{"id":4965,"date":"2013-06-26T15:09:54","date_gmt":"2013-06-26T18:09:54","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=4965"},"modified":"2013-06-26T18:04:48","modified_gmt":"2013-06-26T21:04:48","slug":"dedos-de-prosa-iii-13","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-iii-13\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p><strong>TRADE LIGHTS<\/strong><\/p>\n<p><em>M\u00e1rcia Denser<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4967\" aria-describedby=\"caption-attachment-4967\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4967\" title=\"Peterson Azevedo\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA10.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/INTERNA10-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4967\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Peterson Azevedo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adriana,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">23:00 horas. O rel\u00f3gio deu uma volta completa sem que eu pudesse det\u00ea-lo, de forma que inapelavelmente \u00e9 noite outra vez, ou seja, um insulto, golpe desferido \u00e0 trai\u00e7\u00e3o pelos ponteiros do rel\u00f3gio, bicos vorazes a perfurar-me miudamente e de v\u00e1rios pontos da cidade, notadamente os luminosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, restam-me ainda alguns \u00ednfimos prazeres, como contemplar teus l\u00e1bios quando pronuncias meu nome, tra\u00e7ando no ar a curva palavra de sempre. Tu, sem o saber, me devolves ao rol dos vivos, suave e abstrata Adriana, ainda a sobrescritar envelopes endere\u00e7ados ao ilustr\u00edssimo senhor Raul Kreisker, num papel cujo timbre evoca remotamente uma ave (\u00e1guia? escaravelho? a impress\u00e3o \u00e9 p\u00e9ssima) contudo quanto te sou grato pela delicada omiss\u00e3o do meu segundo nome, o ominoso Nepomuceno, omiss\u00e3o que n\u00e3o exclui a piedade, bem sei, como uma lembran\u00e7a que se apaga cada dia mais um pouco, prenunciando o genu\u00edno esquecimento, and yet, and yet&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia n\u00e3o te parece absurdo estar escrevendo a apenas algumas horas do nosso encontro quando o mais sensato seria recorrer ao telefone, bastando esticar o bra\u00e7o, usar o, digamos, bom senso, perguntar como est\u00e1, se queres ir ao cinema, puxa faz um frio do capeta, tenho saudades mas n\u00e3o, obstino-me a n\u00e3o ceder ao c\u00f3digo imposto por este objeto que muda a forma mas n\u00e3o permite varia\u00e7\u00f5es do al\u00f4 fatal mesmo porque o que preciso te dizer n\u00e3o come\u00e7a assim, \u00e9 um pouco como o teu corpo desnudando-se sob minhas m\u00e3os e o fato de voc\u00ea t\u00ea-las guiado me lembrar extraordinariamente essas excurs\u00f5es onde est\u00e1 tudo previsto, das visitas aos monumentos \u00e0s gorjetas, sem contar que tamb\u00e9m tinha algo de peregrina\u00e7\u00e3o a santu\u00e1rios feita por beatas em idade\u00a0 provecta (imagina o teu Raul num xale trescalando a naftalina, vela entre os dedos, o transe apopl\u00e9tico). Como se incont\u00e1veis peregrinos n\u00e3o me tivessem precedido, e uma nova multid\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o pressionasse \u00e0s minhas costas para cair fora do sancta santorum do teu corpo obcenamente branco e lascivo e ainda querendo acreditar ser o primeiro, \u00fanico e \u00faltimo tolo a te possuir \u2013 eu e meus pudores provincianos, eu, o deflorado a depositar minha flor murcha sobre teu altar, esquecido que j\u00e1 corre o ano de 1995 DC. e do que mais particularmente me interessa, isto \u00e9, o travo amargo na boca, a contra\u00e7\u00e3o na alma e \u2013 j\u00e1 que estamos no assunto \u2013 a tua indiferen\u00e7a \u00e9 alguma esp\u00e9cie de distin\u00e7\u00e3o? \u00c9 com isto que contemplas mesmo o mais ocasional dos teus amantes?