{"id":5101,"date":"2013-07-27T17:57:57","date_gmt":"2013-07-27T20:57:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=5101"},"modified":"2018-10-31T09:32:37","modified_gmt":"2018-10-31T12:32:37","slug":"aperitivo-da-palavra-i-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-i-3\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra I"},"content":{"rendered":"<p><strong>SUTILEZA ARDILOSA<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Rejane Machado<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/CAPA-LIVRO-INTERNA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5103\" title=\"CAPA \" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/CAPA-LIVRO-INTERNA.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/CAPA-LIVRO-INTERNA.jpg 297w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/CAPA-LIVRO-INTERNA-198x300.jpg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poesia de Oleg Almeida, bel\u00edssimo texto, fluente como o rio de Her\u00e1clito, no qual homem algum se banhar\u00e1 duas vezes, permite muitas interpreta\u00e7\u00f5es: \u00e9 dif\u00edcil. E dif\u00edcil n\u00e3o quer dizer herm\u00e9tico, o sentido desta longa e informal reflex\u00e3o, na qual afloram lembran\u00e7as de que n\u00e3o se pode libertar, que cortam como estilete agudo e inc\u00f4modo, e cada vez que se move enterra mais fundo e sangra, inundando o cora\u00e7\u00e3o de imagens dolorosas. Ao tentar livrar-se, muito mais se maltrata, magoa-se, acordando recorda\u00e7\u00f5es vivas de vozes e gestos perdidos na dist\u00e2ncia dos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00edntimo vive ainda \u2013 e viver\u00e1 para sempre, pelo milagre da perman\u00eancia da palavra \u2013 o her\u00f3i que foi, de quem sente saudades. Deslocamentos constantes trouxeram-no para n\u00f3s, sempre em busca da terra ideal, da p\u00e1tria perdida e distante no esp\u00edrito do homem que \u00e9 salvo pela poesia, mas incapaz de esconder as cicatrizes das quais jamais se libertar\u00e1, porque foram impressas na alma a ferro e a fogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto bel\u00edssimo, que n\u00e3o se oferece f\u00e1cil, ou melhor, que permite muitas leituras, entre elas uma aparente, e outra, mais dif\u00edcil ou imposs\u00edvel de ser desvendada, sob o signo de uma tristeza mansa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perpassa uma poderosa imag\u00edstica nessas cores que desdobram imagens n\u00edtidas. \u201cUma gota de tinta lil\u00e1s\u201d, na ponta de uma pena, abre um portal para a filosofia com seus questionamentos sobre um tempo que n\u00e3o pode ser medido convencionalmente. Cerejas e papoulas vermelhas, o amarelo, o verde, o preto, o azul nos olhos da inesquec\u00edvel av\u00f3, e finalmente o branco, a fus\u00e3o de todas as cores, colocando num mesmo plano imaterial toda a massa pesada das experi\u00eancias que moldaram sua personalidade final, motivo da sua indefini\u00e7\u00e3o enquanto indiv\u00edduo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa primeira e superficial leitura observa-se expl\u00edcita memorabilia. Sabendo-se que veio de long\u00ednquas paisagens, de frias e intensas n\u00e9voas, que n\u00e3o foi capaz de \u201cabdicar do sonho em prol da mem\u00f3ria\u201d, isto permite ao analista v\u00e1rios caminhos de abordagem. Confessa trazer dentro de si um mundo: um s\u00edtio imposs\u00edvel de localizar no meio de uma campina \u2013 cujo nome a mem\u00f3ria rejeita \u2013 coberta de flores exuberantes. Mais tarde identificaremos essas flores que enfeitam esse espa\u00e7o sem nome, onde viveu sua inf\u00e2ncia e come\u00e7ou a plasmar sua personalidade. S\u00e3o papoulas vermelhas. E saberemos: h\u00e1 frutos tamb\u00e9m; cerejas maduras, suculentas, pretas e vermelhas. A se destacarem como mancha colorida sobre este campo imposs\u00edvel de nomear.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem sou?\u201d \u2013 questiona-se, indaga em longas lucubra\u00e7\u00f5es mentais, em muitos e profundos mergulhos interiores, num corte vertical \u00e0 procura do verdadeiro eu. E o encontrar\u00e1? Homem algum \u00e9 singular, e ele se reconhece m\u00faltiplo. Definir-se \u00e9 importante, lhe conceder\u00e1 seguran\u00e7a. Ch\u00e3o para pisar. A inf\u00e2ncia \u00e9 o territ\u00f3rio m\u00edtico que dar\u00e1 suporte \u00e0 envergadura do jovem, do guerreiro que \u00e9 preparado para as lutas que o esperam e n\u00e3o o poupar\u00e3o na escalada em busca de sua realiza\u00e7\u00e3o humana. Mas essas viv\u00eancias intensas ser\u00e3o sua reserva e seguran\u00e7a quando tiver que deixar o espa\u00e7o protegido para enfrentar os mares bravios que o aguardam ao Norte, nas tentativas