{"id":5135,"date":"2013-07-27T18:56:02","date_gmt":"2013-07-27T21:56:02","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=5135"},"modified":"2018-10-31T09:23:45","modified_gmt":"2018-10-31T12:23:45","slug":"dedos-de-prosa-i-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-16\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p><strong>A v\u00edrgula<\/strong><\/p>\n<p><em>Lizziane Negromonte Azevedo <\/em><\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_15422\" aria-describedby=\"caption-attachment-15422\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15422 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/INTERNA-300x194.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15422\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Mario Baratta<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de tr\u00eas meses desempregado, o que me apareceu foi uma vaga na livraria da Pra\u00e7a 1817. Eu nunca gostei muito dessa coisa de livro, leitura&#8230; mas, diante de uma carteira vazia, era minha \u00fanica op\u00e7\u00e3o. Foi l\u00e1 que descobri que era&#8230; Atchim, atchim, atchim&#8230; al\u00e9rgico \u00e0 poeira. Mas, n\u00e3o precisa se preocupar comigo n\u00e3o, j\u00e1 descobri um rem\u00e9dio que \u00e9 tiro e queda. O nome dele? Cetirizine. Voc\u00ea conhece? \u00c9 \u00f3timo, um santo rem\u00e9dio. Aqui, meu trabalho \u00e9 tirar a poeira dos livros, lev\u00e1-los do estoque para a loja e organiz\u00e1-los nas prateleiras. Depois, \u00e9 s\u00f3 esperar que cheguem os clientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mo\u00e7o, o senhor tem o livro do Valter Hugo&#8230; Caramba, esqueci o nome do homem! Voc\u00ea poderia consultar no sistema se existe algum autor com esse nome?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sempre assim, quando consigo engatar uma conversa legal com algu\u00e9m aparece uma criatura dessas, que n\u00e3o sabe o nome do livro, muito menos o do autor. D\u00e1 vontade de matar uma pessoa dessas. Sei n\u00e3o, viu! S\u00f3 um minutinho que eu j\u00e1 volto para continuarmos conversando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pois n\u00e3o, senhor. S\u00f3 um instante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, pois n\u00e3o, pois n\u00e3o&#8230; Eu s\u00f3 falo isso porque fui ensinado, mas a vontade que d\u00e1 \u00e9 mandar um cliente desses para aquele lugar. Ora, onde j\u00e1 se viu chegar a uma livraria sem saber absolutamente nada do livro que procura! S\u00f3 se eu fosse um adivinho, daqueles com bola de cristal e tudo, pra acertar o livro que a pessoa mais perdida que ele procura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o, infelizmente n\u00e3o temos nenhum autor cadastrado com esse nome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mas, voc\u00ea n\u00e3o sabe dizer se chegar\u00e1 algum livro desse Valter Hugo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Infelizmente n\u00e3o, pois os pedidos deste m\u00eas ainda n\u00e3o foram feitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando n\u00e3o trabalhamos em uma livraria achamos que as pessoas que v\u00e3o at\u00e9 l\u00e1 s\u00e3o pessoas objetivas, que chegam sabendo o que querem. No entanto, olha a\u00ed esse carinha pra comprovar que as coisas n\u00e3o s\u00e3o bem assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, continuando nossa conversa, aqui \u00e9 sempre muito calmo. Ficamos sempre a esperar que o cliente nos aborde fazendo algum questionamento sobre o livro, o autor, o pre\u00e7o, essas coisas. Eu evito chegar junto ao cliente assim que ele entra na loja. N\u00e3o quero parecer com aqueles vendedores de sapato chatos que, mal entramos na loja, j\u00e1 nos mostram sapatos ou sand\u00e1lias que jamais comprar\u00edamos, mas, que para eles: <em>\u201colhe s\u00f3 que coisa mais linda!\u201d<\/em>. N\u00e3o, isso n\u00e3o! Prefiro aquele atendimento de loja chique l\u00e1 do shopping da granfinada, que o vendedor apenas observa quem entra e, ao perceber alguma d\u00favida ou ao ser chamado, aparece perto do cliente para atend\u00ea-lo. Tem gente que acha que vendedor assim \u00e9 vendedor esnobe, que atende com simpatia dependendo da cara de riqueza do cliente. Eu n\u00e3o penso assim, n\u00e3o. Acho at\u00e9 melhor esse tipo de atendimento, sem press\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mo\u00e7o, o senhor sabe dizer se tem o livro \u201cO fio das missangas\u201d, de Mia Couto?