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque sequer isto, Adriana, n\u00e3o te serviste de mim, nem permitiste que eu o fizesse negando-me a loba faminta que ronda tuas ins\u00f4nias, tantas vezes falamos nela como dessa culpa acorrentada que ata tantas m\u00e3os, que silencia nossa boca, esta culpa que anda por a\u00ed e que parece ter exist\u00eancia pr\u00f3pria junto \u00e0 tr\u00f4pega humanidade da qual, se n\u00e3o fazes obje\u00e7\u00e3o, ainda fa\u00e7o parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o negue, Adriana, havia uma senten\u00e7a sobre minha cabe\u00e7a \u2013 pelo arco triunfante do teu orgasmo eu n\u00e3o passaria a despeito da alucinadas ternas furiosas arremetidas do meu membro exausto: mais fundo te penetrava, mais fugias, me devolvendo a mim, a quem retornava ainda mais s\u00f3 e nu e perdido. Era como se percorresse interminavelmente um t\u00fanel ao fim do qual me esperasse uma escada que bruscamente morresse no nada, um v\u00e1cuo sem ch\u00e3o, sem teto, sem limites previs\u00edveis e sempre o mesmo tema a se repetir insuportavelmente nada, nada, nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim seja, Adriana, assim foi e nada (sim, nada) poder\u00e1 mudar este vertiginoso mart\u00edrio (perdoa esta linguagem, este devassar daquilo que, de outra forma, seria uma am\u00e1lgama de sons indistintos, disto que intraduzivelmente no engolfa neste cotidiano feito de contas de luz e extratos banc\u00e1rios, esta hidra a que chamamos realidade, n\u00e3o?).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, minha suave e abstrata Adriana, n\u00e3o premeditei este encontro, acreditarias? Que aquela noite eu quisesse unicamente a ti? Apenas n\u00e3o sabia ser t\u00e3o tarde, t\u00e3o in\u00fatil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, te dou o direito de falares em auto-piedade e o mais: tens a ti mesma e ao teu querido Francisco, l\u00e1 no Midwest \u2013 aquele envelope azul no tua cabeceira, a letra era dele, n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois fiquei imaginando o que poderia conter esta carta \u00e0 qual sequer aludiste porque, veja Adriana, n\u00e3o pensas que escapou-me por detr\u00e1s desta dupla nega\u00e7\u00e3o (porque antes foi\u00a0 teu corpo, eu ainda sei contar) do teu velado riso perverso de quem agita o osso diante do olhar molhado dum c\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha dr\u00edade, se ao menos me tivesses negado tr\u00eas vezes eu te perdoaria, atento que sou aos passos do Cordeiro, todavia foram duas e, de resto, o que poderia esperar de ti, t\u00e3o geminiana e dupla e ainda por cima com Merc\u00fario perfidamente empoleirado sobre o grau 19 de G\u00eameos, a cavalo do teu ascendente, maldito doppelg\u00e4nger, s\u00e3o quatro, s\u00e3o oito, s\u00e3o infinitas em tua casa de espelhos e, a prop\u00f3sito: qual delas \u00e9 a imortal? E qual a que mente? Dos teus infinitos de perversidade&#8230; Ah, sim, as mulheres s\u00e3o criaturas espl\u00eandidas, como gatos ou papoulas, guardi\u00e3s do que n\u00e3o sabem, feiticeiras do Grande Sil\u00eancio Estuporado, pisando distraidamente sobre envelopes azuis do Midwest, afrouxando sagrados la\u00e7os impronunci\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembra-te (e isto \u00e9 uma amea\u00e7a), ainda sou o Inquisidor da Treva, o Destruidor Florido, ent\u00e3o como negar-me a co-autoria de um ato consumado a dois? Acaso ficaste boba? Ou acaso fiquei eu? Hein? Optando pela segunda hip\u00f3tese, inclino-me a confessar que me recuso categoricamente a prosseguir no papel que a vida inteira me propus (n\u00e3o ria, por favor) porque afinal de contas, minha cara, falando francamente, diga-me se viver por procura\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um p\u00e9ssimo neg\u00f3cio? Deixar que as coisas aconte\u00e7am sem jamais dar as caras (e as costas) ao destino? E, por