de regressar a \u00cdtaca, ele, um ser hiperb\u00f3reo. Na alma levar\u00e1 marcas indel\u00e9veis. Adquiridas nessas excurs\u00f5es comandadas por Khronos X Kairos em confronto, meditando, em consequ\u00eancia, longos poemas intimistas. Como se cavando fundo na mem\u00f3ria, material de que se utiliza para uma viagem ao \u00e2mago de si mesmo em busca de claridade para ver a luz (para ficarmos no clima filos\u00f3fico que ser\u00e1 sempre a sua escolha de voo). N\u00e3o qualquer luz, mas uma luz \u201col\u00edmpica\u201d, clama ao Senhor, porque deseja iluminar grandes feitos, e pede lhe conceda calma; talvez para organizar o grande conte\u00fado mental que guardou de uma vida rica e descuidada, incapaz de prever a hecatombe que daria fim ao seu am\u00e1vel mundo (Khronos em atividade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, atrav\u00e9s de uma caminhada existencial por estes dois tempos completamente antag\u00f4nicos, descobrir\u00e1 sua vera persona. Em oposi\u00e7\u00e3o est\u00e3o o tempo do n\u00e3o-ser e o tempo da realidade transubstanciada em experi\u00eancias do poss\u00edvel imaginado, enquanto ente movido por v\u00e1rias dimens\u00f5es que correspondem a toda sua trajet\u00f3ria humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15426\" aria-describedby=\"caption-attachment-15426\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15426 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA-2.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA-2.jpg 450w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA-2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15426\" class=\"wp-caption-text\">Oleg Almeida \/ Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o j\u00e1 dispomos de alguns elementos para o esbo\u00e7o que perseguimos: \u00e9 algu\u00e9m que diz chamar-se Crates e ser natural de Tebas. Entretanto, mostra-se um desconhecido (pois indaga sobre quem \u00e9!). Insatisfeito, procurando definir sua identidade, realiza um longo mergulho interior \u00e0 procura da sua verdade: a meninice feliz, as figuras inesquec\u00edveis, marcantes, deixando na alma, impressas, influ\u00eancias benfazejas que formar\u00e3o o arcabou\u00e7o desta defini\u00e7\u00e3o e o far\u00e3o concluir \u2013 sou um homem. E um homem, sabemos, \u00e9 a medida de todas as coisas. Mas para que o desvendemos, \u00e9 dizer pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed ser\u00e1 um fugitivo, conclu\u00edmos, que se acoberta sob uma personalidade angustiada que sofre \u201csaudades de um \u00c9den desmoronado\u201d. E uma ligeira vista por outras p\u00e1ginas desvendar\u00e1 a raz\u00e3o do seu estranhamento: as muitas lutas, as imensas perdas e por isso \u201ca morna tristeza que (o) borrifa\u201d. Que perpassa esse texto sutil e fortemente marcado por melanc\u00f3licas e pungentes lembran\u00e7as. Ao acaso, deslindamos outros enigmas. Sua origem long\u00ednqua, vindo de um pa\u00eds ao Norte, raz\u00e3o por que se denomina \u201cum hiperb\u00f3reo\u201d; habitou, cr\u00e9dulo, uma cidade varrida do mapa pelos romanos, na exacerbada ambi\u00e7\u00e3o por aumento do Imp\u00e9rio, apesar dos avisos do onisciente pai que previu a derrocada da Gr\u00e9cia. Viu ruir o mundo antigo, seus habitantes feitos escravos, cerca de dois s\u00e9culos a.C., e no retorno a Corinto atravessou o nebuloso per\u00edodo da juventude, viveu sagas que lhe permitiram ingressar no mundo adulto (Kairos, um tempo sem medida).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob forte clima sinest\u00e9sico, onde as cores e os gostos t\u00eam papel predominante, desfilam vis\u00f5es nas telas do espa\u00e7o vivido e projetam-se para o futuro, quando suas lembran\u00e7as habitar\u00e3o o territ\u00f3rio do que foi. Assume-se um heleno, habitante de Corinto, j\u00e1 sabemos, e vivencia experi\u00eancias fabulosas, patrocinadas pelo pr\u00f3prio processo de existir: a ilus\u00e3o da maturidade, incluindo armadilhas; incorporando Midas, sentindo o poder da posse material com toda sua carga de equ\u00edvocos n\u00e3o estranhos ao amadurecer. S\u00e3o ind\u00edcios ainda nebulosos para n\u00f3s que buscamos conhecer este que se oculta por tr\u00e1s dos disfarces da poesia. O poeta, afinal, segundo Fernando, o Pessoa, \u00e9 um fingidor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teimosamente procuramos acompanhar essa trajet\u00f3ria po\u00e9tica inteiramente marcada pelas refer\u00eancias eruditas de um mundo perdido, entretanto real a partir de figuras m\u00edticas, de aventuras de antigos her\u00f3is que, a bordo de antigas embarca\u00e7\u00f5es, cruzavam o Mediterr\u00e2neo, levando um jovem. Que, deixando a seguran\u00e7a da