{"id":5659,"date":"2013-09-28T18:12:34","date_gmt":"2013-09-28T21:12:34","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=5659"},"modified":"2013-09-29T12:08:55","modified_gmt":"2013-09-29T15:08:55","slug":"dedos-de-prosa-ii-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-16\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p><em>Airton Uchoa Neto <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5661\" aria-describedby=\"caption-attachment-5661\" style=\"width: 381px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/INTERNA5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5661\" title=\"Denise Scaramai\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/INTERNA5.jpg\" alt=\"\" width=\"381\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/INTERNA5.jpg 381w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/INTERNA5-228x300.jpg 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5661\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Denise Scaramai<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AN\u00d4NIMO E SEM DESTINAT\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tinha quase dois metros e menos de setenta quilos; longos e antigos dreadloacks em amarelo sujo ca\u00edam sobre o seu rosto e escondiam os olhos vazios de cegueira; seu aspecto era mais propriamente desgastado do que envelhecido. Uma forma mumificada de juventude. Ele tocava um grande berimbau grave comprado d\u00e9cadas atr\u00e1s num litoral ainda mais isolado e in\u00f3spito. Talvez tenha comprado quando ainda achava que seria apenas um turista. O chap\u00e9u desbei\u00e7ado de n\u00e1ilon aos seus p\u00e9s esperava moedas. Um hippie holand\u00eas radicado por aqui que ignorou a passagem do tempo e ganha a vida esmolando de praia em praia, me disseram, e tocando seu berimbau. Um som circular que entrou na minha cabe\u00e7a e n\u00e3o saiu. Um verme de ouvido que ia me acompanhar at\u00e9 eu conseguir dormir. Essa foi, estranhamente, a primeira imagem que me ficou de Camocim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproveitar o feriado prolongado. Aproveitar o tempo. De tanto os amigos insistirem eu aceitei, sabendo que ia acabar chateado. O desfile dos biqu\u00ednis coloridos das suas namoradas jovens e falantes s\u00f3 ia me deixar triste. As conversas sobre carros novos, TV a cabo, condom\u00ednio, pens\u00e3o, banda larga de internet, campeonato brasileiro e as piadas de escrit\u00f3rio e reparti\u00e7\u00e3o regadas a \u00e1lcool s\u00f3 iam me chatear. N\u00e3o por inveja, mas por deslocamento: permaneci professor, morei com os pais enquanto pude, me viro com uma televis\u00e3o de doze polegadas em preto e branco made in China com seletor de canais a giro. O seletor quebrou faz tempo; tenho que trocar os canais com um alicate. Moro numa pequena quitinete de poucos m\u00f3veis no Quintino Cunha. Uma pobreza s\u00f3bria de antigos espanh\u00f3is do Mediterr\u00e2neo, como diria o Camus num ensaio. Do ensaio eu s\u00f3 lembro essa frase, mas talvez me lembre bem o bastante pra tentar viver de acordo com ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Me disseram que trariam uma mo\u00e7a solteira. Uma indireta. Uma tentativa deles pra que eu n\u00e3o ficasse deslocado. N\u00e3o nego que pensei nisso como numa possibilidade, mas sem o desespero adolescente que torna coisas tolas em quest\u00e3o de vida ou morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproveitar o feriado prolongado. Eu j\u00e1 tinha uma folga natural no dia anterior, e aproveitei pra chegar mais cedo. Aproveitar o tempo um pouco s\u00f3. Aproveitar o tempo sem que o sil\u00eancio e a falta de assunto incomodassem os outros. Quando cheguei vi um homem imposs\u00edvel tocando um berimbau imposs\u00edvel. E o som circular ficou na minha mente at\u00e9 eu conseguir dormir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se desculparam, na recep\u00e7\u00e3o da pousada, pela falta de energia. Souberam, pelo r\u00e1dio, que o apag\u00e3o tinha atingido todos os estados do nordeste, como s\u00f3i acontecer. N\u00e3o liguei; eu precisava dormir; a viagem de \u00f4nibus \u00e9 longa. Dormi sem sonhos assim que entrei no quarto; eram ainda cinco e pouco da tarde; o som do berimbau se apagou aos poucos e at\u00e9 embalou o come\u00e7o do sono. Meio mem\u00f3ria sonora meio m\u00fasica ao longe. Dormi sem sonhos como uma pedra que afunda at\u00e9 a parte mais escura da \u00e1gua, onde nenhum som aberto podia me alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acordei cedo, livre das lembran\u00e7as do sono, surpreso por n\u00e3o estar em Fortaleza e porque n\u00e3o ia precisar trabalhar. Um turista repentino. Nem sequer vi os funcion\u00e1rios da pousada, ocupados que deviam estar em outros quartos ou na cozinha, preparando o caf\u00e9 da manh\u00e3 que n\u00e3o precisei agradecer e recusar (estava