favor, esque\u00e7amos a demiurgia, um homem se esconde porque tem medo e \u00e9 tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo que, desde o come\u00e7o estavas certa, Adriana, n\u00e3o havia mesmo ningu\u00e9m ao teu lado. O que julguei ser um tri\u00e2ngulo (voc\u00ea, Francisco e este seu criado) desabrochou num terr\u00edvel pentagrama: cinco s\u00e3o as p\u00e9talas da rosa, os dedos das m\u00e3os, as pontas da estrela do dem\u00f4nio, o n\u00famero sagrado de Hermes tr\u00eas vezes Trimegisto, quint\u00eds e biquint\u00eds proliferam nas cartas estelares de Mozart e Van Gogh (Francisco, a esta altura, estar\u00e1 rindo, ol\u00e1, Francisco, meu velho! T\u00e3o cioso quanto imodesto do pr\u00f3prio talento, diga-lhe isto assim que puder, por favor. Est\u00e1s autorizada a faz\u00ea-lo. Eu deixo&#8230;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, Adriana, finalmente! Como aquele sujeito que n\u00e3o conseguiu fazer ponto algum na loteria esportiva, posso proclamar: esta m\u00e1scara tornou-se meu verdadeiro rosto! Talvez seja por isso que te desejo ainda mais, j\u00e1 te disse, n\u00e3o? N\u00e3o, n\u00e3o disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Doravante tu e Francisco s\u00e3o para mim a mesma pessoa (por obs\u00e9quio, n\u00e3o me interrompa) \u2013 n\u00e3o a contraparte masculina e feminina, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples, diria antes que ambos s\u00e3o sim\u00e9tricos: opostos, mas perfeitamente iguais, correspondendo-se num salutar interc\u00e2mbio de livros, flores do campo, r\u00f3tulos de vinho, passagens de trem, postais e originais extraviados, do que estou rigorosamente exclu\u00eddo, salvo na condi\u00e7\u00e3o de personagem ou fantasma ou ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o. Ele n\u00e3o me mandou dizer uma s\u00f3 palavra para que minha alma seja salva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Treva, sil\u00eancio e o vento a agitar os arbustos em torno do parque que avisto da janela deste hotel, ali\u00e1s muito recomend\u00e1vel para suicidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembra daquele almo\u00e7o em casa de Miranda quando, na volta, nos assombrou uma sinistra constru\u00e7\u00e3o \u00e0 beira da rodovia com a tabuleta &#8220;Hotel&#8221;? J\u00falia foi a primeira a falar: &#8220;Lugar ideal para suic\u00eddios. Principalmente por causa da placa. Est\u00e1 claro que isto \u00e9 um hotel. T\u00e3o absurdamente hotel que o dono nem precisava comunicar-nos por escrito, o mesmo que botar placas explicativas em tudo, como mesa, cadeira, poste, Raul\u201d. Rimos. Tu, Belisa, Francisco e at\u00e9 a arquiduquesa-ao-volante que no seu af\u00e3 de arquiduquesa voltou-se toda para o banco detr\u00e1s, permitindo, ato cont\u00ednuo, que o autom\u00f3vel coincidisse com uma valeta pouco menor que a fossa de Mindanau. &#8220;Par delicat\u00e9sse ainda vai matar a todos n\u00f3s&#8221;, gemeu Belisa que abomina qualquer entidade ao volante. Lembrei: &#8220;Nos romances ingleses do s\u00e9culo XVIII todas as estalagens se chamam Star and Garter&#8221;, e Belisa, &#8220;e todas as matronas lembram um pudim de franjas&#8221;, e J\u00falia, &#8220;j\u00e1<em> Ulisses<\/em> \u00e9 infinitamente chato&#8221;, e provocando Francisco: &#8220;Tamb\u00e9m detesto Virg\u00ednia Woolf. Consegue ser ainda mais chata. Quando as mulheres entram numa parada, ganham longe&#8230;&#8221;, donde se seguiram quarenta e cinco minutos dum implac\u00e1vel e minucioso elogio do <em>Passeio ao Farol<\/em> (\u00a0 s\u00f3 agora percebo que neste nome um press\u00e1gio) at\u00e9 porque Francisco\u00a0 sempre morde a isca, tendo a bondade de nos excluir da conversa, dirigindo-se ostensivamente \u00e0 Belisa e \u00e0 arquiduquesa que concordavam entre divertidas e ir\u00f4nicas, j\u00e1 esquecidas do &#8220;Hotel&#8221;, embora J\u00falia