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Deixe-me ver, s\u00f3 um minuto. Sim, temos sim. Ir\u00e1 lev\u00e1-lo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ah, que bom! J\u00e1 procurei demais por este livro. Onde \u00e9 o caixa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; \u00c9 s\u00f3 ir em frente. Muito obrigado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rotina aqui \u00e9 essa, meu amigo. E, numa loja como esta, num pa\u00eds como o nosso, onde poucos l\u00eaem, a come\u00e7ar por mim mesmo, n\u00e3o vemos muitas pessoas por aqui. Agora, d\u00e1 um pulinho na loja de sapatos da esquina pra voc\u00ea ver a diferen\u00e7a. Est\u00e1 apinhada de gente essa hora. Bom pra mim, s\u00f3 assim n\u00e3o tenho que ficar o tempo todo atr\u00e1s de um e de outro pra atender. Sei que, nessa brincadeira, eu j\u00e1 estou trabalhando aqui na loja da dona Am\u00e1lia h\u00e1 umas oito semanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo nos primeiros quinze dias de trabalho \u2013 que, diga-se de passagem, foram semanas muito nubladas e chuvosas \u2013 apareceu aqui na loja um cliente muito diferente. Ele \u00e9 magro, tem uma barba branca e longa. Parece um \u00e1rabe. Mas, quero logo deixar claro que n\u00e3o tenho nada contra esse povo. \u00c9 que n\u00e3o \u00e9 muito comum por aqui pessoas com a fei\u00e7\u00e3o como a daquele cliente. Mas, al\u00e9m de tudo isso, ele tem outra peculiaridade muito engra\u00e7ada, apesar de tr\u00e1gica. Ele carrega o peso morto de uma das pernas com uma muleta. Por que \u00e9 engra\u00e7ado? Claro que n\u00e3o \u00e9 a circunst\u00e2ncia em si da perna morta, mas o fato de que ela parecia querer entrar na outra perna, assemelhando-se a uma v\u00edrgula. Sim, com o detalhe de que ela estava coberta com gesso, como para esconder sua pr\u00f3pria deformidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando ele chega \u00e0 loja, taciturno e com o semblante fechado, anda entre as estantes de livros, n\u00e3o sem alguma dificuldade \u2013 outra vez ele bateu a muleta num monte de livros que eu havia organizado um minuto antes na forma de espiral e derrubou todos eles \u2013 escolhe um livro e l\u00ea cada linha dele em voz alta, como que para uma plat\u00e9ia invis\u00edvel, que observa atentamente cada s\u00edlaba, ponto e v\u00edrgula pronunciados. Como ele fica muito tempo no mesmo lugar, lendo o livro sempre em voz alta, nunca sei exatamente o quanto do livro ele consegue ler. Se n\u00e3o o l\u00ea todo, chega bem pertinho. Isso eu tenho certeza. Eu nunca o vi acompanhado por quem quer que seja, pai, m\u00e3e, irm\u00e3o, esposa ou filho. \u00c9 sempre sozinho que chega aqui na loja. O mais interessante \u00e9 que antes dele aparecer por aqui eu nunca o tinha visto por essas bandas da Pra\u00e7a 1817. \u00c9 claro que passa muita gente nessa rua, mas, quando voc\u00ea vem trabalhar todos os dias, voc\u00ea come\u00e7a a ver que s\u00e3o quase sempre as mesmas pessoas que circulam por aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Semana ap\u00f3s semana ele vem \u00e0 livraria e repete seu ritual, sempre \u00e0s tr\u00eas horas da tarde, nem antes nem depois desse hor\u00e1rio. No in\u00edcio, eu fiquei muito curioso para saber quem era aquela figura t\u00e3o inusitada. Enquanto ele permanecia na loja, a cada minuto eu desejava que ele me chamasse para fazer uma pergunta que fosse, s\u00f3 para eu tentar ao menos descobrir o nome dele e de onde ele era. Mas, confesso que at\u00e9 hoje n\u00e3o consegui descobrir nada disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Alberto, deixa de conversa com esse a\u00ed e vai atender o cliente ali!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alberto, Alberto&#8230; Eu j\u00e1 disse para dona Am\u00e1lia que podia me chamar de Beto mesmo; todo mundo me chama assim desde a minha inf\u00e2ncia, tanto que \u00e0s vezes at\u00e9 esque\u00e7o que me chamo Alberto. Eu j\u00e1 nem sei mais o que fazer para dona Am\u00e1lia me chamar de Beto, mas n\u00e3o vou mais ligar pra isso n\u00e3o, afinal, meu nome n\u00e3o \u00e9 mesmo Alberto? Ent\u00e3o!?