons. O ritmo cantante da redondilha heptassil\u00e1bica embola na malha do texto a evoca\u00e7\u00e3o de cantadores lend\u00e1rios, como Cego Aderaldo e Z\u00e9 Limeira, quando toda a embolada ganha o tom de uma ciranda, viva porque cantada: \u201c\u2018Quem n\u00e3o canta neste mundo \/ no outro fica engasgado, \/ pois o nosso mundo \u00e9 este, \/ que o outro, \u00e9 do outro lado, \/ por isso cante com a alma \/ que a vida lhe deu de agrado \/ para alegrar quem n\u00e3o canta \/ e alegrar quem est\u00e1 calado!\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi o poeta-violeiro quem mandou. Que a sua leitura seja, portanto, a rima a unir poesia, alma, corpo e alegria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<strong>Marcos Pasche<\/strong> nasceu no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1981. Cursa doutorado e leciona Literatura Brasileira na UFRJ. \u00c9 cr\u00edtico liter\u00e1rio, autor de \u201c<em>De pedra e de carne<\/em><\/em><em>: <\/em><em>artigos sobre autores vivos e outros nem tanto\u201d<\/em><em>. Neste momento, pede aos acidentais leitores que n\u00e3o deixem de assistir ao document\u00e1rio \u201c<em>Garapa\u201d<\/em>, de Jos\u00e9 Padilha)\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor Marcos Pasche adentra os cen\u00e1rios do novo livro do poeta cearense Assis Lima<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4911,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1236,2533],"tags":[11,1277,1130,1278,1276,17,189],"class_list":["post-4910","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-80a-leva","category-aperitivo-da-palavra","tag-aperitivo-da-palavra","tag-assis-lima","tag-ceara","tag-marco-misterioso","tag-marcos-pasche","tag-poesia","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4910"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4910\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5032,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4910\/revisions\/5032"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4911"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}