e seu olhar c\u00famplice me fizesse saber que n\u00e3o, que nada seria esquecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma \u00faltima inconfid\u00eancia, minha pomba: quem \u00e9 Maximilian? O nome cem vezes garatujado naquele teu caderno ginasiano? Teu novo amante? N\u00e3o te preocupes, nada direi a Francisco, e mesmo que o fa\u00e7a, tenho impress\u00e3o que nem ouvir\u00e1, \u00faltimamente suas cartas mais parecem esses di\u00e1logos de surdos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00faltima falava duma luz azulada, ou melhor, absolutamente n\u00e3o falava de luz alguma, contava uma hist\u00f3ria de fantasmas ou algo assim, todavia quando terminei a leitura, a atmosfera estava embebida de saudades e tristeza e desola\u00e7\u00e3o e todas essas palavras cujo frio espectro envolvem o sofrimento de algu\u00e9m mergulhado no azul long\u00ednquo das pradarias do Midwest.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o era quase natural que eu me sentisse como Jay Gatsby, como algu\u00e9m a cumprir uma invis\u00edvel lei n\u00e3o escrita, precisamente como Gatsby ao divisar, pela primeira vez, na luz ao extremo do ancoradouro, o farol do destino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele (assim como eu) viera de muit\u00edssimo longe e seu sonho, naquele momento, deve ter-lhe parecido t\u00e3o pr\u00f3ximo. Ambos, ainda que em extremos opostos (talvez minha luz fosse azul e n\u00e3o verde como a de Gatsby) acreditamos na luz distante, num espl\u00eandido futuro que, sem saber, ano ap\u00f3s ano, nos afastava um do outro (a mim e a Francisco) obrigando-me incessantemente a retornar, voltar ao passado, refazer o sonho gota a gota, tentar possuir uma mulher ou outro homem quando \u00e9 por ele, apenas por ele, unicamente por Francisco que meu corpo arde em febre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exatamente como Gatsby: eu e meu segredo, eu e meu destino, minha irremedi\u00e1vel servid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/span>Eternamente seu, Raul K.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(A escritora paulistana <\/em><strong><em>M\u00e1rcia Denser<\/em><\/strong><em> publicou, entre outros, Tango fantasma (1977), O animal dos mot\u00e9is (1981), Exerc\u00edcios para o pecado (1984), A ponte das estrelas (Best-Seller, 1990), Caim (Record, 2006), Toda prosa II \u2013 obra escolhida (Record, 2008). \u00c9 traduzida em nove pa\u00edses e em dez l\u00ednguas. Dois de seus contos \u2013 \u201cO vampiro da Alameda Casabranca\u201d e \u201cHell\u2019s Angel\u201c \u2013 foram inclu\u00eddos nos Cem melhores contos brasileiros do s\u00e9culo, organizado por \u00cdtalo Moriconi, sendo que \u201cHell\u2019s Angel\u201c est\u00e1 tamb\u00e9m entre os Cem melhores contos er\u00f3ticos universais. Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica pela PUC-SP, \u00e9 pesquisadora de literatura e jornalista. Foi curadora de literatura da Biblioteca S\u00e9rgio Milliet em S\u00e3o Paulo) <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tom confessional e epistolar das palavras de M\u00e1rcia Denser<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4966,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1236,2534],"tags":[516,81,41,709,149,1301,1302,1300],"class_list":["post-4965","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-80a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-marcia-denser","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-epistolar","tag-prosa","tag-todo-prosa-2","tag-tom-confessional","tag-trade-lights"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4965"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4965\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5030,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4965\/revisions\/5030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}