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pois n\u00e3o, senhor! Posso ajud\u00e1-lo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como eu vinha nessa divaga\u00e7\u00e3o sem futuro sobre meu nome, se era Alberto, Beto, essa coisa toda, nem me dei conta de quem era o cliente que dona Am\u00e1lia mandara atender. Pois n\u00e3o era o carinha da perna morta de quem eu estava falando! Meu susto foi t\u00e3o grande que quase gaguejei ao perguntar o nome dele. Acho at\u00e9 que ele pensou que eu era gago de verdade. Mas a surpresa foi ainda maior quando ele respondeu que o nome dele era Alberto. Ele era meu xar\u00e1! Voc\u00ea acredita nisso? Fiquei t\u00e3o desnorteado que minha rea\u00e7\u00e3o foi sair dali o mais r\u00e1pido poss\u00edvel; o que fiz assim que ele respondeu \u00e0 minha pergunta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; N\u00e3o, obrigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sa\u00ed dali direto para a sala da dona Am\u00e1lia, para contar-lhe o pouco que eu sabia da rotina do homem aqui na loja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Dona Am\u00e1lia, aquele cliente que a senhora pediu que eu atendesse vem aqui na loja toda semana, religiosamente. Ele l\u00ea alguns livros em voz alta e depois vai embora. Nunca apareceu aqui acompanhado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ser\u00e1 que ele n\u00e3o est\u00e1 observando o movimento da loja para nos assaltar, Alberto? Sei l\u00e1, hoje em dia est\u00e1 tudo t\u00e3o perigoso. Morro de medo de assalto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Onde \u00e9 que um homem desses, com todo respeito, tem condi\u00e7\u00f5es de assaltar algu\u00e9m, dona Am\u00e1lia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dona Am\u00e1lia \u00e9 daquelas empres\u00e1rias que vivem soltando fogo pelas ventas, manda aqui e acol\u00e1, d\u00e1 grito em gente e tudo mais. No entanto, \u00e9 s\u00f3 falar em assalto que ela fica mansinha, mansinha. Ela \u00e9 muito nervosa com essa coisa de assalto, faz de um tudo para ter seguran\u00e7a aqui na loja. J\u00e1 instalou c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia dentro e fora da loja e, al\u00e9m disso, contratou um seguran\u00e7a que passa vez ou outra aqui em frente para conferir se est\u00e1 tudo em ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Alberto, desde quando esse homem vem aqui na livraria, que eu nunca o vi por aqui?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; J\u00e1 faz algumas semanas, dona Am\u00e1lia. A senhora nunca o viu porque ele s\u00f3 vem aqui \u00e0s tr\u00eas horas da tarde e a senhora raramente est\u00e1 aqui nesse hor\u00e1rio. Mas, n\u00e3o se preocupe n\u00e3o, dona Am\u00e1lia, ele parece ser totalmente inofensivo. A senhora n\u00e3o v\u00ea que ele mal consegue andar direito carregando aquela perna?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela n\u00e3o respondeu. Ficou na sala com uma cara de espanto, meditando sobre nossa conversa. E eu voltei para o sal\u00e3o de vendas, tamb\u00e9m refletindo, mas, n\u00e3o sobre a mesma coisa, e, sim, no meu encontro estabanado com o meu xar\u00e1. Depois desse incidente, nunca mais falei com ele, pois ele nunca deu brecha para maiores di\u00e1logos. E assim os dias foram passando, as horas se somando e ele sempre a nos visitar, com dona Am\u00e1lia j\u00e1 sem ter medo do pobre. Eu tinha pena dele, solit\u00e1rio a entrar e sair de est\u00f3rias, como se quisesse ser uma delas; com aquela perna morta, em crise por ser membro, querendo ser v\u00edrgula e eternizar-se, emaranhando-se nas linhas e par\u00e1grafos daquelas fantasias<strong>,<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(Leitora ass\u00eddua, desde a adolesc\u00eancia, <strong>Lizziane Negromonte Azevedo<\/strong>, monteirense de cria\u00e7\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 advogada, cofundadora e coeditora da Boca Escancarada: Revista de Literatura e Arte. Possui diversos contos publicados pela C\u00e2mara Brasileira do Jovem Escritor, pelo Correio das Artes \u2013 Suplemento Liter\u00e1rio do Jornal A Uni\u00e3o, do Estado da Para\u00edba \u2013 e pela Revista Boca Escancarada)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mist\u00e9rios da palavra povoam a narrativa de Lizziane Negromonte Azevedo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5136,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1304,2534,16],"tags":[1329,81,41,1327,149,1328],"class_list":["post-5135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-81a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-a-virgula","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-lizziane-negromonte-azevedo","tag-prosa","tag-revista-boca-escancarada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5135"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15423,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5135\/revisions\/15423"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5136"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}