sem fome). Deixei a chave na recep\u00e7\u00e3o e fui sentar nos bancos protegidos do coreto, diante da barra e da ilha do outro lado. O sol ameno. Ainda n\u00e3o havia ningu\u00e9m. Mesmo os nativos devem ter aproveitado a v\u00e9spera em nome da embriagu\u00eas. Eu estava s\u00f3brio e disposto a ler alguma coisa antes que eles, os meus amigos, chegassem, e levava comigo um livro de bolso que me lembrava o passado. Era um livro dedicado. A letra era feminina e a mensagem se direcionava a mim. \u201cPara a crian\u00e7a que ama mapas e gravuras, todo o universo se assemelha ao seu apetite vasto [para C\u00e1rio, El Misterioso]\u201d. Eu sei, o autor na verdade \u00e9 Baudelaire e esses versos se encontram dentro do livro, mas ela escolheu os versos \u2013 comodamente do come\u00e7o de um poema \u2013, traduziu por conta pr\u00f3pria e dedicou o livro a mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por causa dela comecei a ler livros e a prestar aten\u00e7\u00e3o nas can\u00e7\u00f5es, a ouvir m\u00fasicas instrumentais, a gostar especialmente de Thelonious Monk e a ver filmes em preto e branco falados em l\u00ednguas distantes. E rapidamente ela me considerou um bom amigo e isso durou muitos anos, mas eu sempre quis outra coisa. Ela se casou com um bruto endinheirado, foi o que eu soube pela \u00faltima vez, quero dizer, tamb\u00e9m ouvi falar que ela tinha se separado e h\u00e1 boatos de que ela se envolveu depois com um jovem casado que vivia prometendo se divorciar pra ficar com ela e por causa das crian\u00e7as o div\u00f3rcio nunca sa\u00eda. N\u00e3o sei o que \u00e9 verdade e o que \u00e9 mentira. Faz muito tempo que os caminhos se partiram, desde aquele dia em que ela me abra\u00e7ou e foi embora sem saber que depois eu ia tomar o maior porre da vida e ia acordar na pra\u00e7a da igreja, quase na esquina da Pasteur, sem nada nos bolsos, com a cabe\u00e7a martelando e o sol do meio-dia cozinhando as pupilas. Traduzo agora por mim mesmo o Baudelaire. <em>Certa manh\u00e3 partimos, a mente em chamas, o cora\u00e7\u00e3o pleno de rancor e de desejos amargos. <\/em>E poderia ter pensando, se fosse poss\u00edvel pensar, nesses versos naquela manh\u00e3 da qual ela nunca teve e nunca ter\u00e1 not\u00edcias. N\u00e3o, Z\u00e2mia nunca soube disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era esse o seu nome; se chamava Z\u00e2mia. E achei que nunca mais nos ver\u00edamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o pude acreditar quando, aqui em Camocim, nesse banco de coreto, as m\u00e3os dela cobriram os meus olhos na manh\u00e3 de ressaca alheia e ainda sem ningu\u00e9m e eu reconheci de imediato que eram as m\u00e3os dela. Z\u00e2mia, os loucos cabelos de cobre e as roupas frouxas floridas e as atitudes impensadas quando eu tinha tanto medo de tudo e pensava demais e a poesia era um divertimento masoquista do meu c\u00e9rebro. As m\u00e3os est\u00e3o mais \u00e1speras e ossudas. Vinte anos n\u00e3o passam de gra\u00e7a pra ningu\u00e9m. Mas eu reconheci seus dedos alongados de extraterrestre, como diria um amigo sobre uma mo\u00e7a que lhe pareceu meio eg\u00edpcia. Era ela, depois de tanto tempo e por acaso. Tive mesmo o pensamento sem sentido de que os companheiros teriam chegado um pouco antes e que Z\u00e2mia, que eles teriam conhecido n\u00e3o atrav\u00e9s de mim, seria justamente a amiga solteira que eles pretendiam me apresentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas eu me lembrei do passado. Depois de tantos anos eu ia ter mais uma sess\u00e3o daquela tortura a fogo brando de conviver de perto com o amor inalcan\u00e7\u00e1vel. Ela imaginava o que eu sentia, mas n\u00e3o sei at\u00e9 que ponto. Agora ela devia imaginar que j\u00e1 tinha passado pra mim, e eu mesmo achei que sim, que tinha passado. O livro era apenas uma boa lembran\u00e7a e, antes de tudo, uma leitura densa, das que valem a pena. <em>Les fleurs du mal<\/em>. Ela mesma me deu e me dedicou, mas ali s\u00f3 o que me interessava era o livro. At\u00e9 que as m\u00e3os dela retornaram do passado e me proibiram a releitura dolorosa. E quando eu menos esperava foi a leitura dessas m\u00e3os que me trouxe mais dor ainda. N\u00e3o passou, mas ela deve achar que sim, e eu vou fingir que passou pra que ela n\u00e3o se sinta mal ou constrangida. E eu desejava a tortura a fogo brando. Queria me iludir, ver nos olhos dela que eu me tornava uma possibilidade depois de tanto tempo. H\u00e1 mais possibilidades quando a gente se preserva menos, e j\u00e1 \u00e9ramos velhos demais pra nos preservarmos. Tanto pra nos preservarmos quanto pra nos expormos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que eu n\u00e3o desenhava alguma coisa pra ela ver, como antes? N\u00e3o sei se ainda sei desenhar e estou sem papel. Ela sacou um pequeno bloco de papel em branco e me arranjou um inusitado l\u00e1pis