torre onde guardou o que de mais caro a vida lhe deu, sabe cultivar aquele tesouro que \u00e9 a fonte de toda sua inspira\u00e7\u00e3o neste novo tempo (Khronos) em que se define como Oleg Andr\u00e9ev Almeida e escreve um poema \u00fanico em quase setenta p\u00e1ginas, tentando livrar-se do peso memor\u00e1vel. Dividindo a emo\u00e7\u00e3o que do contr\u00e1rio o subjugaria irremediavelmente. Nesse territ\u00f3rio onde a morte n\u00e3o tem poder, as coisas em sua frescura e nitidez se oferecem, \u201co vinho caro na geladeira, a mesa e a poltrona de palha\u201d do tempo de agora, como tamb\u00e9m a lembran\u00e7a viva das pessoas que se preservam para sempre. O acesso \u00e9 restrito, entrada negada a estranhos, mas ele, parte deste mundo preservado, poder\u00e1 voltar quando queira, e encontrar\u00e1 um riso amigo da av\u00f3, um companheiro sempre disposto a embarcar numa trirreme ou fazer velas, chegar a cidades perdidas \u2013 atrav\u00e9s dos livros, atrav\u00e9s das grandes epopeias, ir e regressar de acontecimentos que revivem etapas, seja no Egito, na Gr\u00e9cia ou noutro lugar qualquer ao longo do Mediterr\u00e2neo, integrar-se nelas, ser um natural e praticar atos comuns \u00e0 \u00e9poca, tais como comerciar com grandes capitalistas de \u00e9pocas remotas, gastar sua bolsa em tabernas vulgares com bebida e jogo de dados, desfrutar de prazeres baratos e sem poesia com hetairas vulgares, passar por sustos e perigos de salteadores que por sorte o libertaram, ap\u00f3s despojado daquilo que o fazia sentir-se dono de metade do mundo e em seguimento o reduz \u00e0 express\u00e3o mais simples do despojamento e da car\u00eancia. Sempre os dois tempos em luta a determinar o destino de um homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Empreender batalhas, desbravar espa\u00e7os desconhecidos, desvendar territ\u00f3rios ignotos, tudo s\u00e3o experi\u00eancias a somar e refinar o esp\u00edrito, ritos de passagem para a madurez. Algumas vezes vence, noutras \u00e9 dominado pelas F\u00farias atentas ao p\u00eandulo da sorte. Mas estes confrontos com o lado s\u00f3rdido e sem poesia da vida o fizeram crescer. E sempre regressar\u00e1 \u00e0 sua \u00cdtaca, ferido, coberto de cicatrizes, mas de alma \u00edntegra, porque foi bafejado por Orfeu que lhe ofertou, ao nascer, um presente inestim\u00e1vel: uma lira de onde tira as mais belas notas. Isto o defender\u00e1 do canto das sereias que n\u00e3o conseguir\u00e3o distra\u00ed-lo da rota que tra\u00e7ou, passando ao largo da ilha maldita onde perderia sua alma, mas que o surpreendeu quando ali encontrou, deus que era, uma bela mortal que o fez desistir da sua condi\u00e7\u00e3o divina e o trouxe para \u201cum pa\u00eds singular\u201d, terra dominada por Phebo, cuja bandeira reproduz \u201cum losango e uma esfera\u201d, a qual assumiu para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a n\u00f3s cabe lamentar pelo fracasso em desvendar esta poesia bel\u00edssima quanto estranha. Dif\u00edcil, hav\u00edamos dito&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(A carioca <strong>Rejane Machado <\/strong>\u00e9 romancista, professora e cr\u00edtica liter\u00e1ria. Com Licenciatura em Portugu\u00eas\/Literatura (UFRJ), Mestrado em Literatura Brasileira (UFF) e Doutorado em Lingu\u00edstica e Filologia Rom\u00e2nica (UFRJ), tamb\u00e9m atua como revisora e colabora com diversos jornais e revistas do Rio de Janeiro. Dentre seus livros publicados, est\u00e3o: \u201cA dimens\u00e3o das Pedras\u201d (Contos\/1973), \u201cR\u00e9quiem para M\u00e1rio\u201d (Romance\/2010), \u201cO m\u00e9dico das Flores\u201d (Infantil\/2013), \u201cO Momento mais bonito da Literatura Brasileira \u2013 Gon\u00e7alves Dias e outros\u201d (Ensaio\/2013), \u201cContando at\u00e9 dez\u201d (Cr\u00f4nicas\/2012))<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rejane Machado mergulha nas densidades po\u00e9ticas de \u201cMem\u00f3rias dum hiperb\u00f3reo\u201d, livro de Oleg Almeida<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5102,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1304,2533,16],"tags":[11,917,1308,1309,159,1307,189,1310],"class_list":["post-5101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-81a-leva","category-aperitivo-da-palavra","category-destaques","tag-aperitivo-da-palavra","tag-editora-7letras","tag-memorias-dum-hiperboreo","tag-oleg-almeida","tag-poemas","tag-rejane-machado","tag-resenha","tag-sutileza-ardilosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5101"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15428,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5101\/revisions\/15428"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}