F mais ou menos apontado. Ela se lembrou do meu gosto por l\u00e1pis F e como eles s\u00e3o dif\u00edceis de encontrar. Mas ela n\u00e3o podia saber que ia me encontrar. Aquilo tamb\u00e9m era apenas uma coincid\u00eancia, mas era quase imposs\u00edvel resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de achar que tudo era um sinal, a tenta\u00e7\u00e3o de me iludir mais uma vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenhei o balan\u00e7o desgastado e quase quebrado que ficava na pra\u00e7a escondida perto da Theberge, vizinho a um col\u00e9gio p\u00fablico que homenageia n\u00e3o me lembro quem. O balan\u00e7o ficava ao lado do banco onde a gente conversava e bebia composto de uva nas noites de s\u00e1bado. Beb\u00edamos e convers\u00e1vamos at\u00e9 tarde. Ela n\u00e3o se preocupava com nada e eu voltava pra casa tonto de \u00e1lcool ruim e com um furac\u00e3o no peito. Ela achou o balan\u00e7o muito parecido n\u00e3o com esse do passado, mas com o que estava ao nosso lado. Eu n\u00e3o tinha reparado. Olhei e l\u00e1 estava ele, t\u00e3o velho quanto era no nosso tempo, mas numa pra\u00e7a de Camocim. Aquilo n\u00e3o podia ser. Mas era, foi o que ela disse, sem se preocupar, e se despediu de mim com um beijo casto, t\u00e3o quente e doloroso quanto aqueles do passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas isso de tanta coisa. E nada mais al\u00e9m da suspens\u00e3o de mim mesmo. A hist\u00f3ria podia continuar na minha mente e desembocar eternamente no nada desse instante inexplic\u00e1vel. Apenas mais uma espera paciente pelo que n\u00e3o vem, como diria o cancioneiro do Montese. Ela se foi. S\u00f3 queria me cumprimentar; afagar uma parte do passado divertido e seguir adiante; eu n\u00e3o devia valer mesmo mais que isso e ela j\u00e1 n\u00e3o tinha assuntos comigo. E nem adianta que eu mesmo continue falando sozinho. Repisando como quem precisa ouvir constantemente a mesma m\u00fasica. Z\u00e2mia cegou meus olhos, queimou meu rosto e partiu. Essa seria minha can\u00e7\u00e3o intermin\u00e1vel pro infinito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela dobrou a esquina e a vida local ainda n\u00e3o tinha recome\u00e7ado. Olhei pro balan\u00e7o imposs\u00edvel e ele rangia. O vento, ou o fantasma precoce de crian\u00e7as infelizes, balan\u00e7ava as cadeirinhas vazias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomei um susto quando um dos colegas me ligou perguntando onde eu estava, que j\u00e1 tinha me procurado na pens\u00e3o e que ningu\u00e9m tinha me visto sair. Viram apenas as chaves. Estou nos bancos do coreto, ao lado de um balan\u00e7o velho. O sol est\u00e1 ameno. Ainda n\u00e3o tem ningu\u00e9m por aqui. Tamb\u00e9m estou aqui, ele respondeu, mas deve haver um engano: nunca senti um sol que fortalecesse tanto, as pessoas est\u00e3o aqui sorrindo e vendendo tudo e comentando o apag\u00e3o de ontem, e n\u00e3o h\u00e1 um balan\u00e7o ao lado do coreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tirei o telefone do ouvido e levantei os olhos. Na ilha do outro lado eu podia ver uma pequena mancha humana. O vulto de Z\u00e2mia com os cabelos de cobre e o vestido florido escorrendo no vento. Se desfazendo eternamente como uma duna m\u00f3vel. E gradualmente o som do berimbau recome\u00e7ou atr\u00e1s de mim num crescendo e tive que olhar pra tr\u00e1s. O homem n\u00e3o estava l\u00e1, apenas o muro com a picha\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Estou t\u00e3o sozinho quanto tu.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<a href=\"http:\/\/cartomanteateu.blogspot.com.br\/\"><strong>Airton Uchoa Neto<\/strong><\/a> \u00e9 natural de Fortaleza. Mestre em literatura comparada pela Universidade Federal do Cear\u00e1. Colaborador da extinta revista Aldeota e da mais recente antologia Arraia Paj\u00e9urBR. Autor do romance Cr\u00f4nica da Prov\u00edncia em Chamas (Projeto Premiado pelo III edital de Concurso P\u00fablico Pr\u00eamio de Literatura, Livro e Leitura na Cidade de Fortaleza 2010) <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><em><\/em><em><br \/>\n<\/em><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As miragens da solid\u00e3o no conto de Airton Uchoa Neto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5660,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1419,2534],"tags":[1448,1449,81,41,1450],"class_list":["post-5659","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-83a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-airton-uchoa-neto","tag-anonimo-e-sem-destinatario","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-fortaleza"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5659"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5763,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5659\/revisions\/5763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}